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Comida feita em casa: comida de verdade! Com que frequência você cozinha?

Destaque

Em minha família, a ideia de fazer boas refeições, de cozinhar a própria comida, planejar um cardápio semanal e ir à feira é algo cultivado desde o tempo de minhas avós. Cozinhar, por aqui é uma herança para todas as idades e sexos.

Raridade mesmo sempre foi “comer fora”. Poucas foram as vezes que em minha infância e até depois de adulta, frequentei restaurantes ou consumi alimentos pré-prontos, aqueles repletos de conservantes e vazios em nutrientes. Mesmo trabalhando oito horas por dia em escritórios, a ideia de “marmitar” sempre foi muito mais agradável, confortável, interessante e saudável.

Cozinhar
Imagem: Creative Commons

E como agora tenho horários mais flexíveis de trabalho consigo reforçar ainda mais a prática de degustar a comida feita em casa, na hora. Aquela comida que muitos chamam de “comida de verdade”. E quanta diferença faz! Para a saúde, para a disposição e até para a pele.

Em um mundo que exige uma rotina cada vez mais corrida, é compreensível o crescente consumos de alimentos tidos como “práticos”. Mas, uma vez que cozinhamos, descascamos e misturamos, sabemos o que de fato, estamos colocando para dentro do corpo. Ainda que lidemos com muitas questões sobre agrotóxicos e afins, cozinhar ainda garante um cuidado mais genuíno sobre a própria saúde e menos dependência de um sistema que cria cada vez mais padrões de consumo inviáveis, insustentáveis (de várias formas – do ambiental ao econômico) e insalubres (das mais diversas formas).

Comida Caseira
Comida Caseira

Um conselho antigo mas verdadeiro

Sabiamente, minha mãe sempre diz que comida que faz bem vem de feira, sem embalagem e exige trabalho manual com atenção e amor. Além disso, a cooperação de toda a família (aqui em suas diversas formas em que o amor prevalece) para o preparo das refeições torna tudo ainda mais “rico”, pois além dos nutrientes para o funcionamento do corpo, envolve união e compreensão. E isso cria uma atmosfera de presença amorosa e atenciosa que aquece o coração e aumenta nossa resistência para encarar a rotina.

Amor
Imagem: Creative Commons

Tudo isso é algo realmente transformador. Aprender a cozinhar e fazer isso com aqueles que amamos é uma experiência que nos muda. E como aprender a cozinhar? Aquele programa de culinária, aquele canal no Youtube pode nos proporcionar inspirações e vontades iniciais e devemos aproveitá-las para dar iniciar a prática. A prática com amor que proporciona cuidado ao cozinhar, responsável pela melhoria da nossa qualidade de vida.

Quando cuidamos desse lado mais artesanal da vida, aprendemos sobre os reais impactos de nossas escolhas, afinal, não dá mais para ir a supermercados e feiras e, consequentemente cozinhar, sem pensar na questão ambiental, no uso integral dos alimentos e na redução do lixo que geramos todos os dias. Caso contrário, ainda que cozinhemos todos os dias, faremos isso de forma mecânica, inconsciente e sem um propósito de transformação e criação de hábitos realmente saudáveis.

Sobremesa
Imagem: Creative Commons

Encare a cozinha como uma escola de reeducação para consumo e compaixão irrestrita, quando, por exemplo, optamos por alimentos que não sejam de origem animal. Afinal, já não é segredo o cenário a que os animais são expostos diariamente para satisfazer paladares diversos ou padrões de consumo alimentar impostos.

A compreensão de  preparar a famosa comida de verdade nos coloca diante do nosso potencial criativo e isso é altamente motivador. Sem contar que cozinhar garante economia e também nos desperta habilidades e certamente um refino em nossos paladares e a sensação de que estamos nos alimentando bem. É tudo questão de estar atento ao mensageiro e a mensagem que essa convivência saborosa nos traz, afinal, cozinha também é palco de memória afetiva e isso é um ingrediente certeiro para o êxito de qualquer receita.

Vegan
Imagem: Creative Commons

Repensar nossos hábitos e criar novas práticas expressa responsabilidade

 Diariamente buscamos informações sobre reutilizar, reciclar, reduzir e repensar nossa forma de consumo, mudar nossos hábitos. E cozinhar garante uma boa parte dessa mudança porque muita coisa começa na cozinha.

Cozinhar
Cozinhar

É nítido que muita gente já segue interessada sobre políticas ambientais das empresas que fornecem os sabores que chegam às prateleiras e mesas. Há um crescimento considerável na busca de alimentos orgânicos e incentivo a pequenos produtores. Eventos quase que diários sobre a necessidade de criar consciência e alimentar-se melhor. Falta muito?  Sim, falta, mas estamos na jornada e avançando.

A ideia de “comida de verdade” e de preparar, ressurge no cenário atual como um sinal de que temos energia de sobra para exercer a prática do cuidado honesto e para nos relembrar que todo e qualquer “sabor” que experimentamos no mundo sempre nasce primeiro em nós. Quando o consumidor se reeduca, reeduca aquele que fornece e é assim que mudamos o mundo!

 

 

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Um comentário

  1. Parabéns pelo texto!

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