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Você conhece o Papel de Parede 100% compostável?

Utilizado por muitas pessoas na decoração, os papéis de parede são o método mais rápido para transformar o seu ambiente, promovendo uma renovação incrível sem quebra-quebra ou uma grande reforma.

Prático, de aplicação fácil, sem deixar bagunça ou sujeira, os papéis de parede podem deixar qualquer ambiente ainda mais aconchegante. Eles transferem para as paredes cada traço de sua personalidade e dão um toque de exclusividade na decoração da sua casa.

No entanto, os papéis de parede podem trazer diversos impactos ambientais negativos, seja na sua produção, uso ou descarte. Para criar efeitos específicos, podem ser aplicados esmaltes ou processos oxidativos e, ao combinar diferentes camadas de um papel são utilizadas resinas sintéticas e cola, que são prejudiciais ao meio ambiente. E é nessa lacuna que o papel de parede ecológico vem ganhando espaço e se consolidando no mercado.

O papel de parede ecológico é ambientalmente correto e reciclável, pois é livre de poluente e corantes artificiais. Ele é feito inteiramente a partir de matéria-prima de origem vegetal e certificada pelo selo FSC. A madeira tem origem na silvicultura, técnica que trabalha o manejo de florestas plantadas exclusivamente para extração, o que evita o desmatamento de árvores nativas.

Imagem: Papel de parede anos 70

Um dos primeiros modelos de papel de parede totalmente compostável é o Veruso Lino, criado por uma empresa alemã. Sua composição (65% linho e 35% viscose) permite que ele seja 100% compostável, liberando nutrientes preciosos para o solo, já que, não há qualquer aditivo químico, como agentes ligantes, corantes ou mesmo fibras sintéticas. Assim, se garante a circularidade dos resíduos e seu ciclo de geração e uso é fechado, podendo ser reproduzido infinitamente.

Imagem: Papel de parede anos 70

E tem uma curiosidade incrível sobre o porquê de as fibras de linho serem especialmente propícias para a produção de papel de parede. Elas são bactericidas, isto é, bactérias e outros germes têm dificuldade em sobreviver nas suas finas fibras.

O tempo de compostagem varia entre 6 e 12 meses, pois depende do clima e da estação. Para facilitar e acelerar o processo de decomposição, recomenda-se misturar pequenos pedaços deste papel com folhas outros resíduos de plantas.

Além disso, há outros benefícios como a absorção parcial das ondas sonoras, devido à consistência do papel de parede e o isolamento térmico, pois as moléculas de ar quente ficam retidas entre as fibras de linho e da viscose, absorvendo o calor e deixando o ambiente um pouco mais fresco.

Imagem: Papel de parede anos 70

Mas e os papéis de parede feitos à base de papel ou TNT? Eles não são tão bons para o meio ambiente? A gente te explica!

O maior problema com relação ao papel de parede à base de papel são os corantes industriais utilizados em seu processo de produção, que não possibilitam a reutilização do material ou a reciclagem deste tipo de papel.

Já com os modelos de TNT, as propriedades adesivas devem-se em parte às fibras sintéticas usadas, o que impossibilita a sua reciclagem. E os materiais reutilizáveis contidos nesses tipos de papel de parede e que poderiam ser reciclados são inevitavelmente desperdiçados. Assim, o produto, acaba indo para aterros ou é incinerado, liberando dióxido de carbono (CO2).

É ou não uma grande vantagem utilizar um papel de parede ecológico e 100% compostável?

 

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