Pesquisa da UFPR desenvolve equipamento que mapeia riscos nas rotas de ciclistas
No Dia Nacional do Ciclista, temos uma ótima notícia. Professor e estudantes da startup Smart Mobility, do projeto de extensão Ciência para Todos da Universidade Federal do Paraná (UFPR), desenvolveram o Invisible Shield, um equipamento que monitora o trajeto de ciclistas de modo a proporcionar mais segurança para eles.
Como funciona o Invisible Shield?
O equipamento, que é fixado nas bicicletas, possui um conjunto de sensores de ultrassom que emitem sons de alta frequência (não audíveis pelo ouvido humano) que, quando encontram um objeto no caminho, são refletidos de volta para um sensor que capta o som.
Por meio do tempo que leva para o som ser emitido e captado pelos sensores, a distância é calculada. Assim, os sensores são capazes de verificar em 360 graus a distância em que veículos e objetos estão ao redor de ciclistas.
A ideia é usar os dados coletados pelos sensores para determinar quais são as rotas mais seguras e identificar os riscos e problemas nas áreas mais perigosas de Curitiba.
Por enquanto, os trajetos estão sendo mapeados por outro equipamento, o B1K3 Lab, que foi desenvolvido em 2016, pelo professor André Bellin Mariano e pelo estudante Caio Filus Felisbino.
Equipamento Invisible Shield monitora em 360 graus a distância em que veículos e objetos estão ao redor de ciclistas. Imagem: Divulgação
O B1K3 Lab possui apenas um sensor de ultrassom, realizando um monitoramento mais simples dos riscos. Ele analisa vários parâmetros no trajeto do ciclista, como a qualidade do ar ao longo do percurso e a distância em que carros ultrapassam ciclistas.
Por enquanto, apenas voluntários do projeto coletam os dados pelo B1K3 Lab e pelo Invisible Shield. Estes dados são enviados para o Smart Mobility, um aplicativo no celular do ciclista, que encaminha as informações para os servidores que compõem o banco de dados do projeto.
A ideia é que, no futuro, o aplicativo possa dar mais segurança aos ciclistas, levando-os a rotas com menores riscos, poluição e elevação.
Atualmente, o projeto busca financiamento e parcerias para que mais unidades do equipamento sejam produzidas e que seja realizado um monitoramento mais completo das ruas.
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SOUZA, L. B. Leonardo. Pesquisa da UFPR desenvolve equipamento que mapeia riscos nas rotas de ciclistas. Autossustentável. Disponível em: <https://autossustentavel.com/2019/08/equipamento-mapeia-riscos-nas-rotas-de-ciclistas-ufpr.html>.
IoT – Internet of Things: um caminho para a sustentabilidade
Você já ouviu falar sobre IoT – Internet of Things (Internet das Coisas, em português)? Sabe o que é a IoT e como ela pode ser uma importante ferramenta para a sustentabilidade? Nessa matéria mostraremos como a tecnologia vem ajudando a tornar a sustentabilidade mais presente no cotidiano.
Mas antes vamos a uma breve explicação sobre a IoT!
O termo IoT – Internet of Things foi criado há 20 anos (Sim! Em 1999!) por Kevin Ashton, um pesquisador britânico do MIT (Massachusetts Institute of Technology), que fazia parte da equipe de pesquisadores que descobriu como conectar o mundo real ao digital através da identificação por radiofrequência (RFID).
A IoT é um termo usado para objetos que normalmente não seriam conectados à internet por não possuírem essa característica como a principal, ou seja, a IoT se aplica, por exemplo, a uma geladeira cuja principal característica seria refrigerar e conservar alimentos e deixar bebidas geladas, a um automóvel cuja papel essencial é transportar o condutor e passageiros a um determinado local, a um aspirador de pó que inicialmente foi criado para realizar a aspiração de sujeira e poeira. Esses equipamentos e muitos outros já podem ser encontrados nas versões com IoT, na qual podem realizar algumas ações sem que seja necessária a interação física de uma pessoa.
Como bem explica Neil Patel, a IoT – Internet das Coisas é um conceito que define a conexão entre objetos físicos com o usuário e a internet, através do uso de sensores inteligentes, como Bluetooth e GPS, além de softwares, empregados na coleta e transmissão de dados para a rede, permitindo controlar aparelhos diversos por dispositivos móveis.
Essa tecnologia pode chegar a 20 bilhões de dispositivos até 2020! Mas até lá alguns problemas como a segurança dos dispositivos conectados à rede (não são poucos os relatos de ataques de hackers) e a energia elétrica para manter o funcionamento dos computadores de alta performance, o que chamamos de nuvem (mas isso é assunto para uma outra matéria) precisam ser resolvidos.
1. Internet of Things e Poluição do Ar
A poluição do ar é um dos temas mais graves da emergência climática que estamos enfrentando, justamente por ser o principal fator de risco ambiental para a saúde em todo o mundo. Para ser ter uma ideia da gravidade do problema, nove em cada dez pessoas em todo o mundo respiram com altos níveis de poluentes. Por isso, o assunto foi tema do Dia Mundial do Meio Ambiente deste ano (para saber mais, clique aqui).
Nessa realidade de grandes cidades e metrópoles com a qualidade do ar cada vez mais comprometida entra em cena a IoT – Internet das Coisas para medição e controle dos poluentes e a consequente melhoria da qualidade do ar através do uso de infraestrutura “mais inteligente” ou mesmo soluções simples. Pode-se observar exemplos dessas medidas respectivamente em Paris, que está expandindo suas zonas livres de carros, e Tóquio, que está investindo na diversificação das fontes de energia por meio do uso das renováveis, como a energia solar e a eletrólise. Além disso, há cidades que realizam o monitoramento de tráfego para ajudar na questão da poluição do ar, e outras que estão implementando o que vem se denominando como “legislação verde” e enquanto outras estão retomando a criação de espaços verdes em meio aos grandes centros.
Uma das cidades que vem utilizando com sucesso a IoT para combate à poluição do ar – o uso dessa tecnologia permite a construção de uma base de dados sobre poluição muito mais eficaz e condizente com a realidade que os métodos tradicionais – é cidade de Uppsala, na Suécia, através do projeto GreenIoT. Esse projeto consiste na criação de solução integrada onde um sistema de sensores ambientais efetuam o monitoramento da poluição do ar em tempo real por meio de sensores sem fio em veículos de transporte público. Esses dados são então repassados para órgãos governamentais que fazem uso dos mesmos para auxiliar a condução de políticas públicas como o o planejamento da cidade através do redirecionamento do tráfego de áreas altamente poluídas para outras.
A IoT também vem sendo utilizada para a criação de estacionamentos inteligentes que buscam reduzir o tráfego nos grandes centros por meio da identificação de vagas para estacionamento vazias, fazendo com que o motorista circule menos com o carro em busca de uma vaga – o que além de diminuir a emissão de CO2, reduz o tempo utilizado nessa tarefa, o dinheiro gasto em combustível e o fluxo do trânsito.
2. Internet of Things e Smart Lighting (Iluminação Inteligente)
Um dos principais usos da IoT visando à sustentabilidade é para controlar a iluminação e evitar desperdícios desnecessário de energia. Com os sistemas de iluminação que utilizam IoT é possível otimizar o uso da eletricidade em prédios com sensores que reproduzem os ciclos de luz natural e conservam energia. Esses sensores são capazes de detectar quando determinado ambiente, como uma sala, por exemplo, está vazio, desligando as luzes; e também ajustam a intensidade da iluminação de acordo com a luminosidade natural do ambiente.
Imagem: Vector Security
A IoT também pode ser utilizada para otimizar a iluminação pública. A iluminação inteligente conta com postes inteligentes que utilizam o mesmo mecanismo da iluminação interna de prédios que ajusta a iluminação com base nas condições naturais além de disporem da infraestrutura essencial para a implantação de outras aplicações como, por exemplo, monitores de qualidade do ar, gerenciamento de tráfego e câmeras de segurança.
3. Internet of Things e Smart Water (Uso Inteligente da Água)
A IoT também pode ser utilizada para o uso inteligente da água através do monitoramento das previsões meteorológicas locais e controle da drenagem para reduzir os casos de inundações, melhorar o escoamento de águas pluviais ou minimizar danos a propriedades. Para tal os sensores de IoT precisam ser instalados junto às infraestruturas de gerenciamento de água, ou junto aos sistemas de encanamento, neste último a função da IoT corresponde a alertar os proprietários sobre possíveis vazamentos ou até mesmo desligar o fornecimento de água para evitar inundações.
4. Internet of Things e Smart Waste (Resíduos Inteligentes)
A gestão de resíduos é outro importante tema relacionado à preservação do meio ambiente, à promoção da saúde da população e gerenciamento de ações para a promoção da sustentabilidade. E por isso empresas e cidades devem possuir um bom planejamento sobre o descarte de seus resíduos, e nesse ponto a IoT também se mostra como grande aliada como já observado em países europeus. Lá as latas de lixo das ruas são conectadas por meio de IoT às empresas de gerenciamento de resíduos e emitem um alerta quando estão cheias, dessa forma, os coletores (correspondente aos garis aqui no Brasil) são enviados para a coleta de resíduos apenas quando necessário, evitando viagens desnecessárias, reduzindo o consumo de combustível e diminuindo o congestionamento das ruas e a emissão de CO2. A IoT também pode ser utilizada para indicar aos consumidores os locais onde se localizam as latas de lixo que recolhem resíduos para a reciclagem, assim como identificar melhor quais materiais podem ser reciclados.
Imagem: Honest Version
5. Internet of Things e Smart Grids (Redes Inteligentes)
Através da utilização da IoT os sistemas se conectam de uma forma que as empresas podem gerenciar não só a distribuição de energia mas também podem redirecioná-la durante as interrupções, como, por exemplo, em apagões, evitando maiores transtornos e perdas econômicas. A IoT também permite aumentar a eletricidade distribuída com base na oferta e na demanda, especialmente quando estão envolvidos recursos renováveis, como energia eólica, solar ou hidrelétrica.
Imagem: Smart Energy International
As smart grids também otimizam o funcionamento da prestação de serviços, as empresas prestadoras desses serviços podem, por exemplo, através da IoT saber de interrupções no serviço antes mesmo dos clientes reportarem, e também realizar a manutenção antes que algum equipamento falhe. A aplicação de IoT aos distribuidores de energia e aos clientes representa eficiência e economia de energia.
Essas aplicações da IoT estão sendo testadas e aplicadas em países europeus e em países como Japão e Estados Unidos onde a pesquisa, a ciência e a edução são entendidas como áreas estratégicas para o crescimento e desenvolvimento dos países. Enquanto isso aqui no Brasil…
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ABREU, Nathália. IoT – Internet of Things: um caminho para a sustentabilidade. Autossustentável. Disponível em: <https://autossustentavel.com/2019/08/iot-internet-of-things-um-caminho-para-a-sustentabilidade.html>.
Bióloga da USP cria substrato para telhado verde com bagaço de cana e fibra de coco
Substratos dos telhados são mais sustentáveis do que alternativa existente no mercado e apresentaram resultados competitivos
Um projeto de mestrado desenvolvido na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP criou dois substratos para telhados verdes: o primeiro à base de bagaço de cana-de-açúcar, e o segundo com fibras de coco verde.
Instalados em coberturas de residências e edifícios, os telhados verdes permitem a implantação de solo e vegetação em uma camada impermeabilizada sobre as construções. Os principais benefícios gerados são: diminuição da poluição ambiental, redução das ilhas de calor nos centros urbanos e redução do nível de ruídos dentro da casa.
Além disso, o telhado verde pode servir para captação de água da chuva. As plantas e a terra se tornam filtros naturais e com o uso de um sistema de armazenamento, a água pode ser utilizada no para descarga e limpeza de áreas externas, por exemplo.
O estudo foi desenvolvido pela bióloga Milla Araújo de Almeida sob orientação da professora Renata Colombo entre 2015 e 2018. Cabe ressaltar que durante os primeiros 18 meses de trabalho, Milla não recebeu nenhum tipo de auxílio financeiro. Já nos os 18 meses finais, foi cedida pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) uma bolsa de mestrado.
A pesquisa utilizou a cana-de-açúcar e o coco verde como bases de novos substratos para telhados verdes. A escolha dos materiais não foi por acaso. Tanto o coco como a cana são comuns no Brasil e ambos não possuem destino sustentável pós uso primário. O bagaço de cana-de-açúcar, por exemplo, é utilizado para uso energético (queima).
Os materiais passaram por processos de desfibramento e desinfecção e tiveram que se tornar substâncias inertes, ou seja, foram tratados para não reagir quimicamente com qualquer substância. Assim, evita-se que o produto final se torne agressivo para o solo e para a planta.
Protótipos montados e em exposição. Imagem: Cedida pela pesquisadora. Jornal da USP
A pesquisa testou três composições diferentes para o substrato de cana e três para o de coco. Para cada um dos materiais, foi escolhido a composição que melhor absorvia a água da chuva e a com menor peso.
Substrato controle acima, substrato de fibra de coco à esquerda e substrato de bagaço de cana à direita. Imagem: Cedida pela pesquisadora. Jornal da USP
Os resultados obtidos valeram o esforço da pesquisadora: todas as análises (faixa nutricional e o PH dos materiais e o desenvolvimento da grama, além do peso da estrutura) indicaram que os substratos de bagaço de cana-de-açúcar e fibra de coco verde foram iguais ou superiores ao substrato controle (um substrato já disponível no mercado).
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SOUZA, L. B. Leonardo. Bióloga da USP cria substrato para telhado verde com bagaço de cana e fibra de coco. Autossustentável. Disponível em: <https://autossustentavel.com/2019/08/telhado-verde-substrato-bagaco-cana-fibra-coco.html>.
Empresa brasileira transforma resíduos urbanos em energia
Já imaginou se os resíduos urbanos pudessem gerar energia elétrica? A solução de inovação sustentável da startup Methanum Engenharia Ambiental promete exatamente isso.
Fundada em Belo Horizonte (MG) em 2009, a startup mineira transforma resíduos orgânicos de lixões e aterros sanitários em uma valiosa fonte de energia renovável. Além disso, este processo diminui o descarte de lixo e a emissão de metano em aterros.
Imagem: Leopoldo Silva/Agência Senado
O gás metano, emitido na decomposição de lixo orgânico em aterros sanitários e lixões, tem grande contribuição para o desequilíbrio do efeito estufa, uma vez que ele impacta 20 vezes mais que o dióxido de carbono (CO2).
Mas como isso funciona?
Os resíduos orgânicos urbanos chegam de caminhão, e são levados para câmaras lacradas e livres de oxigênio. Durante um período de duas a três semanas, os resíduos recebem um banho de um líquido repleto de bactérias (processo de decomposição anaeróbica) que aceleram a decomposição da matéria orgânica e produzem um gás.
São dois produtos resultantes deste processo. O primeiro é um composto orgânico rico em carbono e nutrientes que está pronto para ser usado como adubo fertilizante e, devolvido ao solo. O outro é o gás metano (biogás), que, por sua vez, pode ser utilizado como fonte de energia elétrica. O biogás também pode ser um substituto do diesel utilizado pelos caminhões de coleta de lixo urbano. Assim, permite baratear o custo do combustível e reduzir as emissões de gases do efeito estufa.
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SOUZA, L. B. Leonardo. Empresa brasileira transforma resíduos urbanos em energia. Autossustentável. Disponível em: <https://autossustentavel.com/2019/08/biogas-residuos-urbanos.html>.
Cataki: o aplicativo que conecta catadores e gera renda
Aplicativo aproxima geradores e catadores de resíduos, aumentando reciclagem e renda.
De acordo com estimativa do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais, existem hoje cerca de 800 mil catadores de materiais recicláveis em atividade no país, a maior parte dos catadores são do gênero feminino, cerca de 70% da categoria. São eles que coletam diariamente cerca de 90% de tudo que é reciclado no Brasil, segundo dados do IPEA.
Invisíveis aos olhos da sociedade e diretamente envolvidos com o processo de reciclagem, os catadores têm um papel fundamental na gestão de resíduos sólidos, atuando, em sua maioria, nas atividades da coleta seletiva, triagem, processamento e comercialização destes materiais recicláveis. Eles são a base da pirâmide de um setor não regulado e não reconhecido.
Não há reciclagem sem catador.
Além disso, os catadores sobrevivem com a venda dos materiais que coletam. Plástico e papelão por exemplo, valem cerca de R$ 0,20 / kg, e o vidro cerca de R$ 0,05 / kg. Ou seja, é bastante trabalho para pouca renda gerada.
Pensando nisso, surgiu o Cataki. Uma plataforma digital desenvolvida para aproximar pessoas com consciência ambiental e catadores de materiais recicláveis. Disponível de forma gratuita para celulares iPhone (iOS) e Android, a ferramenta mapeia as áreas de atuação e oferece o contato dos catadores mais próximos da localização atual do usuário. Pelo app, é possível consultar biografia, foto de perfil, telefone de contato e o tipo de material que o profissional recolhe.
Como funciona?
O serviço apresenta pessoas que recolhem qualquer tipo de material, como lixo, alumínio, metal, baterias, produtos eletrônicos, móveis, entulhos e outros. Para acessar a plataforma pelo celular, não é necessário um cadastro, apenas os profissionais catadores precisam criar uma conta e expor seus dados de contato. A comunicação com os catadores não é realizada dentro do sistema do Cataki. Para chamar um profissional para recolher materiais em sua casa ou em locais próximos, abra um perfil de catador para visualizar o contato telefônico.
O Cataki foi desenvolvido pelo Pimp my Carroça, movimento que promove a visibilidade dos catadores, realiza ações criativas com o uso do grafite para melhorar a autoestima desses trabalhadores.
Foram diversos prêmios e reconhecimentos recebidos nestes anos, como o ‘Premio del Água y Saneamiento para America Latina y Caribe’, na categoria de resíduos sólidos, em 2015 e o ‘Netexplo 2018’ de Inovação Digital da UNESCO, em 2018.
Atualmente pouco mais de 1.400 catadores estão cadastrados na plataforma. Há ainda muito trabalho a ser feito. E você pode ajudar a ampliar esta rede. Catador, catadora, se cadastrem.
Voluntário, voluntária, cadastre o catador da sua rua. Aquela mulher da cooperativa, aquele homem que puxa carroça… fale com eles!
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SOUZA, L. B. Leonardo. Cataki: o aplicativo que conecta catadores e gera renda. Autossustentável. Disponível em: <https://autossustentavel.com/2019/08/cataki-catadores-reciclagem.html>.
Administrar bem as finanças também é ser sustentável
O conceito de sustentabilidade, tão batido por autores e pensadores, permeia o tripé social, ambiental e econômico. Engana-se quem pensa que o terceiro – o econômico, é apenas consequência da execução dos outros dois. Muito mais do que gerar economia com ações sustentáveis no meio ambiente e na sociedade, tomar boas decisões e usar o recurso financeiro de forma adequada é também uma forma de viver de maneira sustentável. O que inclui consumir da melhor forma, mas também investir adequadamente. É um ciclo natural: quanto menos você consome ou quanto mais eficiente é o seu consumo, mais economia financeira você gera, o que lhe permite poder investir melhor.
Para isso, o planejamento e disciplina são fundamentais tanto para pessoa física quanto para pessoa jurídica. Organizar visualmente suas receitas e despesas, previsão de gastos, retorno financeiro de cada investimento e definir metas são alguns dos passos básicos. Além disso, gerar indicadores é importante para que você entenda onde está, para onde está indo e aonde quer chegar. Há hoje, diversos aplicativos gratuitos disponíveis para download que facilitam muito neste sentido, gerando total transparência dos seus gastos e investimentos, ajudando em tempo real na tomada de decisão. Caso você ainda não conheça nenhum, clique aqui e saiba mais.
Imagem: Creative Commons
Além disso, há diversos influenciadores digitais que têm um vasto material à disposição na internet com dicas financeiras que vão te ajudar. Um exemplo é a jornalista Nathalia Arcuri, do canal Me Poupe, que aborda a educação financeira em seus canais digitais (Youtube, Instagram, Site) de forma simples e divertida.
O Centro Sebrae de Sustentabilidade lançou uma cartilha sobre Sustentabilidade Econômica – Como sua empresa pode ser mais lucrativa e, lá, o conceito de sustentabilidade econômica pressupõe o objetivo de manter o crescimento econômico sem destruir ou prejudicar o meio (ambiental e social) em que esse crescimento econômico se dá. Significa operar o negócio de maneira a obter a rentabilidade esperada ao mesmo tempo em que reconhece a importância de questões sociais e ambientais. Isso serve não só para empresas, mas para pessoas também.
Imagem: Creative Commons
Muitas companhias sinalizavam que ser sustentável encarecia o produto e deixava de ser atrativo financeiramente, o que não era o intuito. Ao longo do tempo isso está caindo por terra devido às novas tecnologias e iniciativas. Além disso, uma pesquisa do Green Brands Global Survey realizada em 2009 e abordada na cartilha do Sebrae mostrou que 73% dos brasileiros planejavam aumentar seus gastos com produtos e serviços sustentáveis, sendo que 28% deles estão dispostos a pagar até 30% mais por eles. Ou seja, ainda que o produto não fosse tão competitivo financeiramente, uma importante parcela da população já estava disposta a pagar o preço há 10 anos atrás. De lá para cá esse entendimento tem melhorado ainda mais.
É importante entender que a sustentabilidade financeira possibilita não apenas a manutenção de uma empresa e toda a cadeia produtiva em que está envolvida, mas também gera maior qualidade de vida e segurança para as pessoas.
Tem dicas de como podemos ser sustentáveis financeiramente? Então compartilha com a gente!
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LOPPNOW, Stephani. Administrar bem as finanças também é ser sustentável. Autossustentável. Disponível em: <https://autossustentavel.com/2019/07/administrar-bem-as-financas-tambem-e-ser-sustentavel.html>.
Cadê os valores sólidos que os antigos tinham?
Refletindo sobre a nossa época e as repercussões das questões ambientais entre as pessoas, percebi que alguns valores que os antigos preservam muito estão ausentes e fazendo falta.
Em uma conversa com amigos, me vi respondendo que era necessário contribuir com a previdência mesmo após aposentado em razão do princípio da solidariedade. Todos riram. Como se fosse uma piada.
Em outro momento, quando me questionaram sobre Tamoios e a razão de isolar áreas tão lindas das quais poderíamos usufruir, falei novamente em solidariedade (entre gerações, afinal nossos bisnetos tem o mesmo direito de usufruir que nós). E todos me olhando com uma divertida interrogação no rosto.
Valores se tornaram hilários, risíveis e pueris? A pergunta que não foi falada, mas que ficou pairando no ar: porquê raios você está tão preocupada com os outros? Você realmente acredita que devamos investir nossos recursos para ajudar a todos?
E se eu realmente acredito em solidariedade, isso não deveria ser considerado bom? Ou pelo menos ok? Estou desautorizada?
Já propus refletirmos sobre valores, mas nunca havia experimentado essa distância, esse quase deboche em relação à solidariedade. É abismal a distância entre as frases de efeito publicadas nas redes sociais e a opinião real das pessoas. Sempre tivemos hipocrisia, mas será ela hoje maior do que o desejo que nos une?
É fácil projetar os reflexos dessa atuação líquida e sem compromisso. Bauman e outros tantos já debateram o individualismo e egoísmo dos dias atuais. Mas onde foi que perdemos esses valores que os antigos tanto prezavam e propagavam?
Imagem: Creative Commons
De algum modo, ainda somos tocados por histórias e filmes que remetem a está época em que os seres humanos agiam levando em consideração o efeito de suas ações sobre os demais – hoje e para o futuro. Buscamos essa consideração, esse reconhecimento de que alguém de alguma forma e em algum momento preocupou-se com o nosso bem-estar. Mas por qual razão estamos negando o movimento de doar consideração e solidariedade?
A solidariedade é mais que um valor moral. É um princípio constitucional que permeia vários assuntos, desde economia, previdência social e ambiente. Por estar expressamente registrada em nosso documento fundamental, significa que para a nossa sociedade, contemporânea de 1988, este era um assunto primordial e que mereceu ficar gravado.
Provavelmente aquela sociedade já havia concluído que a solidariedade é um meio de tornar a vida mais sustentável e inclusive confortável para todos nós. Quer um exemplo micro? Quando você é estudante e não possui condições financeiras de fazer muito sozinho, morar em uma república ou rachar despesas com outros estudantes é uma ótima opção. Dividindo com outros, provavelmente você consiga colocar um ponto de internet em casa, contratar uma faxineira uma vez no mês e muitos outros itens que nunca conseguiria sozinho. E também, quem nunca ouviu falar nos crowdfundings? Basicamente um investimento coletivo. Solidariedade com benefícios. ?
Em uma visão macro, fundos coletivos de previdência social, por exemplo, são mais do que solidariedade, são talvez a sua maior ajuda em um momento de necessidade. Não que o valor vá ser alto, mas que ainda que seja um salário mínimo, talvez não haja mais nenhuma outra ajuda possível.
Em tempos de liquidez, a ausência de solidariedade é latente. Talvez seja o momento de parar e refletir a razão pela qual nossos antecessores valorizavam tanto a solidariedade e o que foi que colocamos no lugar dela.
Imagem: Creative Commons
O que foi que colocamos no lugar da solidariedade?
Será que os valores que temos hoje poderão nos fornecer o suporte, o ganha-ganha e a segurança que a solidariedade nos proporcionava?
Estamos realmente preparados para a vida só?
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STEFFEN, Janaína. Cadê os valores sólidos que os antigos tinham?. Autossustentável. Disponível em: <https://autossustentavel.com/2019/07/cade-os-valores-solidos-que-os-antigos-tinham.html>.
EcoFaxina: voluntários no combate à poluição marinha no litoral paulista
Desde 2008 o Instituto EcoFaxina combate a poluição ambiental, com foco em áreas de mangue e praias do litoral paulista, em Santos e São Vicente. Mensalmente são mais de trinta voluntários que recolhem dejetos na lama ou na areia
Para tanto, são desenvolvidas ações voluntárias de limpeza de ambientes naturais como uma forma de chamar a atenção da sociedade para o grave quadro de poluição marinha e desmatamento de mangue no estuário de Santos e São Vicente. Ao mesmo tempo os voluntários retiram o máximo possível de resíduos sólidos presentes nos ecossistemas costeiros da região, principalmente o plástico.
Já foram 104 ações voluntárias do EcoFaxina, que envolveram mais de 2.500 voluntários na retirada de mais de 55,5 toneladas de resíduos sólidos em ecossistemas costeiros e marinhos. A grande maioria dos resíduos encontrados é composto por lixo domiciliar, como garrafas PET, embalagens de margarina e fraldas.
Estas ações são uma ferramenta de pesquisa e conscientização ambiental pois propiciam uma nova perspectiva do problema para quem participa ou acompanha os trabalhos.
Mas não pense que EcoFaxina apenas faz esse trabalho incrível de voluntariado. Junto às prefeituras e as secretarias de meio ambiente, o Instituto EcoFaxina também auxilia na elaboração de projetos e da promoção de políticas públicas para a redução do aporte de plástico no oceano, tendo como estratégia principal a recuperação de áreas degradadas de mangue, o congelamento de favelas de palafitas e a contenção do resíduo sólido flutuante no sistema estuarino.
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SOUZA, L. B. Leonardo. EcoFaxina: voluntários no combate à poluição marinha no litoral paulista. Autossustentável. Disponível em: <https://autossustentavel.com/2019/07/ecofaxina.html>.
Iniciativa ‘Amigos do Bem’ transporta esperança para o sertão nordestino
Tudo começou em 1993, quando Alcione Albanesi resolveu iniciar a própria trajetória no voluntariado. Ela juntou-se a um grupo de vinte amigos e viajou para o sertão nordestino a fim de doar alimentos, roupas e brinquedos a famílias vivendo em extremo risco social no período do Natal e do Ano Novo.
Para quem não sabe, o Sertão Nordestino é o semiárido mais populoso do mundo, com os mais baixos índices de desenvolvimento humano (IDH) do Brasil. Ali vivem mais de 22,7 milhões de pessoas em condições precárias, correspondendo a mais de 50% da população em situação de extrema pobreza no país.
A experiência deu tão certo que se tornou um trabalho de transformação, com iniciativas sócio assistenciais que movimentam a vida de milhares de pessoas. Assim nasceu a Amigos do Bem. Além da distribuição das doações, a iniciativa também leva atendimento médico e odontológico ambulatorial emergencial a essas famílias.
Hoje a Amigos do Bem movimenta a vida de mais de 13 mil famílias nos estados de Alagoas, Ceará e Pernambuco. São mais de 75 mil pessoas atendidas, em diversas ações realizadas ao longo do ano.
Para receber o atendimento as famílias passam por uma visita domiciliar e avaliação socioeconômica. Ao serem cadastradas, recebem o Cartão do Bem, que contém código de barras. O sistema possui dados eficazes para a distribuição de alimentos e eficiência na logística de distribuição e aferição de resultados. O histórico geral e as condições de vida são acompanhadas regularmente pela instituição.
Mensalmente, mais de 9.200 mil voluntários mobilizam-se nas tarefas de arrecadar, organizar e montar cestas básicas de diferentes tamanhos, de acordo com o número de integrantes das famílias atendidas. A arrecadação das doações, desde o início do projeto, é centralizada em São Paulo e feita nas grandes redes de supermercados por milhares de voluntários. Elas são organizadas e as cestas montadas em uma central na cidade de São Paulo.
De lá os voluntários seguem em carretas que percorrem mensalmente mais de 22.100 km até os sertões de Alagoas, Pernambuco e Ceará onde os kits são entregues em mãos às famílias cadastradas.
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SOUZA, L. B. Leonardo. Iniciativa ‘Amigos do Bem’ transporta esperança para o sertão nordestino. Autossustentável. Disponível em: <https://autossustentavel.com/2019/07/amigos-do-bem-sertao-nordestino.html>.
Aquece SP: Campanha do Agasalho São Paulo 2019
Realizada desde 2009, entre os meses de março a setembro, a Campanha do Agasalho liderada pela Cruz Vermelha Brasileira de São Paulo é uma iniciativa em apoio a milhares de pessoas de comunidades vulneráveis que sofrem com as baixas temperaturas no período do inverno.
A iniciativa tem como objetivo a arrecadação de roupas como calças, camisetas e, principalmente, agasalhos, além de cobertores em bom estado, que serão doados às famílias necessitadas.
A ação acontece a partir do cadastramento dos moradores, quando são colhidas informações como o tamanho da vestimenta, identidade de gênero e religião de todas as pessoas que receberão o apoio da campanha. Conforme as doações chegam na Cruz Vermelha, são montados kits segundo os critérios acima.
Os kits contêm camiseta, calça (ou saia, em caso de proibição religiosa) e agasalho na numeração exata dos beneficiados, além de cobertor – até dois por família, conforme disponibilidade. Ou seja, cada pessoa recebe o tamanho exato que utiliza.
Esse cuidado de ajudar respeitando as necessidades e características do indivíduo diferencia a Campanha do Agasalho da Cruz Vermelha das campanhas tradicionais, uma vez que qualifica a ação e evita o descarte e mal-uso das doações. É atenção e carinho na medida certa!
No ano passado, a Cruz Vermelha de São Paulo bateu o recorde de arrecadação. Foram 44 toneladas de roupas, o triplo da meta estipulada para o ano, e beneficiou diretamente 41.446 pessoas de comunidades vulneráveis da cidade.
O desafio deste ano é conseguir 17 toneladas de roupas e cobertores para aquecer 25 mil pessoas e, beneficiar 115 comunidades em situação de vulnerabilidade da capital e municípios próximos como Limão, Pedreira, São Miguel Paulista, Jardim Damasceno, Carapicuíba e Ribeirão Pires. Será que a meta será triplicada novamente?
Vamos juntos! Ajude a Cruz Vermelha a aquecer São Paulo!
Saiba como ajudar!
Para ajudar, basta levar agasalhos e cobertores que você não usa, mas que estão em bom estado, até um dos pontos de coleta espalhados pela cidade.
No site da campanha – http://aquecesp.org.br/onde-doar-mapa/, é possível acessar a lista completa dos locais onde estão disponibilizadas as caixas de coleta.
As doações também podem ser entregues na sede da entidade, localizada na Av. Moreira Guimarães, 699 – Planalto Paulista, São Paulo/SP.
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SOUZA, L. B. Leonardo. Aquece SP: Campanha do Agasalho São Paulo 2019. Autossustentável. Disponível em: <https://autossustentavel.com/2019/07/aquece-sao-paulo-cruz-vemelha.html>.
Refettorio Gastromotiva: refeitório para populações vulneráveis no centro do RJ
Enquanto 1/3 do alimento produzido no mundo é desperdiçado, milhões de milhões de excluídos sem acesso aos alimentos em quantidade e/ou qualidade. Foi pensando nisso que os chefs Massimo Bottura (Food for Soul), David Hertz (Gastromotiva) e a jornalista Ale Forbes criaram o Refettorio Gastromotiva.
O Refettorio Gastromotiva funciona como um restaurante-escola onde chefs convidados e jovens talentos da Gastromotiva cozinham com ingredientes excedentes que seriam descartados, mas que ainda estão bons para o consumo. Os jantares preparados são gratuitos para população em vulnerabilidade social e oferece além da comida, cultura e dignidade para todos.
Imagem: Refettorio Gastromotiva
Ao longo do tempo já salvaram 95 toneladas de alimento do desperdício, servindo mais de 113 mil refeições gratuitas a quem precisa e receberam mais de 7.000 voluntários que passaram por lá para servir e apoiar o projeto.
Um mundo com menos desperdício. Um mundo mais inclusivo.
A equipe do Refettorio Gastromotiva é formada por talentos populares do Rio de Janeiro que estão em situação de vulnerabilidade social e econômica, precisando de oportunidades para crescerem e que passaram pela formação gratuita da Gastromotiva. Resgastando assim, a dignidade dessas pessoas e ampliando o combate ao desperdício de alimentos.
Imagem: Refettorio Gastromotiva
Quer ser um voluntário(a)! Para viver a experiência basta se inscrever aqui!
Horário de funcionamento: Segunda à sexta-feira das 17h às 20h, na Rua da Lapa 108, Centro – RJ.
Caso queira contribuir de outra maneira ou tenha dúvidas, escreva para: voluntarios@gastromotiva.org
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SOUZA, L. B. Leonardo. Refettorio Gastromotiva: refeitório para populações vulneráveis no centro do RJ. Autossustentável. Disponível em: <https://autossustentavel.com/2019/07/refettorio-gastromotiva.htmll>.
Flor Gentil: Flores que iriam para o lixo alegram idosos em asilos de SP
Você imagina a quantidade de flores em ótimo estado que são jogadas fora diariamente após grandes eventos, como festas e casamentos? Milhares né? E se a gente te contar que existe uma iniciativa de voluntários que estendem a vida útil dessas flores descartadas e criam novos arranjos a serem distribuídos para aqueles que mais precisam de afeto e atenção?
Foi pensando no volume de flores descartadas e em espalhar um pouco amor àqueles que mais precisam que surgiu o projeto Flor Gentil, em 2010.
O Instituto Flor Gentil, localizado na Vila Madalena, em São Paulo, recebe flores em ótimo estado que seriam descartadas e utiliza esse material para montar novos arranjos que são entregues em casas de repouso, instituições assistenciais e para pessoas de baixa renda. Um projeto único que alia responsabilidade social e sustentabilidade. Todo o trabalho é feito através de mão de obra voluntária: desde o recolhimento das flores em galpões de decoradores parceiros, passando pela triagem do material recebido, confecção dos novos arranjos e entrega para idosos que moram em casas de repouso cadastradas no projeto na capital de São Paulo.
Por questões de logística no transporte das flores e arranjos o Flor Gentil atua ainda apenas em São Paulo (capital), mas já vem inspirando outras iniciativas como esta.
No total, o projeto atende 60instituições, com o trabalho de 3.200 voluntários e simpatizantes que já ajudaram e já contabilizou a entrega de 95.820 arranjos de flores!
Você de São Paulo, quer saber como pode ajudar? O voluntário participa fazendo a triagem das flores e folhagens, a preparação das bases de espuma floral, montagem dos arranjos e, se quiser, também pode participar da entrega dos mesmos nas casas de repouso.
No site do Instituto Flor Gentil é possível encontrar mais informações sobre como ajudar.
Que tenhamos mais iniciativas como essa espalhadas pelo Brasil! <3
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SOUZA, L. B. Leonardo. Flor Gentil: Flores que iriam para o lixo alegram idosos em asilos de SP. Autossustentável. Disponível em: <https://autossustentavel.com/2019/07/flor-gentil.html>.
É possível evitar testes em animais com produção de pele 3D
Sim, você leu exatamente isso! Há alguns anos a produção de pele humana em laboratório para a realização de testes de produtos cosméticos já acontece no Brasil. O responsável por desenvolver a pele humana em laboratório aqui no país foi o Grupo Boticário. Se trata de uma tecnologia inovadora que reproduz a pele humana! O material é utilizado para o teste de matérias-primas e produtos acabados (cremes, loções e maquiagens), tanto para a escolha de ingredientes que serão usados nas formulações, quanto na segurança dos produtos. Este é um método alternativo aos testes em animais para a indústria cosmética, reconhecido pelo Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Pele artificial no laboratório do Centro de Pesquisas do Grupo Boticário. Imagem: Guilherme Pupo
Quer saber como isso acontece? Eu te explico! Para elaborar a pele 3D são utilizadas células isoladas a partir de tecido descartado de cirurgias plásticas, nos casos em que há o consentimento do doador para este fim e aprovação de Comitê de Ética e Pesquisa da instituição. Em laboratório, a pele vai sendo formada, célula a célula, camada por camada, tal como a pele humana. Primeiro é feita a derme, composta por fibroblastos, que são responsáveis pela produção de proteínas, como colágeno, que dão firmeza e elasticidade à pele. A próxima camada a ser formada é a epiderme, compostas por células denominadas queratinócitos, responsáveis pelas funções de barreira e proteção do corpo, e também por melanócitos, que dão coloração à pele.
Assista a este vídeo e entenda melhor.
Com esta tecnologia inovadora é possível realizar vários testes numa mesma unidade de pele reconstituída e reduzir o número de testes em humanos, muito comum na indústria de cosméticos. Além disso, a pele reproduzida em laboratório dura em média 7 dias, 4 dias a mais que a pele “in natura”, que dura em média 3 dias. Outro benefício é que a pele 3D permite ainda maior amplitude e mais assertividade nos testes, visto que ela é elaborada a partir de um pool de células de vários indivíduos.
É ou não é incrível?
Se você conhece outras iniciativas que evitam os testes em animais ou que têm revolucionado para melhor a indústria de cosméticos compartilha com a gente!
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LOPPNOW, Stephani. É possível evitar testes em animais com produção de pele 3D. Autossustentável. Disponível em: <https://autossustentavel.com/2019/07/pele-3d-testes-de-cosmeticos.html>.
“Marmitar” é preciso!
Não é incomum ver diversas pessoas carregando consigo suas marmitinhas feitas em casa. Há um movimento crescente dessa prática, que para alguns, ainda é considerada trabalhosa. Outros enxergam o ato de “marmitar” como inadequado em cenários empresariais, já que muitas vezes, estes pedem interação e reuniões até na hora do almoço.
Ocorre, que com a gama de necessidades alimentares diferenciadas que vemos surgir no dia a dia, o hábito de preparar a própria refeição e carregá-la consigo tornou-se uma necessidade e uma rotina organizada na vida de muitos.
Existem muitos veganos, lacto vegetarianos, intolerantes a glúten, lactose e tantos outros grupos que acabam não tendo opção. O não ter opção envolve por vezes, a falta desse tipo de refeição em muitos estabelecimentos.
Imagem: Creative Commons
É fundamental uma mudança profunda e com entendimento
Certamente que já estamos vendo o cenário mudar, mas ainda há limitações nos serviços prestados por restaurantes e lanchonetes que se fixam na ideia da salada e batata frita.
Outro ponto chave é o preço dos produtos veganos e sem glúten e também a qualidade. Nem sempre se acha uma refeição que permita um desfrutar saudável e também pleno ao paladar. Quase sempre esquecem do ponto simplicidade. Comida caseira, cm itens de feira.
Vale ressaltar que não se trata apenas de inserir uma nova opção no cardápio, mas de acolher com entendimento. Não gira em torno só do comércio, de uma venda. Há um propósito, um motivo para essa mudança no comportamento alimentar das pessoas e quando o estabelecimento também não compreende isso, acaba por não atrair o público.
Em certa ocasião, vi uma faixa que dizia: “Temos opções veganas”. Na mesma cena, a direita, havia uma quantidade imensa de frutas, verduras e legumes desperdiçados numa lixeira do estabelecimento. De imediato, houve uma mudança de ideia… desperdício não poderia coexistir com a proposta da faixa (pelo menos para mim).
Perceber se os estabelecimentos estão de fato sendo sustentáveis em suas práticas com o lixo, uso de descartáveis, descarte de óleo, trato aos funcionários e tantas outras questões, é a rotina de muitos dos consumidores que trazem essa nova forma de presença no mundo, de respeito a demais vidas, autocuidado e cuidado planetário.
Marmitas favorecem entendimento sobre o consumo e sustentabilidade
Há quem diga que preparar marmita com fome ocasiona desperdício. E é verdade! Com fome há excesso de comida colocada no recipiente que é levado todos os dias e muitas vezes, se não houver a consciência do compartilhar com os demais, lá vai a comida para o lixo.
Perceber o quanto consumimos de determinados alimentos diariamente nos ensina a programar melhor nossas compras.
Quase sempre, se a pessoa prepara a própria marmita, ela se torna uma investigadora de opções para tornar a semana mais saudável, equilibrada e variada. Muitos começam a experimentar legumes, verduras e grãos diferenciados e isso implica em fazer bom uso do adquirido, pois o que está em jogo, também é a economia. Ninguém quer gastar dinheiro à toa.
O tipo de recipiente escolhido também entra pra questão do “entendimento”. A busca é por uma marmita duradoura e segura. O ecologicamente correto, aqui, é ponto forte para os marmiteiros conscientes. Também ninguém quer trocar de marmita a cada semana e no quesito saúde, vale evitar o famoso plástico.
Imagem: Creative Commons
Marmitas e diálogos
Quem marmita sabe que nem sempre as empresas oferecem espaços paras refeições, mas algumas já se adequaram a essa realidade. No espaço de refeições, muitas vezes se senta ao lado de alguém de outro setor ou de alguém que mesmo estando na mesma sala, pouco se conhece. E aí, que muitas amizades e trocas positivas podem começar. Claro, que isso depende da disponibilidade e vontade de cada um, mas há quem aproveite e construa boas pontes nesses espaços compartilhados.
Dicas:
Monte um cardápio semanal.
Escolha um dia para compras – Compre à granel e leve seus potinhos e sacolas retornáveis.
Escolha um dia para cozinhar – Dedique realmente um tempo para deixar suas marmitinhas prontas. O ideal mesmo é consumir uma refeição mais fresca, caso não dê, organize as suas e congele.
Faça sua janta e se for preparar tudo a noite, ao chegar, já reserve parte para sua marmita. Se alimente antes de preparare saberá a medida exata para levar.
Compartilhe com os colegas de trabalho. Muitas vezes essa é uma opção inclusiva e zero desperdício.
Escolha um bom recipiente e uma sacolinha sustentável e que preserve seu alimento.
Não use talheres descartáveis. Leve também sua caneca ou garrafinha para o ambiente de trabalho.
Já pensou em ter guardanapos de pano? Faça você mesmo.
Marmitar é uma opção interessante, do ponto de vista criativo e também um movimento de retorno a simplicidade. Cozinhar o próprio alimento e dentro dos processos envolvidos no preparo, aprender sobre a gestão da própria rotina alimentar garante uma prática restaurativa, ancestral, educativa e amorosa.
Marmitar é verbo que acolhe a si e ao meio. E você? Já marmitou? Marmita todos os dias?
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AMORES, Valéria. “Marmitar” é preciso!. Autossustentável. Disponível em: <https://autossustentavel.com/2019/06/marmitar-e-preciso.html>.
Acumular ou compartilhar?
Acumular se tornou um termo recorrente em debates sobre sustentabilidade e para todos aqueles que buscam encontrar uma vida mais equilibrada. As pessoas começam pensando no guarda roupa, mas em cada cômodo de uma residência temos grandes chances de estar acumulando algo.
A própria forma como o comércio tem atuado, alternando preços imperdíveis com um grande período de preços altos, faz com que tenhamos a motivação para aproveitar a maré de preços baixos e comprar o suficiente para muitas semanas. Se estivermos pensando em alimentos, o congelamento é uma das formas não apenas de conservar, mas de poder aproveitar as promoções. Se estivermos falando de livros, de conhecimento, chegará um momento em que precisaremos de um apartamento só para nossos livros e papéis.
A mídia inclusive já mostrou casos patológicos, em que pessoas são literalmente destralhadas. É o ápice de um processo de busca de felicidade e de preenchimento que nunca encontra a sua completude. Sempre precisamos de mais algo para nos sentirmos pertencendo, preenchidos e satisfeitos.
O compartilhar também está em alta. Os antigos compartilhavam, trocavam e sobreviviam graças ao convívio colaborativo. Era algo normal reconhecer que nem todos tem tudo, que não se pode produzir tudo o tempo todo. Somos limitados, não podemos ter tudo e está tudo bem com isso. Assim, a diversidade era o equilíbrio perfeito. Cada família produzia algo e todos podiam compartilhar com todos.
Imagem: Creative Commons
Hoje, esse termo remete à mídia social. O que se compartilha é aquilo que te representa. Aquilo com o que você concorda. O que considerou que possui valor ou simplesmente achou engraçado. Na vida privada, o compartilhar é usado com muita parcimônia. Compartilhamos poucos momentos com os amigos. Alimento é compartilhado na maior parte das vezes na rua. Roupas compartilhadas? Estranho, coisa de brechó, não sei não. Transporte compartilhado? Só se não der para ir de carro. No trabalho, compartilhar é perigoso. Podem roubar a sua ideia, o seu cliente.
Status atual: acumular mais e compartilhar menos. E o que isso gera?
Da perspectiva jurídica, estamos em um momento crucial para pensar a respeito destes dois conceitos: a reforma da previdência. A nossa poupança para o futuro pode ser individual e de acordo com nossas possibilidades de acúmulo (capitalização) ou coletiva e representativa da solidariedade entre classes sociais e gerações (atual regime).
Imagem: Creative Commons
Como podemos ver, acumular somente para si ou compartilhar não é um assunto restrito apenas ao guarda-roupas. Trata-se de uma postura de vida que informa alguns princípios e valores aos quais os cidadãos e a sociedade precisam aderir e conviver.
Se estivermos pensando em uma perspectiva micro, a maioria já concorda que são necessárias organizações e seleções periódicas para doação. A doação simboliza o compartilhar. Quando se trata de alimento, compartilhamos com restrições. No trabalho, com mais restrições ainda. No dinheiro… tá maluca? Tem cota de R$ 10,00?
Até que ponto iremos fingindo que estamos a sós nesse mundo, que damos conta de tudo e que não precisamos dos outros?
Quanto estamos dispostos a reconhecer nossas fragilidades e compartilhar?
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STEFFEN, Janaína. Acumular ou compartilhar?. Autossustentável. Disponível em: <https://autossustentavel.com/2019/06/acumular-compartilhar.html>.
Dia Mundial dos Oceanos – Por que é preciso preservar?
Hoje, dia 8 de junho é o Dia Mundial dos Oceanos. A data foi oficializada pela ONU, em 2009, com o objetivo de desenvolver um movimento mundial de cidadãos, mobilizar e unir a população mundial em um projeto para o manejo sustentável dos oceanos.
Os oceanos cobrem três quartos da superfície da Terra, contêm 97% da água e representam 99% do espaço vital do planeta em volume. Além disso, fornecem alimento, energia e também são vias de transporte de pessoas e de produtos. Estima-se que cerca de 3 bilhões de pessoas dependam de áreas marinhas e costeiras para a sua subsistência, incluindo a pesca, transporte, turismo e comércio. Por tudo isso, é essencial que eles sejam preservados.
Eles também têm uma importância fundamental na regulação climática do planeta, uma vez que os oceanos absorvem cerca de 30% do dióxido de carbono produzido pelos seres humanos, amortecendo os impactos do aquecimento global.
Porém, infelizmente, a situação dos oceanos é bastante preocupante. Cerca de 40% dos oceanos do mundo são fortemente afetados por atividades humanas, incluindo poluição, perda de habitats costeiros e pesca predatória.
Muitos impactos que atingem nossos oceanos vêm da terra. Cerca de 80% da poluição que encontramos no mar é de origem terrestre, como a presença de plásticos no mar e descarga de efluentes domésticos e industriais.
Poluição plástica
A poluição plástica é considerada uma das principais causas atuais de danos ao meio ambiente marinho. Afinal, são 13 milhões de toneladas de plástico acabam indo parar nos oceanos todos os anos. E estima-se que até 2050, existirá mais plásticos que peixes nos mares!
Como consequência desse mar de plástico, 90% das aves marinhas têm fragmentos de plásticos no estômago, o que provoca a morte de 100 mil animais marinhos por ano, além de outros danos. Para diversas espécies de animais marinhos, é difícil distinguir o que é plástico e o que é alimento. Muitos deles acabam morrendo com os seus sistemas digestórios repletos de plástico.
Enquanto a maioria dos plásticos deve permanecer intacta por décadas ou séculos após o uso, aqueles que sofrem decomposição acabam como microplásticos (pequenos fragmentos de plástico), que chegam também à dieta humana por via dos peixes que se consomem.
O lixo encontrado nas praias, é, em sua grande parte, composto por produtos plásticos, principalmente os de uso único e descartáveis. De acordo com o Relatório da Semana Mares Limpos 2017, os dez itens mais recolhidos nessas praias foram: bitucas de cigarro, tampas de garrafa, canudos, garrafas plásticas, sacolas plásticas de supermercado, embalagens plásticas em geral, copos e pratos plásticos, garrafas de vidro, pedaços de isopor e talheres plásticos.
Imagem: Autossustentável
Precisamos nos conscientizar e mudar os nossos hábitos. Repensar e reduzir nosso consumo de embalagens e plásticos de uso único. E recolher o lixo gerado durante a permanência na praia. Canudos, copos, latas, bitucas de cigarro, pedaços de isopor… tudo isso polui as areias e mares e podem chegar aos oceanos.
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SOUZA, L. B. Leonardo. Dia Mundial dos Oceanos – Por que é preciso preservar?. Autossustentável. Disponível em: <https://autossustentavel.com/2019/06/dia-mundial-dos-oceanos-porque-e-preciso-preservar.html>.
Designer cria bicicleta de papelão que custa apenas 20 dólares
O designer israelense Izhar Gafni montou uma bicicleta usando papelão. A bicicleta funciona de verdade e suporta um peso de 130 kgs.
Izhar Gafni, inventor e fundador da Cardboard Technologies, escolheu o papelão porque o papelão pode ser encontrado em todo o mundo e, para reduzir o impacto do desperdício do material.
Imagem: Cardboard Technologies
No Brasil, somente no mês de agosto de 2017 foram vendidas 310 mil toneladas de papel ondulado, segundo a ABPO (Associação Brasileira do Papelão Ondulado). E a taxa de recuperação/reciclagem de papelão é de 71,1%, a maior entre todos os tipos de papel.
Inspirada na arte japonesa do origami, a bicicleta de papelão é criada ao cortar, dobrar e colar o papelão em camadas, criando um material forte que pode suportar peso e ter resistência ao longo do tempo. Além de peças de papelão feitas à prova de água e à prova de fogo com o uso de uma resina selante, a bicicleta inclui alguns componentes de plástico feitos de garrafas recicladas e outros resíduos. A corrente é feita de borracha reciclada.
Imagem: Cardboard Technologies
Mas calma, o projeto ainda é um protótipo, com algumas poucas unidades fabricadas. Em uma linha de produção automática, a bicicleta ela custará menos de US $ 20.
Atualmente, a empresa possui atualmente cerca de 150 patentes registradas. Essas patentes protegem tanto o design das bicicletas, os elementos dos quais são fabricados e a tecnologia da linha de produção.
Os estudos de produtos da Cardboard Technologies não se limitam às bicicletas. O próximo projeto é a produção de uma cadeira de rodas de papelão.
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SOUZA, L. B. Leonardo. Designer cria bicicleta de papelão que custa apenas 20 dólares. Autossustentável. Disponível em: <https://autossustentavel.com/2019/06/bicicleta-de-papelao.html>.
REMOLDA: projeto transforma lixo plástico em renda com miniaturas de plástico reciclado
Uma máquina inovadora de reciclagem de plástico que transforma o lixo plástico em um produto com maior valor agregado.
A Remolda veio para modificar não só a maneira de utilizar o plástico, mas também para mudar vidas. A ideia partiu do pessoal incrível da Matéria Brasil. Uma unidade recicladora móvel, idealizada a partir do projeto PreciousPlastic.com.
Como o projeto da máquina do Precious Plastic é aberto e livre de patentes, qualquer pesssoa pode ter acesso para melhorar ou replicar. Já contamos por aqui como a Precious Plastic é fantástica.
Assim, surgiu a Remolda, um projeto que resignifica os resíduos plásticos, transformando o material em um produto com maior valor agregado. Desenvolvido pela MateriaBrasil em colaboração com o Plástico Precioso para a WWF-Brasil e Plastic Soup Foundation, a Remolda promove desenvolvimento social para comunidades locais.
Imagem: WWF Brasil
O lixo plástico é coletado pela Cooperativa de Catadores de Resíduos Recicláveis Anfitriões do Cosme Velho, no Morro dos Guararapes, ali pertinho do Corcovado, no Rio de Janeiro. Em uma unidade recicladora móvel batizada de Remolda, o material é triturado, derretido e remoldado na forma de miniaturas da estátua do Cristo Redentor feitas de plástico reciclado.
Imagem: WWF Brasil
Com capacitação para operar todo o processo – da ação de coleta nas praias, separação por tipos, limpeza, trituração, injeção e comercialização, produzindo produtos prontos para a venda e que geram renda.
Os objetivos do projeto são: aumentar a conscientização sobre o plástico e o lixo plástico, evitar a dispersão do plástico, empoderar as comunidades e agregar valor ao plástico, que tem pouco valor no mercado para sua reciclagem.
A máquina trabalha com todos os resíduos plásticos e transforma o lixo plástico em trabalho e renda para os moradores da comunidade. Ah, e o mais fantástico, toda verba das vendas é revertida para a Cooperativa Anfitriões do Cosme Velho. Projeto incrível que amamos!
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Dia Mundial do Meio Ambiente – Poluição do Ar
O Dia Mundial do Meio Ambiente acontece todos os anos no dia 05 de junho e, neste ano de 2019, traz como tema a “Poluição do Ar”, uma questão crítica tanto para o meio ambiente quanto para a saúde humana.
A poluição do ar é o principal fator de risco ambiental para a saúde em todo o mundo. Nove em cada dez pessoas em todo o mundo respiram com altos níveis de poluentes. Estima-se que as emissões nocivas são responsáveis por 1 em cada 9 mortes em nível global e por 7 milhões de mortes prematuras anualmente por doenças relacionadas a esses poluentes, como câncer de pulmão, AVC e asma, segundo dados da OMS.
Imagem: Creative Commons
Só no continente americano, mais de 300.000 pessoas morrem anualmente devido à má qualidade do ar. Alguns poluentes atmosféricos também estão diretamente relacionados ao aquecimento global, contribuindo para o desenrolar de uma crise climática.
No Brasil são 50 mil pessoas que morrem por ano vítimas de complicações relacionadas á poluição do ar. Em um país onde 76% da população vive em cidades e respira diariamente diversos tipos de poluentes, pensar soluções políticas e técnicas para a questão é urgente.
O que estamos respirando?
As partículas poluentes estão em toda parte e são produzidas pelo escapamento de veículos, queima de biomassa, suspensão da poeira do solo e processos industriais. Este material particulado (MP) é uma poeira fina que entra em nosso corpo através da respiração se liga aos pulmões e provoca diversos problemas respiratórios ou mesmo doenças mais graves.
A OMS relaciona a poluição a vários problemas de saúde – câncer do pulmão, acidente vascular cerebral, isquemia cardiovascular e infecções agudas do sistema respiratório inferior, como pneumonia. A boa notícia é que a poluição do ar é evitável. As soluções são conhecidas e devem ser implementadas. A poluição atmosférica tem impacto sobre todos nós e temos um papel a desempenhar para manter nosso ar limpo.
Reduzindo os impactos da poluição
Você quer combater a poluição do ar? Separamos algumas atividades que você pode colocar em prática no seu dia a dia para diminuir a poluição do ar.
Use o transporte público ou caronas compartilhadas, ande de bicicleta ou a pé;
Desligue o motor do carro quando estiver estacionado;
Reduza seu consumo de carne e laticínios para ajudar a reduzir as emissões de metano;
Faça a compostagem de alimentos orgânicos e separe o lixo não orgânico;
Troque os seus eletrodomésticos antigos por novos com maior economia de energia. São os com selo Procel com classificação energética A;
Poupe energia: Desligue as luzes e os equipamentos eletrônicos quando não estiverem em uso;
Escolha tintas e móveis não tóxicos;
Plante árvores. Reúna seus amigos e vizinhos e faça um mutirão para plantio de árvores nativas da região.
Imagem: Creative Commons
Para tornar o mundo um lugar melhor e mais sustentável, a mudança precisa começar em você. Juntos podemos #CombaterAPoluiçãodoAr
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#VireCarranca – Eu Viro Carranca para defender o Velho Chico
Hoje, dia 03 de junho é comemorado o Dia Nacional em Defesa do Velho Chico. Este dia tem como objetivo conscientizar a população sobre a preservação do Velho Chico e mobilizar todos pelo uso responsável dos recursos hídricos.
A campanha “Vire Carranca”, lançada em 2014 pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) completa seis anos com grande adesão dos diversos setores da sociedade, desde o poder público municipal aos grandes usuários e a toda a população. Nós abraçamos a causa e viramos carranca para defender o nosso Velho Chico.
Imagem: Vire Carranca
Tendo a carranca como ícone, a ideia é atrair e unir forças para defender o Velho Chico dos graves problemas enfrentados pelo Rio e sua Bacia, e para a necessária e urgente revitalização, a fim de que o Velho Chico continue alimentando a vida e a esperança dos 18 milhões de brasileiros que dependem direta ou indiretamente de suas águas. Contamos por aqui a situação crítica que o rio de encontra.
O rio São Francisco é um dos mais importantes cursos d’água do Brasil e de toda a América do Sul. De sua nascente, na Serra da Canastra (MG), até a foz, no Oceano Atlântico, entre Alagoas e Sergipe, o Rio São Francisco percorre 2.700 Km, levando a água que dá vida ao Semiárido. Ele corre por 521 municípios em 5 estados (Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas). Além disso, sua bacia hidrográfica ocupa porções de três biomas: Cerrado (de Minas Gerais ao oeste e sul da Bahia), Caatinga (nordeste baiano) e Mata Atlântica (no Alto São Francisco, principalmente nas cabeceiras).
Estivemos na coletiva de imprensa do lançamento da campanha “Eu Viro Carranca Pra Defender o Velho Chico” organizado pelo CBHSF, em Brasília no último dia 17 de maio. A coletiva contou com a presença do presidente e do secretário do colegiado, respectivamente Anivaldo Miranda e Maciel Oliveira, e outros membros da entidade.
Imagem: Ricardo Botelho – Acervo CBHSF
Anivaldo Miranda, presidente do Comitê, apresentou um panorama geral sobre as ações do Comitê e ressaltou os investimentos do Comitê que passam de R$ 42 milhões em 58 projetos de recuperação hidroambiental concluídos. Estes projetos são propostos pelas comunidades.
Além desses investimentos, o presidente também destacou que o Comitê apoiou, nesses últimos anos, a conclusão de 63 Planos Municipais de Saneamento Básico (PMSB), a maioria em municípios ribeirinhos. Atualmente, o Comitê auxilia na execução de 4 PMSB. Outros 4 já aprovados e terá ainda a abertura de um chamamento público para mais 40 municípios. Neste momento, cerca de 70% dos municípios da Bacia Hidrográfica do São Francisco ainda NÃO POSSUEM os seus Planos Municipais de Saneamento Básico.
Imagem: Ricardo Botelho – Acervo CBHSF
Anivaldo também falou sobre o rompimento da barragem de rejeitos de Brumadinho, que atingiu um dos maiores afluentes do Velho Chico, o rio Paraopeba. Ele ressaltou que o Comitê foi o primeiro órgão a articular junto aos diversos atores para prestar esclarecimentos à população e que acompanha de perto os laudos do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM) e da Agência Nacional de Águas (ANA).
É essencial examinarmos a qualidade da água, contaminada por metais pesados derivada da lama de rejeito, a médio e longo prazo. Essa avaliação é importante não somente para avaliar se ela é própria para o consumo humano, mas também para avaliar o impacto da biodiversidade dos rios próximos.” – Anivaldo Miranda – presidente CBHSF.
Este ano, a data foi comemorada simultaneamente nas quatro regiões fisiográficas da Bacia do rio São Francisco, e as cidades escolhidas foram: Três Marias (MG – Alto SF), Bom Jesus da Lapa (BA – Médio SF), Juazeiro (BA – Submédio SF) e Pão de Açúcar (AL – Baixo SF). Foram realizadas atividades lúdicas de educação ambiental com crianças e adolescentes das redes municipal e estadual de ensino e também das escolas particulares, além de diversas apresentações culturais, com atrações locais e artistas da região.
Nós viramos carranca para defender e você? #VireCarranca. Imagem: Autossustentável
Agradecemos ao Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco pelo convite para participar novamente do lançamento da campanha, este ano realizada em Brasília.
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SOUZA, L. B. Leonardo. #VireCarranca – Eu Viro Carranca para defender o Velho Chico. Autossustentável. Disponível em: <https://autossustentavel.com/2019/06/virecarranca-eu-viro-carranca-para-defender-o-velho-chico.html>.