Novos Colaboradores: Patrick Rabelo

Autossustentável: Colaborador - Patrick Rabelo
Olá pessoal!
Sou Patrick, o novo colaborador do Autossustentável.
Atualmente curso o Ensino Médio e Técnico em Administração. Tenho um apreço muito grande pela Filosofia e pela Poesia, e acredito muito no potencial da junção dessas com a Sustentabilidade.
Como amante da filosofia (que se volta para os momentos críticos da humanidade), não pude deixar de lado a relevância e a importância do desenvolvimento sustentável para o episódio histórico que estamos vivendo.
 Acredito que o mundo é uma grande escola, que somos todos alunos, alunas da vida. E, é nesse sentido que nasceu meu grande apreço pelo respeito ao planeta.

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A Era do Luxo é A Era do Lixo

Não é novidade que a moda caracteriza-se pelo efêmero, e que seu sistema impõe um ritmo acelerado que faz com que os produtos sejam descartados quando ainda em condições de uso, ocasionando uma série de impactos ambientais. Tudo isso, na maioria da vezes, sem necessidade já que roupas, acessórios e calçados ainda poderiam ser usados e, só não seguem sendo (em todo seu potencial de durabilidade, previsto em projetos de design) por questões de … “o rosa é o novo preto”.

Roupas são colocadas no lixo – sim, surpreendentemente, tem gente que põe fora aquilo que não serve mais, seja em tamanho, seja em aceitação da sociedade. E, além disso, o desejo ávido do consumidor por novidades aciona novamente a cadeia produtiva, explorando os recursos da natureza (quando não os recursos humanos), poluindo o meio ambiente, gerando resíduos no processo (poluindo, de novo!)… Aquela ‘nada boa’ e velha história, que muitos sabem, e poucos fazem o mínimo para mudar.

Além do descarte antecipado das peças, outro fator de peso (pesado) bem discutido no que se refere à moda e impactos ambientais, é a fabricação dos produtos, que resulta em grande quantidade de resíduos têxteis, entre outros fatores críticos.
Autossustentável: Resíduos descartados em lixão
Autossustentável: Retalhos de Tecidos

Tudo isso acontece de seis em seis meses.

Não! A moda costumava ser ditada por estações: uma coleção era feita para “primavera/verão” e outra para “outono/inverno”. Hoje, os varejistas aumentaram a oferta para seis ou oito estações, até mesmo 12, ao ano, muito distante do que consideramos estações verdadeiras. As redes fast fashion são como um “carrossel constantemente girando com novas modas, que mudam no espaço de semanas” (Lee, 2009, p.17). Agora, pense tudo isso acontecendo em grande escala. Pense em ‘semanal global’. Pense em produção a nível mundial, mas junto, pense em descarte e resíduos gerados. Pense.

O que fazer com as peças de roupa que “giram” cada vez mais rápido?

Brechós, doações e bazares de trocas, dentre outras alternativas que permeiam esse universo da segunda mão, aparecem como alternativa, enfrentando a barreira do preconceito do consumidor, que ainda prefere comprar artigos novos a preços mais baixos.

O que fazer com o excesso de resíduos têxteis, que resulta da produção acelerada da indústria?

Algumas empresas desenvolvem produtos de decoração, ou até mesmo vestuário, com retalhos, mas, aí o design entra fortemente como agregador de valor, criando um atrativo para o consumidor que, ainda “olha torto” para produtos reaproveitados.

Tanto pode ser feito com o material que já está a nosso dispor, é só abrir a mente e exercitar a criatividade, além de capacitar mão de obra específica. Por fim, é importante trabalhar culturalmente a aceitação dos produtos desenvolvidos com material reutilizado, pois sabemos que o consumidor tem papel fundamental (Artigo: Depende De Nós Os Consumidores). Não há necessidade de tanta coisa, em tão pouco tempo, para pouco uso, que cause tanto dano.

Abaixo, seguem imagens de produtos de uma marca, do exterior, que utiliza resíduos da indústria têxtil para confecção de bolsas, a Riedizioni, de Luisa Cevese. E como esta, existem outras empresas seguindo esse caminho.

Fontes:

  • http://www.riedizioni.com/
  • LEE, Matilda. EcoChic: o guia de moda ética para a consumidora consciente. São Paulo: Larousse do Brasil, 2009.


Como Fazer Uma Horta Vertical Com Calha De PVC

Que tal aproveitar o fim de semana para montar uma simples horta dentro de casa ou no jardim? Além de ter temperos e verduras frescas ao alcance das mãos, essa ideia embeleza o espaço e contribui com o meio ambiente.

Isso porque o suporte da sua horta é feito com calhas de PVC (Policloreto de Vinila) — material de lenta decomposição natural.

Confira, abaixo, os materiais necessários e o passo a passo.

Passo a passo:

Com o auxílio da trena e da caneta, marque uma linha reta de uma extremidade à outra da calha. Em seguida, com a furadeira, faça furinhos distantes de 5 a 10 cm uns dos outros;

Escolha o local onde a horta ficará suspensa (pode ser em uma parede ou em um suporte de madeira, conforme mostra a imagem abaixo) e fixe os dois ganchos — para saber a distância correta entre eles, pegue a calha e calcule a distância entre os terceiros furos das duas extremidades;

Em seguida, passe os dois cabos de aço por entre os terceiros furos de cada extremidade da calha. Na parte inferior do suporte, prenda o tubo de aço com um rebite e finalize com uma semi-argola de metal. Depois, prenda os cabos aos ganchos.

Por fim, basta encaixar as tampas de PVC.

 

 

 

10 Motivos Para Começar A Pedalar


Andar de bike emagrece, tonifica as pernas, melhora o fôlego, alivia o stress e deixa a gente feliz. O melhor é que, além de fazer bem para o corpo e para a cabeça, preserva o meio ambiente e garante um futuro melhor. Então, força no pedal: use a bicicleta como meio de transporte alternativo e descubra um jeito delicioso de entrar em forma e salvar o planeta.
Se você ainda não sabe se deve ou não encarar o mundo de bicicleta, nós damos aqui 10 razões para você tomar a decisão de uma vez por todas!
  • O custo de uma boa bicicleta é 30 vezes inferior ao de um carro médio e ela minimiza a parte do orçamento familiar dedicado ao carro;
  • Seu planeta agradece: A magrela é um veículo movido pela força do condutor, sem precisar de nenhum outro combustível. Assim, a bicicleta não emite gases poluentes na atmosfera que causam o efeito estufa e o aquecimento global;
  • Tira você do trânsito e poupa o tempo: Pedalar distâncias “percorríveis” em até 30 minutos – sem grandes inclinações e em percursos mais ou menos planos – é mais rápido e prático do que ir de ônibus ou automóvel. Além disso, a utilização deste meio de transporte permite fugir aos engarrafamentos e reduz o tempo dos deslocamentos. Caso ainda não dê para fugir, só o fato de fazer uma atividade física enquanto vai ao trabalho já diminui sua irritação nas ruas. Mas é preciso ficar atento às normas de segurança para circular no meio do trânsito;
  • Promove um bom estado de saúde e, por consequência, diminui a necessidade de recorrer a medicamentos;
  • Emagrece: Combinadas a uma dieta saudável e com baixas calorias, as pedaladas auxiliam na perda de peso, no controle de peso, além de favorecer o emagrecimento, reduzindo a gordura corporal. A cada hora pedalando gasta-se, em média, cerca de 500 calorias, por isso, andar de bike é uma das melhores opções para quem quer emagrecer;
  • Alivia o estresse: como qualquer outro exercício, pedalar estimula a produção de endorfina, neurotransmissor que dá a sensação de bem-estar. Ou seja: ao final de uma boa pedalada, você vai estar menos estressado e sentindo-se muito bem;
  • Previne doenças, aliás, muitas doenças hoje são provenientes do sedentarismo o que pode ser evitado com a prática regular de exercícios. A bicicleta estimula o sistema cardiopulmonar como também o muscular prevenindo o aparecimento de várias doenças tais como diabetes, infarto agudo do miocárdio, AVC, dentre outras;
  • Do ponto de vista de transporte público: Fazer ciclovias é muito mais barato do que qualquer outro tipo de transporte. Moramos em um país tropical e podemos andar de bicicleta o ano todo, porém temos poucas opções seguras de utilizá-la com baixo risco. Alguns países que possuem um clima frio aproveitam ao máximo os 3 meses de sol;
  • Facilita conhecer a cidade: Preso dentro do carro, você nem imagina quanta coisa bacana é possível encontrar nas ruas e avenidas da região onde mora. Sentada na bicicleta, além de sentir aquele vento gostoso no rosto, que dá sensação de liberdade, seu campo de visão se amplia e você consegue visualizar melhor o ambiente;
  • Diversão: andar de bicicleta ainda é uma boa maneira de conhecer pessoas novas ou passar mais tempo com quem você gosta fazendo algo divertido e muito saudável. A prática, contudo, não é recomendada para pessoas com problemas no joelho. Se esse for o seu caso, procure um ortopedista primeiro.

Agora que você conhece todos esses benefícios, é hora de pedalar! Comece a ter esse hábito e veja como sua saúde irá mudar. Só não se esqueça de fazer um alongamento antes de começar a atividade, utilizar equipamentos de segurança e buscar acompanhamento médico.

Reflorestamento e a Forma como Compensamos nosso Consumo

A própria existência da humanidade já causa impactos no meio ambiente. Precisamos consumir alimentos para subsistência o que acaba gerando resíduos. Mas é uma regra natural, a interdependência, todos dependemos e geramos efeitos sobre todos e sobre o meio ambiente.
Ocorre que, em relação aos outros elementos do nosso sistema vivo, ou seja, do nosso planeta há também uma tendência natural ao equilíbrio. O clima é modulado pelas árvores, pela presença dos rios e mares, existindo, assim, uma espécie de respeito e contrabalanço nas relações naturais.
Ilustração de um ecossistema
A natureza é um ente vivo? Sem sombra de dúvida, sim! Tudo o que cresce e se transforma possui a chamada centelha viva (significando isso algo científico ou espiritual). Entretanto, o ser humano possui algo que nenhum outro ser vivo possui: discernimento, capacidade de observar e julgar.
Assim, era de se esperar que nosso respeito e senso de responsabilidade fossem mais aguçados. Mas, infelizmente, o que percebemos nas relações atuais é que não há um compromisso dos seres humanos com o equilíbrio do sistema vivo.
Temos um contrato implícito com a natureza?
Ao agirmos, conforme nossos desejos e necessidades, violamos o equilíbrio do sistema vivo, isso nos torna inadimplentes com a natureza?
Algum dever de lealdade foi quebrado?
Direito Ambiental
Se formos analisar a forma encontrada pelo sistema legal para “compensar” os danos ambientais ou “adequar” as atividades econômicas que precisam gerar efeitos mais danosos, veremos que talvez não estejamos dando uma retribuição à altura.
Plantar eucalipto ou pinus ilhote seria uma forma de restabelecer a flora natural? Em viagem recente ao sul de Minas Gerais, passei pela área utilizada por uma empresa de papéis para plantar as árvores para a sua produção. Eram verdadeiras montanhas cobertas por eucaliptos e pinus, embaixo das quais nenhuma vegetação conseguia sobreviver. E, além disso, o eucalipto tem sido acusado de capturar água das fontes.
Reflorestamento com eucalipto ou pinus ilhote
Ao lado dessa imensa área de reflorestamento havia montanhas de mata nativa, predominantemente araucárias. Uma beleza inacreditável que me fez suspirar. Nesta área havia placas indicando que era uma Área de Proteção Ambiental mantida pela empresa produtora de papel.
Não duvido que esta seja, no momento, a melhor solução encontrada: onde já houve desmatamento, replanta-se o que é necessário ao negócio e onde não houve, cerca-se a fim de que permaneça preservado. Afinal de contas, precisamos de papel para diversas atividades, as pessoas da região demandam empregos e o local necessita da circulação de capital a fim de garantir uma vida digna a todos.
Essa é a forma de compensação que a maioria das empresas utiliza: uma área destinada às atividades e outra para preservação. Porém, a pergunta que fica é: até quando? Até quando conseguiremos manter este padrão? Sim, pois as empresas se multiplicam e se os empresários mais antigos puderam utilizar esse modelo, os que estão entrando no mercado também podem. E esse é o mesmo raciocínio que se tem aplicado às emissões de gases: os países emergentes precisam crescer e possuem o mesmo direito que os países desenvolvidos tiveram de utilizar os recursos naturais para tanto.
Acredito que essa seja a nossa grande crise ética: o individualismo. Se o outro teve, eu também preciso ter. E o Direito se presta a defender estes que não tiveram. Seja em grande escala, ou na escala micro (em nossa casa), a situação é a mesma: se meu marido pode ter um carro, então eu também tenho direito de ter o meu; se um filho ganhou um presente caro, o outro também merece. Individualismo e compensações são dois parceiros.
Individualismo?

E o indivíduo como compensa seus danos ambientais? Ou o seu uso de recursos?

Alguns dirão que separam lixo, possuem composteiras domésticas, evitam desperdício de água, etc. Outros dirão que pagam impostos e que a responsabilidade é dos governos, ou que as empresas é que poluem e esgotam os recursos.
Talvez a compensação não seja exatamente uma forma de gerar um equilíbrio contratual com a natureza. Se realmente fosse uma relação contratual, estaríamos praticando enriquecimento ilícito há muito tempo! Quem sabe não são os desequilíbrios naturais formas de cobrar a fatura pelas nossas inadimplências?
Você visualiza outras formas de compensação justa? Compartilhe!

1º Seminário de Moda Sustentável Ecotece – Vestir Consciente


Não é novidade que na sociedade atual há uma busca por desenvolvimento sustentável. Muitas pessoas têm adotado hábitos de consumo que tentam reduzir os impactos ambientais, inclusive na hora de se vestir.

É pensando nesses conflitos que algumas organizações buscam alternativas para esse modo de produção degradante. É o caso do Instituto Ecotece, através do projeto Vestir Consciente. Esse conceito pretende incentivar o equilíbrio entre a satisfação do estilo pessoal, o bem-estar social e a preservação do planeta na hora de se vestir.

Com o “Seminário Ecotece Vestir Consciente”, que acontece nos dias 23 e 24 de outubro, no Centro de Convenções do Anhembi, em São Paulo, o Instituto busca reunir profissionais e pesquisadores ligados à moda sustentável para discutir o assunto, que será divido em diversas palestras. Entre elas destaca-se a “Princípios do vestir consciente”, que será conduzida pela presidente do instituto, Lia Spínola, e dará abertura ao seminário.

O intuito do Ecotece com essa iniciativa é levar o participante a refletir sobre o poder da moda e de sua influência na sociedade, aliado a uma dinâmica de criação de produtos sustentáveis e caminhos para as empresas baseados na responsabilidade socioambiental.

Também serão expostas ferramentas para o desenvolvimento de produtos bonitos, funcionais e com maior eficiência ecológica. A proposta do debate vai à contramão das atitudes da maioria das indústrias têxteis, estão entre as que mais consomem recursos naturais. Somente a cultura de algodão, por exemplo, é responsável por cerca de 30% da utilização de pesticidas na Terra, contaminando o solo e os rios.

O seminário faz parte da programação da GO TEX SHOW 2013, uma feira internacional de produtos têxteis. As palestras são gratuitas. Confira a programação a seguir:

Programação:
23 de outubro (quarta) 
  •  17h – 17h45, Princípios do Vestir Consciente 
Reflexão sobre a moda e o seu poder de influência e transformação.
LIA SPÍNOLA – Presidente do Instituto Ecotece
  •  18h15 – 19h, Materiais Ecológicos – Tecidos 
As principais matérias-primas, tecnologias e serviços sustentáveis
ligados à moda e seus aspectos sociais, econômicos e ambientais.
CAROL PICCIN – Especialista em Gestão Ambiental
  • 19h15 – 20h, Evolução das Fibras Celulósicas – Uma Visão Ecosustentável 
O impacto ambiental de três fibras celulósicas (viscose, modal e liocel), comparando-as às fibras convencionais de algodão, polipropileno e poliéster.
GILBERTO CAMPANATTI – Gerente Técnico da Lenzing Fibers
24 de outubro (quinta)

  •  10h30 – 11h45, Consumo de Moda Brasileira 
A dinâmica do consumo e seus reflexos nos processos de adoção no sistema de Moda Brasileira.
ANA PAULA DE MIRANDA – Professora de Moda e Consumo
Palestra Complementar exclusiva aos expositores
  •  17h30 – 18h15, Design e Criação Sustentável 
Um olhar sobre a criação de produtos sustentáveis através de ferramentas para o desenvolvimento de produtos belos, funcionais e com maior eficiência socioambiental.
FERNANDO MASCARO – Consultor em design para a sustentabilidade
  •  18h45 – 19h30, Empresas, Novos Caminhos, Responsabilidade Ambiental 
Reflexões e caminhos para as empresas baseados na responsabilidade socioambiental. Como os negócios podem gerar oportunidades de satisfação aos consumidores indo além do produto e gerando impacto positivo?
GLICÍNIA SETENARESKI – Designer do Casulo Feliz
ROMAIN MICHEL – Diretor Criativo da Tudo Bom Brasil

Localização:
Palácio das Convenções do Anhembi
Av. Olavo Fontoura, 1209, Santana, São Paulo

Mais informações em:

http://www.gotexshow.com.br

Visita à “fábrica verde” da Coca-Cola em Maceió

Vista da Fábrica Coca-Cola - Maceió/AL
Estivemos na última sexta-feira, dia 30 de setembro, a convite da Coca-Cola Brasil, visitando a primeira fábrica “verde” do sistema Coca-Cola em Maceió/AL. Com uma moderna arquitetura e concebida dentro dos mais rígidos padrões de sustentabilidade ambiental, a fábrica Solar Br foi construída no conceito de “planta verde” e está previsto para 2014 que ela receba a certificação LEED global (Leadership in Energyand Environmental Design), um sistema internacional de certificação e orientação ambiental para edificações.

Visita - Fábrica Coca-Cola - Maceió/AL

Esta certificação, utilizada em 143 países, garante a implantação das boas práticas da construção sustentável. Todas as futuras fábricas do Sistema Coca-Cola também serão projetadas visando à certificação LEED.
A nova fábrica apresenta importantes diferenciais que caracterizam suas propriedades sustentáveis:

  • O terreno foi escolhido em função da proximidade com o comércio e serviço, de forma a incentivar os funcionários da fábrica a se deslocarem a pé, de bicicletas ou por meio de transporte público, contribuindo assim para a redução dos níveis de emissão de gases;
  • Pontos de transporte público de fácil acesso e próximos à fábrica;
  • Adoção de grande área verde no terreno, promovendo, entre outros benefícios, o gerenciamento mais eficiente das águas pluviais, a maior biodiversidade e a redução do efeito “ilha de calor”;
  • Cobertura do galpão de produção com cor clara e pé direito alto, diminuindo o efeito “ilha de calor”, em função da maior reflexão solar e também da utilização de telhas com isolantes térmicos, propiciando maior conforto aos funcionários;
  • Iluminação natural em todo galpão industrial;
  • Plano de controle de poluição da obra;
  • Uso eficiente de água e redução de uso de água potável em necessidades secundárias;
  • Paisagismo com o uso de plantas nativas ou adaptadas, diminuindo a necessidade de irrigação;
  • Instalação de equipamentos economizadores de água, como válvulas “Dual-flush” e reuso de água dos chuveiros para as bacias sanitárias e torneiras com temporizadores;
  • Instalação de sistema de captação e reuso de água do processo produtivo para a irrigação.
Quanto à produção, ela é totalmente automatizada e quase não há contato humano direto com o produto, além disso, verifica-se uma abundância de pontos de controle, com sensores que inspecionam eletronicamente tanto as garrafas vazias como as cheias. Dessa forma, qualquer imperfeição é motivo para sua separação: as garrafas de vidro que tiverem algum resquício de sujeira retornam ao início do sistema, para o setor de limpeza; já às que se encontram quebradas ou lascadas são levadas para reciclagem. O mesmo vale para as garrafas de PET que são descartadas se possuírem alguma imprecisão ou até mesmo vazamento de ar pelo lacre.  E esses
são só alguns dos check lists que os sensores eletrônicos varrem em cada garrafa.

Visita - Fábrica Coca-Cola - Maceió/AL
Foto: Divulgação

Visita - Fábrica Coca-Cola - Maceió/AL
Foto: Divulgação
Outro fato que também impressiona é que se uma (01) tampinha de garrafa PET estiver virada, o processo de produção é parado e só é liberado quando o operador da máquina fizer o ajuste invertendo a tampinha.

Assim, tendo em vista toda a cautela empregada para se manter a excelência na produção através da utilização de sensores altamente eficazes, torna-se difícil acreditar na veracidade dos últimos relatos sobre objetos estranhos que foram encontrados nas garrafas da bebida. É claro que, estatisticamente, podem ocorrer erros industriais, mas analisando a quantidade e a qualidade da tecnologia empregada na produção da bebida, fica claro que a tendência de erros fica próxima à nulidade.

E para sanar qualquer dúvida que ainda permaneça, a Coca-Cola está abrindo suas fábricas para visita de seus consumidores. Para agendar sua visita basta se cadastrar ligando para o número 0800-021-2121.

Visita - Fábrica Coca-Cola - Maceió/AL
Durante nossa visita, também tivemos um bate-papo via skype com Marco Simões, Vice-Presidente de Comunicação e Sustentabilidade da Coca-Cola Brasil, que nos contou um pouco mais sobre a fábrica, a política da Coca Cola e respondeu perguntas dos demais blogueiros que estavam presentes.

Um dos conceitos apresentados por Marco Simões foi o “Eu, Nós e o Mundo”. A primeira dimensão, “Eu”, é representada pelos cuidados com a saúde e o bem estar pessoal, tais como os benefícios de uma vida mais saudável e o alerta quanto a doenças como obesidade. O “Nós” pelo bem estar social, focando o cuidado com os fornecedores e com toda cadeia produtiva (da compra dos ingredientes ao pós venda do produto). E a terceira dimensão, “Mundo”, é representada pela responsabilidade com a sustentabilidade ambiental como tratamento de resíduos, incentivos à reciclagem e a racionalização de energia.

Simões ainda nos falou sobre a forte preocupação da empresa em relação à redução do uso de água na produção, com investimentos em tecnologias para racionalizar ao máximo o seu uso, assegurando a eficiência no consumo de água, coleta de água pluvial e reutilização da mesma no processo de produção. A meta da empresa é a de utilizar apenas 1,5 litro de água para cada litro de bebida produzida.

Cabe ressaltar que esta medida de 1,5l por litro produzido é usado não somente na composição da bebida, mas também em todos os outros processos fabris, como lavagem da própria fábrica e dos equipamentos industriais. Em Jundiaí está localizada a fábrica com o melhor índice de eficiência mundial da empresa, no que diz respeito ao consumo de água, com a utilização de apenas 1,35 litros de água,
em média, por litro de bebida produzida.

Visita - Fábrica Coca-Cola - Maceió/AL

Com relação às embalagens, Marco Simões destacou os investimentos da empresa na criação de um círculo virtuoso de coleta, reciclagem e reuso de latas e garrafas de PET, incluindo um trabalho muito próximo com as cooperativas de coletores e recicladores de resíduos. Além do desenvolvimento detrabalhoscom prefeituras para que haja100% de coleta seletivae de programas de educação para a população, visando à separação correta do lixo (apenas 30% da população a faz corretamente).
No caso das latas de alumínio o índice de reaproveitamento é de 98,5%, o mais alto de todo o mundo. No caso das garrafas de PET, está em torno de 57%, também o maior índice de todo o mundo, mas a meta é também chegar aos 100% nos próximos anos.
O desafio que fica não se aplica apenas a Coca-Cola, mas sim a sociedade como um todo: aumentar o valor agregado da PET a fim de estimular sua coleta por parte dos coletores. E pensando nisso, a empresa está apoiando a criação de uma cadeia de valor para este produto através do estímulo ao uso da fibra de PET na indústria têxtil e no artesanato.


Surfista brasileiro cria pranchas ecológicas com garrafas PET

O surfista brasileiro Jairo Lumertz uniu suas duas paixões, surf e natureza, e desenvolveu uma prancha ecologicamente correta, feita com garrafas PET. Logo, conheceu a curitibana, moradora de Garopaba (SC) há seis anos, Carolina Scorsin, e juntos desenvolveram o Projeto Prancha Ecológica que tem como objetivo promover o esporte e consciência ambiental entre crianças e adolescentes.

A ideia surgiu durante sua estada no Havaí, em 2007, e se concretizou tempos depois no Brasil. Além de ajudar o meio ambiente, a Prancha Ecológica é uma maneira de agregar pessoas de baixa renda ao esporte mais restrito às famílias com melhores condições financeiras.

São fabricados e comercializados tradicionalmente dois tipos de pranchas: as de resina de poliuretano com resina de poliéster insaturado e de poliestireno epóxi. Tobias Schultz, um dos membros do projeto, investigou o impacto ambiental de ambas as fabricações e descobriu que os dois tipos geram muita poluição e muito resíduo de matéria-prima. Por isso, as pranchas alternativas são boas opções

Prancha PET

A prancha é fabricada utilizando garrafas PET, canos de PVC para estruturação das garrafas que são unidas por uma espuma rígida de PU (PUR) desenvolvida especialmente para a prancha, fortalecendo e dando resistência necessária a mesma.

“Surfo desde março deste ano, incentivada pelo Jairo. A sensação de surfar em cima de algo que poderia ir para o lixo e foi reutilizado, não tem preço, é algo mágico, viciante e de bem com a natureza. Sem falar que a aceitação da prancha ecológica é excelente.”, diz Carolina.

 

Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias

Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias
No último dia 15, um lindo domingo de sol, participamos do Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias, na Praia da Urca, na cidade do Rio de Janeiro. Aproveitamos para curtir um pouco a natureza, dar a nossa contribuição recolhendo materiais que não pertenciam aquele belo ecossistema, dar um mergulho reenergizante em um mar mais limpo e de quebra encontrar alguns preciosos amigos. 

Coordenado mundialmente desde 1986 pela ONG americana The Ocean Conservancy, o Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias é um dos mais bem sucedidos eventos voluntários do mundo. É uma iniciativa sem fins lucrativos que tem como principal objetivo conscientizar as pessoas sobre um grande problema do mundo moderno: o lixo no mar. Toneladas de detritos são despejadas no mar todos os dias nos quatro quantos do planeta. Além de causar danos graves e a morte de milhares de animais marinhos, esses detritos sujam as praias e são um risco para a saúde das pessoas.

Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias
O evento conta com o apoio da Coca-Cola Brasil desde 1994 e faz parte das iniciativas do programa Coletivo Reciclagem, do Instituto Coca-Cola Brasil. A participação da empresa já colaborou, por exemplo, para que a iniciativa chegasse a praias da bacia hidrográfica do Rio Amazonas, a maior do mundo e a Foz do Iguaçu, um dos locais mais emblemáticos, devido às suas cataratas que despejam o maior volume hídrico do mundo. 

Este ano, o evento contou com 30 mil voluntários em todo o País. Em 2012, foram 15 mil voluntários que recolheram mais de 30 toneladas de lixo em 20 estados brasileiros. Na cidade do Rio, postos de coleta foram instalados nas praias da Urca e Barra da Tijuca. No estado, houve postos em Quissamã, Araruama, Arraial do Cabo, Barra de São João, Búzios, Cabo Frio, Itaguaí, Cabo Frio, Maricá e Saquarema. Pelo mundo, 125 países mobilizaram em torno de 40 milhões de pessoas em prol desta ação.

Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias

Biólogos e educadores ambientais, entre eles educador Edmar Bastos, mostraram ao público organismos que habitam o ambiente aquático (baiacus, caranguejos, ouriços, estrelas-do-mar e corais), incluindo os que colonizam materiais abandonados no ambiente pelo homem, como pneus, nadadeiras, âncoras, e até estátuas e furadeiras, criando uma surpreendente biodiversidade em meio à sujeira e poluição. “Mais do que recolher o lixo, a ideia é mostrar a responsabilidade de não lançá-lo no ambiente”, explica Bastos.

Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias
Para a ação de classificação, pesagem e seleção entre recicláveis e não-recicláveis, o público recebeu sacolas, luvas descartáveis e camisas em tecido feito com PET reciclado. Além disso, na praia da Barra, folhetos educativos foram distribuídos para chamar atenção da população para a importância da limpeza de praias, rios, lagos e lagoas.
Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias - Pranchas PET

Durante o evento, ocorreu também uma competição de Stand Up Paddle com pranchas feitas de PET. Foram cinco baterias com tempo cronometrado. O vencedor de cada bateria ganhou uma prancha feita de PET e o melhor tempo entre as baterias foi premiado com uma bicicleta de PET.
Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias - image via @samegui

Ressaltamos a importância de fazer o descarte do lixo de forma inteligente, assim você também estará contribuindo para um mundo mais limpo e mais sustentável. Um por todos e todos por um mundo melhor!

Casal americano cria comunidade de casas na árvore na Costa Rica

Descubra o estilo de vida das pessoas que encontraram sossego na natureza e ainda conseguem conexão com a tecnologia através da sustentabilidade
Imagem: Finca BellaVista
O casal Mateo e Erica Hogan realizou o sonho de qualquer criança da década de 1980 quando ergueram sua primeira casa na árvore – só que para levar a sério, dormir, trabalhar, cozinhar e acordar todo dia. Quase uma vida de Tarzan, se você pensar que eles também pulam de uma árvore para outra, plantam sua própria comida e vivem entre animais e meia dúzia de cachoeiras e piscinas naturais dignas de filmes da sessão da tarde.
Tudo começou com uma despretensiosa viagem. No ano de 2006, Mateo Hogan foi surfar pela costa sul do Pacífico, na Costa Rica, e ficou maravilhado com a beleza das florestas montanhosas da região. Convidou sua esposa para uma viagem juntos e depois de explorarem parte da floresta, eles se deparam com uma vista “surreal” do Rio BellaVista.

Da paixão deste casal culminou na construção da Finca BellaVista, uma comunidade autossustentável que vive em casas construídas sobre árvores na região montanhosa da Costa Rica. Hoje, são 25 estruturas – todas com Wi-Fi, nas quais se englobam o centro comunitário, o campo base, e cinco casas de árvore. Localizada no meio de uma floresta montanhosa, onde encontramos inúmeras árvores e dois rios de águas brancas, esta comunidade apela à completa comunhão entre ser humano e natureza.

Autossustentável: Finca BellaVista Treehouse Costa Rica
Imagem: Finca BellaVista

Autossustentável: Finca BellaVista Treehouse Costa Rica
Imagem: Finca BellaVista

Autossustentável: Finca BellaVista Treehouse Costa Rica
Imagem: Finca BellaVista
Autossustentável: Finca BellaVista Treehouse Costa Rica
Imagem: Finca BellaVista

Autossustentável: Finca BellaVista Treehouse Costa Rica
Imagem: Finca BellaVista
O conceito das moradias é o baixo impacto ambiental, com captação de água da chuva e biodigestores. Aliás, o condomínio inteiro segue essas regras e possui um centro de reciclagem, jardim comunitário e até painéis solares. Não é permitido transitar de carro, salvo em casos de emergência e para ir de um lado para outro, os moradores usam trilhas, pontes e até tirolesas.
O campo base nesta comunidade trata-se de um espaço onde existe uma sala para refeições, uma sala para estar ao ar livre, casa de banho, fogueira e jardim.

Autossustentável: Finca BellaVista Treehouse Costa Rica
Imagem: Finca BellaVista

Autossustentável: Finca BellaVista Treehouse Costa Rica
Imagem: Finca BellaVista

Autossustentável: Finca BellaVista Treehouse Costa Rica
Imagem: Finca BellaVista
Autossustentável: Finca BellaVista Treehouse Costa Rica
Imagem: Finca BellaVista

Autossustentável: Finca BellaVista Treehouse Costa Rica
Imagem: Finca BellaVista
   
Quem visitar o espaço pode encontrar dois rios correm em torno da comunidade, com água cristalina, muitas cachoeiras para tomar um mergulho em um dia quente de verão, piscinas naturais, trilhas para passeios pela floresta, uma rica fauna e até mesmo um curso de tirolesa. Os espaços para acomodação e atividade ambicionam receber pessoas com espírito de aventura.
Autossustentável: Finca BellaVista Treehouse Costa Rica
Imagem: Finca BellaVista
Autossustentável: Finca BellaVista Treehouse Costa Rica
Imagem: Finca BellaVista
A cidade mais próxima de Finca BellaVista é La Florida, a qual se encontra a cerca de um quilômetro e meio de distância. Digamos a verdade, este é um dos sítios ideais para se descansar e desfrutar de umas magnificas férias com aventura.

Autossustentável: Mateo & Erica Hogan fundadores da comunidade Finca BellaVista
Imagem: John Urbano, American Eagle Outlitters

Autossustentável: Finca BellaVista Treehouse Costa Rica
Imagem: Finca BellaVista

Autossustentável: Finca BellaVista Treehouse Costa Rica
Imagem: Finca BellaVista

    

E então, que tal programar umas férias para esse paraíso nas alturas?!
Para saber mais acesse o site da comunidade: http://www.fincabellavista.com/

Paisagismo assume função estratégica na busca de integração entre natureza e ambiente urbano

3º Congresso Internacional de Arquitetura Paisagística da ABAP traz abordagem contemporânea para uso do verde nas cidades
Nova Biblioteca Pública do Estado de Jalisco, em colaboração com Ken Yeang / Concurso 2006
Construções que utilizam teto e paredes verdes para auxiliar no controle da temperatura interna; jardins projetados para ajudar a absorver a água da chuva, reduzindo o impacto de grandes obras de arquitetura sobre as galerias pluviais das cidades; e edifícios com jardins verticalmente integrados à fachada, que incorporam a vegetação como componente principal do design, e não como um complemento estético, são algumas das soluções que arquitetos e paisagistas no mundo todo vêm propondo como forma de aumentar a integração entre a natureza e o ambiente urbano e colaborar para a preservação de diversos ecossistemas. “Ao longo do século 20, houve uma mudança na visão do paisagismo, de uma atividade que tentava conciliar o natural e o artificial, para uma abordagem mais ampla, intimamente relacionada ao urbanismo, à infraestrutura, ao planejamento estratégico, à arquitetura e a inovação”, afirma o arquiteto canadense Graham Young, professor da Universidade de Pretória, na África do Sul.
No Brasil a convite da Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas (ABAP), Young é um dos palestrantes do 3º Congresso Internacional de Arquitetura Paisagística promovido pela entidade. O evento, que acontece em Curitiba nos dias 5 e 6 de setembro, reúne ainda profissionais que atuam no Brasil, México, Uruguai, Estados Unidos, Colômbia, Argentina e Angola, entre outros. Voltado a profissionais e estudantes de arquitetura e áreas afins, o Congresso discute as mais recentes tendências na arquitetura paisagística contemporânea em todo o mundo, por meio de palestras e mesas redondas.
Telhado Verde - Prédio em harmonia com a paisagem

A abordagem do paisagismo como atividade estratégica na América Latina e no Brasil será tema da palestra das arquitetas urbanistas Martha Fajardo, da Colômbia, e Saide Kahtouni, especialista em gestão e tecnologias ambientais e consultora ad-hoc da Universidade Mackenzie, em São Paulo. As arquitetas participam do Congresso falando sobre as Cartas da Paisagem Brasileira e Latino Americana, iniciativa da Unesco, por meio da Convenção Global da Paisagem,  que servirá como instrumento de gestão territorial e planejamento sustentável para as nações afiliadas. “Paisagens contemporâneas na América Latina” será também o tema da palestra de Mario Schjetnan, arquiteto paisagista mexicano, diretor do Grupo de Diseño Urbano e professor da Universidade Iberoamericana da Cidade do México.

Arquitetura paisagística

Em paralelo, as doze mesas redondas propostas pelo evento discutirão aspectos diversos da formação e do exercício profissional do arquiteto paisagista e da relação entre o paisagismo e a natureza, as cidades e a herança histórica e cultural. Os diálogos serão coordenados por profissionais como Benedito Abbud, Paulo Pellegrino e Jonathas Magalhães, de São Paulo, Maria Regina de Matos, do Rio Grande do Sul, Barbara Prado, do Maranhão, e Letícia Hardt e Orlando Busarello, do Paraná.

SERVIÇO:
3º Congresso Internacional de Arquitetura Paisagística da ABAP – Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas: “Arquitetura Paisagística Contemporânea”
DATA:
5 e 6 de setembro de 2013, das 8h00 às 18h30
LOCAL:
Expo Unimed Curitiba – ASA 3 / Universidade Positivo – R. Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300 – Campo Comprido. Curitiba-PR
INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES:
(41) 3079-5909 e 8418-9957, ou pelo site www.abap.org.br/congresso2013

A Energia Solar no Brasil e Seus Benefícios

Privilegiado pela alta incidência de raios solares em seu território e pelas reservas de quartzo para produção de silício grau solar, utilizado na fabricação de células solares, o Brasil tem condições de figurar em situação bastante confortável quanto à geração energética até a metade deste século.
Esta enorme atratividade do Brasil para investimento solar faz com que nosso país tenha potencial para se consolidar como uma das principais lideranças no setor de energia solar, alternativa de baixo impacto ambiental que deverá gerar milhões de empregos nos próximos anos.
Dados da segunda edição de “O Setor Elétrico Brasileiro e a Sustentabilidade”, levantamento feito por ONGs que acompanham o setor, o Brasil tem capacidade solar para atender 10% da sua demanda atual de luz capacitando menos de 5% da área urbanizada do país.
“A tendência no futuro é que a energia solar se torne a principal fonte no mundo inteiro. Em segundo lugar, cito as ‘fontes regionais’, ou seja, as que serão produzidas em cada região, mas que não precisam ser sempre as mesmas – o Brasil tem o Etanol da cana de açúcar, por exemplo.”, destaca Roger Duncan, professor da Universidade do Texas em Austin, nos Estados Unidos.
O uso de energia solar oferece inúmeros benefícios ambientais, especificamente em termos de sua capacidade de renovação e a redução das emissões de gases de efeito estufa e também benefícios econômicos para aqueles que optam por instalá-los.

Benefícios Econômicos
  • Aquecimento solar não necessita nenhum combustível, somente em dias chuvosos e nublados o sistema necessitará de um auxiliar elétrico e/ou a gás;
  • O período de recuperação do investimento em aquecimento solar pode ser muito curto dependendo da quantia de água quente utilizada no projeto;
  • Depois que o investimento inicial foi recuperado, a energia solar é praticamente gratuita e a economia se estenderá por tantos anos quanto o sistema estiver ativo. 
Benefícios Ambientais
  • Aquecimento solar é energia limpa, renovável (diferentemente de gás, óleo e carvão) e sustentável, ajudando a proteger o nosso meio ambiente;
  • Os sistemas de aquecimento solar não poluem o ar, uma vez que, não lançam dióxido de carbono, o óxido de nitrogênio ou o mercúrio na atmosfera, como outras formas de energia fazem. Assim, esses sistemas não contribuem para aquecimento global, chuva ácida ou mistura de neblina e fumaça;
  • O sistema aquece a água no próprio local onde será usada.
Benefícios de Manutenção

  • Sistemas de aquecimento solar necessitam de pouca manutenção e sob condições normais tem longa vida útil, durante anos e mesmo décadas;
  • O funcionamento é silencioso, sem movimento e sem odores;
  • Os sistemas de aquecimento solar podem ser expandidos, acrescentando-se mais coletores e fazendo ajustes nas instalações conforme novas necessidades.
Além dos benefícios já citados, há relevantes ganhos, como a redução dos gastos na conta de luz em famílias de baixa renda, a descentralização na geração de energia, entre outros, em que sistemas caseiros não concorrem com equipamentos industrializados.
E, lembrando que tão importante quanto à instalação de sistemas de aquecimento solar, o importante é economizar em várias frentes, da iluminação da casa sem desperdício, a economia no uso de aparelhos elétricos, até na própria reflexão sobre o consumo anual, questionando gastos desnecessários.
A ciência, juntamente à tecnologia, emerge como grandes protagonistas no desenvolvimento de novos métodos de se obter energia evitando gastos e a degradação do meio ambiente. A energia gerada pelo sol, que é inesgotável em escala de tempo, surge como uma das principais fontes de luz e calor para diminuir tal problema, sendo talvez uma das alternativas energéticas mais promissoras atualmente e uma luz ao fim do túnel desta dependência excessiva dos combustíveis fósseis.
Este tipo de sistema tem conhecido nos últimos tempos uma significativa redução de preço, a par do aumento das suas características de rendimento e confiabilidade. O grande desafio atual é definir as políticas que potencializarão a desejada penetração da energia elétrica fotovoltaica com um custo social aceitável e com um rendimento mais proveitoso.


Leis Ambientais e Leis da Sobrevivência

Como vimos no artigo anterior (O Código Florestal e Sobrevivência da Humanidade), as leis são direcionadoras de hábitos e costumes. E esse direcionamento promove boas práticas ambientais e, dessa forma, possibilitam a maximização da sobrevivência.
Fazendo uma releitura das leis ambientais, podemos reconsiderar algumas questões que são relacionadas diretamente ao nosso cotidiano. Enquanto as leis apontam como infração ambiental:
Art. 29. Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, […]:

     I – quem impede a procriação da fauna, […];

    II – quem modifica, danifica ou destrói ninho, abrigo ou criadouro natural;

   III – quem vende, expõe à venda, exporta ou adquire, guarda, tem em cativeiro ou depósito, utiliza ou transporta ovos, larvas ou espécimes da fauna silvestre, nativa ou em rota migratória, bem como produtos e objetos dela oriundos, provenientes de criadouros não autorizados […]”.                

(Lei nº 9.605/1998 – Lei de Crimes Ambientais)[1]
A lei da sobrevivência mostra que cada espécie de nossa fauna, dos seres mais microscópicos aos maiores animais, possui uma função de extrema relevância para o equilíbrio dinâmico do planeta. Nossa fauna é composta por decompositores, cicladores de nutrientes, herbívoros, frugívoros, polinizadores, dispersores de sementes, controladores de pragas, etc. Todos possuem grande importância, e essa importância não se restringe apenas ao âmbito ecológico, mas também aos âmbitos social e econômico no que tange as áreas que são beneficiadas direta e indiretamente por esses serviços ecológicos e gratuitos.
            Enquanto as leis designam como infração ambiental:
“Art. 38. Destruir ou danificar floresta considerada de preservação permanente, mesmo que em formação, […].
Art. 45. Cortar ou transformar em carvão madeira de lei, assim classificada por ato do Poder Público, para fins industriais, energéticos ou para qualquer outra exploração, econômica ou não, […].

Art. 46. Receber ou adquirir, para fins comerciais ou industriais, madeira, lenha, carvão e outros produtos de origem vegetal, […].

        Parágrafo único. […] quem vende, expõe à venda, tem em depósito, transporta ou guarda madeira, lenha, carvão e outros produtos de origem vegetal, […].

Art. 50-A. Desmatar, explorar economicamente ou degradar floresta, plantada ou nativa, em terras de domínio público ou devolutas, […]”.

(Lei nº 9.605/98 – Lei de Crimes Ambientais)
A lei da sobrevivência afirma que cada espécie de nossa flora, desde as pequenas algas, passando pelas crípticas briófitas, pelas fetais pteridófitas, pelas transicionais gimnospermas, e chegando até as diversificadas angiospermas, possui funções muito importantes para o equilíbrio dinâmico do planeta. Cada espécie é um canal de entrada energética para as cadeias tróficas, sendo base da maioria dessas cadeias. Formam sítios de germinação de outras espécies, sombra, fixam dunas e margens de corpos d’água, repelente de insetos, são utilizadas na indústria farmacêutica, etc. Assim como a fauna, a flora possui funções que transpassam por muitas áreas e que fazem desses, indivíduos especiais e fundamentais para o bom andamento do sistema vivo do planeta e de sua interação com os fatores não vivos (abióticos).
Enquanto as leis apontam como infração ambiental:
Art. 48. Impedir ou dificultar a regeneração natural de florestas e demais formas de vegetação […].

Art. 38. Destruir ou danificar floresta considerada de preservação permanente […]”.

(Lei nº 9.605/98 – Lei de Crimes Ambientais).


Sendo consideradas Áreas de Preservação Permanente:
Art. 4o
I – as faixas marginais de qualquer curso d’água natural perene e intermitente, […];

II – as áreas no entorno dos lagos e lagoas naturais, […];

III – as áreas no entorno dos reservatórios d’água artificiais, […];

IV – as áreas no entorno das nascentes e dos olhos d’água perenes, […];

V – as encostas ou partes destas com declividade superior a 45°, […];

VI – as restingas, como fixadoras de dunas ou estabilizadoras de mangues; […];

VII – os manguezais, em toda a sua extensão; […];

VIII – as bordas dos tabuleiros ou chapadas, […];

IX – no topo de morros, montes, montanhas e serras, […];

X – as áreas em altitude superior a 1.800 (mil e oitocentos) metros, […];

XI – em veredas, a faixa marginal, [“…]”.

(Lei nº 12.651/2012 – Novo Código Florestal)[2]
A lei da sobrevivência alega que a manutenção da vegetação nativa nessas áreas promove: a minimização do processo erosivo, o favorecimento da manutenção do solo e do maior aproveitamento da água por infiltração, a redução do impacto das águas das chuvas, a redução do transporte de solo pelos rios devido à fixação das margens pelas raízes, o sombreamento dos corpos d’água intermitentes reduzindo a evaporação e proporcionando a manutenção da água por mais tempo (essa importância é mais evidente em regiões com baixo índice pluviométrico anual).
Além disso, não podemos esquecer o que relata nossa Constituição:

Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá- lo para as presentes e futuras gerações.

(Constituição da República Federativa do Brasil de 1988)[3]


[1] Lei de Crimes Ambientais: Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências.Fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9605.htm

PROCURAM-SE NOVOS COLABORADORES

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O blog está aumentando o seu time e quer agregar talentos à sua equipe. Se você gosta de escrever, tem bom conhecimento da nossa língua e gostaria de fazer parte da nossa equipe, esse é o momento certo.
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XII Jogos Dos Povos Indígenas

Lançado em Cuiabá (MT), pelo ministro do Esporte, Aldo Rebelo, a 12ª edição dos Jogos dos Povos Indígenas, que será sediado na capital mato-grossense. O evento, que tem importância social e esportiva, é uma iniciativa do Comitê Intertribal Memória e Ciência Indígena (ITC), e realizados com o apoio do Ministério do Esporte.

A edição deste ano deve reunir cerca de 1,6 mil índios representantes de 48 etnias brasileiras. A participação vai superar o recorde da última edição, em Tocantins, em que 1,4 mil índios de 39 etnias marcaram presença. Serão convidados também 16 países das Américas, incluindo o Canadá e a Guiana Francesa.


As delegações disputarão dez modalidades esportivas e tradicionais presentes no cotidiano das aldeias. Arco e flecha, corrida de tora, natação, canoagem e arremesso de lanças são algumas delas.

Os Jogos dos Povos Indígenas acontecerão no Jardim Botânico, na cidade, de 10 a 18 de outubro de 2013, e contará com a parceria do governo de Mato Grosso, da prefeitura da capital e da Universidade Federal do Mato Grosso.

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, comentou a relevância dos índios para a formação da sociedade brasileira. “Nós precisamos fazer todo o esforço para reconhecer nossa dívida com as populações indígenas, que ajudaram a criar nosso País”, disse. “Os Jogos, mais do que um reconhecimento, são um tributo, uma manifestação de carinho”, concluiu.


Jogo termina em empate e o planeta sai consagrado de campo


O Santander, patrocinador oficial da Recopa Santander Sul-Americana, vai compensar toda a emissão de gases causadores do efeito estufa, geradas durante as duas partidas decisivas da Recopa. Todo o impacto provocado pela iluminação, transmissão, transporte dos jogadores, pessoas, e até mesmo alimentação dentro do estádio, será compensado através do compra de créditos de carbono. É aí que entra o Santander que EMPATOU o jogo com o planeta! Essa ação marca o lançamento do Programa Reduza e Compense.
Quer saber mais? Acesse o http://bit.ly/vaidarempatee descubra com o Felipe Andreoli como isso é possível.
Programa Reduza e Compense CO2

O Santander acaba de lançar o 1º programa online que ensina você a reduzir a emissão de carbono e oferece uma ferramenta para compensar a poluição do seu carro.
O Santander ajuda você a ser sustentável. Todos os veículos financiados pelo Santander terão 1.000 km de emissões de CO2 já compensadas. E mesmo que você não tenha feito o financiamento com o banco, você pode ver dicas, reduzir e compensar online suas emissões – e não são só as do carro, mas de todas as suas atividades!
Você pode minimizar seus impactos ambientais por meio de uma ferramenta criada em parceria com a Sustainable Carbon. Ao acessar o site do programa, você recebe dicas de redução e poderá calcular e compensar suas emissões anuais comprando créditos de carbono dos projetos selecionados pelo Banco.
A intenção é incentivar a contribuição individual para a redução e compensação das emissões de gases de efeito estufa, por meio da compra de créditos de carbono no mercado voluntário.



Casa Flutuante Autossustentável

Conheça o Exbury Egg, uma casa flutuante em forma de ovo totalmente autossustentável abrigou o artista Stephen Turner por um ano. Originário de um projeto colaborativo entre o artista, SPUD e PAD Studio, a construção é resultado de quase 3 anos de desenvolvimento.

Feito de cedro recuperado, o Exbury Egg foi feito para resistir aos elementos e abrigou Stephen por um ano na foz do rio Beaulieu enquanto ele estudou a vida natural durante as marés e experimenta ciclos naturais locais do meio ambiente no que se refere à atividade humana.

Localizado do lado de Exbury (daí o seu nome), no rio Beaulieu, este ‘ovo’ de madeira flutuante, segue os movimentos ascendentes e descentes da própria água do rio.

A sua construção foi efetuada por um marceneiro tradicional que recorreu a várias técnicas anciãs de construção de barcos. No seu interior, o ‘Ovo’ possui, um local para dormir, uma secretária para trabalhar, uma bancada que permite fazer seus alimentos e um pequeno banheiro; o suficiente para alojar uma pessoa com um estilo de vida simples, semelhante ao de uma caravana, por exemplo. Para a energia foram utilizadas placas solares.

O artista viveu por um ano no barco. Ele se interessou em explorar os benefícios de uma relação mais próxima com a natureza, descobrindo assim um estilo de vida completamente diferente, transcendendo todas as expectativas.

No fim, uma auto-reflexão sobre os diferentes modos de vida e sobre a sua própria experiência naquele lugar, compreendendo a importância dos ciclos naturais e dos processos orgânicos, e a relação do ambiente com as diferentes narrativas criadas pela atividade humana.

Assim, adaptar-se à um estilo de vida mais sustentável, não implica um total abandono da sociedade nem da tecnologia, pelo contrário! Temos que aproveitar tudo que a tecnologia tem de melhor para nos oferecer, inclusive a possibilidade de um estilo de vida saudável e em conformidade com o meio ambiente.

Com informações de: Desafio Criativo

 

O Código Florestal e a Sobrevivência da Humanidade

Com toda essa discussão sobre as modificações feitas no Código Florestal [1], os brasileiros (e por que não dizer a humanidade? já que vivemos em um mundo em que nossas atitudes afetam o futuro do planeta) ficaram à mercê de alguns que decidiram sobre a sobrevivência da humanidade.
O que precisamos entender e absorver é que as leis não foram feitas para coibir, oprimir ou engessar os processos produtivos que tanto geram emprego e renda para tantas pessoas. As leis são direcionadoras de hábitos e costumes. Por isso, muito mais do que a aprovação do novo Código Florestal [2], vem o bom senso que nos aponta o sério risco que existe com a fragilização dos cabos de segurança chamados leis ambientais.
Muito se fala a respeito da diminuição das APPs (Áreas de Preservação Permanente) de corpos d’água, então citaremos, a seguir, algumas das consequências do desaparecimento dessas áreas. A destruição do que chamamos de mata ciliar [3]acaba por aumentar o processo erosivo, o que leva à perda de água e de solo, provocando também o aumento no processo de assoreamento de rios. Esse assoreamento diminui a velocidade dos rios e, consequentemente, ocasiona cada vez mais deposição de sedimentos carregados pelo fluxo de água, até que aconteça a obstrução completa e a morte do rio com seu represamento artificial e inútil.
Vista aérea mostrando o desmatamento das matas ciliares.

Assim, o senso de sobrevivência deve nos apontar para caminhos menos agressivos ao meio ambiente, o que habitualmente é apontado como ações sustentáveis. Toda ação gera impacto ambiental seja ele positivo ou negativo, cabe, então, buscar a mitigação dos impactos negativos e a maximização dos impactos positivos.
O imediatismo que norteia a sociedade não objetiva o futuro, mas sim o desenvolvimento atual. E esse desenvolvimento em determinadas áreas trará grandes prejuízos, o que, inevitavelmente, desequilibra a relação custo-benefício, tornando o projeto inviável, ou seja, ambientalmente muito impactante, o que inviabiliza sua continuidade.
Uma vez que se mantém esse sistema impactante em funcionamento, suas atividades se tornam cada vez mais onerosas, a fim de que o mesmo não afete significativamente a sobrevivência da humanidade. Por isso, as recuperações de áreas degradadas tem sido uma constante, mesmo que os custos sejam cada vez mais elevados em virtude da amplitude dos impactos.
Também devemos atentar para as áreas alvo de especulação imobiliária/exploratória seja para a construção de casas, condomínios, área para implantação de centros industriais, implantação de pasto ou monoculturas do agronegócio, alagamento de grandes áreas para construção de hidroelétricas, etc. que são muitos dos focos mencionados para maior progresso sem, no entanto, levar em consideração os impactos socioambientais provocados.


[1] Infográfico sobre as principais modificações do novo Código Florestal:
http://www12.senado.gov.br/noticias/infograficos/2012/10/info-novo-codigo-florestal
[2] Novo Código Florestal aprovado pelo legislativo:

[3] Mata ciliar é a formação vegetal localizada nas margens dos nos, córregos, lagos, represas e nascentes. Também é conhecida como mata de galeria, mata de várzea, vegetação ou floresta ripária. Considerada pelo Código Florestal Federal como “área de preservação permanente”, com diversas funções ambientais, devendo respeitar uma extensão específica de acordo com a largura do rio, lago, represa ou nascente. Fonte: http://www.mataciliar.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=10

Fundação Telefônica Vivo lança campanha de combate ao trabalho infantil e proteção do trabalho adolescente

Em parceria com o UNICEF e a OIT, projeto que mobilizou mais de 25 milhões de pessoas em 2012 inicia nova fase para garantir os direitos das crianças e adolescentes com apoio de artistas.


A Fundação Telefônica Vivo, em parceria com o UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e a OIT (Organização Internacional do Trabalho), lança a campanha colaborativa nacional “É da Nossa Conta! Sem Trabalho Infantil e pelo Trabalho Adolescente Protegido” em Salvador. A nova edição da campanha, iniciada em 2012, pretende mobilizar a sociedade para o enfrentamento do trabalho infantil e esclarecer as condições para a contratação legal de adolescentes para o mercado de trabalho.

Segundo dados do IBGE, no Brasil há 3,4 milhões de crianças e adolescentes entre 10 e 17 anos trabalham. A situação é bastante crítica nas regiões Norte e Nordeste, onde vivem 1,4 milhão desses meninos e meninas. Para mobilizar a sociedade em torno do tema, a campanha pretende envolver diversos públicos, incluindo adolescentes, jovens, especialistas no assunto, comunicadores, operadores do sistema de garantia de direitos, pais e responsáveis.

A estratégia é propor aos cidadãos tornarem-se agentes multiplicadores, produzindo e compartilhando informações nas redes sociais. Os atores Lázaro Ramos, que também é embaixador do UNICEF, Priscila Fantin, Ângelo Paes Leme e Francisco Cuoco apoiam a causa e gravaram vídeos  para a campanha.

“Este ano direcionaremos os esforços para o Norte e o Nordeste, áreas historicamente com os maiores índices de trabalho infantil. Por isso, escolhemos como palco para o lançamento da campanha a cidade de Salvador” diz Françoise Trapenard, presidente da Fundação Telefônica Vivo. “Queremos mobilizar a sociedade quanto ao tema do trabalho infantil e garantir aos adolescentes um trabalho protegido, de forma que possam aprender uma profissão sem correr riscos ou prejudicar os estudos.” completa.

O mote “É da Nossa Conta”, lançado na edição passada da campanha, foi mantido pela grande identificação e associação do público para com o projeto, além de chamar a atenção para o aspecto da corresponsabilização da sociedade civil e do Estado. “Destacamos um problema que se tornou opaco e culturalmente aceito, mas que de fato atinge milhares de crianças. É da minha conta, da sua e da conta de todos os brasileiros.” completa Françoise.

“Essa campanha é muito importante e oportuna. Os governos e a sociedade precisam estar fortemente envolvidos no enfrentamento do trabalho infantil e percebê-lo como um obstáculo para a garantia dos direitos de crianças e adolescentes, principalmente do direito à educação”, diz Gary Stahl, representante do UNICEF no Brasil. “O trabalho infantil ainda é uma das causas que impedem a frequência escolar e a aprendizagem de milhares de meninas e meninos. Muitas crianças acabam deixando a escola para trabalhar e ajudar na renda familiar ou mesmo para cuidar dos serviços domésticos.” finaliza.

Estruturada a partir da Rede Promenino (portal de notícias e rede social da Fundação Telefônica ficado na discussão do tema do trabalho infantil e adolescente), por meio de seus perfis nas redes sociais, plataforma e site, a campanha tem a internet como principal  plataforma. No entanto, prevê ainda ações de mobilização presencial em 10 cidades do Norte e Nordeste até o final do ano. São elas: Salvador, Fortaleza, São Luís, Recife, Maceió, Aracaju, Rio Branco, Manaus, Porto Velho e Belém.

Sobre o trabalho infantil e adolescente

De acordo com a legislação brasileira, trabalho infantil é qualquer trabalho exercido por crianças e adolescentes com menos de 14 anos e é proibido por lei. Entre 14 e 16 anos, o trabalho é permitido seguindo a Lei do Aprendiz, que estabelece que o trabalho deve ser  protegido e associado à aprendizagem. Já adolescentes entre 16 e 18 anos podem trabalhar com algumas restrições legais garantidoras de sua proteção. Por exemplo, o trabalho não pode ser executado em horário noturno ou em períodos que comprometam a frequência escolar, não pode ser perigoso, insalubre ou penoso e nem pode ser exercido em locais prejudiciais ao desenvolvimento físico, psíquico, moral e social. Poucas pessoas
sabem, mas o trabalho doméstico é proibido por lei até os 18 anos, pois crianças e adolescentes nessas condições estão vulneráveis a acidentes, castigos, trabalho escravo e até mesmo à exploração sexual.

Sobre a Fundação Telefônica Vivo

Criada em 1999, a Fundação Telefônica incorporou os projetos do Instituto Vivo em 2011, em função da fusão entre a Vivo e a Telefônica. A Fundação Telefônica Vivo acredita que conectando pessoas e instituições é possível transformar o futuro, tornando-o mais generoso, inclusivo e justo. Utiliza tecnologias de forma inovadora para potencializar a aprendizagem e o conhecimento, contribuindo para o desenvolvimento pessoal e social. Suas principais áreas de atuação são: Combate ao Trabalho Infantil, Educação e Aprendizagem, Inovação Social e Voluntariado. O Grupo Telefônica possui, ainda, fundações em 16 países.

Sobre o UNICEF

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) é uma agência ONU que tem como mandato assegurar que cada criança e cada adolescente tenham seus direitos integralmente cumpridos, respeitados e protegidos. Com presença em 191 países, é referência mundial em conhecimento e ações de desenvolvimento relacionados à infância e adolescência, credibilidade construída a partir do desenvolvimento e intercâmbio de boas práticas. No Brasil desde 1950, tem participado de importantes conquistas como a erradicação da pólio, a redução da mortalidade infantil, a distribuição da merenda escolar e a recente ampliação da obrigatoriedade do ensino dos 4 aos 17 anos. 

Sobre a OIT

A Organização Internacional do Trabalho é uma agência especializada das Nações Unidas que tem por missão promover oportunidades para que homens e mulheres possam ter acesso a um Trabalho Decente. Fundada em 1919 com o objetivo de promover a justiça social como condição para a paz universal, a OIT é a única agência da ONU com uma estrutura tripartite, composta por representantes de governos e de organizações de empregadores e de trabalhadores. A OIT é responsável pela formulação e aplicação das Normas Internacionais do Trabalho e mantém representação no Brasil desde a década de 50, com programas e atividades que refletem os objetivos da Organização.

Rede Promenino

Hashtag: #semtrabalhoinfantil




Semana Otimismo que Transforma 2013

De 19 a 26 de maio a venda de qualquer produto Coca-Cola Brasil gerará uma doação destinada aos projetos socioambientais do Instituto Coca-Cola Brasil que geram renda e transformam a vida de milhares de pessoas.
O Instituto Coca-Cola Brasil (ICCB) desenvolve metodologias, opera e apoia programas nas áreas de educação e meio ambiente que promovem o empoderamento, especialmente de jovens e mulheres, a partir da valorização da autoestima e a geração de renda em larga escala.

A plataforma Coletivo, gerida pelo ICCB, está presente em 150 comunidades, apoia 300 cooperativas de reciclagem e já impactou 50 mil pessoas, em 22 estados através de seis diferentes projetos: Varejo (capacita jovens para o 1º emprego no setor), Reciclagem (dá suporte para a gestão e capacitação de cooperativas), Excelência em Eventos (capacita jovens para oportunidades em grandes eventos esportivos), Artes (apoia produção e venda de artesanato a partir de recicláveis), Logística e produção (curso focado nas demandas das fábricas do setor) e Empreendedorismo (capacita empreendedores residenciais).
Este ano, a energia positiva da Copa do Mundo da FIFA vai ajudar a deixar um legado para nossas comunidades. Convoque todo mundo que quiser e participe.
Acesse o hotsite e convoque a sua seleção e divirta-se por lá: Semana Otimismo que Transforma

Autossustentável apoia a “Semana Otimismo que Transforma Coca-Cola”