Dez razões para levar a sério o Dia Mundial sem Carro

No próximo sábado (22) celebra-se mais uma edição do Dia Mundial sem Carro. Veja aqui algumas razões que emprestam sentido a essa data.
1) Tamanho é documento
A multiplicação indiscriminada da frota automobilística já é um dos maiores problemas da Humanidade. Na maioria das capitais brasileiras (e mundiais) já não há a chamada “hora do rush”, porque sucessivos congestionamentos em diferentes horas do dia colapsam o trânsito progressivamente. A construção de mais pontes, viadutos, túneis ou vias expressas são paliativos, não resolvem efetivamente o problema, como muitas vezes, indiretamente, contribuem para estimular o uso do carro. A mobilidade urbana se tornou questão central do debate sobre qualidade de vida nas cidades.
2) É bom para a economia?
Estima-se que o setor automotivo responda por aproximadamente 20% do PIB brasileiro. Entre 2009 e 2011, as montadoras de veículos informam ter recolhido em impostos diretos R$ 137 bilhões. Se as montadoras de todo o planeta fossem um país, este seria um dos dez mais ricos do mundo. É bom lembrar que junto às linhas de montagem, orbitam os setores de autopeças e combustíveis, além do mercado de seguros e outros agregados. Se não há dúvida de que os automóveis fazem girar a roda da economia, também é certo que o impacto do crescimento da frota nas cidades tem inspirado outro gênero de contabilidade preocupante.
Segundo o secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho de São Paulo, Marcos Cintra, os prejuízos causados pelos engarrafamentos crescentes na cidade somam R$ 52,8 bilhões por ano, o equivalente a mais de 10% do PIB municipal. Um crescimento de 60% nos últimos quatro anos. Se outras cidades incomodadas com os engarrafamentos realizarem cálculos semelhantes, os resultados deverão ser surpreendentes.
Congestionamento pesado em via de São Paulo (Letícia Macedo/G1) 

3) A questão do IPI
Sabe-se que o governo federal reduz periodicamente o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) que incide sobre automóveis, toda vez que o setor reclama de queda nas vendas e risco de desemprego. Essa é uma questão polêmica, uma vez que a medida não vem acompanhada de contrapartidas sociais e ambientais que pudessem justificar tamanha renúncia fiscal. 
Nos Estados Unidos, o governo Obama socorreu as montadoras com pesadas contrapartidas (manutenção do emprego, maior eficiência e inovação tecnológica na direção de uma nova geração de motores mais econômicos). É lamentável que o dinheiro arrecadado pelo governo com a venda de carros não esteja sendo devidamente investido em transporte público de massa eficiente, barato e rápido. Não custa checar também o quanto as montadoras de veículos instaladas no Brasil transferem em divisas para as respectivas matrizes fora do país.

4) O “carrocentrismo”
No livro “Muito Além da Economia Verde” (Ed. Abril) o professor titular do Departamento de Economia da FEA e do Instituto de Economia Internacional da USP, Ricardo Abramovay, afirma que o automóvel é “a unidade entre duas eras em extinção: a do petróleo e a do ferro”. Pior: a inovação que domina o setor até hoje consiste mais em aumentar a potência, a velocidade e o peso dos carros do que em reduzir seu consumo de combustíveis (…). O mais grave é que ali onde houve inovações nessa indústria ela se voltou mais a preencher desejos privados por carros maiores, mais rápidos e de melhor desempenho do que a reais interesses públicos por veículos mais econômicos e de uso partilhado. Foi só em 2007 que, pela primeira vez em 32 anos (houve um precedente logo após a primeira crise do petróleo), a lei americana impôs metas de economia de combustíveis aos veículos fabricados pela indústria automobilística.
5) Lata de sardinha
O sucateamento do transporte público no Brasil –- responsabilidade dos governos –- determina um dos maiores fatores de estresse para milhões de brasileiros. Só quem é passageiro e já passou pelo aperto de um trem, de um metrô, de um ônibus ou de uma barca (experiência desconhecida pela maioria dos governantes, al
guns dos quais muito mal acostumados com os batedores que escoltam seus carros oficiais ou vivem refugiados no vai-e-vem de helicópteros barulhentos) sabe o tamanho do desgaste físico e emocional que isso representa.
Em boa parte dos casos, quem sofre a agonia diária de chegar ao trabalho exaurido, com a roupa amarrotada e cansado pelas horas de aperto no transporte coletivo, sonha em ter um carro para se livrar desse pesadelo. O raciocínio é mais ou menos o seguinte: melhor sofrer nos engarrafamentos em seu próprio carro, ouvindo um agradável “sonzinho” no ar-condicionado, do que seguir apertado por aí. O que parece ser lógico e justo no campo individual constitui um enorme problema na esfera coletiva. A incompetência dos governos em assegurar o direito constitucional de um transporte público decente agrava a perda da mobilidade urbana numa escala sem precedentes.
6) Uma questão de saúde pública
Os dados são do Dr. Paulo Saldiva, pneumologista da USP: quem mora em São Paulo, cidade com o maior número de carros do Brasil, onde a maior fonte de poluição vem justamente do escapamento dos veículos, está vivendo em média dois anos a menos em função de problemas causados ou agravados pela inalação de poluentes presentes na fumaça. São aproximadamente quatro mil óbitos por ano.
7) O maior dos sonhos de consumo
Concebido inicialmente apenas como um meio de transporte, o carro foi ganhando, ao longo de sua história – talvez mais do que qualquer outra invenção moderna – uma representação simbólica que explica o fascínio que exerce sobre as pessoas em todo o mundo há muitas décadas. A publicidade soube trabalhar bem esse sentimento, transformando no imaginário coletivo os carros em metáforas de nossas existências, onde os sonhos de liberdade, poder, força, status social, beleza, juventude, autoafirmação, a capacidade de desbravar obstáculos antes intransponíveis, a possibilidade de chegar à frente de todo mundo (já reparou que carro só anda sem engarrafamentos em comerciais de TV?) tornaram-se “possíveis” e “ao alcance de todos” com a simples posse de um veículo automotor. Como resumiu uma campanha publicitária recente sobre um determinado veículo: “ou você tem, ou você não tem”.
8) O efeito Pateta
Em “Motormania”, desenho animado de Walt Disney do ano de 1950, o dócil Pateta se transforma ao volante em alguém raivoso, egoísta e perigoso (veja o vídeo). Alguém que dirige alucinadamente no trânsito oferecendo risco a si próprio e aos outros. Em depoimento registrado no livro “O automóvel: planejamento urbano e a crise das cidades” (Ed. Fiscal Tech), a psicóloga Iara P. Thielen, diretora do Núcleo de Psicologia do Trânsito da Universidade Federal do Paraná, diz que” as pessoas têm um sentimento de individualismo exagerado. Elas não veem o trânsito como um fenômeno coletivo. Por isso elas acreditam que, em primeiro lugar, o problema é sempre dos outros, que são loucos e que correm, enquanto que elas apenas exageram um pouquinho”.
9) O impacto sobre o clima
Atualmente a frota automobilística do mundo é superior a 800 milhões de carros. De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), apenas a China deverá aumentar sua frota de 17 milhões de carros para 343 milhões de carros até 2030. Segundo a secretária de Economia Verde do Estado do Rio de Janeiro, a professora da COPPE/UFRJ, Suzana Kahn, que também integra o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), o setor de transportes é responsável onde por 23% das emissões globais de gases estufa (que agravam o aquecimento global) e cerca de 50% a 70% dos poluentes atmosféricos. Os automóveis sozinhos respondem por metade de tudo isso.
10) “A era do automóvel”, por João do Rio
Membro da Academia Brasileira de Letras, João do Rio registrou em 1909, numa crônica profética, alguns dos problemas causados pela multiplicação indiscriminada de automóveis nas ruas das cidades. Note-se que esta crônica foi publicada em 1909 quando apenas 37 automóveis rodavam pelas ruas do Rio de Janeiro, então com 500 mil habitantes. O texto foi reproduzido na íntegra no livro “O automóvel: planejamento urbano e a crise das cidades” (Ed. Fiscal Tech). Destaco aqui apenas o início e o final da crônica:
“E subitamente, é a Era do Automóvel. O monstro transformador irrompeu, bufando, por entre os escombros da cidade velha, e como nas mágicas e na natureza, aspérrima educadora, tudo transformou com aparências novas e novas aspirações (…). Automóvel, Senhor da Era, Criador de uma nova vida, Ginete Encantado da transformação urbana, Cavalo de Ulysses posto em movimento por Satan
ás, Gênio inconsciente da nossa metamorfose!”


3° Prêmio Fecomercio de Sustentabilidade

FecomercioSP premiará empresas com inovações sustentáveis
Estão abertas as inscrições para o “3° Prêmio Fecomercio de Sustentabilidade”, promovido pela FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC). As inscrições podem ser realizadas até 28 de setembro pelo site: www.fecomercio.com.br/sustentabilidade

O foco desta terceira edição será inovação sustentável, buscando conscientizar, reconhecer e premiar iniciativas de empresas, indústrias, entidades e setor acadêmico voltadas à responsabilidade ambiental. A premiação será realizada em março de 2013 e cada vencedor será premiado com um título de capitalização ou previdência no valor de R$ 15 mil.

O diferencial dessa edição é que a premiação para a Indústria será integrada às categorias:
  • Microempresa
  • Pequena/Média Empresa
  • Grande Empresa
  • Entidade Empresarial/Sindical
  • Órgão Público
  • Academia (Professor e Estudante)

Os critérios para avaliação dos projetos serão: inovação, relevância para o negócio, amplitude, resultado, e nível de atendimento de um ou mais itens que compõem os 16 Princípios do Varejo Responsável, estabelecidos pela Fundação Dom Cabral.

Na edição passada, o Prêmio contou com 314 projetos inscritos, de 19 Estados, das cinco regiões do Brasil. Foram selecionados 28 finalistas. O Projeto Artisans Brasil da Cooperativa dos Produtores de Artesanato de Seda (Copraseda) foi o vencedor da Categoria Microempresa, o que expandiu seus negócios e ampliou seus lucros. Confira no vídeo um pouco da história: 


Sobre a FecomercioSP

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) é a principal entidade sindical paulista dos setores de comércio e serviços. Responsável por administrar, no Estado, o Serviço Social do Comércio (SESC) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC), representa um segmento da economia que mobiliza mais de 1,8 milhão de atividades empresariais de todos os portes e congrega 153 sindicatos patronais que respondem por 11% do PIB paulista – cerca de 4% do PIB brasileiro – gerando em torno de cinco milhões de empregos.

Inscreva seu projeto pelo site: www.fecomercio.com.br/sustentabilidade 
E acompanhe as novidades curtindo Fan Page do Prêmio Fecomercio de Sustentabilidade!


E agora, Mundo?

Há quase três meses, o Mundo todo esteve concentrado no evento promovido pela ONU no Rio de Janeiro: a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, mais conhecida como Rio+20. A preocupação com o desenvolvimento sustentável, a erradicação da pobreza, as mudanças climáticas, a preservação do ambiente e o progresso econômico foram temas de amplo debate entre chefes de estado, políticos, líderes comunitários, estudantes, empresários e cidadãos comuns. “Há apenas um planeta em que moramos, temos que saber mantê-lo”, sustentava a Diretora Executiva da ActionAid, Joanna Kerr, em coro com tantos outros representantes de pequenos ou grandes movimentos pró-sustentabilidade dos mais diversos países.

Seguindo de longe, mas atenta, percebi um sentimento unânime em engrandecer o Planeta, e diminuir a ganância, em se unir de forma a amar mais o outro, a querer mais a vida, a acariciar o futuro, a se apegar às crianças, a investir na educação na sua forma mais plena e, sobretudo, a exaltar o que de graça foi concedido ao Homem para que desfrutasse da vida (e não da morte) sobre o planeta. Homem e Natureza, finalmente fazendo as pazes e vivendo em harmonia, objetivo de todos… SERÁ? Será mesmo??
Pois bem, mal se passou um mês da Rio+20, e deparei-me com uma notícia que me deixou triste e perplexa: 3 mil metros quadrados de uma área considerada de Preservação Permanente foram devastados no Estado do Paraná. (Leia aqui). Então, pergunto: Estamos ou não unidos na luta pela preservação, conscientização, amor ao próximo e à vida, e não ao próprio bolso? Estamos ou não comprometidos com a responsabilidade em manter o planeta?
Mundo, vamos lutar juntos ou não? O que aconteceu, Mundo? Estávamos tão unidos, tão apaixonados, fazendo tantos planos para o futuro, lá na naturalmente bela cidade do Rio de Janeiro…

Lembrei-me do poema de Carlos Drummond Andrade, quando ele pergunta ao José, “E agora?… e tudo acabou, e tudo fugiu, e tudo mofou… o mar secou… você marcha, José! José, para onde?”.  E, me inspirando no meu amado Drummond, pergunto para o Mundo:

E agora, Mundo?
A Natureza acabou,
a luz do sol apagou,
o povo sumiu,
(morreu de fome),
e agora, Mundo?
e agora, você?
você que quis ter um nome,
zombou do sonho dos outros,
quando faziam versos ao Luar,
mas já nem pode protestar,
(não tem mais força física, nem política)
e agora, Mundo ?
Está sem água,
está sem recurso,
está sem caminho,
já não pode beber,
já não pode andar,
mentir já não pode,
a noite esfriou,
(e era para estar calor)
o dia não veio,
(a mudança climática realmente complicou)
a primavera não veio,
o riso não veio,
(vieram lágrimas)
não veio a utopia
(a realidade é dura e forte)
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
(mofou mesmo!)
e agora, Mundo ?
E agora, Mundo?
Sua doce palavra,
(mel nos lábios na Rio+20 e tantos outros encontros românticos)
seu instante de febre,
(febre e paixão)
sua gula e jejum,
(ecossistema!)
sua biblioteca,
(quanto já se leu e já se escreveu sobre você, Mundo, tão lindo!)
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
(esse é o problema, Mundo, você virou incoerente!)
seu ódio – e agora?
  (Sim, o ódio… e agora???)
Com a chave na mão
quer abrir a porta,

o existe porta;
(não existe janela também…)
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
(e tudo o que havia nele)
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
(nem Minas, nem Rios, nem Florestas…)
Mundo, e agora?
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é duro, Mundo!
(Mundo, você não morre, mas você mata… e um dia é capaz de se auto-destruir)
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
(qual?)
sem teogonia,
(claro, sem Theos… mas com agonia)
sem parede nua
para se encostar,
(e nem teto para se refugiar)
sem cavalo preto
que fuja a galope,
(ou qualquer outro animal, todos já fugiram ou morreram)
você marcha, Mundo!
Mundo, para onde?

PARA ONDE???

Clique aqui para ler outros artigos de Ana Clotilde Thomé Williams

10 dicas para ser mais sustentável com a ajuda da internet

Ler notícias, saber as novidades dos amigos, atualizar as várias redes sociais são atividades comuns que a maioria das pessoas fazem todos os dias quando acessam a internet. Mas, além disso, tudo, essa ferramenta do mundo moderno pode ser uma boa aliada na hora de tornar a sua rotina mais sustentável. Quer saber como? Então, se liga nessas 10 dicas:
Faça compras online
Use a internet para fazer compras no supermercado, na livraria e até mesmo em lojas de roupas. Com isso, você poupa tempo e combustível – tanto seu quanto do entregador, já que as entregas são, geralmente, feitas de modo sincronizado e com um único veículo.
Banco na internet
Todos os bancos já oferecem serviços online. Então, aproveite! Faça transações, pague contas e controle seu extrato pela internet. Assim, há menos gasto com papel, redução do lixo e ainda é mais seguro, já que evita que você saia com uma boa grana do banco e corra o risco de um assalto.
Reuniões pelo computador
Use a tecnologia a seu favor e resolva o que puder pela internet. Troque e-mails, faça teleconferências e use um telefonema em viva-voz para substituir uma reunião ao vivo. Reuniões, treinamentos, demonstrações e workshops online já são realidade nas empresas que querem evitar custos e deslocamento dos participantes.
Seja um voluntário na web
Se a correria é um problema na hora de ajudar o próximo, uma nova modalidade de voluntariado tem ganhado cada vez mais adeptos: a online. Os voluntários de internet usam a ferramenta para mobilizar pessoas, fomentar ações sociais e divulgar conteúdos nas redes.

Use guias de turismo online
Aplicativos turísticos para celular, guias online e GPS podem ser uma boa alternativa ao tradicional guia de viagens. Neles, é possível encontrar dicas de pontos turísticos, hospedagem, roteiro dos melhores restaurantes e até previsão do tempo.
Leia livros eletrônicos
Aqui seguimos a mesma lógica. Evite gastar papel, salve alguns milhares de árvores e não deixe que um livro acabe no lixo. Livros digitalizados podem ser baixados e visualizados na tela de um computador ou de um player de e-books, que tem iluminação regulada e torna a leitura mais confortável.
Compre músicas online
Se você não é um apaixonado colecionador de vinil ou cd, que tal investir cada vez mais no download de músicas? Além de mais rápido e prático, isso evita todos os gastos com a produção, distribuição e descarte de CDs, capas, encartes e por aí vai. E ainda tem mais uma vantagem: nesse caso, você pode baixar apenas as suas favoritas do álbum.
Use catálogos digitais
Você já prestou atenção em quanto papel tem uma lista telefônica? Agora, imagine a soma do seu catálogo com o dos vizinhos e dos vizinhos dos vizinhos… Então, se for possível, prefira os catálogos telefônicos digitais. Essa é uma opção muito mais sustentável. Os mesmo serviços são oferecidos por telefone ou internet!
Diga não aos spams
Uma pesquisa feita por uma empresa de softwares detectou que a circulação de spams consome cerca de 33 bilhões de quilowatts hora por ano, o suficiente para suprir 2,4 milhões de casas com energia elétrica no mesmo período. Portanto, além de chatos, os spams não são nada sustentáveis! Evite!
Contribua com campanhas virtuais
Ativismo virtual. Pode parecer pouco dar retuítes ou curtir algo no Facebook, mas as redes sociais conseguem mobilizar milhares de pessoas em todo o mundo. Vale lembrar do movimento organizado em Londres feito por uma comunidade incomodada com a sujeira nas ruas da capital britânica. Então, que tal se engajar em campanhas virtuais?

Fonte: SWU

Comprar de Forma Mais Consciente

  

Como já sabemos, a Indústria da Moda é extremamente nociva para o meio ambiente. Porém, de nada adianta somente apontar esse problema e não mostrar caminhos para solucioná-lo. O mercado da Moda, assim como todos os demais mercados, nos leva a consumir sempre mais do que precisamos, já que quanto mais rápido os produtos são consumidos, mais rápido, também, o dinheiro circula pelo mundo. E, caso isso não aconteça, isto é, caso esses produtos não sejam adquiridos pelos consumidores, se transformam em dinheiro parado, em prejuízo para a economia.
Ao perceber que essa é a lógica do sistema, se torna fácil deduzir a atitude para reduzir o consumo excessivo: diminuir a quantidade dos produtos que compramos. Para tal, é preciso calcular as necessidades de cada um de nós usando a menor quantidade possível de recursos naturais.
Tais necessidades devem ser pensadas no momento da compra, assim, alguns questionamentos devem ser feitos antes de se adquirir qualquer tipo de produto, como por exemplo: “Eu realmente preciso disso?”; “Esse produto vale o preço que pagarei por ele?”; “O preço está muito acima ou muito abaixo do valor?”.
 Deste modo, é necessário levar em consideração mão-de-obra, material e valor agregado à marca, sempre buscando um preço justo. Se comprarmos uma peça de roupa que vale menos do que o preço que se pagou, podemos sair frustrados por não obter o resultado desejado, uma vez que, a roupa pode apresentar sinais de desgaste à primeira lavagem e não ter uma vida útil compatível com o preço. Estar atento a esses produtos é valorizar o seu dinheiro e a sua compra, porque agindo assim sua compra não precisará ser refeita tão cedo.
Também devemos desconfiar dos produtos muito baratos. Um produto de qualidade com um preço muito abaixo do valor pode não ter gerado capital suficiente para o seu processo de fabricação. E, esse fato pode levar a péssimas condições de trabalho para as pessoas que fabricaram esse produto, para as pessoas envolvidas no transporte, assim como para todas as que trabalharam em alguma parte do processo, resultando na exploração do trabalho dessas pessoas.
Fonte: http://www.cavernaweb.com.br/2009/08/o-verdadeiro-caminho-das-indias/

Outra atitude que deve fazer parte do processo de compra é conhecer a marca adquirida, ou seja, saber a procedência do tecido, se a mão-de-obra é regularizada e trabalha em boas condições, e se a empresa que gere a marca possui as mínimas preocupações com o impacto ambiental que causa. Empresas amigas do meio ambiente, também conhecidas como empresas verdes, já atraem mais clientes hoje do que há alguns anos atrás e é fácil encontrar registros das ações de grande parte delas. É claro que requer um pouco de trabalho, porém a diferença entre comprar produtos de marcas que trabalham dentro dos melhores padrões e comprar as que ignoram que o planeta precisa ser respeitado é que faz a diferença entre ser consciente ou não.
Fonte: http://www.e2solucoes.com/sustentabilidade/82-formulando-estrategias-sustentaveis.html
Além das marcas e empresas verdes, já não é tão difícil encontrar as que não são. Marcas e empresas que fazem testes em animais, que usam trabalho escravo ou não têm nenhuma atitude ecológica estão na mídia o tempo todo e cabe a nós nos mantermos informados.

Portanto, consumo consciente não se trata apenas de reduzir o que consumimos, mas também garantir que aquilo que for consumido não prejudique tanto o planeta e as pessoas que nele vivem. Por isso, estar sempre atento às empresas que não seguem a regra básica do bem estar mundial é ser consciente também.

Festival do Minuto lança concurso sobre Rios

Tema pode inspirar produções de um minuto em animação, filmes de celular ou qualquer outro meio de registro audiovisual.
Concurso tem patrocínio da Sabesp. Ganhadores irão concorrer a 3 (três) laptops.

Rios. Correntes contínuas de água que desaguam em outros rios ou mares. Habitat de muitos e muitos seres vivos, de diversas espécies. Os rios são ainda vias de transporte muito eficazes, espaços para momentos de lazer – pesca, esportes, natação, remo – e contemplação. Impactam fundamentalmente a qualidade de vida do planeta e são cenários de diversos momentos das vidas das pessoas.
O Brasil é um país imensamente rico em recursos hídricos: 13% de toda a água doce do mundo está aqui. Considerando esses aspectos, o tema dos rios pode trazer diversas abordagens. Claro que a preservação e o viés ecológico rendem grandes produções, mas o concurso não se restringe a esse tipo de aproximação. Uma recordação que envolva a família, os amigos ou um amor; causos e lendas e mesmo o rio como alegoria: todas as ideias serão aceitas pela curadoria.
Se você tem uma história para contar que envolva o tema rio, produza seu vídeo de 1 minuto e inscreva no site www.festivaldominuto.com.brsua criação. Você vai concorrer a três laptops. As inscrições são abertas a todos os públicos e seguem até o dia 27 de outubro de 2012.
Sobre a Sabesp
A Sabesp não abastece sua vida só de água, mas também de cultura. Por isso patrocina diversos projetos nas áreas de literatura, artes plásticas, música, dança, teatro, circo, cinema e preservação de patrimônios culturais. Respeitando a pluralidade cultural brasileira, a Sabesp procura enfatizar a conscientização ambiental, o desenvolvimento sustentado e a memória da sociedade. Nos últimos anos, foi a empresa do Governo do Estado de São Paulo que mais investiu no Programa de Fomento ao Cinema Paulista, da Secretaria de Estado da Cultura, possibilitando a realização de importantes filmes do nosso cinema. Para a Sabesp, praticar responsabilidade socioambiental quer dizer respeitar a vida, nas suas mais variadas necessidades. E, entre elas a cultura.
Sobre o Festival do Minuto
O Festival do Minuto foi criado no Brasil, em 1991, e é hoje o maior festival de vídeos da América Latina. A partir do evento brasileiro, surgiram Festivais do Minuto em mais de 50 países, cada um com dinâmica e formato próprios. O acervo do festival inclui vídeos de inúmeros realizadores que hoje são conhecidos pela produção de longas-metragens, como os diretores Fernando Meirelles (Cidade de Deus, O Jardineiro Fiel), Beto Brant (O Invasor) e Tata Amaral (Um Céu de Estrelas, Antônia).

Equipe do MarBrasil participa de “Semana de Ciências” em escola de Paranaguá

Na última quarta-feira, dia 15, uma equipe de Educação Ambiental do REBIMAR (Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha), integrou as atividades da “Semana de Ciências” da Escola Estadual Faria Sobrinho, na cidade de Paranaguá.
Técnico em Educação Ambiental explica aos alunos as modalidades de pesca. 

Em uma sala dedicada à equipe, os alunos do ensino fundamental puderam conhecer mais sobre a biodiversidade marinha do litoral do Paraná. “As escolas do litoral do Paraná tem sido grandes parceiras nas ações educativas do Programa. Primeiro devido aos temas abordados como meio ambiente e desenvolvimento sustentável. Outro item importante é o interesse dos alunos no conhecimento sobre preservação e conservação da biodiversidade da região onde moram e que, muitas vezes, passa despercebido no cotidiano”, explica o técnico em Educação Ambiental da MarBrasil, Caio Fernandes.
A diretora da Escola Estadual Faria Sobrinho, Myrian Cecília G. Pereira Costa, diz que as visitas tem papel fundamental na multiplicação de informações. “Quando vêm atividades de fora da escola, os alunos tendem a prestar mais atenção e, com isso, passam a conscientizar seus pais e as pessoas ao seu redor, multiplicando o conteúdo”.
Para a realização da atividade de educação Ambiental do REBIMAR, a equipe leva até as escolas uma exposição da fauna acompanhante da pesca de arrasto de camarão, com várias espécies. “Achei tudo muito legal, porque a gente aprende mais sobre os peixes. O que eu mais gostei de ver foi o camarão”, conta a aluna do 6° ano, Lilian da Silva Figueiredo.
Alunos observam a exposição da fauna acompanhante da pesca de arrasto.

O Programa REBIMAR é executado pela Associação MarBrasil e patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Ambiental.


A Comunicação com a Natureza

Um relacionamento só se sustenta se houver alguma forma de comunicação. Pode ser através das palavras, de gestos, dos olhos ou até das intenções. Sem comunicação, não há como existir relacionamento.
Vamos a um pequeno exercício de reflexão? Então, qualifique a sua relação com a matéria, com a natureza. Você consegue entender o que acontece no meio ambiente? Entende as intenções da natureza? E que tipo de sentimentos e intenções, que mensagem você transmite ao pisar na terra todos os dias?
Tive dificuldades em responder a essas perguntas, da mesma forma que você também deva ter sentindo. A primeira resposta que me veio em mente foi: sem comunicação, sem conexão com o meio ambiente. Mesmo tendo realizado tantas coisas em prol do meio ambiente; mesmo sentindo uma imensa falta de árvores na cidade em que resido (Santos – SP); mesmo tendo dedicado os últimos 14 anos estudando Direito Ambiental, tentando encontrar soluções para vários problemas ambientais. Mas, ainda assim, sem comunicação.
Uma experiência interessante que sempre faço é tirar os sapatos e colocar os pés no chão, na terra, na grama, na água, na areia e tentar sentir o que acontece. Nos Jardins Botânicos pelo Brasil, hoje existem os “jardins de sensações”, onde você pode tocar plantas lisas, rugosas, com “pelos”; cheirar plantas com aromas agradáveis, outras nem tanto; caminhar por túneis verdes, sobre seixos (pedrinhas lisas de rios de água doce). Enfim, a idéia é sentir a natureza.
Os sentimentos mais grosseiros são fáceis de perceber: espinhos, texturas, cheiros. Mas e a intenção da natureza qual é? Qual é a mensagem que nos transmite uma mata fechada? Um mangue? O cerrado? O deserto? O que eles comunicam? E as desarmonias como tsunamis, tornados, chuvas, secas, ventos? O que comunicam?
No momento da resposta “sem comunicação”, a primeira imagem que veio a minha mente foi a das formigas, pois tenho uma relação difícil com elas. Elas invadem todos os locais onde moro, mesmo tento mudado inúmeras vezes, elas sempre aparecem. Quando tiro o sapato para colocar os pés no chão, elas sempre estão lá. E a picada delas gera uma alergia severa em minha pele.
O conselho que sempre recebo da minha mãe: “Converse com elas. Expliqueque aquele lugar é a sua casa e que elas precisam arranjar outro local para morar. Fale com elas com amor e deixe-as ir”. Talvez elas não entendam minha língua ou não esteja fazendo certo, porque ainda não funcionou.
No dia desta reflexão, eu estava sentada na grama e com os pés descalços. Logo me dei conta que estava com o pé em uma rota de formigas. Resolvi mudar de lugar, indo para o outro lado do jardim, onde havia aquela grama mais fininha e mais alta. Sentei e me propus a observar. Em poucos segundos havia formigas e outros insetos transitando sobre os meus pés. Continuei imóvel e observando eles cruzarem meus pés e irem embora. Até que uma formiguinha perdeu a rota e resolveu descer pelo espaço entre o meu dedinho e o penúltimo dedo, foi então que mexi o pé e levei uma picada exatamente nesse lugarzinho.
Depois dessa experiência, que obteve parcial sucesso, comecei a me questionar se sei falar a língua da natureza. Sim, porque a língua dela eu já sabia que não estava entendendo. Analisando o meu dia a dia, percebi que tenho corrido muito para dar conta de tudo o que gostaria de fazer. Normalmente, eu piso no chão sem qualquer consciência de qual mensagem estou enviando. Mas o que este pisar displicente quer dizer? Algumas posturas ecologicamente harmoniosas que adotei nos últimos anos, certamente suavizaram a minha mensagem, mas ainda assim, o que eu estou dizendo para os elementos da natureza diariamente?
Se você observar os sons da natureza e os nossos sons, perceberá que ela prima pelo silêncio ou por sons suaves, enquanto que o ser humano produz barulho suficiente para prejudicar o sono, a audição e a clareza de raciocínio. Podemos dizer que em comparação com o ser humano a natureza é silenciosa e tranquilizadora.
De forma análoga, os resíduos da natureza são, por essência, biodegradáveis. Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma dentro de um perfeito equilíbrio, enquanto que os resíduos produzidos pelos seres humanos geram cada vez mais desequilíbrio e problemas de difícil solução.
Nesse sentido, nossas mensagens definitivamente não têm sido as melhores. Talvez, por isso, o nosso relacionamento e mesmo a nossa interação estejam truncados. Contudo, qual é a forma de comunicar a nossa vontade de cooperar com a natureza? Como iremos fazer isso? Quais outras mensagens queremos transmitir? Nossas ações, sons e intenções são capazes de dizer isso? Como?
Ouvi em uma palestra o seguinte conceito de comunicação: “Comunicar é tocar o que temos em comum.” Infelizmente, não consegui anotar o nome do autor da frase.
Talvez as respostas comecem por descobrir o que temos em comum…

ENERMIN 2012 coloca Brasil no centro das discussões sobre gestão de energia na mineração

Entre os dias 10 e 12 de setembro, Salvador recebe importantes nomes da mineração e da pesquisa acadêmica para abordar um assunto estratégico para o setor: a gestão energética. O tema será discutido em escala mundial no 2º Seminário Internacional de Gestão de Energia na Indústria da Mineração – ENERMIN 2012, trazido para o Brasil pelo IBRAM – Instituto Brasileiro de Mineração.
“Este é um debate pioneiro no país e de necessidade crescente. O desafio é aumentar a eficiência energética, diminuir os custos e estimular os estudos e a implementação de tecnologias de uso sustentável. Buscamos agregar projetos e ideias de boa gestão de energia de diversos lugares do mundo”, explica o Diretor de Assuntos Ambientais do IBRAM, Rinaldo Mancin, que integra o Comitê Executivo do ENERMIN 2012.
Por isso, esta segunda edição do evento abrange temas de grande interesse social, como a busca por sustentabilidade na indústria, o transporte eficiente dos minerais, o uso de biocombustíveis e a preocupação com as mudanças climáticas e emissão de gases. 
O intercâmbio de conhecimentos é um dos principais focos do ENERMIN, realizado em parceria com a Gecamin – Conferencias para La Mineria do Chile, a JKtech SMI Technology Transfer e a Universidade de Queensland, na Austrália. A partir da seleção rigorosa de estudos acadêmicos, o seminário vai apresentar painéis e sessões técnicas que agregam conhecimentos aplicados em todo o mundo. Lateralmente, o evento contará com sessões plenárias e discussões com a participação de entidades e autoridades convidadas.
Entre os estudos aprovados na fase de seleção, estão experiências de países como Brasil, Austrália, Chile, Colômbia, Argentina, Irlanda, Suécia, Canadá e do Reino Unido. Os objetos de pesquisa vão desde modelos de gestão energética a análises de desempenho no uso de novas tecnologias. O seminário terá interpretação simultânea inglês-espanhol-português.
Mais informações no hotsite: http://www.enermin2012.com

Conheça o Projeto Currais, mais uma iniciativa da Associação MarBrasil

A iniciativa mais recente realizada pela Associação MarBrasil e patrocinada pela “Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza”, é o Projeto Currais. A Associação MarBrasil é uma organização sem fins lucrativos que realiza projetos socioambientais com enfoque na zona costeira e ecossistemas marinhos. Desta forma, realiza várias atividades com o objetivo de preservar e conservar o meio ambiente do litoral do Paraná.
O Arquipélago de Currais está localizado a cerca de 6,2 milhas da costa paranaense e é composto por três ilhas. A região se destaca pela sua importância, em especial as aves, que utilizam a área para a nidificação, processo conhecido pela construção de ninhos e incubação de ovos.
Arquipélago de Currais
“Currais é extremamente importante para o litoral paranaense e brasileiro. Pois é um arquipélago que possui área essencial de nidificação para algumas espécies de aves e é pouco conhecido sobre outras informações como suas relações ecológicas, ou ainda sobre seu papel na socioeconomica local”, explica o coordenador do Projeto Currais, Allan Krelling.
O principal objetivo da iniciativa é analisar as características ecológicas e formas de uso da região. Sendo assim, o projeto visa observar as espécies que habitam os costões rochosos, peixes, cetáceos e peixes aquáticos; e a utilização do arquipélago, ou seja, as principais atividades realizadas ao seu redor como a pesca esportiva, caça submarina, pesca artesanal, mergulhos, entre outros. “Esperamos levantar informações suficientes sobre as características do local para analisá-lo de forma integrada, pensando não apenas em sua importância ambiental, mas também na sua importância socioeconômica”, explica o coordenador.

Atividades do Projeto Currais

As primeiras saídas de campo começaram no último mês e se estenderão pelo período de um ano. “A proposta é integrarmos todas as informações e realizarmos encontros como forma de divulgação de seus resultados. Só a partir destes levantamentos teremos a real imagem ecológica e socioeconômica do Arquipélago de Currais”, conta Krelling.


Documentário “Food Inc” – Alimentos S.A – Expõe Perigos na Indústria Alimentícia

Alguns assuntos estão na crista da onda. A economia global e o desequilíbrio pelo qual a Natureza está passando são dois deles. Assim como a busca por uma vida mais saudável e pela sustentabilidade do planeta. Food, Inc., um dos documentários indicados ao Oscar de 2010, trata de todos estes temas. 
  

Mesmo tendo como foco central a forma com que o norte-americano está se alimentando, encarado como o consumidor final de uma cadeia produtiva de alimentos com caráter industrial, este documentário toca em outras questões importantes para todas as demais sociedades. Essencial em sua abordagem e questionamentos, ele só peca por deixar algumas questões fora do roteiro. Como, por exemplo, o efeito das companhias criticadas em outros mercados que não sejam os Estados Unidos. Limitado ao solo norte-americano, Food, Inc. perde uma grande oportunidade para se tornar um filme melhor.

A HISTÓRIA: 

Mostrando em imagens aéreas vastos campos agrícolas, este documentário começa refletindo como a forma com que comemos mudou mais nos últimos 50 anos do que nos 10 mil anos anteriores. De forma irônica, o filme contrapõe a imagem de um hipermercado repleto de produtos industrializados que, em seus rótulos, continuam reproduzindo cenários da “América agrícola” – imagem esta cada vez mais longe da realidade.

A partir destas constatações, o filme vai revelando o que realmente acontece na cadeia produtiva alimentícia nos Estados Unidos, desde a manipulação e monopólio de grãos de milho e soja até a forma totalmente antinatural e repugnante adotada para a criação e abate de animais. O documentário também expõe a fraqueza dos organismos de fiscalização dos produtores agrários, liderados por antigos colaboradores das grandes empresas que dominam o mercado. Revela, ainda, como este tema está praticamente proibido nos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que começam os primeiros sinais de mudança promovidos pelos consumidores.

Assista abaixo o documentário:




Bicicleta de papelão custa apenas $10

Designer israelense cria bicicleta usando papelão


      O designer israelense Izhar Gafni montou uma bicicleta usando papelão. O objeto funciona de verdade e suporta um peso de 130 quilogramas.

Para conseguir dar estabilidade, o designer dobrou e colou o papelão em camadas. Em seguida, Izhar aplica uma camada de resina para deixar o material à prova d’água.

O custo em materiais para montar uma bicicleta assim é de $10. Abaixo, veja um vídeo com o designer:

‎7 Motivos Para Beber Água


Beber água é a maneira mais eficiente e econômica para garantir o bom funcionamento do organismo. E não estamos falando de líquidos em geral: é água mesmo, insípida, inodora, incolor e importantíssima para a sua saúde! Conheça seus benefícios.
1- Melhora a digestão
A água ajuda na formação das enzimas, as substâncias que facilitam as reações químicas no organismo. Além disso, ela é necessária para a produção da saliva e do suco gástrico, que atuam na digestão.
2- Reduz o inchaço
Quando estamos bem hidratados, o volume de sangue no organismo aumenta. Com isso, as vitaminas e sais minerais chegam rapidamente às células, deixando a pele macia, o cabelo sedoso e as unhas fortes. Com mais água em circulação, o organismo não retém sódio – responsável pelo inchaço.
3- Regula a temperatura do corpo
Para manter a temperatura do corpo estável, transpiramos, eliminando principalmente água, entre outras substâncias. 
4- Desintoxica e evita a celulite
A maioria das toxinas do corpo é eliminada através da urina e do suor. Mas se não houver hidratação suficiente, esse processo fica comprometido e as toxinas acumulam-se no organismo. Uma de suas decorrências mais comuns é a formação de celulite. Para evitar o problema, beba dois litros de água por dia, e promova uma verdadeira faxina no seu organismo. Mas atenção: para prevenir os indesejáveis furinhos, siga também uma dieta balanceada e pratique exercícios.
5- Protege de infecções
A água presente no sangue favorece o transporte dos nutrientes, como o ferro, importante para fortalecer as defesas do organismo. 
6- Diminui a fome
As fibras solúveis presentes, por exemplo, nas frutas e na aveia, incham em contato com a água – como se fossem esponjas – e causam a sensação de saciedade.
7- Melhora a absorção dos nutr
ientes
A hidratação correta garante o volume ideal de sangue, responsável por levar energia para nossas células. Se a ingestão de água é baixa, as células absorvem menos nutrientes e trabalham mal.

REDE UNIPAZ PROMOVE EM SÂO PAULO, ENTRE 6 E 9 DE SETEMBRO, O 3º FESTIVAL MUNDIAL DA PAZ

O Parque do Ibirapuera é o local escolhido para sediar a terceira edição do evento
que tem por objetivo difundir a cultura da paz
Realizado a cada três anos e promovido pela UNIPAZ – Universidade Internacional da Paz, a terceira edição do Festpaz – Festival Mundial da Paz acontecerá em São Paulo, entre os dias 6 e 9 de setembro. Tendo o Parque do Ibirapuera como palco, o evento de 2012 será aberto às 17h do dia 6, com a chegada da Chama da Paz (símbolo da mobilização). A chama foi acesa em 11 de abril, no Teatro Bourbon, em São Paulo, em evento para 1.500 pessoas e passará por todas as regiões da cidade antes de chegar ao parque.

Este festival multicultural espera atrair 200 mil pessoas e cinco mil voluntários. A primeira edição, em 2006, foi realizada em Florianópolis e aberta pelo então ministro da Cultura, Gilberto Gil; a segunda, em 2009, em Goiânia, teve sua abertura oficial feita pelo então presidente Lula.

Com distintas atividades – jogos cooperativos, meditação, caminhada, ioga, oficina de artes, dança, música, teatro, literatura –, o festival se propõe a congregar pessoas para partilhar e manifestar sua cultura de paz de forma individual e coletiva.

A UNIPAZ foi fundada em 1987, em Brasília, pelo professor doutor em Psicologia, o francês Pierre Weil que viveu a maior parte de sua vida no Brasil e faleceu em 2008. Atualmente, há 18 unidades da instituição espalhadas  pelo país, além de seis outras localizadas na França, em Portugal, na Argentina, no México, na Inglaterra e no Equador. Em harmonia com as propostas de universalização da paz, todos esses países promoverão ações similares e simultâneas ao festival de São Paulo.
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Associação MarBrasil é certificada com o Selo ODM

Pela segunda vez, a Associação recebe o Selo ODM (Objetivos de Desenvolvimento do Milênio) em Solenidade realizada na FIEP em Curitiba
Na última terça-feira, dia 17, empresas, organizações do terceiro setor e instituições públicas receberam o Selo ODM. Esta é uma iniciativa do Sesi, por meio do Movimento “Nós Podemos Paraná”, que atua desde 2006 para que o Estado alcance os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).

Todas as instituições certificadas receberam o selo por realizarem atividades que contemplam algum dos oito objetivos propostos pela ONU (Organização das Nações Unidas). A prática REBIMAR (Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha) e as demais desenvolvidas pela MarBrasil, como o Projeto Currais e o Protoninhas, colaboram de diversas formas para os ODM.

“O REBIMAR contribui para as alternativas de renda dos pescadores artesanais, como, por exemplo, a atividade de guia de pesca junto aos turistas que visitam a região, neste caso, contribuímos para o alcance do objetivo 8. Contribuímos também para o objetivo 2, através das atividades que desenvolvemos nas escolas dos municípios do litoral do Paraná, que já atingiu mais de 4.000 estudantes, além da realização do curso de formação continuada para professores. Já quando tratamos do objetivo 7, estamos alcançando evidências importantes referentes ao incremento da biodiversidade marinha na área dos recifes artificiais”, explica o diretor executivo da Associação MarBrasil, André Dias.
Vale lembrar que a Associação MarBrasil foi a única organização do Estado do Paraná a conquistar a 4º Edição do Prêmio ODM Brasil em cerimônia no Palácio do Planalto, em maio deste ano.
“O Selo abre portas e ajuda no reconhecimento do nosso trabalho, não só no município, mas também entre os parceiros”, avalia o gestor de projetos da Associação MarBrasil, Juliano Dobis.

O que é Autossustentável?

AUTOSSUSTENTÁVEL é uma rede de informações que tem por objetivo compartilhar e multiplicar informações e práticas socioambientais. Acolhendo e divulgando ideias para mobilizar e reunir pessoas na corrente do uso consciente e sustentável de recursos.
Uma iniciativa que nasceu de um desejo pessoal, em março de 2010, e que vem se ampliando pela adesão coletiva. Um movimento que se propõe a inspirar, motivar e transformar.
Partindo da convicção de que pequenas atitudes geram grandes mudanças, o AUTOSSUSTENTÁVEL vem mostrando que a sustentabilidade está ao alcance de todos. Cada um de nós pode trazer para dentro de sua vida, de sua rotina, de sua casa, as suas próprias ações sustentáveis, que podem ter uma importância muito maior do que se imagina!
Premiação
No Prêmio TopBlog 2011, o AUTOSSUSTENTÁVELobteve a colocação de 3ª (terceiro) melhor – TOP3 – blog pessoal do Brasil na categoria Sustentabilidade, de acordo com o júri acadêmico, se consolidando como um site de referência no tema Sustentabilidade.
Nossos Canais
Somos uma rede que usa o poder das mídias sociais como canais virtuais de compartilhamento, a fim de estimular o debate de informações e práticas socioambientais, e por essa razão, nos encontramos nas mais variadas redes como: Twitter, Facebook, Google+, LinkedIn, Paper.li, além do nosso canal no Youtube.

Pequenos gestos no seu dia a dia fazem uma grande diferença!

Prêmio TopBlog 2012: você já pode votar no Autossustentável!

O Autossustentável foi indicado, mais uma vez, para participar do Prêmio TopBlog. Um sistema interativo de incentivo cultural destinado a reconhecer e premiar, mediante votação popular e acadêmica, os blogs brasileiros mais populares que possuam a maior parte de seu conteúdo para o público brasileiro, com melhor apresentação técnica específica a cada grupo (Pessoal e Profissional) e suas respectivas categorias.
Será nossa 2ª participação – ano passado ganhamos o TOP3 (3º lugar), pelo Júri Acadêmico – este ano vamos com força total para assegurar nossa classificação para a 2º Fase do prêmio: TOP100 “OS INDICADOS” pelo Júri Popular (Internauta). Por isso, nosso objetivo é fazer uma campanha ainda maior e mobilizar todos os leitores, amigos, parceiros e colaboradores para conquistarmos o nosso primeiro TOP1.
O tema desta edição é “Empreendedorismo Digital” e disponibilizará aos participantes inscritos, plataformas colaborativas de EAD – Educação a Distância. O período de votação do PRIMEIRO TURNO começou neste último sábado e se estenderá até o dia 30/09/2012, às 14h (horário de Brasília), PARTICIPE!
Gostaríamos, ainda, de agradecer a todos que acessam, contribuem e/ou divulgam o Autossustentável.
Obrigado e saudações verdes a todos!
Equipe do AUTOSSUSTENTÁVEL

[Cursos] Agência de Sustentabilidade – Julho


A Agência de Sustentabilidadecriou um Programa de Educação em Sustentabilidade (PES) que tem uma série de cursos voltados para Sustentabilidade Corporativa e visa contemplar todo o Brasil, com intuito de formar massa crítica.
Neste mês de julho serão ministrados os cursos de “Panorama da Sustentabilidade Corporativa” na cidade do Rio de Janeiro e “Planejamento Estratégico Sustentável” em São Paulo.
Diferente do que vem sendo oferecido no mercado, os cursos tem foco nas etapas de implantação da sustentabilidade em uma empresa e a inserção do conceito junto aos processos de negócio, sendo uma visão muito mais estratégica do que operacional.
Neste link você pode conferir a ementa dos cursos: http://migre.me/9K8pP
PALESTRANTE: Julianna Antunes é sócia-administradora da Agência de Sustentabilidade. É especialista em Planejamento Estratégico, mapeamento de processos, redesenho de processos, change management, análise de impactos. Tudo com foco em sustentabilidade.
Havendo interesse, a Agência de Sustentabilidade oferece pacotes de descontos para grupos de três alunos ou mais da mesma empresa. A Agência também aplica cursos incompany.
Entre em contato através do e-mail: contato@agencidaesustentabilidade.com.br

 Sobre a Agência de Sustentabilidade:
A Agência de Sustentabilidade é uma consultoria especializada em planejamento estratégico sustentável e mapeamento e desenho de processos sustentáveis, onde desenvolve e implanta soluções de sustentabilidade corporativa. Comprometida com a qualidade e a inovação, a empresa integra conceitos de administração, planejamento estratégico e desenvolvimento sustentável, proporcionando aos clientes maior valor de marca, reputação, eficiência operacional, redução de custos, sem esquecer, é claro, do lucro.
Conheça um pouco mais a Agência de Sustentabilidade:

#ECOzinha – Maionese Caseira

É incrível a capacidade que temos em nos acomodar com algumas situações, e não nos questionarmos no que existe por detrás do óbvio. Só nos damos conta de que algo está errado quando já é tarde ou quando uma força maior nos interrompe contra nossa vontade.
Nosso estilo de vida atual nos coloca frequentemente a frente de situações simples, a princípio banais, mas que com um olhar um pouco mais crítico, se mostram assustadoras. Por exemplo: dia desses, em um raro momento em frente à televisão, assisti a um comercial com a seguinte propaganda: “Seu filho comia arroz com catchup, agora ele come arroz com tomate!”.
Que frase maravilhosa se fosse levada ao pé da letra. Retirar o molho pronto do prato de seu filho e colocar um tomate picadinho, bem temperadinho. Só que não se tratava disso, já que a frase era de um comercial de catchup! Isso mesmo! Catchup! E catchup geralmente é um produto industrializado, certo? Certo. Então deve conter corantes, espessantes, conservantes, realçadores de sabor, certo? Certo. Interessante, não acham?
E o tomate? Bem, um tomate orgânico é apenas um tomate, trazendo apenas as características nutricionais próprias à sua espécie. Ou seja, antioxidantes (não aqueles usados como aditivos alimentares na prevenção da deterioração da comida, mas aqueles que diminuem os radicais livres do nosso organismo), licopeno, vitaminas, sais minerais, calorias. Tomate, basicamente tomate. Um adulto é capaz de ingerir um tomate inteiro em uma refeição, seja na salada, no molho do macarrão, ou picadinho com o arroz, por exemplo.
Segundo o comercial, uma embalagem do catchup em questão possui dez tomates. Se a embalagem possui 200 ml de catchup, então teremos 1 tomate a cada 20 ml de catchup. Logo, precisaremos de aproximadamente 20g de catchup para ingerir 1 tomate. E, de brinde com esse tomate, ganhamos todos os não nutrientes do catchup, isto é, acidulantes, conservantes, corantes, estabilizadores de sabor, aromas artificiais, etc. Mas quanto será que se perde das vitaminas e minerais do tomate no processo de fabricação do catchup? Uma quantia considerável acredito eu.
Então vamos modificar a frase do comercial, e torná-la mais autêntica: “Antes você comia arroz com tomate, hoje você come produtos químicos, coloridos e aromatizados artificialmente, sabor tomate! Parabéns!”.
Está assustado? Calma que piora. Essa mesma empresa também produz maionese! Caso você não seja um habitué da cozinha, talvez não saiba que maionese é basicamente ovo com óleo e algum componente ácido, geralmente limão ou vinagre. Assim como o catchup, maionese é um molho, um tempero, por esse motivo, geralmente, ninguém se alimenta de maionese e catchup. Eles são utilizados para dar sabor aos pratos.
E o azeite? O azeite é um óleo, extraído a frio de azeitonas, que contem ácidos graxos essenciais para a manutenção do corpo humano, além de ser um produto tão rico e complexo que é considerado um remédio por algumas culturas. Uma colher de sopa de azeite de oliva contem em média 100 calorias, e uma quantidade considerável de componentes essenciais para a manutenção da saúde. Uma colher de azeite é suficiente para temperar um prato bem servido de salada ou de legumes, para dar sabor a uma sopa, ou mesmo a um assado.
Contudo, nossa cultura contemporânea preza pela magreza, pelo corpo longilíneo. E as calorias de um alimento contam muitos pontos na hora de escolher o que por no prato. Sabendo disso, a empresa fabricante daqueles catchup e maionese em debate, fazem a seguinte propaganda em seu comercial: “Uma colher de azeite possui 100 calorias, e uma colher de maionese possui apenas 40 calorias. Escolha a maionese!”.
Tudo bem, mas qual o ingrediente da maionese mesmo? Ovos e óleos basicamente. Sendo que uma maionese industrializada possui ainda os famigerados acidulantes, conservantes, corantes, realçadores de sabor, etc. Qual dos produtos você acredita que trará mais benefícios para sua saúde? O molho industrializado de baixas calorias repleto de ingredientes artificiais ou o óleo vegetal que é considerado um remédio pela sua quantidade enorme de nutrientes?
Agora, se sua preocupação é com a silhueta e com a saúde, faça exercícios e se alimente de produtos vivos. Em resumo, veja menos televisão e se exercite mais. Seja mais crítico com o que assistir, e escolha alimentos orgânicos sempre que possível. Opte pelo natural, por produtos menos industrializados.
Agora vamos a uma receita super simples e sem mistérios de maionese caseira. Essa não tem erro mesmo! É deliciosa e sem surpresas nos ingredientes.
Maionese Caseira

Ingredientes:
  • 1 ovo grande
  • 2 claras
  • 1 colher de sopa de mostarda (opcional)
  • 2 colheres de sopa de suco de limão (usei siciliano, também é possível usar vinagre)
  • 1 ½  a 2 copos de óleo (pode-se usar somente azeite, uma dica para economizar é alternar óleo de girassol e azeite)
  • ¼ de colher de sopa de sal
  • Pimenta a gosto (opcional)

Preparo: 
  • Bater no processador o ovo, as claras e a mostarda por 10 segundos. Acrescentar o sal, o limão e a pimenta, processar por mais 10 segundos.
  • Sempre processando, acrescentar o óleo devagar. Inicialmente um fio bem fino, e aos poucos se pode acrescentar o óleo com menos cuidado.
  • Bater por aproximadamente 10 minutos, o suficiente para a maionese ficar firme.
Dica:

Também gosto de acrescentar salsinha picada, mostarda escura e outros tipos de pimentas para aprimorar a receita.

Consumo de Prestígio

É inegável que o consumo seja uma manifestação cultural, uma forma de preenchimento emocional, de distração e de geração de lucro para uns e endividamento para outros.
A partir de determinado momento, talvez com o enfraquecimento dos métodos de troca e o fortalecimento da moeda (dinheiro), a mente humana passou por uma transformação profunda e que às vezes não percebemos.
Hoje, há pessoas que acreditam que tudo tem seu preço. E, estas mesmas pessoas afirmam que as coisas, a natureza e os animais estão à disposição do homem. A própria Constituição Federal, em seu artigo 225, dispõe que “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida…”. Enfim, o meio ambiente não só é um bem, uma propriedade, como também é para ser usado. No mundo acadêmico denominamos isso de visão antropocêntrica, ou seja, o homem sendo o centro do universo.
É interessante perceber que a cada momento as formas de consumo vão se aperfeiçoando, o que é exemplificado pela China, pelo Vietnã e pelas réplicas de objetos de marcas que foram responsáveis por preencher o desejo de consumo da classe C. O comercio popular se tornou um gigante, na maior parte das vezes informal, mas que possui o mesmo alvo do consumo: preencher a necessidade de atenção e aceitação das pessoas. Ou, como diria o Prof. Rizzatto Nunes, em seu recente artigo no site Migalhas, o consumo vende esperanças, mas as pessoas compram frustrações, pois o preenchimento nunca vem. E o ápice dessa cultura de consumo é o que chamaremos de consumo de prestígio, que foi constatado nas situações descritas a seguir.
A primeira ocorreu no curso de mestrado do qual participo, na área jurídica, onde os alunos são juízes, promotores, delegados e advogados. O objetivo do mestrado acadêmico é formar profissionais que se tornarão professores em faculdades e universidades, por isso é necessário que o aluno assista às disciplinas e elabore uma dissertação que será analisada por uma banca com três professores já doutorados. Eis que, após uma aula de filosofia (que tem o objetivo de ampliar a forma de pensar e facilitar o desenvolvimento do potencial questionador das verdades), um colega fez uma declaração inesperada. Para surpresa total, ele declarou que não gostaria de passar um semestre inteiro discutindo o sexo dos anjos e que se fosse o caso, ele pagaria à vista para ter logo o diploma de que precisava.
A outra situação aconteceu na rede social Facebook, quando compartilhei a imagem-texto abaixo. Alguns dias depois, uma reportagem na TV mostrava a constatação de que apesar do mercado de livros estar aquecido, as pesquisas demonstravam que as pessoas estavam lendo menos. Então, me questionei qual seria o motivo das pessoas comprarem livros se não os liam.

A conclusão alcançada, em ambos os casos, foi a de consumo de prestígio, onde as pessoas compram objetos, posições, diplomas, cargos, etc., para que possam usufruir de um determinado prestígio. No caso do diploma, o que se espera é ingressar no meio acadêmico, e, em tese, trabalhar menos e ganhar mais, já no caso dos livros, o objetivo é parecer letrado, culto.
Na primeira situação poderia até funcionar, mas a pessoa não estaria cumprindo com sua responsabilidade, com sua função educacional, na medida em que estaria implicitamente transmitindo valores deturpados. E, com relação ao caso dos livros, quando notamos a estante da casa ou escritório de alguém repleta de livros, e iniciamos uma conversa com ela sobre eles, logo é possível identificar se aquela pessoa realmente os lê. O vocabulário utilizado e a forma de pensar são só algumas das formas de comprovar a leitura, já que é quase impossível que uma pessoa que realmente leia muito não tenha facilidade para falar sobre vários
assuntos e possua uma gama maior de palavras em seu vocabulário.
Assim, é fácil perceber a fragilidade do prestígio, pois se pressupõe que o interlocutor, o sujeito que lhe dará prestígio em função de sua aquisição, seja alguém totalmente inerte e inconsciente. Acredito inclusive que o valor do prestígio está justamente em ser reconhecido por pessoas comprovadamente cultas e letradas. E estes são os primeiros a rejeitar atitudes como essa de se comprar uma aparência frágil e falsa.
Confesso a vocês que, quando compartilhei essa imagem-texto, meu sentimento foi de incentivar a leitura e ressaltar o amor pelos livros. Adoro ler e ainda compro mais livros do que tenho condições ler. Mas, pensando bem, é claro que após ter refinado meus hábitos de consumo, em função de uma consciência que vem sendo ampliada a cada dia, o consumo de livros pareceu algo perdoável. Talvez seja um resquício dessa cultura de consumo, talvez seja uma forma de compensação, talvez seja uma esperança que nunca preencherei, talvez isso traga segurança.
Acredito que são nestes momentos, em que nos questionamos, nos propondo a repensar e alterar nossas posturas, que começamos a criar a sustentabilidade que buscamos.
Como você percebe a sua postura de consumo? Você consome em busca de prestígio ou reconhecimento?