“Belo Monte, anúncio de uma guerra”: assista ao filme completo



         As manifestações contra a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte continuam no estado do Pará. Ativistas, indígenas e organizações não governamentais (ONGs) travam duelos com o governo e empreiteiras em campo e na lei para impedir o andamento das obras. A polêmica expõe o Brasil no exterior, como no exemplo de mais uma notícia publicada no jornal norte-americano New York Times, na quarta-feira, 4 de julho.

“Um confronto entre o apetite insaciável por energia e a necessidade permanente por habitação está em curso no Brasil, ao mesmo tempo em que o país se move agressivamente para aproveitar o poder de seus rios com planos de construção de dezenas de usinas hidrelétricas. Tais projetos são de engenharia e estética, maravilhas que fornecem energia hidrelétrica e também podem controlar inundações e água direto para a irrigação. Mas eles também desviam rios, destroem o habitat animal, deslocam comunidades inteiras e afogam vastas quantidades de terra abaixo dos reservatórios.

Um projeto tem galvanizado o movimento anti-barragem no Brasil – a barragem de Belo Monte no rio Xingu, um afluente do Rio Amazonas no estado do Pará. Com um custo de aproximadamente US$ 16 bilhões, é uma dos 30 grandes barragens que foram anunciadas para a região amazônica do Brasil.” 
Charles Lyons, do New York Times, 4 de julho de 2012

Documentário

Para André D’Elia, diretor do documentário Belo Monte, anúncio de um guerra, o Brasil não tem noção do que acontece na Amazônia. Segundo ele, não há informação e qualquer artigo que descreva os problemas enfrentados. Por esse motivo, ele produziu e gravou o filme com depoimentos de pessoas que vivem no local, lideranças indígenas como o Cacique Raoni e Megaron, o procurador da República, Felício Pontes, o presidente da Funai, Márcio Meira, e políticos locais.

O documentário Belo Monte,anúncio de uma guerra é um projeto independente que foi filmado durante três expedições à região do rio Xingu. O projeto teve financiamento popular via site Catarse. O filme foi lançado dia 17 de junho na internet.

Assista ao documentário completo: 



Fonte: Portal EcoDesenvolvimento.org

[Artigo] Marina Silva – Falar de Flor

“Uma flor nasceu na rua!/Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego./Uma flor ainda desbotada ilude a polícia, rompe o asfalto./Façam completo silêncio, paralisem os negócios, garanto que uma flor nasceu.”


Após o paralisante “nada a declarar” de líderes mundiais na Rio+20, é preciso muita poesia para manter a persistência que -como diz o apóstolo- produz a esperança. E então a acidez singela da poesia de Drummond veio em socorro de minha fome poética. O genial poeta itabirano celebra o nascimento de uma flor na fresta do asfalto, superando a indiferença humana e o pesado invólucro da civilização.
Assim me sinto ao lembrar os intensos dias em que organizações civis e milhares de pessoas manifestaram, no Rio, sua indignada exigência de atenção perante os dirigentes de Estado reunidos na conferência da ONU. Gente de todos os continentes, de jovens ativistas de grandes cidades a líderes de pequenas comunidades indígenas, dando demonstrações criativas, como a “Marcha a Ré” que parou o Rio, de que o mundo quer viver.
Infelizmente, a conferência oficial não ouviu isso. E o poema de Drummond me revela sua dimensão profética, que, feitas as contas, pode ser válida até a Rio+40 se predominar a desdita ambiental das necessidades presentes: “Depois de quarenta anos,/e nenhum problema resolvido, sequer colocado./Nenhuma carta escrita nem recebida./Todos os homens voltam pra casa”.
Mas o desafio dos que voltam para casa, décadas após décadas de “Rio+” que se somam sem subtrair os problemas, é extrair a “esperança mínima” de que fala o poeta, para não cair no vazio da queixa que paralisa até os jovens, cuja natureza é andar: Andar à frente,/andar ao lado,/de marcha a ré e atravessado,/enveredando pelo futuro,/no chão dos rastros deixados.
Desde a retomada da democracia vemos o florescimento de movimentos sociais antes abafados pelo autoritarismo, com um ideário amplo que antecipava o novo milênio. Essa é a flor que agora irrompe no asfalto. Sua delicadeza denuncia as rachaduras do sistema que já não consegue impedi-la de brotar.
Chegou a hora de a sociedade tomar iniciativas próprias, buscar autonomia e independência. Sem recusar nem desconhecer a política e o Estado, ir além deles e fazer mudanças na vida com a noção ampla de um novo contrato natural -pois inclui os demais seres vivos e ecossistemas-, não só um contrato social. Conseguiremos? Estamos maduros para o que o tempo nos exige?
Aqui se revela a necessidade da utopia, que ultrapassa as ilusões limitantes do pragmatismo e reafirma a força da esperança, sem a qual não há futuro. No fim das contas -Drummond sabia-, é a poesia que faz brotar a flor.
 MARINA SILVA 

Fonte: Folha de S.Paulo – Dia 29/06/2012

Paranaguá recebe atividade de Educação Ambiental do REBIMAR

Nos últimos dias 28 e 29, uma equipe da Associação MarBrasil esteve em duas escolas do município de Paranaguá/PR, dando continuidade às atividades de Educação Ambiental do Programa REBIMAR (Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha). As Escolas Estaduais “Didio Augusto de Camargo Viana” e “Professora Carmem Costa Adriano” abriram suas portas para conhecer mais sobre a região litorânea paranaense.

  

O objetivo dessas visitas é apresentar a Associação MarBrasil, o Programa REBIMAR e, desta forma, conscientizar crianças e adolescentes para a conservação do meio ambiente. A equipe também leva até as escolas uma exposição da fauna acompanhante da pesca de arrasto de camarão, com várias espécies de peixes e outros animais.

“Eu gosto quando existem atividades diferenciadas dentro da escola, porque é um momento de interação para nossos alunos, é sair do visual para o concreto. Por isso foi de fundamental importância, principalmente por sermos de uma cidade litorânea. Eles precisam saber o que acontece ao nosso redor para poder divulgar, difundir e conservar o meio ambiente”, avalia o diretor da escola “Didio Augusto de Camargo Viana”, Valdemir Roberto Pedroso.
A aluna da 7ª série da escola “Didio Viana”, Evelyn Alessandra Felício, diz que a atividade foi importante para conhecer mais sobre a região em que mora e sobre as espécies. “Foi bom para conhecer mais sobre as espécies marinhas, aprendi bastante coisa que eu não sabia. O que eu mais gostei de conhecer foi o linguado, porque ele nada sempre deitado”, conta.


Design de sistemas para a sustentabilidade

Ao falarmos em design sustentável é importante discutir a evolução das abordagens utilizadas a fim de reduzir os impactos ambientais da cadeia produtiva. Desde o surgimento dos primeiros debates sobre a temática ambiental, o designer tem tido responsabilidade cada vez maior, uma vez que deve pensar em soluções sustentáveis no desenvolvimento de projetos, prevendo a redução de impactos ambientais ao longo de todo o ciclo de vida. As ações passaram de remediação (chamadas soluções end-of-pipe, por serem de fim de linha de produção) para prevenção da poluição, ou seja, a preocupação voltou-se para o controle de danos, já na gênese do processo.
No início do século XX, foram difundidos os conceitos de ecodesign e ciclo de vida, como uma abordagem que contempla a preocupação do designer com todas as etapas do ciclo de vida do produto, desde a extração de matéria-prima até o descarte. O ecodesign é uma estratégia de início de processo, uma vez que as empresas que o adotam devem agir já na seleção de recursos, buscando minimizar os impactos ao optar por matéria-prima renovável, por exemplo. No que diz respeito à fase de produção, pode-se pensar em processos que utilizam menos água e energia, bem como reduzam a emissão de poluentes.
Quanto à distribuição, sugere-se a redução de embalagens, ou diferentes formas destas serem reaproveitadas, ou, ainda, diferentes materiais como os biodegradáveis. Também, deve-se prever a questão do transporte e deslocamento, que demandam energia e poluem o meio-ambiente. Em relação ao uso e descarte, busca-se o prolongamento do tempo de vida dos produtos, através da manutenção e reparação, ou até mesmo da concepção de produtos de qualidade que tenham durabilidade. Quando não houver mais condições de uso, na etapa final, os produtos podem ser reciclados ou reaproveitados. É importante pensar em produtos que possam ter seus componentes separados, para fins de reciclagem e reaproveitamento.
Figura1 – Roda de Ecoconcepção – opções relativas a todas as etapas do ciclo, com 
sensibilização de todos os atores envolvidos. Fonte: Kazazian (2005)

Hoje, no entanto, discute-se uma nova abordagem de design sustentável conhecida como design de sistemas para sustentabilidade. Para Vezzoli (2010) esta abordagem, também conhecida por sistema produto-serviço (PSS), considera o produto como um sistema, que integra várias partes, cada qual com seu impacto no meio-ambiente. O foco desloca-se do produto físico para a satisfação de uma demanda de bem-estar. Ao se optar pela estratégia de PSS, atua-se de forma sistêmica, abrangendo o ciclo de vida do produto, e propondo a integração de todos os atores envolvidos na cadeia produtiva. Vezzoli (2010) argumenta que tanto o ecodesign quanto o PSS propõem a redução de impactos ao longo do ciclo de vida, no entanto, na primeira abordagem o interesse nesta redução é relacionado ao ator envolvido em uma fase específica de transformação, ou seja, existe pouca interação entre os atores (fornecedores de matéria-prima, produtores, distribuidores, consumidores, etc.).
Em contrapartida, o PSS propõe a integração entre os atores/parceiros, de forma a promover a convergência de seus interesses econômicos na redução do consumo de recursos. Como exemplo, pode-se pensar na necessidade de lavar roupa que, para ser atendida, exige uma máquina de lavar, sabão em pó, água, eletricidade, serviço de manutenção, etc. Sob a perspectiva do ecodesign, os produtores da máquina de lavar somente se preocuparão em reduzir o consumo de recursos na fase de produção da máquina, que lhes dizem respeito. A eles não interessa economicamente reduzir o consumo de recursos durante as etapas posteriores, como a quantidade de sabão, água e energia (uso) que serão utilizadas; bem como questões relacionadas à distribuição e descarte do equipamento. Já o PSS propõe uma visão sistêmica e integrada.
O designer pode atuar em quatro níveis, com vistas à sustentabilidade: redesign ambiental do já existente; projetos de novos produtos ou serviços que substituam os atuais; projetos de novos produtos-serviços intrinsecamente sustentáveis e a proposta de novos cenários que correspondam ao estilo de vida sustentável. (MANZINI;VEZZOLI, 2002).  Pode-se relacionar o ecodesign ao primeiro nível, com caráter mais técnico e que não exige mudança radical no estilo de vida da sociedade. Já o PSS enquadra-se nos níveis mais estratégicos, de produtos-serviços intrinsecamente mais sustentáveis e desmaterialização do consumo, na busca de resultados socialmente aceitos e favoráveis ao meio-ambiente.

Figura 2 – Níveis de interferência do design e evolução das abordagens
Fonte: adaptado de Manzini e Vezzoli (2002)

As discussões a respeito do design de sistemas para sustentabilidade são recentes e, para que as estratégias referentes a essa abordagem tenham resultado, é necessário haver mudança cultural do consumidor. Ainda, é preciso maior conhecimento quanto aos métodos de design de serviços, bem como existência de infraestrutura e tecnologia para propor a integração entre os atores envolvidos, ou seja, uma estrutura favorável à visão sistêmica. É importante continuar buscando novas formas de produção e consumo, de forma a tornar possível a transição para uma sociedade sustentável.
Referências:
KAZAZIAN, Thierry (Org.). Haverá a idade das coisas leves: design e desenvolvimento sustentável. 2. ed. São Paulo: Ed. SENAC São Paulo, 2009.
MANZINI, Ezio & VEZZOLI, Carlo. O desenvolvimento de produtos sustentáveis: os requisitos ambientais dos produtos industriais. EDUSP /Editora da Universidade de São Paulo, 2002.
VEZZOLI, Carlo. Design de sistemas para a sustentabilidade: teoria, métodos e ferramentas para o design sustentável de “sistemas de satisfação”. Salvador: EDUFBA, 2010. 

Gente que faz! A Sustentabilidade na Prática


Ainda que se discuta a respeito de alternativas sustentáveis, percebe-se que o consumidor pouco sabe a respeito das opções à sua disposição, o que dificulta o acesso aos produtos ecológicos. Por isso, é fundamental compartilhar informações a respeito de marcas e empresas que estão investindo em sustentabilidade, como e onde oferecem seus produtos e serviços ao consumidor.
No que se refere ao vestuário, em Porto Alegre, a designer de moda e artista plástica, Anne Anicet está desenvolvendo um trabalho de destaque ao reaproveitar resíduos da indústria têxtil na confecção de novos produtos. O material é obtido no Banco do Vestuário de Caxias do Sul/RS, que por sua vez recebe os resíduos das indústrias. Estes são utilizados na produção de peças exclusivas, a partir da técnica da colagem têxtil que, de acordo com Anne Anicet, é uma alternativa potencial, uma vez que se caracteriza por ser um método limpo, não poluente e que não gera subprodutos. Os adesivos termocolantes, utilizados para fixação dos resíduos, possuem grandes vantagens por serem isentos de solventes, o que garante a não poluição do meio ambiente quando expostos ao calor. Além disso, não requerem pré-tratamento e possuem resistência ao uso e às lavagens.
O trabalho desenvolvido por Anne Anicet tem caráter sustentável, visto que reaproveita resíduos descartados pelas indústrias, transformando-os em novos substratos têxteis, utilizados para confecção de roupas, acessórios e também artigos de decoração como tapetes e porta-copos, por exemplo. Assim, o material que seria destinado como lixo, aos aterros, é valorizado e reintroduzido no mercado como produto de valor agregado e com caráter exclusivo.
Resíduos provenientes da indústria têxtil, recebidos pelo Banco de Vestuário de Caxias do Sul/RS
 e reaproveitados pela designer Anne Anicet em projeto para sua marca Contextura.
(ANICET; BESSA; BROEGA, 2011)

Trilho de mesa criado com ourela de algodão e fio siliconado (ANICET; BESSA; BROEGA, 2011)
Bolsas e carteiras desenvolvidas com a técnica da colagem (ANICET; BESSA; BROEGA, 2011)

Peça feita com resíduos da indústria têxtil a partir da técnica de colagem.

Peça feita com resíduos da indústria têxtil a partir da técnica de colagem.

Os produtos encontram-se no ateliê/loja da designer (Contextura), na Rua Armando Barbedo 1
091, Porto Alegre/RS.
Site para maiores informações e contato: http://www.contextura.art.br
Referência:
ANICET, Anne; BESSA, Pedro; BROEGA, Cristina. Design de superfícies a partir de resíduos industriais têxteis. Anais do 3º Simpósio Brasileiro de Design Sustentável (III SBDS), UFPE, Recife, 2011.


[Vídeo] A Natureza aos olhos das crianças #Ecopix

         Nada como um vídeo para ver como as crianças realmente aproveitaram as visitas ao Zoológico de São Paulo promovidas pela Ecopix. Confiram!

8 formas de poupar o Planeta (e seu bolso) em 30 minutos

Confira como atitudes rápidas, simples e até inusitadas ajudam a preservar o meio ambiente e economizar dinheiro.

Para muita gente, levar uma vida mais sustentável soa a gastos extras para comprar alimentos orgânicos ou produtos mais ecológicos, por exemplo. Mas não tem que ser assim. O comportamento verde pode vir da simples redução do desperdício ou do consumo de energia: duas coisas que inevitavelmente ajudam a economizar dinheiro. Confira a seguir oito maneiras de poupar o meio ambiente e o seu bolso em 30 minutos (ou menos):

             1 –  Andar ou pedalar por distâncias curtas 

Aí está uma das formas mais fáceis – e saudáveis – de ajudar o meio ambiente e de quebra economizar dinheiro. Ao invés de pegar o carro ou gastar com ônibus para ir a algum lugar próximo, como uma padaria ou supermercado, que tal realizar o mesmo caminho a pé ou de bicicleta? Assim, você minimiza gastos desnecessários com transporte (em SP, ida e volta de metrô ou ônibus não sai por menos de seis reais), pratica exercício físico e não polui o meio ambiente.
 2 – Ser vegetariano por um dia 
Uma pesquisa recente mostrou que a produção de um quilo de carne bovina emite tanto CO2 quanto percorrer 1,6 mil quilômetros em um automóvel europeu médio. Obviamente, exigir que as pessoas deixem de comer carne para salvar o planeta não é uma medida de todo plausível. No entanto, uma redução mínima no consumo do produto, digamos ao menos uma vez na semana, ajudaria e muito. Propostas do tipo, encabeçadas por famosos, já mobilizam apoiadores em todo o mundo. É o caso da campanha Segunda Sem Carne, liderada na Europa pelo ex-Beatle Paul McCartney e lançada no Brasil em 2009. Os benefícios econômicos, embora não destacados por McCartney, são bem claros: carne custa caro no prato, logo ser vegetariano por um dia é economia garantida.
 3 – Achatar (pra valer) o rolo de papel higiênico 
É isso mesmo (por mais bizarro que pareça), achatar bem rolo de papel higiênico pode ajudar o planeta e você a poupar dinheiro. A explicação é simples. Ao achatar seu rolo de papel higiênico antes de colocá-lo no suporte, você torna mais difícil a “rolagem” do papel e por consequência diminui as chances de sair mais folhas do que necessário por ocasião de um puxão repentino. Assim, evita -se o desperdício de papel e de dinheiro.

 4 – Dar carona para um colega de trabalho 

O compartilhamento de carros é uma tendência crescente no mundo. Em alguns lugares na Europa e nos Estados Unidos, moradores de uma mesma quadra ou bairro simplesmente alugam seus carros – que ficam ociosos na maior parte do tempo – para os vizinhos cobrando pelas horas usadas.
Se você não simpatiza com a ideia ou
simplesmente não consegue se desapegar do quatro-rodas, há ainda a opção de dar carona para um colega de trabalho e lucrar com isso. Vocês podem combinar de rachar os gastos com gasolina. É ou não é uma ideia atraente?
 5 – Usar lâmpadas mais econômicas 
Opte sempre por lâmpadas fluorescentes, ou pelo menos as utilize em ambientes que necessitam de maior iluminação (duas lâmpadas fluorescentes de 20 watts iluminam mais e duram por mais tempo que uma incandescente de 100 watts). Dê preferência às que possuem o Selo Procel Inmetro de Desempenho. Desligue a iluminação de ambientes desocupados ou que seja estritamente decorativa.
 6 – Levar garrafa retornável para o trabalho 
Carregar consigo uma garrafinha retornável é uma opção barata e que contribui para preservação do planeta evitando o desperdício. Manter uma dessas na mesa do escritório substiui o uso de embalagens plásticas além de ser uma maneira de poupar dinheiro. Dando o exemplo, você ainda pode influenciar o colega ao lado e disseminar o consumo sustentável.
 7 – Espantando os “vampiros” de casa 
O modo de espera passiva “standby” dos equipamentos pode muitas vezes desperdiçar energia sem que a gente perceba. Esse consumo de energia é conhecido como “vampirização” e na prática pode responder por até 30% da conta de luz. Por isso, em casa ou no escritório, lembre sempre de tirar os aparelhos eletrônicos da tomada quando estão fora de uso, principalmente televisão, aparelhos de DVD/Blue-Ray e de som.
 8 – Chuveiro elétrico 
Nos dias quentes, use o chuveiro com a chave na posição verão. Na posição inverno o consumo de energia é 30% maior. Nunca reaproveite resistência queimada, pois aumenta o consumo de energia e não é seguro. Estude a possibilidade de instalar um aquecedor de água por energia solar, que, atualmente, possuem preços mais acessíveis e dispensam grande manutenção. Para baixar o consumo de energia – e de água -– tente reduzir a duração do banho de 20 a 40%.

Fonte: Exame



Confira o segundo e último dia do projeto “A Natureza aos olhos das crianças” #Ecopix

A Ecopix esteve na sexta-feira passada no zoológico de SP com mais uma escola da rede pública, com o intuito de proporcionar às crianças um contato maior com a natureza e os animais.

Pelas fotos dá para imaginar como foi divertido. Divirta-se também conferindo as fotos feitas sob o olhar puro das crianças! Confiram o resultado aqui!

A economia capitalista e o jogo de poder enquanto sintomas de inconsciência.


Muito se fala a respeito de serem o capitalismo e os jogos de poder da economia os grandes responsáveis pelo caos ambiental em que estamos. Mas será que a responsabilidade não nos alcança? Algum de nós estaria realmente isento?
É complicado em uma democracia invocar a responsabilidade apenas do que está externo a nós. Por conceito, a democracia pressupõe que o povo participa da gestão doEstado. É o governo do povo e pelo povo, ou seja, é o povo quem tem o poder de determinar quem são os seus representantes e toda a linha de gestão está baseada no bem comum.
O capitalismo parte de alguns pressupostos clássicos como: geração de lucro, obediência a normas de mercado e incentivo ao consumo.
O lucro, como o abuso da força de trabalho de outrem, tornou-se uma forma de recompensa exacerbada pela iniciativa, pela criatividade, pela inteligência e pela perspicácia em descobrir novas necessidades onde elas não existiam. Concordo, de qualquer modo, que há um abuso nesta perspectiva de ganho, mas questiono se todo lucro não seria abusivo.
As normas de mercado, a oferta e a procura, são friamente manipuladas pelos empresários e fornecedores. Para comprovar este fato, basta verificar os estoques dos supermercados e a disponibilidade de produtos na prateleira. Quando um produto encalha, os produtos similares de outras marcas somem das prateleiras e você se vê “obrigado” a comprar um produto da marca encalhada. Isso para não se falar em posição nas prateleiras, preços manipulados, etc.
O incentivo ao consumo nunca foi tão agressivo. A propaganda está profissionalizada: anunciantes possuem consultoria psicológica para descobrir qual é o melhor horário do dia, a forma de apelo mais adequada para o perfil de consumidor, qual é o ponto fraco, a maior carência emocional, etc. As crianças, que nem discernimento possuem, são surpreendidas a cada intervalo em canais infantis por dezenas de comerciais que dizem: “É divertido, compre! É incrível, mágico!” E isso é permitido por lei, porém os comerciais dirigidos ao público infantil são eticamente aceitáveis?
Quem define o que acontece com as empresas, com os incentivos fiscais, com os intervalos comerciais, com a disponibilidade de produtos?
Muitos atribuem esses fatos aos jogos de poder, e alegam que poder significa conseguir pagar para que outros concordem em fazer o que você precisa. Mas você, na sua família, nunca viu alguém oferecer dinheiro, passeio, comida ou vantagem para que as crianças façam o que você quer? Qual é a diferença? Alguns dirão que é um exagero. Mas pense comigo, como é que essas pessoas que hoje compram tudo descobriram que poderiam fazer isso? Uma criança nasce sem entender nada, são os adultos que ensinam a elas como funciona a sociedade e como atuar. Então, nossas crianças não são treinadas para aceitar suborno? Ou para acreditar que o dinheiro compra tudo?
E aquele que recebe e fica quieto, não seria o legítimo que cala e consente? Temos esta cultura de considerar menos gravosa a conduta omissiva. Culpamos aquele que faz, mas consideramos menos grave permitir que se faça ou aceitar que seja feito com você. No Direito, a omissão possui alguns tipos puníveis: a omissão de socorro, o cúmplice. Mas, mesmo nas figuras penais ambientais, quando você imagina um engenheiro que avisou o gerente que se ligasse o equipamento geraria poluição e o diretor determinou que fosse ligado; você colocaria ambos na prisão e pelo mesmo tempo? Certamente que temos outras questões envolvidas, mas o engenheiro sabia das consequências e assim mesmo ligou o equipamento.
Então, jogos de poder passam por dinheiro, posição social/administrativa, possibilidade de se sobrepor. Contudo, apenas ocorre um jogo se todos os possíveis participantes entrarem no mesmo. Ou dá para jogar um jogo de poder se não houver os submissos?
Iniciei o texto falando em democracia, todavia não acredito que ela seja possível com as condições de (falta de) cidadania atuais. Cidadãos que percebem o seu papel como meramente obrigação de comparecimento à urna em um final de semana do mês de outubro conseguem perc
eber o poder que possuem? E mesmo que eles consigam colocar pessoas honestas para serem seus representantes, será que estas pessoas conseguirão fazer algo dentro daquele ambiente corrompido?
Todo o emaranhado de questões acima é em grande parte devido a nossa inconsciência. E aqui chamo de inconsciência não apenas o não saber, mas também o não fazer nada em relação ao que sabemos. Sim, porque se você sabe e não faz nada, então é como se não soubesse.
É neste ponto que entramos em algumas questões cruciais: o que fazer para que se gere consciência do nosso poder e para que este poder tenha vulto frente aos outros? É necessário que haja educação para o consumo, educação ambiental, educação para a atuação cidadã. Todos concordam com isso. Mas e aqueles que são adultos hoje? Como conscientizar adultos formados? Sustentabilidade seria algo para aqueles que estão tendo educação ambiental desde o berçário?
Deixo aqui a porta aberta para que vocês possam comentar, agregar pensamentos, sugerir e “cooperar” com uma conscientização maior. É possível?

                                     

Confira o primeiro dia do projeto “A Natureza aos olhos das crianças” #Ecopix

Como anunciado no início da semana, a Ecopix promoveu ontem uma excursão ao zoológico de SP para entender como as crianças percebem a natureza, já que convivem tão pouco com a mata e os animais.
Com uma câmera fotográfica em mãos, elas tiraram fotos incríveis dos animais em seu habitat natural. Mesmo morando numa cidade grande como São Paulo, a criançada mostrou intimidade com os bichos e se divertiu à beça. Confiram o resultado aqui!

Aprenda a fazer um vaso de garrafa PET

As garrafas PET estão presentes no nosso dia a dia e são responsáveis por grande volume nos lixões e aterros sanitários e pela contaminação do solo e dos oceanos. Porém, existem diversas maneiras de evitar o descarte deste material, que pode ser totalmente reaproveitado.
 
O Autossustentável separou esta dica de como fazer um vaso de garrafa plástica, com um acabamento que lembra um vaso de cristal, mas com a vantagem de ser inquebrável, sem custo algum e que ainda pode ser reciclado posteriormente.
 
Materiais: 1 garrafa PET (de preferência transparente) e 1 tesoura.
 
Como fazer:
  • Depois de lavar bem uma garrafa plástica e retirar seu rótulo, corte-a na parte superior à parte lisa da garrafa, onde geralmente ficam os rótulos.
  • Picote a parte superior da garrafa com cortes retos e espaçados por toda a sua volta. Sempre corte os segmentos ao meio e depois corte-os ao meio novamente para obter tiras finas do mesmo tamanho. 
  • Pressione com cuidado e dobre todas as tiras para fora, para deixar os picotes nivelados. Pressione a garrafa de cabeça para baixo em uma superfície plana para garantir que fiquem alinhadas.
  • Para começar a dar o acabamento, dobre uma tira por cima da próxima e por baixo das outras duas seguintes.
  • Dobre a próxima tira da mesma maneira, porém dessa vez passe-a por cima de duas tiras e por baixo de uma. 
  • Dobre a terceira tira da mesma maneira que fez na primeira. Depois continue neste padrão até as últimas três, e então dobre cada uma sobre a outra, até que o acabamento fique completo.

 

Por causa do peso do plástico, que é muito leve, adicione pedras decorativas, como brita, pedra rolada ou cascalho. Quando você adiciona as pedras, permite que a luz brilhe através de seu vaso, assim ele produzirá belas cores.
 

A Natureza aos olhos das crianças #Ecopix

Crianças são o futuro do planeta e estão convivendo cada vez menos com a mata e os animais. Com o objetivo de entender como elas percebem a natureza, crianças de duas escolas públicas visitarão o zoológico de São Paulo nos dias 14 e 15 de Junho, aonde receberão uma câmera para utilizar como quiserem.
A ação faz parte do lançamento da Ecopix, um processo de impressão de fotografias ecologicamente correto que elimina o uso de metais pesados e banhos químicos. Alinhada com a preocupação mundial de proteger o meio ambiente, a Ecopix é uma foto inédita no mundo que está inovando a história da fotografia (veja o vídeo).
E para provar que qualidade e sustentabilidade podem andar juntas, a Ecopix está oferecendo 30 fotos grátis. A promoção é válida até 02/07/12, pagando-se apenas R$4,90 pelo frete.

            Para aproveitar a promoção e conhecer mais sobre a Ecopix, acesse: http://www.ecopix.com.br

Redes sociais: 


Locomoção sustentável

Quando é mais atrativo usar a bicicleta ao carro

Você é daquelas que pega o carro para comprar o pão na padaria? Chegou a hora de mudar de estilo de vida trocando o carro pela bicicleta. A magrela é uma alternativa sustentável aos veículos motorizados, já que não polui o ar e não utiliza combustível, sem contar que irá ajudá-la a manter a boa forma. Além de poupar seu dinheiro, também poupa seus pulmões do ar contaminado das grandes cidades. E saiba que você vai inalar menos ar poluído na bicicleta. Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto do Coração, motoristas inalam mais poluição dentro do carro do que em cima de uma bicicleta.
Gostou dos benefícios? Então, confira as dicas:
Troque o carro pela bicicleta
“É cada vez mais comum trocar o automóvel pela bicicleta. As justificativas são muitas e vão desde a preservação do meio ambiente ao bem-estar da prática de uma atividade física. Os benefícios são tantos que é fácil perceber porque as bicicletas trocaram o status de brincadeira de criança para meio de locomoção de muitos adultos, seja para ajudar nas pequenas compras ou no deslocamento diário pela cidade.”
Utilize a bicicleta para fazer compras
“Prepare a bicicleta para carregar suas coisas, pois assim ela se tornará um meio eficiente para levá-la ao trabalho ou a qualquer outro lugar. Um bagageiro traseiro (garupa) ou uma cesta na parte da frente é suficiente. Ter capacidade de carga também é útil para eventuais compras no caminho de casa.”
Pequenas distâncias
“Evite usar o carro para ir a lugares próximos de casa. Ir a pé ou de bicicleta, além de não poluir e gastar combustível, é um excelente exercício! Já foi comprovado através de diversos desafios intermodais – em que vários usuários realizam o mesmo trajeto com diferentes meios de locomoção – que nas cidades grandes, onde o tráfego de veículos é intenso, a bicicleta é o modo mais rápido de locomoção. Enquanto, veículos maiores ficam presos em engarrafamentos de diversos tamanhos, as bicicletas fazem qualquer trajeto de maneira mais rápida. Mas atenção: respeite sempre os sinais de trânsito, eles valem para os ciclistas também!”
Rodízio de carros entre amigos
“Organize caronas no seu trabalho/escola ou proponha um rodízio de carros entre seus vizinhos ou colegas de trabalho. Cada pessoa que deixar o carro na garagem duas vezes por semana deixará de emitir 700 Kg de poluentes por ano.”
Opte pelo transporte coletivo
“Sempre que possível, opte pelo transporte coletivo: ônibus, metrô e trem. Além de mais barato, polui menos que o carro e ajuda no descongestionamento das cidades.”


Dias melhores…

O Dia Mundial do Meio Ambiente foi estabelecido pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1972 marcando a abertura da Conferência de Estocolmo sobre Ambiente Humano.
Celebrado anualmente desde então no dia 5 de Junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente catalisa a atenção e ação política de povos e países para aumentar a conscientização e a preservação ambiental. 

Os principais objetivos da comemoração são:
  • Mostrar o lado humano das questões ambientais;
  • Capacitar as pessoas a se tornarem agentes ativos do desenvolvimento sustentável;
  • Promover a compreensão de que é fundamental que comunidades e indivíduos mudem atitudes em relação ao uso dos recursos e das questões ambientais;
  • Advogar parcerias para garantir que todas as nações e povos desfrutem um futuro mais seguro e mais próspero.

 Vamos aproveitar este dia e listar algumas ações que podemos facilmente tomar em casa para colaborar na preservação do meio ambiente.

  
Água 
  • Escovando os dentes, ao invés de ligar a torneira, encha um copo de água e use-o para enxaguar a boca;
  • Lave a louça com a torneira fechada e economize quase 100 litros por dia;
  • No banho, evite deixar o chuveiro aberto. Feche para ensaboar o corpo e os cabelos: economiza-se 130 litros por dia. Que tal um banho rápido? Cada minuto a menos são 6 litros poupados;
  • Não jogue papel, lixo ou qualquer outro objeto que pode entupir o vaso sanitário. Economizando, assim, a água da descarga;
  • Dica básica: feche bem as torneiras. Um pinguinho inocente transforma-se em quase 50 litros por dia. Controle os vazamentos da sua casa. Confira sempre no hidrômetro se há alguma alteração nos números do medidor;
  • Para a calçada, que tal experimentar só usar a vassoura? Se precisar de água, procure usar o que sobrou da máquina de lavar.

 Energia 
  • Durante o dia, de preferência à iluminação natural. Abra cortinas, janelas e persianas da sua casa e nunca se esqueça de apagar a luz dos cômodos e dos aparelhos que não estão sendo usados;
  • Observe a borracha de vedação da sua geladeira periodicamente. Vedação defeituosa representa um dos maiores desperdícios de energia;
  • Ar condicionado – utilize com moderação;
  • Lavando roupa suja – dedique dias da semana para lavar a roupa. Assim você utiliza a máquina de lavar em sua capacidade máxima, economizando
    energia e água ao mesmo tempo;
  • Acumule a maior quantidade de roupas para passar de uma só vez, se possível, faça isso em um dia de semana. Passe primeiro as peças que requeiram temperaturas mais baixas.

 Lixo 
  • Coleta seletiva – tenha uma atitude bacana. Programe a coleta seletiva na sua casa. É muito fácil, basta separar os lixos em: material orgânico, papel, metal, vidro e plástico.
  • A coleta seletiva de lixo é de extrema importância para a sociedade. Além de gerar renda para milhões de pessoas e economia para as empresa, também significa uma grande vantagem para o meio ambiente uma vez que diminui a poluição dos solos e rios. Ela também contribui significativamente para a vida útil do aterro sanitário, uma vez que a quantidade de resíduos que será descartado para o aterro é menor. Este tipo de coleta é de extrema importância para o desenvolvimento sustentável do planeta.
Podemos, cada um de nós, já fazer a nossa parte para a preservação das condições mínimas de vida na Terra, hoje e no futuro, ou seja, investir mais naquilo que temos de valioso, que é a nossa inteligência, para aprender a consumir menos o que precisamos economizar: os recursos naturais. E é sempre bom lembrar que o Brasil, identificado como um dos nove países-chave para a sustentabilidade do planeta, já é considerado uma superpotência ambiental!


Tema de Dia Mundial do Meio Ambiente é a economia verde

De hoje até o final de junho você vai ouvir muito sobre economia verde, mas o que ela significa? A economia que leva em conta o meio ambiente, mas também tantas outras variáveis bem mais próximas do seu dia a dia do que você imagina. É o tema do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado neste 5 de junho com país sede o Brasil, e também da Rio+20, Conferência da ONU para o desenvolvimento sustentável, que ocorre de 13 a 22 de junho.
O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) define economia verde como uma que resulte em melhoria do bem-estar humano e da inclusão social ao mesmo tempo em que reduz de forma significativa os riscos ambientais e a escassez ecológica. É muito atrelada à questão das emissões de carbono, mas também refere-se ao uso eficiente dos recursos e inclusão social.
Consumir produtos que degradem menos o ambiente é a faceta mais popular, mas mudar o consumo também está incluído no conceito. A crise econômica atual, apontada por alguns como a pior crise financeira desde a de 1929, é um sinal de que precisamos mudar o rumo. E a economia verde é apontada como o caminho.
E para isto a vontade pública é essencial. Os investimentos devem ser catalisados e apoiados por reformas de políticas, mudanças nos regulamentos e direcionamento de despesas públicas.
A Tragédia dos Comuns
O dilema que enfrentamos entre a atual economia “marrom” e a proposta de economia “verde” pode ser ilustrado por um artigo escrito por Garret Hardin, chamado A Tragédia dos Comuns, em 1968. Ele descreve um pasto comum em que vários agricultores deixam seu gado pastar. A fim de aumentar a riqueza individual, é do interesse de cada produtor ampliar o seu rebanho e continuar a pastar no mesmo trecho de terra. Mas quando o limite de um certo número de bois é ultrapassado, a qualidade da terra começa a diminuir.
Como ninguém é particularmente responsável pela terra e nenhum imposto é cobrado para pastagem, cada agricultor continua a maximizar os lucros com o aumento de seu rebanho. O problema, no entanto, continua sendo o fato de a qualidade da terra continuar a degradar-se cm a crescente pressão dos crescentes rebanhos e o capim se torna insuficiente para alimentar o gado. Ou seja, os agricultores que aumentam seu rebanho podem até se beneficiar no início, mas depois perdem seu meio de subsistência, e todos perdem nesse cenário.
Economistas ambientais identificaram como principal problema deste dilema o fato de o recurso natural (o capim) ser consumido sem gastos, já que ninguém é dono da terra “comum”. Se, todavia, um imposto for cobrado por cabeça de gado e o valor da terra aumentar com o aumento do rebanho, ficaria muito caro ultrapassar o limite de pastagem. Assim, os agricultores perceberiam as perdas e seriam forçados a reduzir o número do rebanho, consequentemente se autorregulando para níveis sustentáveis para benefício de todos.

Exposição de cartuns ecológicos GREEN NATION CARTUNS 2012

O Green Nation Fest  – Festival de Cinema Ambiental e Novas Mídias acontece entre os dias 31 de maio e 7 de junho na Quinta da Boa Vista no Rio de Janeiro. O Green Nation Fest visa convergir cultura, informação e proteção ambiental a partir de questões que envolvem o futuro do planeta. O evento terá competição e mostra de curtas, filmes, animações, documentários, fotografias e cartuns voltados para o tema ambiental. Sensibilizar pessoas para agir por um mundo mais sustentável é o principal objetivo do festival.

A mostra “Green Nation Cartuns”, é uma das atrações do festival, que reúne diversos cartuns sobre meio ambiente, mudanças climáticas e sustentabilidade. Os desenhos procuram levar à população um pouco mais de informação e conscientização sobre os vários problemas causados pelo descaso com a natureza. Tudo isso feito com muito bom humor e qualidade artística. A exposição tem curadoria do cartunista Léo Valença, organizador do livro “Aquecimento Global em cartuns”. A mostra contará com a participação dos seguintes cartunistas:

Jota A (José Antônio Costa), Carlos Augusto (Casso Brasil), Rodrigo Furtado, Léo Assis, Osvaldo da Costa, Clayton Rabelo, Alan Souto Maior, Roberto Joviano, Guilherme Bandeira, João Bosco, Marquinhos Bittencourt, Silvano Rosa Gonçalves de Melo, Nelson Veras, Dias Moreira, Léo Valença. 

O Green Nation Fest é realizado pelo Centro de Informação, Cultura e Meio Ambiente, o CIMA: ONG que, há mais de 20 anos, desenvolve ações na área de cultura, educação e meio ambiente em parceria com instituições privadas, governamentais e multilaterais.

O Festival Internacional de Cinema do Rio é uma das realizações do CIMA.

Para maiores informações sobre o evento acesse o site www.greennationfest.com.br.


Veja seis maneiras de diminuir o lixo produzido em casa


Já tentou ficar um tempo sem colocar o lixo para a coleta para ver a quantidade de material acumulada? A situação fica ainda pior depois do fim de semana ou de uma festa. Pensando nisso, uma família americana já propôs até não produzir mais nenhum resíduo. Que tal repensar o uso de embalagens e começar a desperdiçar menos?

Veja abaixo dicas que podem ajudar:

  • Compre menos produtos. Pense bem se determinado produto é realmente necessário, e só depois compre.
  • Opte por produtos com menos embalagens no mercado.
  • Tente fazer produtos em casa. Fazer pães e bolos em casa, por exemplo, evita várias embalagens da panificadora.
  • Use suas próprias embalagens, como ecobags. Além disso, quando for comprar itens a granel em feiras, leve os potes que você vai usar para armazenar o produto em casa e evite o saquinho plástico. O mercado londrino Unpackaged, por exemplo, não tem nenhum tipo de embalagem para viagem: o consumidor deve trazer a sua.
  • Conserte os produtos que estragarem, como costuras em roupas ou reparos técnicos em aparelhos eletrônicos, antes de optar por comprar um novo.
  • Reutilize embalagens. Use as caixas de produtos para a organização da casa. Além disso, para famílias com crianças, é possível guardar várias embalagens para serem usadas em brincadeiras. Além de sustentável, incentiva à criatividade.

 Fonte: Atitude Sustentavel

Ensine as crianças


Não demorar no banho, fechar a torneira ao escovar os dentes, não jogar lixo no chão… Quantas vezes ouvimos essas orientações ao longo da vida, especialmente na infância e na adolescência?
Mesmo antes do tema sustentabilidade se tornar central nos debates do século XXI, muitos de nós já éramos orientados a economizar água, preservar o meio ambiente e manter nossos espaços públicos limpos. Essa missão de educação ambiental era, na maioria das vezes, responsabilidade de nossos pais e educadores.
A formação de uma atitude ecológica em relação ao mundo não surge de um dia para o outro. Mas, quando crianças, estamos mais dispostos e abertos ao aprendizado de novas experiências. Por isso as palavras de nossas mães e professores se tornam tão importantes e permanecem na nossa memória mesmo depois que crescemos.
A conscientização ambiental faz parte do processo de formação da criança e do adolescente e se fortalece na medida em que eles encontram exemplos práticos e posturas conscientes naqueles com quem convivem. Por isso, não basta apenas dizer aos pequenos o que fazer. É preciso dar o exemplo.




Sustentabilidade: Let’s commute, de forma transitiva e transitável!

Como você vai para o trabalho?
A pé?
De bicicleta?
De metrô?
De ônibus?
De carro?
De táxi?
Em inglês, quando nos referimos ao ato de “viajar de casa para o trabalho”, usamos frequentemente o verbo intransitivo “to commute”. Só que “to commute” além de ser intransitivo, quando você pega seu carro e enfrenta congestionamentos, pode ser também “intransitável”!


As grandes cidades pelo mundo oferecem muitas opções de transporte para um cidadão ir para o trabalho a cada dia. Você mora em uma cidade grande? Qual é a sua opção favorita? Por quê? O que você ganha? O que você perde?

Estive em muitas cidades pelo mundo, de São Paulo, onde nasci, à Hong-Kong, e moro atualmente nas proximidades de Chicago. Conheço, então, o que seja um tráfego intenso e posso dizer que, como qualquer outra cidadã deste nosso planeta, daria tudo para evitá-lo.

O trânsito intenso, além de não ser bom para a economia do país, que fica literalmente “estagnada”, não é bom também para seu próprio bolso: Quanto de gasolina seu carro consome no trânsito? E quão mais produtivo você poderia ser se não estivesse ali parado?

 Além disso, essa situação de incrível desconforto afeta diretamente sua saúde: quanto mais tempo parado no trânsito, maior probabilidade de adquirir problemas relacionados à tensão muscular, entupimento de artérias coronárias, falhas de respiração e audição, sem contar ansiedade e pânico! E, claro, problemas de saúde vão gerar mais despesas para o cidadão e para o país. Tudo por causa do trânsito.

Algumas políticas de desenvolvimento urbano têm procurado forçar os motoristas a deixarem seus carros em casa. Em São Paulo, por exemplo, o rodízio de carros durante a semana é uma prática que obriga os paulistanos a procurarem uma segunda opção de transporte. Muitas vezes, infelizmente, essa opção é um segundo carro que não alivia em nada o drama! Já em Chicago, os elevadíssimos preços de estacionamento, que podem chegar a 50 dólares por dia, fazem os cidadãos repensarem se devem mesmo ir ao centro da cidade de carro. Em cidades como Londres, Estocolmo e Cingapura existem pedágios urbanos, ou seja, quem entra na cidade de carro, paga.

Parece que relacionar a atividade do trânsito com “taxa a pagar” pode ajudar a repensar a questão, mas será que resolve? Quanto você está dis
posto a pagar para não trafegar de carro no seu dia-a-dia?

Voltando ao verbo “to commute” em inglês, como disse acima, é intransitivo quando significa “viajar para o trabalho”. No entanto, vejam bem,  é um verbo transitivo direto quando significa “mudar”, “alterar” ou “trocar”!

Então sugiro que conjuguemos o verbo “to commute” de forma transitiva. Vamos mudar nossos hábitos, trocando o carro por outros meios de transporte!

Aqui há algumas sugestões, bem transitivas e diretas!
Deixe seu carro em casa e…
  • Vá a pé sempre que possível, mesmo se a caminhada for um pouco longa. Saia mais cedo de casa e aproveite para conhecer sua cidade sob outra perspectiva! Pare para ver vitrines. Seu combustível: uma garrafa d’água comprada numa padaria que você não conhecia.
  • Vá de bicicleta. Cuide para que sua bicicleta esteja em excelentes condições e saiba sinalizar para os carros e ônibus com quem divide as ruas. Use roupas vibrantes para que seja bem identificado. E bom exercício!
  • Vá de metrô, que é seguro e não lida com o tráfego da superfície.
  • Vá de ônibus. O ônibus permite que você veja a cidade com outros olhos também. Leve material de leitura, sempre que necessário. Use seu tempo para observar o cenário, as pessoas. Há sempre algo novo a aprender quando você usa o ônibus coletivo.
Agora, se não der para largar mão do carro, procure fazer outros caminhos e principalmente, não vá sozinho: dê carona para alguém.

Então, você está pronto para conjugar o verbo “to commute” no trânsito?
Espero que sim! Escolha sempre a forma transitiva e nunca a intransitável!
E boa viagem!

Clique aqui para ler outros artigos de Ana Clotilde Thomé Williams

Novos Colaboradores: Ana Clotilde

Olá, caro amigo e leitor do Autossustentável!
A você que está lendo esse blog aqui agora, tenho algo a dizer: parabéns!
Sinal que se preocupa com sustentabilidade. Ou pelo menos,  interessa-se por isso, o que já é um bom começo! Nosso planeta carece urgentemente de nosso cuidado, de nossa atenção. Por muito tempo, a raça humana vem destruindo esse planeta lindo em que vivemos. Muitas vezes a destruição é por pura ganância… outras vezes, por pura ignorância. Chegou o momento de nos engajarmos nessa luta. De nos informarmos e lutarmos pelo mesmo objetivo: a vida.
Meus textos versarão sobre a sustentabilidade no dia-a-dia da família. Sou professora de língua e cultura brasileira nos Estados Unidos e tenho viajado muito por nosso planeta por causa de conferências ou palestras na área de ensino e pesquisa linguística e cultural. Por todo o lado, tenho percebido como cada pessoa, cada família em sua cultura, lida com a questão do meio ambiente. Temos muito que aprender e muito que compartilhar. E farei isso com vocês.
Moro com meu marido e dois filhos, um menino e uma menina (7 e 9 anos) numa cidade extremamente multicultural nos arredores de Chicago. Aqui ouvimos as mais diversas línguas e temos manifestações culturais das mais variadas formas. Como nós podemos, apesar das diferenças de língua e cultura, lutar pelo mesmo objetivo da sustentabilidade?
 Tentarei responder a essa e outras perguntas em meus textos, enfocando e sugerindo hábitos de sustentabilidade para toda a família. É de pequeno que temos que aprender a cuidar do planeta… e como adultos, devemos ser sempre um modelo a seguir… Vamos pensar juntos nisso?