Viva a Mata 2012 traz o mar para o Parque Ibirapuera


Já anotou na agenda? Entre os dias 18 e 20 de maio, será realizada a oitava edição do Viva a Mata, maior evento brasileiro em prol da Mata Atlântica. O evento, que desde 2005 celebra o Dia da Mata Atlântica (27 de maio), ocorrerá na Arena de Eventos do Parque Ibirapuera, em São Paulo (SP), das 9h às 18h.  Aberto ao público, o Viva a Mata busca sensibilizar e conscientizar a sociedade e promover a troca de informações entre os que lutam pela conservação desta floresta, com exposição de projetos e iniciativas, palestras, debates, teatro, jogos e diversas outras atrações. A mostra tem cenografia assinada pelo designer Beto Von Poser e patrocínio do Bradesco Cartões e da Natura.
O Viva a Mata 2012 terá como tema “Nosso verde também depende do azul”, e a intenção é mostrar a importância da zona costeira e ecossistemas marinhos. “Temos 8 mil quilômetros de costa. Com as atrações do evento deste ano pretendemos apresentar às pessoas como o mar e o nosso litoral influencia diretamente as nossas vidas e que, se não tivermos mais cuidado, estaremos comprometendo ainda mais os nossos recursos naturais”, destaca Marcia Hirota, diretora de Gestão do Conhecimento da SOS Mata Atlântica.
De acordo com a coordenadora da Rede das Águas da SOS Mata Atlântica, Malu Ribeiro, a população e os órgãos públicos têm tanta responsabilidade com o cuidado do mar quanto com o cuidado dos rios. “Estamos agredindo o mar e retirando o que ele oferece de bom de maneira predatória para nosso uso”, diz ela.
Malu observa também que o tema desta edição do Viva a Mata é uma oportunidade de chamar a atenção da sociedade para o desperdício de nossos recursos naturais e destacar a atuação da ONG em projetos relacionados ao mar. “Mostraremos a relação da água com os ecossistemas, com o clima, com a produção de alimentos e a economia. O governo brasileiro, por exemplo, tem dado muita ênfase para o pré-sal, sem discutir os impactos que ele pode causar. Então, queremos trazer esse debate.”

Cenografia sustentável

A Cenário Brasil realizou o projeto cenográfico para o Viva Mata 2012. A escolha dos materiais para o evento reflete a vontade de utilizar elementos comuns e mostrar que ao reciclar é possível dar uma nova roupagem, mais sofisticada e inusitada, ao que seria transformado em lixo.
O uso da madeira foi reduzido ao máximo e, no lugar dela, materiais alternativos foram incorporados. Para esta edição, caixas de papelão reciclado serão utilizadas como material de fechamento, mas com dois tipos de papel que possibilitam brincar com os tons. Além das paredes, o papelão em chapa será usado na divisão das estantes e mobiliário em geral.
Em algumas seções serão aplicados tubetes de papelão, usados comumente na indústria para as bobinas de papel e tecido. A composição, uma espécie de “grade” de tubos de papelão, serve para dar leveza ao espaço e possibilita a passagem do vento, diminuindo a pressão sobre os painéis.
A madeira utilizada é originada fontes certificadas de reflorestamento ou possui o selo verde Forest Stewardship Council (FSC) – em português, Conselho de Manejo Florestal. Todos os detalhes foram supervisionados pela SOS Mata Atlântica de forma a proporcionar um ambiente agradável para o público e, ao mesmo tempo, prezar pela sustentabilidade do evento.
Expositores
Organizações, instituições, associações e reservas particulares (RPPNs) de 14 Estados brasileiros já confirmaram presença no evento. Até o momento, são 75 os expositores que estarão distribuídos pelos 18 estandes do Viva a Mata, divididos em 13 temas – Costa Atlântica, Centro de Experimentos Florestais, Produtos Sustentáveis, Áreas Protegidas, Ações Regionais, Educação Ambiental, Fauna e Flora, Reciclagem, Lagamar, Água, Túnel dos Sentidos, Oficina de Plantio e Empresas pela Mata Atlântica. Entre os expositores confirmados estão organizações como o Projeto Coral Vivo, o Instituto Mar Adentro e a ONG Ecosurfi. Na programação, apresentações, exposições de materiais e de projetos, oficinas, jogos educativos e diversas outras atividades para públicos de todas as idades.
Viva a Mata no Facebook
Para mobilizar a sociedade também via internet e destacar o tema do Viva a Mata 2012, a Fundação SOS Mata Atlântica preparou uma ação especial em sua página no Facebook. Funciona da seguinte maneira: à medida que novos internautas curtirem a página da ONG, as imagens de capa serão modificadas com a inclusão de novos elementos dos ambientes marinho e de floresta. A ação poderá ser conferida em http://www.facebook.com/SOSMataAtlantica.
Visitas Monitoradas
Escolas, empresas, faculdades, escoteiros, igrejas e outros grupos interessados em agendar visitas monitoradas já podem se inscrever pelo e-mail educacao@sosma.org.br. Podem participar pessoas de todas as idades que queiram saber mais sobre a fauna e a flora da Mata Atlântica, sobre a importância das áreas protegidas, conhecer iniciativas em prol da sustentabilidade e participar de exposições, palestras, debates e oficinas. Haverá ainda peças de teatro, maquetes interativas e atividades com voluntários, tudo gratuito.

____________________________________________________________________ 

SERVIÇO
Viva a Mata 2012 – mostra de iniciativas e projetos em prol da Mata Atlântica
Realização: Fundação SOS Mata Atlântica.
Onde: Parque Ibirapuera – Av. Pedro Álvares Cabral – São Paulo/SP
Quando: De 18 a 20 de maio, das 9h às 18h.
Informações: www.sosma.org.br
Todas as atividades são gratuitas.

#ECOzinha – Bolo de Banana com Casca

Ainda existe certo preconceito com receitas que utilizem ingredientes reaproveitados ou incomuns. É de se imaginar que, em um primeiro momento, cozinhar com cascas, talos e folhas cause susto ou estranheza já que não estamos acostumados a pensar nos alimentos como algo integral, possível de ser usado em sua totalidade. Por isso precisamos mudar nossos hábitos.
Desde muito cedo vemos, por exemplo, somente a cenoura na salada. O alimento “comum”. É normal que pareça bizarro encontrar um cozido com a rama da cenoura, ou um caldo para risotos apenas com talos e folhas, ou um doce com casca de frutas. Não é habitual, por isso pode parecer desnecessário.
Por que comer a folha se podemos comer o legume? A resposta é bem simples e lógica. Porque é bom para você, pois essas partes geralmente desperdiçadas são cheias de vitaminas, fibras e minerais essenciais para nosso organismo. Muitas vezes a parte jogada fora possui mais nutrientes do que as partes “comuns” que costumamos comer. Consumir alimentos em sua forma integral também é bom para o planeta, pois assim diminuímos a quantidade de lixo produzido.
Ainda não se convenceu a experimentar alguns ingredientes novos? Então tente provar! O sabor é surpreendentemente bom. E, além do mais, é econômico. Bom para o planeta, bom para nosso corpo e bom para o bolso. É ou não é muito interessante?
Para inaugurar nossa coluna nada melhor do que uma receita fácil e aconchegante. Para deixar a casa toda perfumada, com ares de infância.

Bolo de Banana com Casca
  
Ingredientes:

  • 1 ½ xícara de açúcar mascavo
  • 3 ovos
  • 2 colheres de manteiga em temperatura ambiente
  • 3 bananas bem maduras com casca!
  • 2 colheres de sopa de melado
  • 1 xícara de leite
  • 2 xícaras de farinha de trigo
  • 1 colher de sopa de canela em pó
  • 1 colher de café de noz-moscada ralada
  • 1 colher de sopa de fermento químico

Preparo:
  • Usando um mixer ou liquidificador, bata as bananas com o leite até formar um creme. Reserve.
  • Bater na batedeira as gemas, o açúcar e a manteiga ate formar um creme claro e fofo.
  • Acrescente o melado, a canela e a noz-moscada.
  • Sempre batendo, acrescente aos poucos e alternadamente o creme
    de banana e a farinha.
  • Bata as claras em neve e misture à massa junto com o fermento.
  • Misture um pouco de açúcar e canela e polvilhe por cima do bolo antes de levá-lo ao forno.
  • Assar por 30 minutos, ou o suficiente para que ao espetar um palito ele saia sequinho.

Novos Colaboradores: Ana Paula Gotz

Olá pessoal!
Sou Ana, a nova colaboradora do Autossustentável. É um imenso prazer estar incluída neste grupo.
Sempre me interessei pela maneira pela qual interagimos com nosso planeta: como ele nos toca e nos modifica e como retribuímos isso. E logo que comecei a acompanhar o Autossustentável, percebi outras nuances dessas questões: fui aprendendo o quanto sou responsável por tudo o que está acontecendo e por tudo o que acontecerá a nossa “espécie” ao longo dos anos.
É interessante que quando nos abrimos para novas ideias, para novas possibilidades, a vida nos traz cada vez mais informações relevantes que complementam e ampliam essas ideias. Através de nossas vivências, a vida nos encaminha para o local certo, onde teremos oportunidades de atuar e intervir positivamente na vida de muitas pessoas. É muito gratificante observar de que maneira alguns eventos aleatórios me encaminharam aos poucos para o lugar correto, onde eu seria capaz de transmitir um pouco de minha experiência, e conseguir auxiliar nas necessidades crescentes de nossa sociedade.
Comecei muito cedo a cozinhar, e aprendi, há muitos anos, em meus primeiros cursos de culinária a importância de valorizar os alimentos e utilizá-los de uma forma completa, da folha a raiz, utilizar o mínimo possível de temperos industrializados, aprendendo a respeitar os sabores reais dos alimentos. Em família, sempre tivemos horta e pomar, e aprendíamos desde pequenos a cuidar e manter as plantas de forma sustentável. E aqui com vocês irei dividir algumas receitas simples e dicas preciosas de como cultivar e manter a natureza por perto, no dia a dia.
Tenho muita fé de que trabalhos “de formiguinha” como o do Autossustentável serão a grande diferença entre um mundo doente e um mundo farto de consciência onde as pessoas serão atuantes e ponderadas, divulgando e trocando informações relevantes à nossa sobrevivência.
É com muito carinho que inicio minha participação com vocês, e espero ser uma formiguinha que ajude a despertar novas formiguinhas, e que assim de passo em passo, juntos, possamos modificar nossos hábitos e nossas escolhas, rumo a um planeta Autossustentável.

A dimensão espiritual da Sustentabilidade e o Direito


Sustentabilidade tornou-se uma palavra corriqueira: economia sustentável, empresa sustentável, cidade sustentável, pessoa sustentável. Mas o conceito de sustentabilidade é alterado a cada cabeça.
Do conceito tradicional de Brundtland, foram sendo acrescidos elementos até que chegamos, hoje, a uma classificação em dimensões. Não basta usar os recursos naturais de forma a respeitar as gerações futuras (dimensão ambiental), é necessário considerar a miséria, a erradicação da pobreza (dimensão social). Também é preciso que sejam adequados os meios de geração de renda, bem como as formas de consumo (dimensão econômica). E por fim, há que se atentar ao ser humano, aquele que pratica ações e que possui hábitos enraizados e práticas culturais nem sempre adequadas (dimensão psicológico-espiritual).
Vale ressaltar que há certo receio no uso da palavra “espiritual”, principalmente nos meios jurídicos. A dimensão espiritual aparece em texto de ambientalistas como Leonardo Boff (teólogo) e Fritjof Capra (físico), mas dificilmente em um manual de Direito Ambiental. Contudo, trata-se da principal dimensão da sustentabilidade, justamente aquela que efetivamente fará a diferença enquanto eficácia no mundo dos fatos.
Consultando a base de dados da legislação federal é possível constatar que existe um número elevado de artigos de leis que citam as palavras sustentabilidade e desenvolvimento sustentável. Iniciativas de preservação, conservação e proteção de flora e fauna, Constituição, regramentos profissionais. Mas nenhuma lei, ou mesmo a Constituição Federal, traz um conceito ou caracterização de sustentabilidade. Todas querem vê-la aplicada, mas nenhuma explicita o que é.
O Direito já é uma atitude posterior aos fatos. É uma reação da sociedade com relação a algo que não mais pode acontecer ou que deva acontecer de uma determinada forma. Primeiro ocorrem os fatos, a população deflagra a necessidade de regramento e então surge a lei. Mas, e quando a lei proclama algo que não está no senso comum e que nem ela esclarece o que significa?
Isto é o que ocorre com a sustentabilidade e talvez por este motivo os aplicadores do direito tenham tanto receio em conceituar, caracterizar e mesmo dimensionar a sustentabilidade.
Sabemos que alguns documentos internacionais foram agregando conhecimento a estes conceitos, mas pode-se dizer que a ciência jurídica ainda tateia lentamente sobre este assunto. E provavelmente não será ela a responsável pela realização da alteração da realidade atual, insustentável, para uma realidade mais harmônica com o meio.
A principal armadilha neste contexto é a consciência humana, ou seja, a forma como o homem percebe a si e a todas as coisas ao seu redor. Conforme for esta consciência será a forma como o homem verá o mundo – como uma eterna mãe, provedora, responsável, de quem ele pode exigir sempre, sem ter a preocupação em retribuir; ou como uma companheira, com quem ele está conectado, existindo dependência mútua, mas também responsabilidade e cuidado mútuos.
A dimensão espiritual da sustentabilidade toca justamente neste viés, a consciência, a fim de que o homem, percebendo de forma diferente sua relação com o meio, possa interagir de forma diversa e constante.
É comum uma postura “verde” em vários níveis da sociedade, algumas atitudes já foram adequadas por aqueles que de alguma forma preocupam-se com a questão ambiental; contudo, a fim de que isto se torne uma forma de atuação consciente, é necessário que alcancemos um nível mais profundo.
Para isto, é preciso que haja muita reflexão, vontade de gerar a mudança e principalmente consciência.


Novos Colaboradores: Janaína Steffen


Este é um momento feliz. Comunicar e compartilhar idéias e sentimentos representa para mim o que podemos chamar de relacionamento. E sem relacionamento e sentimento o que se cria não floresce.
Formada advogada, desde a graduação busquei a área de direitos humanos e meio ambiente como foco. A monografia foi sobre as Unidades de Conservação Municipais. Realizei duas especializações na área de Direito Civil e Processual Civil, em que discuti em monografia final os meios de proteção ambiental e mecanismos jurídicos para a realização das decisões judiciais que protegiam o meio ambiente. Atualmente mestranda em Direitos Difusos, dissertarei sobre ética e sustentabilidade.
No quesito experiência, tenho experimentado todas as possibilidades na área ambiental. Estagiei no Ministério Público, participei de grupos de estudos em direito ambiental e indígena, e tento, de todas as formas, adotar posturas mais adequadas e harmoniosas.
No Autossustentável, a proposta é refletir e conversar, o que inclui a sua participação, leitor, sobre os dilemas da sustentabilidade para cada um de nós. Seguramente que a modernidade e a tecnologia nos auxiliam, mas o que é mais adequado e harmonioso? Como colocar em prática aquilo que acreditamos que é o melhor? É possível ser sustentável? Sustentabilidade é para todos? Esses são alguns dos questionamentos que debateremos por aqui.


Entrevista: Alexey Magnavita – Amazônia: um outro olhar

Entrevistamos Alexey Dodsworth Magnavita, um dos participantes semifinalistas do reality “Amazônia” da Rede Record.

Ele conta ao Autossustentável quais foram suas impressões e um pouco da experiência vivida na Floresta Amazônica durante sua passagem pelo programa.
Foto: Arquivo pessoal

       Alexey é membro da MENSA, graduado em Filosofia e atualmente desenvolve pesquisa de mestrado em Política e Ética na Universidade de São Paulo, com foco em Direitos Humanos e grupos marginalizados. É também aluno de graduação do primeiro curso de Astronomia e Astrofísica da USP, onde desenvolve pesquisa em Astrobiologia (pesquisa de vida no contexto extraterreno). Astrólogo há mais de 20 anos, autor de livros do gênero e também autor das interpretações de Astrologia, Tarô e Runas do Personare.

Como sua formação contribuiu para defesa e preservação do meio ambiente durante o reality?
Sou formado em Filosofia, e estou concluindo um mestrado em Filosofia Política na USP. Houve um momento específico em que esta orientação para a política me foi especialmente útil: falo da última prova, realizada na cidade de Manaus, quando tínhamos que comunicar para a cidade a importância da preservação da floresta. O fato de ser bem experiente em coisas como organização de passeatas, comunicação pública e ativismo suprapartidário foi um diferencial e tanto para cumprir bem o desafio.
Também curso a graduação em Astronomia na USP. Isto me ajudou a saber como fazer coisas tais quais saber que horas eram, mesmo sem poder usar relógios (não podíamos usar tecnologia no acampamento). É muito fácil perder totalmente a noção do tempo na floresta, e saber ver as horas através da projeção das sombras ou por conta da posição das estrelas foi importante. Ajudou muito também ter o conhecimento teórico de ciências da natureza, especialmente num dos desafios, em que tínhamos que guiar turistas na Amazônia. Decidi que o diferencial de minha equipe seria oferecer um turismo educativo e científico, não apenas mostrando os lugares, mas agregando informação que estimulasse a consciência da importância da preservação da floresta. Terminamos vencendo esta prova, justamente por conta do meu projeto e do excelente trabalho em equipe.
Como foi a experiência de participar de um reality show sobre sustentabilidade?
Foi sensacional. Provavelmente uma das experiências mais incríveis da minha vida. Só topei porque sabia que não se tratava de um reality show como os outros, pois havia uma proposta educacional envolvida. Foi muito impactante perceber todas as pessoas tão sinceramente envolvidas, desde o apresentador (Victor Fasano, um ambientalista de mão cheia) até os câmeras.

Quais foram as suas maiores dificuldades durante o programa?
Por mais estranho que possa parecer, as condições ambientais (como o calor intenso e a umidade) e as limitações impostas pelo acampamento (tínhamos pouquíssimo tempo para tomar banho) pouco me incomodaram. Estes desconfortos podem ser grandes para muita gente, mas pra mim não constituíram grande problema. Tive também a sorte de estar na mesma equipe que o surfista Picuruta Salazar, mais experiente que eu em situações assim, e ele fazia de tudo para tornar o acampamento mais confortável, e Mateus Verdelho também colaborava demais na arrumação do acampamento e em coisas simples, porém importantes, como o racionamento da água.
Acho que meu momento mais difícil foi quando descobri que teria que subir numa árvore de mais de 45 metros de altura. Eu não chego a ter pânico de altura, mas s
ubir montanhas ou árvores é coisa que não me deixa confortável, e cheguei a “travar” quando descobri que teria que subir. Mas a segurança proporcionada pela equipe do consultor ambiental Marcelo Skaf fez com que eu me sentisse tranquilo e conseguisse passar a noite toda em cima da árvore sem nenhum problema.
Foto: Divulgação – Rede Record


Também tive um pequeno problema médico: cortei a perna, e as condições da selva não são nada propícias para o processo de cicatrização. Demorou muito para o corte cicatrizar, se eu me descuidasse um pouquinho com as pomadas ele voltava a infeccionar. Felizmente, os médicos da equipe foram muito competentes e me orientaram direito sobre o que fazer, e o corte terminou cicatrizando. Mas foi assustador ver aquilo. Se você se corta e não cuida, as bactérias proliferam na selva com mais voracidade do que estamos acostumados.
Em algum momento, você ficou comovido com a realidade de algumas comunidades ribeirinhas e aldeias indígenas?
Fiquei sim, e muito! Mas por razões diferentes. No caso do contato com os índios, fiquei bastante emocionado com o pouco que eles nos ensinaram sobre a cultura deles. Eu descendo de europeus e índios, mas não sei nada sobre a cultura indígena de meus ancestrais. Achei lindas as histórias, a hospitalidade e a comida deles que é deliciosa e saudável. Eles me contaram seus mitos sobre a criação do mundo, e me ensinaram algumas palavras do idioma tukano. Eu nem imaginava que a língua tukana é considerada uma língua oficial em nosso país, a aposto que quase ninguém sabe! O “muito obrigado” deles é ayu.

Foto: Divulgação – Rede Record
Na comunidade ribeirinha, me emocionei por outra razão: eles têm tão pouco, e são tão felizes! A gente costuma fazer tanto drama por conta de coisas pequenas, chega a ser algo vergonhoso. Fiquei triste ao constatar que eles não tinham fossas sépticas, mas apenas fossas negras, péssimas para o saneamento básico. Num dos desafios, tivemos que construir fossas sépticas para a comunidade, e acho que é praticamente um consenso entre o pessoal que participou do reality, que esta foi a prova mais emocionante.
Outra coisa que me deixou muito impactado foi constatar como tanto os ribeirinhos quanto os índios são hospitaleiros e receptivos, colaborando uns com os outros de modo tão amistoso. No contexto da cidade grande, vemos muita falta de educação e má vontade, desconfiança.
Qual foi o seu maior aprendizado?
Primeiro: aprender a trabalhar em equipe, sem dúvida. Sempre trabalhei sozinho, nunca gostei de perder tempo tendo que consultar os que os outros achavam ou deixavam de achar sobre meus projetos. No reality, agir assim era impossível. Eu tinha que consultar a todos e considerar o que eles diziam.
Em segundo lugar: aprender a não ser líder sempre, mesmo tendo sido eleito líder de minha equipe. Percebi rapidamente que o melhor tipo de liderança naquele contexto envolvia delegar o comando para quem fosse mais adequado de acordo com o desafio. Por exemplo: num desafio que envolvia fazer um resgate de barco, sem dúvida Picuruta era o comandante mais adequado, por sua experiência com o mundo das águas. Em outra prova sobre articulação estratégica de venda de farinha de mandioca, saquei rápido que Carolina Magalhães era a pessoa com maior poder de persuasão em meu grupo. Não ter que liderar sempre foi difícil pra mim, mas foi meu melhor e mais delicioso aprendizado.
Qual é a importância da preservação da Floresta Amazônica nos dias de hoje?
Bem, primeiro temos o ponto mais divulgado: ela representa mais de 20% de todo o carbono do planeta Terra. Se a floresta é destruída, queimada, este carbono é liberado na atmosfera, o que termina causando um desequilíbrio absurdo e estimula o aquecimento global.
Mas eu também não conseguia deixar de olhar para aquilo tudo e ver uma grande farmácia a céu aberto. Muitos medicamentos saíram de fontes vegetais e animais da Amazônia. Creio que não temos a menor ideia da extensão das descobertas científicas que podemos fazer na floresta. Estou certo de que o lugar mer
ecia melhor investigação científica.
Por isso, sou pelo desmatamento zero. Não acho que seja suficiente diminuir o desmatamento. A Amazônia deveria ser declarada intocável, permitindo no máximo inserções turísticas guiadas por gente treinada, de preferencia ribeirinhos ou indígenas que conheçam muito o local.
Para você, o que é sustentabilidade?
Sustentabilidade, para mim, é viver de acordo com o necessário. Darei um exemplo: um dos índios me explicou que eles tiram leite do Amapazeiro, mas sempre apenas o suficiente para alimentar a família. Pouco tempo depois, a árvore tem mais leite para dar. Em compensação, comerciantes chegam a tirar todo o leite do Amapazeiro de uma só vez com o objetivo de obter lucro, o que implica num tempo de recuperação maior para a árvore e, em muitos casos, num encurtamento da vida da planta.
Saí da Amazônia ciente de que reciclar não basta, é preciso consumir menos. Agora, sempre que olho para um objeto, penso duas vezes: preciso disto? Isto é necessário em minha vida? Além de economizar dinheiro, passo a ter menos impacto sobre o mundo, consumindo o que preciso, evitando luxos perigosos.
Qual mensagem você deixaria para nossos leitores?
Vão para o mato! Tenham esta experiência pelo menos uma vez na vida. Uma coisa é você saber teoricamente sobre a importância da sustentabilidade e da preservação das florestas. Outra é você se inserir na realidade disto e passar um tempo acampado. Você sai completamente diferente, revendo suas prioridades e se sentindo privilegiado por estar no planeta Terra num momento como este, em que as questões ambientais assumiram tanta importância. Mas se vocês decidirem fazer isto procurem a ajuda de um guia experiente. A floresta, ao contrário do que muita gente romântica pensa, não é uma “mãe amorosa”. A selva é, como o nome diz, uma selva. Se você vacila, ela te destrói.

Saiba mais sobre o reality show “Amazônia” acessando: http://entretenimento.r7.com/amazonia

Impactos Ambientais do Consumo da Moda

Além do que observamos pelas ruas, nas revistas e na TV, a indústria da moda também deixa um rastro que não notamos. Todas as indústrias deixam esse rastro, conhecido, atualmente, como Pegada de Carbono.
Ao andarmos na praia, deixamos pegadas na areia por onde passamos. Se acelerarmos, nossas pegadas ficarão mais fundas. A mesma coisa acontece com a Pegada de Carbono. Quanto mais aceleramos a exploração do meio ambiente, maior é a marca que deixamos em nosso planeta. O uso abusivo de recursos naturais, a degradação ambiental, o consumo exagerado e a quantidade de resíduos resultantes são os rastros que deixamos na natureza e não percebemos. A pegada ecológica, outra denominação recebida pela Pegada de Carbono, é apenas uma estimativa e nos mostra até que ponto o nosso estilo de vida está adequado ao que o planeta pode nos fornecer.
A Pegada de Carbono da indústria da moda é muito grande, é a segunda indústria mais poluente do mundo, perdendo apenas para a automobilística. A situação é tão crítica que algumas marcas e estilistas estão se conscientizando para calcular esse dano e tentar reduzi-lo ao máximo. Já que, qualquer um dos processos realizados pela indústria têxtil – tais como a fiação, o beneficiamento, o tecimento, a limpeza, o tingimento, a estamparia, os acabamentos e até a administração da empresa – causa algum tipo de impacto, seja no solo, no ar, na água ou à população.

As emissões de gases tóxicos ao meio ambiente, a poluição do solo com a geração de resíduos que nem sempre recebem a devida atenção e o grande consumo de água são a realidade de muitas indústrias no país e no mundo.
Alguns exemplos de impactos mais específicos dessa indústria são descritos a seguir: a produção de fibras sintéticas e o beneficiamento do couro geralmente envolvem resíduos químicos que além de serem tóxicos e utilizarem uma grande quantidade de petróleo, entre outros componentes, liberam compostos voláteis, contaminando o ar que respiramos; as plantações de algodão utilizam uma quantidade de água tão grande que uma simples camiseta de algodão consome 2000 litros de água para ser produzida.
Outro fator nada sustentável da indústria da moda é o sistema de manufatura das roupas, que pode ter a produção em um país, o corte e a costura em outro, para só então serem vendidas em um terceiro. Esse sistema faz com que as peças circulem pelo mundo algumas vezes antes de chegar às lojas.
Também não podemos esquecer do que acontece quando todos esses produtos que consumiram água e energia, desgastando o solo e poluindo o ar, são descartados após o uso. Alguns produtos são fabricados com a intenção de serem descartados rapidamente, diminuindo seu tempo de uso e fazendo com que os aterros estejam sempre cheios. Gases como o CO2, emitido pela queima de combustíveis fósseis, e o metano, liberado nos aterros sanitários, contribuem muito para as alterações climáticas e parte desses gases encontram-se em produtos de vestuário, calçados e acessórios que descartamos com muita rapidez.
Embora a extração e a exploração dos recursos naturais do planeta ainda estejam acontecendo de forma desenfreada, a indústria da moda possui meios, recursos e oportunidade para mudar todas as ações prejudiciais dentro do seu processo de produção. Além de, também, ter consumidores conscientes que esperam por essa evolução.

Assim, mesmo que os rastros da extração, produção e comercialização dos produtos de moda em todos os seus níveis tenham deixado um impacto profundo no planeta, que talvez não possa ser revertido completamente, essa informação precisa ser difundida e todas as empresas (não só as da área da moda) precisam se conscientizar para que tenhamos chance de recuperar nosso planeta.


Novos Colaboradores: Aline Lima


Olá! Meu nome é Aline e escreverei sobre moda e sustentabilidade.
Algumas vezes, falar de moda como uma forma de preservar o meio ambiente pode parecer novidade até mesmo para quem já faz parte do meio. E assim também foi para mim quando decidi pesquisar sobre o assunto e me surpreendi com a quantidade de informações. Eram conceitos que eu nunca havia pensado em estudar e ao apresentá-los às pessoas, percebi que elas possuíam uma visão ainda mais equivocada que a minha.
Muito orgulhosa de minha descoberta, gostaria de compartilhar com vocês informações sobre marcas, eventos, pessoas e atitudes que aos poucos ajudarão na preservação do planeta além de mostrar às pessoas que o universo da moda tem muito mais a oferecer do que pensamos.

I Encontro Científico sobre Uso e Conservação de Montanha

As montanhas possuem alto grau de riqueza e biodiversidade, são fontes de mananciais de água e estão altamente vulneráveis aos impactos das mudanças climáticas. Desde 2002, Ano Internacional das Montanhas, diversas instituições se mobilizam com o objetivo de estimular políticas públicas para esses ambientes, o que culminou com o Programa Nacional de Pesquisa e Conservação de Ecossistemas de Montanhas, da Comissão Nacional da Biodiversidade (Conabio) e, internacionalmente, o Programa de Conservação de Montanhas da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB).
Parte integrante do 2º Encontro de Parques de Montanha, o Encontro Científico sobre Uso e Conservação de Montanhas visa fomentar esses programas dentro do contexto da Rio+20, bem como mostrar aos estudos sobre o uso e conservação de montanhas que vem sido desenvolvidas no Brasil.

Durante dois dias, 24 e 25 de abril, pesquisadores convidados de distintas áreas de pesquisa participarão de mesas redondas sobre sua especialidade, enquanto que alunos, profissionais, pesquisadores e demais acadêmicos serão convidados a apresentarem suas pesquisas e trabalhos em forma de painéis. 

O interessado em inscrever um trabalho no evento deverá ingressar no site e ver as instruções.
____________________________________________________________________
Local: UNIRIO – Av. Pasteur 458 (no Auditório Paulo Freire) Urca, Rio de Janeiro, RJ.
Esse evento é gratuito. Para inscrever-se envie um email para sepes@inea.rj.gov.br ou ligue para (21) 2334-6207 (INEA-RJ).

Ypê patrocina plantio de 50 mil mudas de espécies nativas da Mata Atlântica

Em parceria com a SOS Mata Atlântica, empresa amplia o Projeto Florestas Ypê, que já conta com 350 mil mudas

Para marcar o Dia Mundial da Terra, que será comemorado em 22 de abril, e sempre preocupada em desenvolver ações que promovam a conservação ambiental, a Ypê está ampliando o projeto Florestas Ypê com o plantio de mais de 50 mil mudas de espécies nativas da Mata Atlântica. A iniciativa, que faz parte de uma parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica, irá somar-se às ações anteriores totalizando 400 mil árvores plantadas em diferentes propriedades das regiões de Campinas e de Itu, no interior de São Paulo, em APPs (Áreas de Preservação Permanente), dentro das bacias dos rios Atibaia e Tietê.
O projeto Florestas Ypê, que teve início em 2007 e faz parte do Programa Florestas do Futuro, da SOS Mata Atlântica, tem como objetivo contribuir com a conservação da biodiversidade e proteção de recursos hídricos. Outro benefício da iniciativa é a geração de empregos diretos e indiretos tanto na produção de muda quanto nos trabalhos de plantio e manutenção que se estendem por 2 anos, além de contribuir para a educação ambiental da comunidade envolvida com as atividades, estimulando ações para o desenvolvimento sustentável e o exercício da cidadania socioambiental.
Além das árvores plantadas, o projeto ainda prevê a distribuição de 100 mil mudas em eventos que contarão com a participação da Ypê, como o Viva a Mata, promovido pela Fundação SOS Mata Atlântica, que acontecerá entre 18 e 20 de maio deste ano no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.
Para conhecer mais o projeto Florestas Ypê e acompanhar o resultado anual de suas ações, acesse: www.florestasype.com.br.
Sobre a Fundação SOS Mata Atlântica

Criada em 1986, a Fundação SOS Mata Atlântica comemorou em 2011 seus 25 anos. É uma organização privada sem fins lucrativos, que tem como missão promover a conservação da diversidade biológica e cultural do bioma Mata Atlântica e ecossistemas sob sua influência. Assim, estimula ações para o desenvolvimento sustentável, promove a educação e o conhecimento sobre a Mata Atlântica, mobiliza, capacita e incentiva o exercício da cidadania socioambiental. A Fundação desenvolve projetos de conservação ambiental, produção de dados, mapeamento e monitoramento da cobertura florestal do Bioma, campanhas, estratégias de ação na área de políticas públicas, programas de educação ambiental e restauração florestal, voluntariado, desenvolvimento sustentável, proteção e manejo de ecossistemas. Mais informações em www.sosma.org.br.

Juventude no Parque reúne jovens no próximo domingo (22) para discutir o desenvolvimento sustentável na cidade de São Paulo

Neste domingo, dia 22 de abril é Dia da Terra e dia de Juventude no Parque (próximo ao metrô Santana). A atividade faz parte da Campanha Rio + Você, que mobiliza jovens para discutir e atuar nas questões da Rio+20 e do desenvolvimento sustentável, a partir do tripé das dimensões ambiental, econômica e social. O dia terá bondes de bicicleta, piquenique colaborativo, rodas de conversa temáticas e oficinas, como a feira de trocas organizada pela Agência Solano Trindade.
Aqui, a proposta é pensar uma São Paulo para pessoas, estimulando os jovens a trazer propostas e questionamentos que possam contribuir para que a cidade daqui alguns anos dê corpo a desejos e demandas da juventude. Ao mesmo tempo a Campanha busca fazer com que jovens participem mais das transformações da cidade, individualmente e coletivamente, colocando em prática ideias de desenvolvimento sustentável. Participe!
Maiores informações: GTJuventudeNossaSP

Saiba quanto tempo leva para cada material se decompor

Às vezes não nos damos conta da importância de descartar bem o nosso lixo. Muitas agressões ao meio-ambiente podem ser evitadas, desde que usemos os recursos de forma consciente e  sustentável.
Gestos simples como usar embalagens de papel ou sacolas reutilizáveis já são uma belas iniciativa!
Alguns materiais demoram muitos anos para desaparecer na natureza e seu uso indiscriminados é preocupante.
Por isso separamos uma tabela que mostra quanto tempo alguns produtos vão ficam por aí poluindo nosso ecossistema:





Dicas sustentáveis para praticar no seu dia-a-dia!


Mude sua atitude! Com simples atitudes podemos contribuir para a preservação ambiental. Veja algumas dicas que você pode praticar no seu dia-a-dia:

  • O transporte individual de crianças para a escola é um dos grandes causadores de problemas ao trânsito e contribui para a poluição. Se você não pode levar seu filho a pé todos os dias para a escola ou não há transporte escolar, tente realizar rodízio com outros pais. O bolso e meio ambiente agradecem;
  • Dirija com mais calma no trânsito, além de evitar acidentes você economiza combustível. Se você dirige a 80 km por hora economiza 25% comparado a uma pessoa que dirige a 120 km por hora. Seu bolso e a sociedade agradecem;
  • Você anda de bicicleta, senão veja porque é um hábito ecológico, saudável e econômico. Pedalar 65 km evita a emissão de poluentes e ainda ajuda a manter seu coração em ótima forma;
  • Apague as luzes quando não estiver no cômodo. É uma dica óbvia, mas ao circular pela cidade verificamos a quantidade luzes acesas nos prédios. Uma ótima saída é instalar sensores de movimento;

  • Antes de guardar alimentos previamente cozidos na geladeira, aguarde o resfriamento. Guardar os alimentos ainda quentes na geladeira gasta muita energia;
  • Ferveu água na chaleira e sobrou, coloque numa garrafa térmica. Assim, você poderá utilizar quando quiser uma bebida quente;
  • Cozinhou verduras e legumes e não sabe o que fazer com o caldo? Estoque. Sim, estocar. Ele fica ótimo em sopas, risoto, ou como base para molhos. E se você não pretende usar logo, você pode congelar. Caso não pretende utilizar, você pode regar as plantas, pois essa água possui excelentes nutrientes;
  • A água de cozimento dos ovos é altamente rica em cálcio. Não jogue pelo ralo da pia. Aproveite e após esfriar regue as plantas;
  • Cultive seus próprios temperos e verduras e não reclame de falta de espaço. Afinal há várias alternativas como garrafas PET. Mas, cultive seu próprio quintal, ou se preferir, monte um jardim comunitário. Essa prática rende ótimos benefícios para seu bem-estar, alimentação e seu bolso. E se você reunir a família, a diversão é garantida;
  • A produção da sacola plástica representa anualmente um consumo de 8% das reservas mundiais de petróleo. Além do dispêndio de recursos, é necessário um aterro sanitário por ano a fio, pois cada sacola plástica leva 500 anos para se decompor. Reduza o número de sacolas que você utiliza, exija nas lojas que você frequenta sacolas plásticas biodegradáveis (feitas com amido de milho ou batata) ou use ecobag.

Tenha Uma Páscoa Sustentável!

Todas as festividades acabam de alguma forma incentivando o consumo desnecessário e a produção de lixo, e a Páscoa não é diferente. Mas é possível, por meio de pequenas medidas sustentáveis, minimizar os danos ao meio ambiente.

Já que a data sugere consumo, principalmente de chocolate, o primeiro passo, é claro, é evitar o desperdício. Ao invés de comprar muitos ovos para as crianças, dar algumas lembrancinhas diferentes, evitando o acúmulo de chocolate em casa.
Vale a pena nos atentarmos também para os produtos e empresas que estão preocupados com a conservação do meio ambiente, dando preferência, se possível a chocolates orgânicos (já existem no mercado, mas por enquanto são meio difíceis de serem encontrados) que são livres de agrotóxicos. E sempre tentando fugir das embalagens cheias de fitas e papéis celofanes, optando pelas mais simples. Algumas empresas brasileiras já estão, inclusive, utilizando material reciclado para embalar os ovos de páscoa.
E depois que a páscoa passar não esqueça da reciclagem, tanto das embalagens quanto do próprio chocolate. Os pedaços de ovo que sobrarem, podem com um pouco de criatividade, se tornarem deliciosas sobremesas.
Tenha uma Feliz Páscoa!

XINGU – O FILME

O Autossustentável foi convidado para a pré-estreia de XINGU na noite desta última segunda-feira, comparecemos ao evento, representados pelo nosso idealizador.

“O enredo do filme é emocionante, capturando a atenção do espectador do início ao fim através de uma produção bem cuidada, desde a fotografia até o roteiro. XINGU além de contar muito bem a história do nosso Brasil, retrata temas que possuem total conexão com o que se discute atualmente em termo de sustentabilidade. Recomendo!” Leonardo Borges, idealizador do Autossustentável.

A saga se inicia em 1940 quando três jovens irmãos: Orlando (Felipe Camargo), Cláudio (João Miguel) e Leonardo (Caio Blat), os irmãos Villas-Bôas, decidem viver uma aventura sem precedentes. Eles se alistam na Expedição Roncador-Xingu e partem em uma missão desbravadora pelo Brasil Central.

XINGU mostra a travessia do Rio das Mortes e como os irmãos Villas-Bôas logo se tornam chefes da empreitada, envolvendo-se na defesa dos povos indígenas e de suas culturas. O filme também retrata a idealização da maior reserva indígena do mundo naquela época: o Parque Indígena do Xingu (do tamanho de um país como a Bélgica), que comemorou 50 anos de existência no ano passado. Tudo isso foi registrado em um diário batizado de “A Marcha para o Oeste”.
Os 40 anos de atuação dos irmãos Villas-Bôas no Xingu são resumidos em 104 minutos de projeção, revelando-os como heróis brasileiros e traçando diálogo com problemas crônicos encontrados no processo de formação brasileiro.
Por causa do trabalho de proteção dos índios, iniciado com o encargo de contato com os índios, os Villas-Bôas chegaram a ser indicados ao Prêmio Nobel da Paz em 1971.
XINGU estreia em cadeia nacional nesta próxima sexta-feira, dia 06 de abril.
“Morrer se preciso for, matar nunca”
(Marechal Rondon)

Quer saber mais?


Bike Anjo – Movimento ensina ciclistas iniciantes a se locomoverem com segurança

O Bike Anjo é um grupo formado por voluntários focados em ensinar novos ciclistas a se locomoverem pela cidade com segurança e, além disso, promove oficinas, passeios e um trabalho de personal biker. Apesar de ter sido fundado em São Paulo, atualmente o Bike Anjo está espalhado por dezenas de cidades brasileiras.
O grupo acredita na ideia de que a bicicleta seja a melhor solução para o crescente volume de carros em grandes cidades, que não só preocupam pelas questões ambiental e energética, como também influenciam diretamente a queda na qualidade de vida nesses locais.
Como funciona:
Entre em contato com o Bike Anjo através desse formulário. Depois de aproximadamente quinze dias, você receberá uma resposta do grupo para agendar o encontro com o “anjo”. Ele irá até a sua casa com o objetivo de: ajudar a traçar rotas mais seguras, dar uma aula básica de manutenção além de dicas que só alguém que possui muita prática poderia dar.

Um ponto interessante é que nenhum Bike Anjo é remunerado e nada é cobrado ao ciclista iniciante, ou seja, é um trabalho voluntário. A equipe acredita que quanto mais gente pedalando, menor a necessidade de haver carros na rua. E, consequentemente, diminuirá a propagação de poluição, buzinas, impostos, multas, acidentes, estresse etc.
Acesse o site do Bike Anjo – http://bikeanjo.com.br – e informe-se um pouco mais sobre o assunto. Lá você também encontrará várias dicas legais. Quem sabe você se inspira e considera a ideia de deixar o carro na garagem.

Com informações de: Instituto Brookfield

RESPONSABILIDADE SÓCIO-AMBIENTAL EMPRESARIAL

 

A Responsabilidade Socioambiental Empresarial é o modelo de gestão que se esboça a partir da relação ética e transparente da empresa com todos os públicos com os quais se relaciona. São estabelecidas metas empresariais que incentivam o desenvolvimento sustentável, poupando recursos ambientais e culturais para as gerações vindouras, respeitando as diferenças e promovendo a redução das desigualdades sociais.
Atualmente, ser social e ambientalmente responsável no mundo corporativo é fator de competitividade. Inicialmente, o fator mais relevante era o preço, em seguida passou a ser a qualidade e, hoje, com a responsabilidade socioambiental, é preciso investir no constante aprimoramento das relações, de qualquer que seja a ordem.
A empresa que adota práticas de responsabilidade socioambiental executa uma gestão consciente com maior clareza quanto à própria missão. Possuindo também melhor ambiente de trabalho, maior comprometimento com seus colaboradores, relações mais sólidas com seus clientes e fornecedores e melhor imagem na comunidade em que está inserida. Em decorrência disto, a empresa permanece mais tempo no mercado, se desenvolve, se expande e diminui seu risco de fracasso.
De forma clara e objetiva, os sete norteadores da Responsabilidade Socioambiental Empresarial resumem: adotar valores e trabalhar com transparência; valorizar empregados e colaboradores; fazer sempre mais pelo meio ambiente; envolver parceiros e fornecedores; proteger clientes e consumidores; promover sua comunidade e; comprometer-se com o bem comum.

O mundo corporativo tem papel vital na garantia da preservação do meio ambiente e na qualidade de vida das comunidades formadas por seus funcionários. Empresas que adotam a responsabilidade socioambiental geram valor para si e para todos que estão em sua órbita, deixando de ser uma opção e passando a ser parte da estratégia e até mesmo da sobrevivência no mercado.
A urgência ambiental indica a necessidade de adequação das empresas a esta nova realidade. E para tal, é imprescindível que haja uma transformação em seus modelos: alterando sua visão, objetivos, estratégias, propaganda, marketing e tudo mais que seja necessário. Valendo-se da real mudança de valores, as empresas estarão engajadas à ideia de desenvolvimento sustentável e à preservação do meio ambiente.
O paradigma da sustentabilidade é, segundo Almeida (2002), orgânico, holístico, participativo, no qual fatos e valores estão fortemente relacionados e com a ética integrada ao cotidiano da corporação. Deve ainda, haver interação entre o objetivo e o subjetivo, onde os seres humanos devem ser vistos inseparáveis dos ecossistemas, em uma relação de cooperação, visto que a natureza é, então, entendida como um conjunto de sistemas inter-relacionados. Um todo maior que a soma das partes. A sustentabilidade empresarial fundamenta-se, então, no já conhecido tripé meio ambiente – economia – sociedade. A empresa deve prosperar cuidando do planeta levando em consideração a dignidade humana.

O descaso no tratamento do meio ambiente passa a não ser mais aceito pela lógica do mercado. O consumidor, mais esclarecido, está atento à ação daqueles que produzem o que ele consome. A legislação edifica-se de forma mais rígida no que se refere à responsabilidade administrativa e penal da pessoa j
urídica. Nasce, com isto, o bom negócio da sustentabilidade. Sim, o mundo corporativo continua a busca por bons negócios!

O Autossustentável está concorrendo ao Prêmio Hotel Urbano 2012

O Autossustentável está concorrendo ao Prêmio Hotel Urbano 2012
O nosso blog foi indicado pela comissão julgadora do Hotel Urbano e está concorrendo na categoria Sustentabilidade como o melhor blog de 2011.
O objetivo da premiação é promover de forma sustentável o desenvolvimento econômico e social através do turismo, quebrando a barreira da sazonalidade e promovendo a troca de conhecimento através de experiências reais adquiridas em viagens.
Precisamos de sua ajuda! VOTE !!!




HORA DO PLANETA 2012


O QUE É?
A Hora do Planeta é um ato simbólico, promovido no mundo todo pela Rede WWF, no qual governos, empresas e a população demonstram a sua preocupação com o aquecimento global, apagando as suas luzes durante sessenta minutos.
QUANDO?
Sábado, dia 31 de março, das 20h30 às 21h30. Apague as luzes e participe da Hora do Planeta 2012.
ONDE?
No mundo todo e na sua cidade, empresa, casa… Em 2011, mais de um bilhão de pessoas em todo mundo apagaram as luzes durante a Hora do Planeta.

A campanha Hora do Planeta é promovida há cinco anos pela ONG WWF e conta com apoio de vários países e estados, que apagam as luzes de seus monumentos e prédios públicos para participar.
Esta é a quarta vez que o Brasil participa, oficialmente, da Hora do Planeta. Neste ano, a WWF pretende conseguir ainda mais adeptos para a iniciativa e mobilizar cerca de 1,8 bilhão de cidadãos, de mais de 5250 cidades de 135 países de todos os cantos do planeta.
Que tal aderir também? Apague as luzes da sua casa por uma hora no dia 31/03, a partir das 20h30, e, se possível, desligue também os aparelhos eletrônicos – como TV, computador e micro-ondas.



Maiores informações, acesse: http://www.wwf.org.br/participe/hora_do_planeta_2012/

Projeto CONTEM ganhou um novo portal com foco em consumo consciente e práticas sustentáveis


Além de conteúdos exclusivos, portal traz serviço de busca de postos para descarte de lixo eletrônico

O Projeto CONTEM ganhou, no início de março, um novo portal (www.projetocontem.com.br) com conteúdos exclusivos voltados para estimular o consumo consciente e a adoção de práticas sustentáveis. O portal traz as novidades do projeto, além de funcionar como uma central de informação sobre os temas que são foco da plataforma: arte, cinema, criança, design, gastronomia, moda & beleza e música.

Para abastecer as editorias foi montada uma rede colaborativa de blogs e sites que já desenvolvem estes assuntos. Estes canais irão ceder alguns de seus conteúdos garantindo que os pontos de vista e a abordagem dos temas sejam múltiplas e complementares. Os curadores do Projeto CONTEM também terão seu espaço garantido no site. Ao lado de outros colaboradores, terão colunas mensais onde prometem explorar os temas de acordo com sua área de atuação: Moda/Agustina Comas e Gabriel Del Corso, Design/ Zoë Melo, Arte/ Alessandra Marder e Renato de Cara, Música/ Gil Torres e Fernando Britto, Cinema/ Christian Petermann, Criança /Fernando Escrich e Gastronomia/ David Hertz.

Entre as novidades do portal está o serviço de busca de postos para descarte de lixo eletrônico. A ferramenta auxiliará os internautas a encontrar os endereços mais próximos de casa para recolhimento destes materiais. O serviço é gratuito e oferecido em parceria com a Ecycle. “O novo portal traduz a missão do Projeto CONTEM: conscientizar e divulgar as práticas sustentáveis. Nesse novo espaço, as pessoas encontrarão notícias, novidades, dicas e serviços que possam ajudar no seu dia-a-dia”, conta Gabriel Del Corso, diretor geral do projeto. A concepção, criação e projeto no novo site são da Agência AK, empresa de conteúdo online do Grupo Aktuell.

O Projeto CONTEM firmou parceria com a Aktuell em 2011 para realizar ações em diferentes frentes de trabalho. Uma delas, prevista para junho, será a 1ª Feira de Consumo Consciente e Práticas Sustentáveis, no Rio de Janeiro. O evento acontecerá entre os dias 15 e 17 de junho, próximo à Rio + 20, Conferência Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável. Voltada para o público pertencente a todas as classes de consumo, e com faixa etária que varia dos 3 aos 70 anos, a Feira tem como intenção facilitar o entendimento sobre o consumo consciente e práticas sustentáveis.

Além do novo site, o Projeto CONTEM está com novos canais no Facebook e no Twitter. Através deles os seguidores também poderão ficar por dentro das novidades além de interagir com os perfis do projeto nas redes sociais.
Redes Sociais do Projeto CONTEM: