As Dimensões da Sustentabilidade

As discussões acerca do desenvolvimento sustentável evoluíram bastante desde o surgimento dos conceitos ecodesenvolvimento, lançado por Maurice Strong, em 1973. Foram, na ocasião, amplamente discutidos os seis caminhos do desenvolvimento, como sendo: a satisfação das necessidades básicas; a solidariedade com as gerações futuras; a participação da população envolvida; a preservação dos recursos naturais e do meio ambiente; a elaboração de um sistema social que garanta emprego, segurança social e respeito a outras culturas; os programas de educação.

É a partir daí que se pôde chegar ao atual conceito de desenvolvimento sustentável. No entanto, há um grande número de conceituações no que tange o desenvolvimento sustentável, contudo, para este projeto, valer-nos-emos do conceito exposto no Relatório de Brundtland que diz que “Desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade de as futuras gerações satisfazerem suas próprias necessidades”.

Passando por diversas conceituações, temos o ecodesenvolvimento a fim de “procurar conciliar a proteção do meio ambiente com o desenvolvimento socioeconômico para a melhoria da qualidade de vida para o homem”.

A Gestão Ambiental, condição sine qua non para o desenvolvimento sustentável, tem, no cerne da sua conceituação, a preservação ambiental. Sendo, segundo Hurtubia (1980), “A tarefa de administrar o uso produtivo de um recurso renovável sem reduzir a produtividade e a qualidade ambiental, normalmente em conjunto com o desenvolvimento de uma atividade”.

dimensões

A sustentabilidade não é estática, mas dinâmica, visto que leva em conta as necessidades humanas. A partir disto, o conceito de sustentabilidade é apresentado a partir de cinco perspectivas, cinco dimensões primordiais, sendo elas: sustentabilidade social; sustentabilidade econômica; sustentabilidade ecológica; sustentabilidade espacial (ou geográfica); sustentabilidade cultural.

  • A sustentabilidade social é a adoção de um crescimento estável, distribuindo melhor, as riquezas, com menos desigualdades. Ela visa diminuir as diferenças sociais.
  • A sustentabilidade econômica, “tornada possível graças ao fluxo constante de inversões públicas e privadas, além da alocação e do manejo eficientes dos recursos naturais”.
  • As bases da sustentabilidade ecológica estão na utilização massificada do potencial de recursos nos diferentes ecossistemas, produzindo o mínimo de deterioração. Prevê ainda a diminuição do uso de combustíveis fósseis e a redução do volume de substâncias poluentes.
  • Quanto à sustentabilidade geográfica, podemos dizer que a ocupação espacial desequilibrada causa problemas. Exemplo disso é a população dos grandes centros (leia-se cidades, principalmente metrópoles) continua a crescer, junto com o percentual de população residente nas áreas urbanas, bem como a diminuição demográfica das áreas rurais. Resulta disso a destruição de ecossistemas encontrados nas cidades devido à utilização de áreas não ideais para moradia. Visa o equilíbrio nos usos espaciais, bem como a proteção de áreas que não deveriam ser utilizadas (pela população que está à margem da sociedade), promovendo a melhoria na qualidade de vida da população.
  • Já a sustentabilidade cultural se configura como a mais complexa no sentido de sua concretização. Intenta dar soluções locais, adaptadas a cada cultura e ecossistema.

    Uma nova consciência dos limites ecossistêmicos e de sua fragilidade, em face destas dimensões do desenvolvimento sustentável, pode ajudar a nortear as ações locais futuras, tendo em vista as mudanças globais de que tanto necessitamos para viver melhor, no sentido mais amplo que este “viver melhor” pode vir a ter. A responsabilidade é de todos e de cada um. À coletividade, dá-se o papel de defesa e proteção do meio ambiente.

4º Congresso Internacional sobre Desenvolvimento Sustentável

O Sustentável 2011

O Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) promove nos dias 27, 28 e 29 de setembro o 4º Congresso Internacional Sustentável com o tema Visão 2050: agenda para uma nova sociedade, a ser realizado no Armazém 2 do Píer Mauá, no Rio de Janeiro.


As discussões da Rio +20 e a construção de uma agenda que aponte os caminhos para um Brasil sustentável em 2050 serão os pilares do Congresso.

Durante três dias, presidentes de empresas, executivos, acadêmicos e representantes das ONGs, dos governos e da sociedade vão discutir os temas mais efervescentes da sustentabilidade em ambientes e formatos diferentes para proporcionar a interação entre os diversos públicos.


Parcerias e Apoio
O Sustentável 2011 tem o apoio do WBCSD, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), WWF Brasil, World Resources Institute (WRI) e Worldwatch Institute (WWI). No âmbito governamental brasileiro, o evento conta com a cooperação dos ministérios do Meio Ambiente, da Cultura, das Relações Exteriores; da Prefeitura do Rio de Janeiro; e da Agência Nacional de Águas.

Interação e diálogo
Durante o Congresso, a interação entre os participantes e diferentes públicos será divida entre Plenárias, Diálogos Multissetoriais, Oficinas e Open Space.

  • Plenárias:

Palco principal do Sustentável 2011. Palestrantes vão abordar temas de interesse geral sobre a Rio+20 e o Visão 2050 direcionados a um público maior (cerca de 600 pessoas), que será incentivado a participar com perguntas.

  • Diálogos Multissetoriais

Serão realizados no mesmo espaço da Plenária, em horários alternados, com mais interferência do público, que poderá participar com perguntas e comentários, evidenciando as várias visões que existem sobre um determinado assunto.

  • Oficinas Abertas: 

Em formato de mesas redondas as quatro oficinas irão abordar temas atuais mais específicos do que as linhas gerais traçadas pelas plenárias. As oficinas abertas terão um público em média 75 pessoas e irão explorar os seguintes temas: Novas formas de parceria para o desenvolvimento local, Valoração Ambiental, Negócios Inclusivos e Mudanças Climáticas.

  • Oficinas Fechadas: 

Com um público menor, cerca de 60 pessoas, as nove oficinas vão abordar os pilares do Visão 2050. As discussões vão subsidiar a construção do Visão 2050 brasileiro, que será complementado com outros dois workshops – um antes e outro depois do evento. Esse espaço é reservado a convidados.

  • Open Space: 

Espaço aberto para debates não previstos na agenda oficial. Quem tiver um assunto relevante poderá apresentá-lo como proposta de debate. Caso haja interessados em participar da discussão, forma-se um grupo que se reúne para debater o assunto. Se o grupo formular uma proposta consistente, um de seus componentes poderá levá-la para discussão na plenária.

Para maiores informações acesse: www.cebds.org.br

Florianópolis recebe encontro mundial de jovens sobre Lixo Zero


Acontece em outubro em Florianópolis o  encontro mundial de jovens sobre Lixo Zero. O Evento será em outubro e está com inscrições abertas. Haverá participação jovens de todos os continentes, que participarão do primeiro Encontro Jovem Internacional Lixo Zero.


Entre 27 e 29 de outubro, delegações dos cinco continentes estarão reunidas na capital catarinense para debater ideias e conceitos sobre sustentabilidade e a geração de resíduos lixo zero.  O evento  foi motivado pela ampla participação dos jovens em movimentos em favor da conservação do meio ambiente e no papel que esta geração representa para disseminar práticas de sustentabilidade. É voltado para estudantes dos 2° e 3° grau, organizações não governamentais e especialistas com atuação em gestão de resíduos, ecólogos e professores.

O evento tem como foco criar soluções inovadoras de sensibilização e conscientização ambiental para minimizar a geração de lixo e a poluição ambiental. Para isso, serão realizadas palestras e mesas-redondas em torno do tema Lixo Zero, para promover a troca de experiências e buscar novas formas de conscientização, sensibilização e protagonismo ambiental. Durante os três dias será elaborado um documento que retratará a visão e anseios da juventude nas ações incentivo ao consumo consciente e a sociedades mais sustentáveis, e de prevenção a geração de lixo. Ele deverá ser entregue a um representante das Nações Unidas e levado pelas delegações participantes aos países representados por elas, para que outras autoridades tenham acesso, ampliando o impacto do evento.

As propostas sugeridas na capital catarinense também devem ser apresentadas durante a RIO + 20, em 2012, no Rio de Janeiro (RJ). Até agora, delegações da Suécia e Filipinas estão confirmadas. Outros países, como Suécia, Filipinas, Itália, Estados Unidos, Canadá já anunciaram que devem comparecer ao evento. “Esperamos que vários grupos brasileiros também possam comparecer para fortalecermos este conceito em nosso país”, comenta Alex Iabrude, um dos coordenadores do evento e ecólogo da Novociclo Ambiental.

As inscrições são  gratuitas e limitadas e podem ser feitas por meio do formulário disponível no site http://zerowastemeeting.org/pt, onde também é possível encontrar mais informações. O evento é organizado pelo Instituto Lixo Zero Brasil (ILZB), com apoio da Novociclo Ambiental.

Concerto de Rock em prol do debate

A delegação da Suécia organizou um concerto de rock para arrecadar recursos para participar do primeiro Encontro Jovem Internacional Lixo Zero, em Florianópolis (SC). A ação também teve como objetivo sensibilizar os jovens sobre a importância da reciclagem e a conservação ambiental. Como ingresso, arrecad
aram materiais recicláveis. O evento ocorreu no Parque da Reciclagem de Gotemburgo (Suécia), no último sábado, dia 27 de agosto.

 Serviço:

  • O que: 1° Encontro Jovem Internacional Lixo Zero
  • Onde: SESC Cacupé, Florianópolis
  • Quando: 27 a 29 de outubro de 2011
  • Inscrições e mais informações: http://zerowastemeeting.org/pt

Depende de Nós: Os Consumidores Conscientes

Com o surgimento do mercado eco-fashion, surge também o consumidor consciente, aquele disposto a adquirir produtos sustentáveis com base no conhecimento que possui sobre os aspectos positivos desse consumo para o meio-ambiente. É um consumidor ciente da situação ambiental mundial, disposto a mudar seus hábitos de consumo a fim de contribuir com a preservação da natureza. Pode-se dizer que sua relação afetiva com seus objetos é mais sólida do que a do consumidor de rápido descarte. Kazazian, organizador do livro “Haverá a Idade das Coisas Leves”, publicado em 2005, diz que “não se faz revolução com conceito, mas com desejo”. O autor ainda sugere que “o desejo é o motor do desenvolvimento sustentável”. Assim, pressupõe-se que sem uma mudança de comportamento por parte do consumidor, não se dará a transição rumo ao desenvolvimento sustentável. Então, depende de nós, os consumidores conscientes.
A sociedade como agente que regula iniciativas empresariais, deve questionar e exigir que as mesmas se baseiem em princípios ecológicos. O consumidor que questiona se mostra consciente, exigindo um comportamento sustentável por parte das empresas. Esse consumidor é bem informado, exigente e tem conhecimento sobre a realidade ambiental e social. Está disposto a adquirir produtos que sigam os princípios ecológicos no processo de produção, mesmo que isso venha a exigir mudança de hábitos.  Segundo Manzini e Vezzoli (2005), para que os produtos ecológicos sejam aceitos é necessário haver mudança na cultura e no comportamento dos usuários. É a demanda do consumidor que gera a resposta da empresa, no caso, a oferta de produtos sustentáveis.
O consumidor consciente tem conhecimento dos efeitos negativos da produção industrial e busca produtos que envolvam estratégias de minimização de impactos ambientais ao longo da cadeia produtiva. Torna-se importante investigar quais são os impactos da indústria na natureza, a fim de rever em que processos esses podem ser reduzidos.
O consumidor está preocupado com o meio-ambiente, envolvendo-se em metas de reciclagem e procurando descartar os objetos separadamente, quando não os troca ou recicla. Porém, esse consumidor consciente aparece timidamente em um cenário tomado por novidades e pessoas dispostas a consumi-las, a troco de satisfazer desejos.
É preciso que o consumidor tome atitudes em prol do desenvolvimento sustentável, ao invés de somente esperá-las por parte de governos e instituições. Quando isso acontecer, a sustentabilidade se estabelecerá de forma mais rápida e efetiva.

Voltando as postagens…

Depois de uma longa ausência voltamos as postagens no nosso blog com força total.
Apresentamos a vocês nossa nova colunista:

Luciana Fraga Della Méa – @dellamea – Designer de Moda

NOVIDADE





Amigos e seguidores!!!

Temos uma novidade para vocês: Autossustentavel de endereço novo

Pensando em facilitar o acesso ao nosso conteúdo e fazer a corrente verde crescer ainda mais em prol de um mundo mais sustentável agora estamos em – http://www.autossustentavel.com/

Saudações Verdes!!!

HORA DO PLANETA 2011

Sábado, dia 26 de março, das 20h30 às 21h30. Apague as luzes para ver um mundo melhor. Hora do Planeta 2011.

Hora do Planeta é uma iniciativa da rede WWF que incentiva cidadãos, empresas e governos a apagarem as luzes por uma hora mostrando assim o seu apoio à luta contra as alterações climáticas.

Por que apagar as luzes?
Antes de mais nada, temos que ter consciência que este apagar de luzes por uma hora é um gesto simbólico, mas que pode representar um aumento da consciência de todos para um grave problema: as alterações climáticas.
A verdade é que este simples gesto, tem despertado em todo o mundo compromissos capazes de fazer a diferença numa base diária contínua e tem levado a uma verdadeira mudança de hábitos de vida de cidadãos, empresas e governos que começam a despertar para compromissos válidos e práticos a favor desta luta.
Assim, apagar as luzes:
  • É mostrar que estamos preocupados com o aquecimento do planeta e queremos dar nossa contribuição, influenciando e pedindo ações de redução das emissões e de adaptação às mudanças climáticas, combatendo o desmatamento e conservando os nossos ecossistemas;

  • É um incentivo ao diálogo dos manifestantes entre si e entre esses e os governos e empresas;
  • É um ato que simboliza a eficiência e o uso de todos os recursos com inteligência, responsabilidade e de forma sustentável.
Em 2011, a Hora do Planeta vai além da hora. É o começo de um processo de mudança e tomada de atitudes concretas para o bem do planeta. Ao participar da Hora do Planeta, pedimos que além de apagar as luzes no próximo dia 26 de março você torne o seu cotidiano mais sustentável. 

Apague as luzes e ilumine esta ideia por um Planeta Vivo.



 Maiores informações: www.horadoplaneta.org.br

Idealizar, Inovar, Ousar!

O AUTOSSUSTENTAVEL está de roupa nova. Agora com um novo layout, mais moderno e dinâmico. Esse é o início de um trabalho que estamos desenvolvendo para alteração de layout e funcionalidades do blog.


Agora queremos saber a opinião de vocês sobre as mudanças, o que acharam?

Veja como ajudar as vítimas das chuvas no RJ

Locais que estão recebendo doações:

Cruz Vermelha – Praça da Cruz Vermelha, 10 – Centro do Rio.
Estão sendo arrecadados: água mineral, alimentos de pronto consumo (massas e sopas desidratadas, biscoitos, cereais), leite em pó, colchões, roupa de cama e banho e cobertores.
Prefeitura de Petrópolis – Igreja Wesleyana; Igreja de Santa Luzia; Sede da Secretaria de Trabalho, Ação Social e Cidadania.
Os três postos arrecadam doações de água, colchões e materiais de limpeza e higiene pessoal.
Prefeitura de Teresópolis – Ginásio Pedrão – Rua Tenente Luiz Meirelles, 211 – Várzea.
Estão sendo arrecadados: alimentos, roupas, cobertores, colchonetes e itens de higiene pessoal.
Uma conta corrente também recebe doações para ajudar as famílias atingidas pelo temporal. Nome da conta: “SOS Teresópolis – donativos”.
Agência: 0741 (Banco do Brasil) – Conta: 110000-9.
Rodovia BR-040 – Concer – Praças de pedágio da BR-040 situadas em Duque de Caxias (km 104), Areal (km 45) e Simão Pereira (km 816), além da sede da empresa (km 110/JF, em Caxias).
A Concer pede que sejam doados, preferencialmente, água mineral, produtos de higiene pessoal e de limpeza, roupas de cama, mesa e banho, além de colchonetes. Nas praças de pedágio, as doações podem ser entregues nos postos do serviço de informação ao usuário da rodovia, que funcionam de segunda a segunda, 24 horas por dia.
Hemorio – Rua Frei Caneca, 8 – Centro do Rio – Das 7h às 18h.
O Hemorio pede que as pessoas doem sangue para as vítimas das chuvas. Os estoques estão quase zerados. Friburgo e Teresópolis solicitaram 300 bolsas, mas o Hemorio não tem como atender.
Pode doar sangue quem tiver entre 18 e 65 anos, mais de 50 quilos e estiver bem de saúde. Basta levar um documento oficial de identidade com foto.
Informações e agendamento pelo disque sangue 0800-282-0708.
Supermercados – Grupo Pão de Açúcar
Postos de coleta foram montados pela empresa em todas as suas 100 lojas das redes Pão de Açúcar, ABC Comprebem, Sendas, Extra e Assaí, em todo o estado Rio de Janeiro para que os clientes possam cooperar com doações de alimentos não perecíveis, roupas e cobertores. A ação acontece até o dia 26 de janeiro.
Polícia Rodoviária Federal – Ver postos abaixo.
Maior necessidade é por água, leite em pó, materiais de higiene e limpeza e colchões.
Postos da PRF que receberão doações:
BR-116: KM 133 (Doações 24 horas)
BR-101: KM 269 (Doações 24 horas)
BR-040: KM 109 (Doações das 8h às 17h)
BR-116: KM 227 (Doações das 8h às 17h)
Rodoviária Novo Rio – Avenida Francisco Bicalho, 1 – Santo Cristo.
A Rodoviária Novo Rio recebe doações para a Cruz Vermelha. Os donativos são recebidos no embarque inferior, das 9 às 17 horas.
Polícia Militar – Todos os batalhões da Polícia Militar do estado serão centros de recepção de doações.
Comandantes dos batalhões recomendam que sejam doados água mineral, alimentos não perecíveis e material de higiene pessoal.

Ajudar Tá no Sangue!!!

O sangue é um composto de células que cumprem funções como levar oxigênio a cada parte do nosso corpo, defender nosso organismo contra infecções e participar na coagulação. Não existe nada que substitua o sangue. Assim, ele é vital e quando uma pessoa precisa de uma transfusão de sangue, ela precisa de você! A quantidade de sangue retirada não afeta a sua saúde porque a recuperação é imediatamente após a doação.
Um simples gesto pode salvar a vida de muita gente:
Tem sempre alguém esperando sua doação. Não cruze os braços para esse problema. Doar sangue não dói, é fácil, rápido, não afeta a sua saúde e você salva muitas vidas. O sangue é um composto de células que cumprem funções como levar oxigênio a cada parte do nosso corpo, defender nosso organismo contra infecções e participar na coagulação. Não existe nada que substitua o sangue. Assim, ele é vital e quando uma pessoa precisa de uma transfusão de sangue, ela precisa de você!
A quantidade de sangue retirada não afeta a sua saúde porque a recuperação é imediatamente após a doação. Em uma pessoa adulta tem em média cinco litros de sangue e em uma doação são coletados no máximo 450ml de sangue. É pouco para você e muito para quem precisa! Você passará por uma entrevista que tem o objetivo de dar maior segurança para você e aos pacientes que receberão o seu sangue.
Seja sincero ao responder as perguntas! Neste momento você também receberá informações e poderá tirar todas as suas dúvidas.

Condições básicas para doar sangue:
  • Estar bem de saúde
  • Portar documento oficial de identidade com foto (identidade, carteira de trabalho certificado de reservista ou carteira do conselho profissional);
  • Ter entre 16 (*) e 68 anos (incompletos) – (*) jovens com 16 e 17 anos podem doar com autorização dos pais e/ou responsáveis legais. O modelo de autorização pode ser adquirido no site do Hemocentro de sua cidade;
  • Pesar no mínimo 50 Kg;
  • Não estar em jejum. Evitar apenas alimentos gordurosos nas 3 horas que antecedem a doação
Recomendações para o dia da doação:
  • Faça um repouso mínimo de 6 horas na noite anterior a doação;
  • Não ingerir bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores;
  • Evitar fumar por pelo menos 2 horas antes da doação;
  • Interromper as atividades por 12 horas as pessoas que exercem profissões como: pilotar avião ou helicóptero, conduzir ônibus ou caminhões de grande porte, subir em andaimes e praticar pára-quedismo ou mergulho.
Algumas situações que impedem provisoriamente a doação de sangue:

  • Febre – acima de 37°C
  • Gripe ou resfriado
  • Gravidez atual (90 dias após o parto normal e de 180 dias após a cesariana)
  • Amamentação (até 1 ano após o parto)
  • Uso de alguns medicamentos
  • Anemia
  • Cirurgias 
  • Extração dentária 72 horas
  • Tatuagem: 01 ano sem doar
  • Vacinação: o tempo de impedimento varia de acordo com o tipo de vacina
  • Transfusão de sangue: impedimento por 01 ano

Quem não pode doar?

  • Quem teve diagnóstico de hepatite após os 10 anos de idade;
  • Mulheres grávidas ou amamentando; 
  • Pessoas que estão expostas a doenças transmissíveis pelo sangue como AIDS, hepatite, sífilis e doença de chagas;
  • Usuários de drogas; 
  • Aqueles que tiveram relacionamento sexual com parceiro desconhecido ou eventual, sem uso de preservativos.
O que acontece depois da doação?
O doador recebe um lanche, instruções referentes ao seu bem estar e poderá posteriormente conhecer os resultados dos exames que serão feitos em seu sangue. Estes testes detectarão doenças como AIDS, Sífilis, Doença de Chagas, HTLV I/II, Hepatites B e C, além de outro exame para saber o tipo sanguíneo. Se for necessário confirmar algum destes testes, o doador será convocado para coletar uma nova amostra e se necessário, encaminhado a um serviço de saúde.

O que acontece com o sangue doado?
Todo sangue doado é separado em diferentes componentes (como hemácias, plaquetas e plasma) e assim poderá beneficiar mais de um paciente com apenas uma unidade coletada. Os componentes são distribuídos para os hospitais da cidade para atender aos casos de emergência e aos pacientes internados.
Onde doar:
Você pode doar sangue nos postos fixos do Hemocentro do seu estado.


Hemocentros espalhados pelo Brasil

As coletas também podem ser feitas através das equipes móveis. 
Para ter mais opções, procure a Secretaria de Saúde do seu estado



Seu cotidiano é de Consumo Sustentável?






A questão ambiental é destaque nas discussões entre os diversos atores sociais. É fato notório o desperdício crescente gerado pela sociedade de consumo, além dos indesejados impactos negativos.


Diga-se, de pronto, que não há consumo tão só quando adquirimos um produto em um estabelecimento comercial. Tal ocorre em variados momentos do dia, pois gastamos água, energia, combustíveis, usamos sacos plásticos e desperdiçamos alimentos. 

Ao comprarmos bens, estamos exercitando somente uma das etapas do processo de consumo e nossas escolhas podem fazer a diferença para a construção de um mundo ecologicamente equilibrado e com menor desigualdade social.

O consumo consciente engloba a busca pela sustentabilidade e o comprometimento social com inúmeros setores. O alerta sobre o inviável estilo da sociedade pós-moderna foi dado por variadas instituições que estudam e analisam os impactos ambientais, econômicos e sociais, tais como a organização internacional Global Footprint Network que nos fornece um dado assustador: atualmente, a Terra necessita de quase 18 meses para produzir os serviços ecológicos que são utilizados por cerca de 7 bilhões de pessoas em 1 ano. Isso significa que não damos tempo suficiente para o planeta se recompor dos constantes desgastes. Estudos apontam que no ano de 2030 viveremos um colapso de ecossistemas de grandes proporções.


O consumo atual gera uma quantidade absurda de resíduos. Só a cidade de São Paulo produz 12 mil toneladas por dia de lixo. Resíduos que poderiam ser evitados se, de fato, existisse maior consciência ambiental. 

Questionar a forma como consumimos já é um passo em direção ao consumo consciente. Segundo o Instituto AKATU, consumo consciente pressupõe levar em consideração os impactos provocados pelo consumo. Ter consciência de que o seu ato está umbilicalmente vinculado à sustentabilidade. 

A sustentabilidade implica em um modelo ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável. No Brasil, a Constituição glorifica a teoria do desenvolvimento sustentável como uma ação conjunta do Poder Público e da Sociedade em busca de um meio ambiente ecologicamente equilibrado. 

Indaga-se: é mesmo necessário usar sacolas de plástico para todas as compras do supermercado? Usar uma ecobag é uma solução simples e ao alcance de todos. Faça a pergunta para você mesmo sobre a real necessidade de sempre trocar seu computador ou celular pelo modelo mais recente. Será que há mesmo utilidade real para todos os bens de consumo que adquirimos ou é mero impulso consumista? 

Segundo estatísticas observadas no relatório produzido por outra instituição mundialmente respeitada, a Worldwatch, com sede em Washington, EUA, aponta-se que somente uma mudança nos padrões culturais atuais poderá trazer soluções para a problemática ambiental. Pequenas alterações causam impacto sobremodo positivo: como reciclar o lixo, trocar as lâmpadas incandescentes pelas fluorescentes, mais econômicas e beber água de torneira filtrada em vez de água mineral embalada em garrafas de plástico. Prefira alimentos frescos, não embalados. Substitua os guardanapos de papel pelos de algodão. Presenteie as crianças com brinquedos que usem menos pilhas e que sejam confeccionados com madeira e tecido.


Uma mudança sutil em cada indivíduo poderá retardar os impactos degradantes de nossa forma desenfreada de consumir e destruir nosso habitat, portanto, o consumo consciente é uma das inúmeras medidas que podemos adotar de pronto.


(por Lia Alcoforado – @liaalcoforado)

Consumo Consciente – Dicas

Sugestões de práticas visando o consumo consciente:

  • Comprar roupas, alimentos e outras mercadorias na medida certa para o consumo individual ou da família, visando evitar ao máximo o desperdício; 
  • Gastar água e energia somente o necessário, evitando ao máximo o desperdício; 
  • Optar pelo uso de combustíveis verdes (biocombustíveis), evitando os combustíveis fósseis (gasolina, diesel, etc.); 
  • Reutilizar produtos e bens naturais sempre que possível; 
  • Adquirir eletrodomésticos (geladeiras, microondas, etc) que funcionem com baixo consumo de energia elétrica; 
  • Promover a separação e reciclagem do lixo; 
  • Usar sistemas que evitem o desperdício de água e energia nas residências; 
  • Utilizar crédito (financiamento, cartão de crédito, crediário) com muita responsabilidade e sempre fazendo as contas para verificar se as compras não vão comprometer o orçamento; 
  • Valorizar e adquirir produtos de empresas que demonstram preocupações sociais e ambientais; 
  • Adquirir produtos somente com emissão de nota fiscal; 
  • Cobrar das empresas, através de sugestões construtivas, a melhoria de produtos e serviços, visando a redução do impacto ambiental; 
  • Divulgar e participar, sempre que possível, de campanhas que visem a prática do consumo consciente; 
  • Utilizar sacolas retornáveis para transportar os produtos adquiridos em supermercados; 
  • Valorizar o consumo de produtos orgânicos que, além de serem benéficos à saúde, a produção envolve práticas de respeito ao meio ambiente.

    POR QUE CONSUMIR ALIMENTOS ORGÂNICOS?


    Sempre que possível, baseia-se no uso de estercos animais, rotação de culturas, adubação verde, compostagem e controle biológico de pragas e doenças. Busca manter a estrutura e produtividade do solo, trabalhando em harmonia com a natureza. 

    De formal geral, a agricultura orgânica é baseada em três ideias. São elas: 

    • Cultivo natural: é proibido o uso de agrotóxicos, adubos químicos e artificiais e conservantes no processo de produção.
    • Equilíbrio ecológico: A produção respeita o equilíbrio microbiológico do solo e as diferentes épocas de safra. O processo fica mais sustentável, não degradando a biodiversidade.
    • Respeito ao homem: o trabalhador tem que ser respeitado (leis trabalhistas, ganho por produtividade, treinamento profissional e qualidade de vida).



    Para se obter um alimento verdadeiramente orgânico, é necessário administrar conhecimentos de diversas ciências (agronomia, ecologia, sociologia, economia, entre outras). Assim, o agricultor, através de um trabalho harmonizado com a natureza, tem condições de oferecer ao consumidor alimentos que promovam não apenas a saúde deste último, mas também do planeta em que vivemos. 

    OS ORGÂNICOS NO BRASIL E NO MUNDO 

    O número crescente de produtores orgânicos no Brasil está dividido basicamente em dois grupos: pequenos produtores familiares ligados a associações e grupos de movimentos sociais, que representam 90% do total de agricultores, sendo responsáveis por cerca de 70% da produção orgânica brasileira, e grandes produtores empresariais (10%) ligados a empresas privadas. Enquanto na região sul cresce o número de pequenas propriedades familiares que aderem ao sistema, no sudeste a adesão é representada em sua maioria por grandes propriedades. 

    Atualmente, o Brasil ocupa a 34ª posição no mundo no ranking dos países exportadores de produtos orgânicos, sendo que na última década foi assistido um crescimento de 50% nas vendas por ano. Calcula-se que já estão sendo cultivados perto de 100 mil há (hectares) em cerca de 4.500 unidades de produção orgânica espalhadas por todo o país. A maior parte da produção brasileira (cerca de 70%) encontra-se nos estados do Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Espírito Santo. Apesar da tendência de crescimento, o Brasil ainda perde para a vizinha Argentina em termos de área certificada para o cultivo de orgânicos na América do Sul. 

    Da produção nacional de orgânicos, cerca de 75% é exportada, principalmente para a Europa, Estados Unidos e Japão. A soja, o café e o açúcar lideram as exportações. No mercado interno, os produtos mais comuns são as hortaliças, seguidos de café, açúcar, sucos, mel, geleias, feijão, cereais, laticínios, doces, chás e ervas medicinais. 

    Os países com maiores áreas de produção orgânicas são, respectivamente, Austrália com 12,29 milhões de ha; China com 2,3 milhões de ha; e Argentina com 2,22 milhões de ha. Esses países têm como principal atividade nessas áreas orgânicas a pastagem não inte
    nsiva. Entretanto, alguns cuidados devem ser tomados na comparação entre países, pois a produtividade é extremamente variável entre eles. O Brasil se encontra na oitava posição, com 880 mil ha. 

    Em termos de continente, a Oceania detém 40,7% da área sob manejo orgânico, seguida da Europa com 24,3%, América Latina com 16,2%, Ásia com 10,2%, América do Norte com 7,3% e África com 1,4%.


    O Japão hoje é considerado um dos maiores mercados mundiais para produtos orgânicos. Devido à pequena dimensão territorial, a produção orgânica própria é pequena, principalmente se comparada à variedade e volume de produtos que importam, como cereais, legumes, frutas frescas, carne bovina, frango, queijo, entre outros. 

    Nos Estados Unidos, os produtores orgânicos certificados produzem principalmente cereais, com destaque para soja e trigo. O desenvolvimento da agricultura orgânica americana tem sido comparado ao da Europa, assistindo um volume de venda próximo dos U$5 bilhões anuais. Segundo dados da Organic Farming Research Fundation (Fundação de Pesquisa em Agricultura Orgânica), aproximadamente 1% do mercado americano de alimentos é proveniente de métodos orgânicos de produção. 

    Na Europa o desenvolvimento da agricultura orgânica e do consumo de produtos sem agrotóxico cresce a passos largos. 

    No final de 2009, na França, havia 16.446 fazendas orgânicas, um aumento de 23,7% em relação a 2008, e 677.513 hectares de terra orgânica, um aumento de 16% comparado a 2008. O país obteve destaque devido ao aumento significativo de algumas produções animais na linha orgânica, sobretudo o frango orgânico, que teve taxas de crescimento de 135% nos últimos dois anos. 

    A Alemanha foi o primeiro país do mundo a criar um organismo para inspeção e controle da produção orgânica e hoje o mercado alemão de produtos orgânicos é considerado um dos mais importantes da Europa. Em 1998, foram contabilizadas cerca de 6.786 unidades de produção (1,9% de sua área total). 

    A Áustria é o país da União Europeia com o maior percentual de agricultores orgânicos (8%) e também possui a maior área orgânica proporcionalmente cultivada (10,1%). Em algumas regiões do país, como Salzbourg e Tyrol, 50% dos agricultores já são orgânicos. 

    COMO SABER SE É ORGÂNICO? 

    Se você pretende consumir alimentos orgânicos fique atento para não ser enganado. Procure sempre pelo selo de qualidade emitido por certificadoras reconhecidas pelo Ministério da Agricultura. São entidades como a Associação de Agricultura Orgânica (AAO), o Instituto Biodinâmico (IBD), entre outros. Essas entidades, ao todo cerca de 30 em todo Brasil, avaliam se a produção do alimento segue os critérios estabelecidos pela agricultura orgânica. Para ganhar o selo, os produtores seguem várias precauções e têm suas lavouras fiscalizadas a cada semestre. A presença do selo garante, portanto, a procedência e a qualidade dos produtos. 

    10 MOTIVOS PARA CONSUMIR PRODUTOS ORGÂNICOS 

    SÃO ALIMENTOS NUTRITIVOS E SABOROSOS

    Com solos balanceados e fertilizados com adubos naturais, se obtém alimentos mais nutritivos. A comida fica mais saborosa, conservam-se suas propriedades naturais como vitaminas, sais minerais, carboidratos e proteínas. Um alimento orgânico não contém substâncias tóxicas e nocivas à saúde. Em solos equilibrados as plantas crescem mais saudáveis, preservam-se suas características originais como aroma, cor e sabor. Consumindo produtos orgânicos é possível apreciar o sabor natural dos alimentos.

    SAÚDE GARANTIDA

    Vários pesticidas utilizados hoje em dia no Brasil estão proibidos em muitos países, em razão de consequências provocadas à saúde, tais como o câncer, as alergias e a asma. Um relatório da Academia Americana de Ciências, de 1982, calculou em 1.400.000 o número de novos casos de câncer provocados por agrotóxicos. Além disso, os alimentos de origem animal estão contaminados pela ação dos perigosos coquetéis de antibióticos, hormônios e outros medicamentos que são aplicados na pecuária convencional, quer o animal esteja doente ou não. Consumindo orgânicos protegemos nossa saúde e a saúde de nossos familiares com a garantia adicional de não estarmos consumindo alimentos geneticamente modificados.

    PROTEÇÃO ÀS FUTURAS GERAÇÕES

    As crianças são os alvos mais vulneráveis da agricultura com agrotóxicos. “Quando uma criança completa um ano de idade, já recebeu a dose máxima aceitável para uma vida inteira, de agrotóxicos que provocam câncer”, diz um relatório recente do Environmental Working Group (Grupo de Trabalho Ambiental). A agricultura orgânica, além disso mais, tem a grande tarefa de legar às futuras gerações um planeta reconstruído.

    AMPARO AO PEQUENO PRODUTOR

    O trabalhador rural precisa ser preservado, tanto quanto a qualidade ecológica dos alimentos. Adquirindo produtos ecológicos, contribuímos com a redução da migração de famílias para as cidades, evitando o êxodo rural e ajudando a acabar com o envenenamento por agrotóxicos sofrido por cerca de 1 milhão de agricultores no mundo inteiro.

    SOLOS FÉRTEIS

    Uma das principais preocupações da Agricultura Orgânica é o solo. O mundo presencia a maior perda de solo fértil pela erosão em função do uso inadequado de práticas agrícolas convencionais. Com a Agricultura Orgânica é possível reverter essa situação.


    ÁGUA PURA

    Quando são utilizados agrotóxicos e grande quantidade de nitrogênio, ocorre a contaminação nas fontes de água potável. Cuidando desse recurso natural, garante-se o consumo de água pura para o futuro.

    BIODIVERSIDADE

    A perda das espécies é um dos principais problemas ambientais. A Agricultura Orgânica preserva sementes por muitos anos e impede o desaparecimento de numerosas espécies, incentivando as culturas mistas e fortalecendo o ecossistema. A Fauna permanece em equilíbrio e todos os seres convivem em harmonia, graças à não utilização de agrotóxicos. A Agricultura Orgânica respeita o equilíbrio da natureza e cria ecossistemas saudáveis.

    REDUÇÃO DO AQUECIMENTO GLOBAL E ECONOMIA DE ENERGIA

    O solo tratado com substâncias químicas libera uma quantidade enorme de gás carbônico, gás metano e óxido nitroso. A agricultura e administração florestal sustentáveis podem eliminar 25% do aquecimento global. Atualmente, mais energia é consumida para produzir fertilizantes artificiais do que para plantar e colher todas as safras.

    CUSTO SOCIAL E AMBIENTAL

    O alimento orgânico não é, na realidade, mais caro que o alimento convencional se consideramos que, indiretamente, estaremos reduzindo nossas despesas com médicos e medicamentos e os custos com a recuperação ambiental.

    CIDADANIA E RESPONSABILIDADE SOCIAL

    Consumindo orgânicos, estamos exercitando nosso papel social, contribuindo com a conservação e preservação do meio ambiente e apoiando causas sociais relacionadas com a proteção do trabalhador e com a eliminação da mão-de-obra infantil.




    Maiores Informações: http://www.prefiraorganicos.com.br

    E ENTÃO, NÃO SERÁ A HORA DE VOCÊ REVER SEUS HÁBITOS ALIMENTARES?

    POR QUE RECICLAR PILHAS E BATERIAS?

    Papel, plástico, vidro, alumínio já são expressivamente reciclados no Brasil. Contudo, reciclar pilhas e baterias esgotadas ainda não está no cotidiano do brasileiro. 

    Além disso, descartá-las de forma incorreta é extremamente perigoso. Os metais pesados existentes em seu interior não se degradam e são extremamente nocivos à saúde e ao meio ambiente. Justamente por serem biocumulativas é que surgiu a necessidade do descarte correto de pilhas e baterias usadas. 

    Uma pilha comum contém, geralmente, três metais pesados: zinco, chumbo e manganês, além de substâncias perigosas como o cádmio, o cloreto de amônia e o negro de acetileno. A pilha alcalina contém também o mercúrio, uma das substâncias mais tóxicas que se conhece.

    Por isso, pilhas e baterias representam hoje um sério problema ambiental. São produzidas a cada ano no país cerca de 800 milhões de pilhas secas (zinco-carbono) e alcalinas (dados da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica – Abinee). 


    Tal situação é agravada aqui, no Brasil, pela venda irregular de pilhas e baterias provenientes da China, realizadas pelos camelôs, cerca de 40% das pilhas vendidas no País. 

    Essas pilhas piratas não seguem as normas técnicas e os padrões brasileiros, possuindo teores de metais pesados até sete vezes superiores ao permitido pela nossa legislação, não lhes permitindo descartes em lixo comum. Nesse tipo de comércio informal, não há conscientização e nem preocupação com a coleta. 

    RISCOS AO MEIO AMBIENTE E À SAÚDE 
    Na natureza, uma pilha pode levar séculos para se decompor. Porém, os metais pesados nunca se degradam. Em contato com a umidade, água, calor ou outras substâncias químicas, os componentes tóxicos vazam e contaminam tudo por onde passam: solo, água, plantas e animais. 

    Com as chuvas, penetram no solo e chegam às águas subterrâneas, atingindo córregos e riachos. A água contaminada acaba atingindo a cadeia alimentar humana por meio da irrigação agrícola ou do consumo direto. 

    Os metais pesados possuem alto poder de disseminação e uma capacidade surpreendente de acumular-se no corpo humano e em todos os organismos vivos, os quais são incapazes de metabolizá-los ou eliminá-los, o que traz sérios danos à saúde. 

    Dentre os males provocados pela contaminação com metais pesados está; a anemia, debilidade, paralisia parcial, câncer e mutações genéticas. Eles também prejudicam o sistema nervoso centr
    al, o fígado, os rins e os pulmões. 

    A MELHOR OPÇÃO 

    A opção ideal é, sem dúvida, o uso de Pilhas Recarregáveis. No Brasil, elas ocupam ainda um nicho pequeno, não mais do que 5% do mercado. São mais caras que as pilhas comuns e as alcalinas, entretanto sua vida útil é muito superior, podendo ser reutilizadas centenas de vezes, e são mais ecológicas. 

    MAS COMO DESCUBRO SE A PILHA QUE COMPREI PODE SER DESCARTADA NO LIXO DOMÉSTICO? 

    A legislação brasileira exige que a fábrica ou a importadora de pilhas e baterias apresente a simbologia para descarte do seu produto, com isso podemos saber facilmente como devemos fazer a destinação correta das nossas pilhas, basta você conferir na embalagem e fazer a destinação correta. 

    ENTÃO, O QUE FAZER: 

    • PAPA-PILHAS

    O Programa Real de Reciclagem de Pilhas e Baterias recolhe todo tipo de pilhas e baterias portáteis usadas (de lanternas, rádios, controles remotos, relógios, celulares, telefones sem fio, laptops, câmeras digitais e outros aparelhos portáteis) e se encarrega de sua reciclagem. 

    Este programa visa conscientizar as pessoas sobre a necessidade de dar uma destinação correta a esses materiais, reduzindo a quantidade de pilhas e baterias lançadas no meio ambiente.

    A reciclagem é feita por uma empresa especializada e licenciada para realizar esse trabalho. O Banco Real é responsável pelos custos de coleta, transporte e reciclagem dos materiais.

    Os coletores do Papa-Pilhas estão presentes nas agências do Banco Real espalhadas em todo território nacional. Em algumas localidades, o Papa-Pilhas está presente também em universidades, hospitais, órgãos públicos e outros parceiros do Banco (como lojas da rede Pão de Açúcar e alguns Shoppings Centers).

    Entre em contato com a agência do Banco Real mais próxima de você para confirmar se ela já possui o coletor Papa-Pilhas e leve até lá as pilhas e baterias usadas em sua casa ou escritório.


    • Como determinado pela legislação ambiental, pilhas e baterias com peso superior a 500 gramas ou dimensões maiores que 5 cm x 8 cm devem ser devolvidas ao local da compra ou encaminhadas diretamente ao fabricante. O mesmo deve ser feito com baterias de chumbo ácido de qualquer tamanho, usadas em motocicletas, alarmes, celulares rurais e automóveis.


      • Os aparelhos de celular em desuso devem ser entregues, juntamente com a bateria nas lojas das operadoras. Elas darão um destino seguro a ambos. 

      COMO É FEITA A RECICLAGEM

      As pilhas e baterias são desencapadas e seus metais queimados em fornos industriais de alta temperatura, dotados de filtros que impedem a emissão de gases poluentes. 

      Nesse processo são obtidos sais e óxidos metálicos, que são utilizados na indústria de refratários, vidros, tintas, cerâmicas e química em geral, sem riscos às pessoas e ao ambiente. 

      SOLUÇÕES

      Atualmente existe uma mobilização mundial com o intuito de minimizar a produção de pilhas e baterias com estas substâncias. A questão é que a substituição requer investimentos e pesquisas, o que significa despesas para as empresas. Enquanto as empresas apresentam soluções apenas para dar alternativas ao destino ambientalmente adequado destes resíduos, pouco se investe em novas opções. 

      A população deve, não apenas exigir das empresas e órgãos responsáveis que tomem atitudes conservacionistas e que alertem a população sobre o perigo desse tipo de lixo, mas deve também rever e mudar a própria maneira de compreender e se relacionar com o meio ambiente. 

      DICAS SOBRE O USO CORRETO DE PILHAS E BATERIAS
      • Colocar pilhas na geladeira não aumenta a carga, ao contrário, quando expostas ao frio ou calor o desempenho pode piorar.
      • Na hora de trocá-las em um equipamento, substitua todas ao mesmo tempo.
      • Retire-as se o aparelho for ficar um longo tempo sem uso, pois podem vazar.
      • Não misture pilhas diferentes (alcalinas e comuns; novas e usadas). Isso prejudica o desempenho e a durabilidade.
      • Prefira as pilhas e baterias recarregáveis ou alcalinas. Apesar de custarem um pouco mais, têm maior durabilidade.
      • Guarde as pilhas em local seco e em temperatura ambiente.
      • Nunca guarde pilhas e baterias junto com brinquedos, alimentos ou remédios.
      • Não exponha pilhas e baterias ao calor excessivo ou à umidade. Elas podem vazar ou explodir.
      • Pelas mesmas razões, não as incinere e, em hipótese alguma, tente abri-las.
      • Nunca descarte pilhas e baterias no meio ambiente e não deixe que elas se transformem em brinquedo de crianças.
      • Evite comprar aparelhos portáteis com baterias embutidas não removíveis.
      • Compre sempre produtos originais. Não use pilhas e baterias piratas.

        Dia Mundial do Meio Ambiente 2010

        Durante a abertura da Conferência de Estocolmo, em 1972, o dia 5 de junho foi escolhido pela ONU para ser a data em que a preocupação com o meio ambiente seja a principal atividade. 

        Celebrado anualmente desde então no dia 5 de Junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente catalisa a atenção e ação política de povos e países para aumentar a conscientização e a preservação ambiental. 

        Sabe-se que um total de 17.291 espécies estão ameaçadas de extinção – desde plantas e insetos pouco conhecidos até as mais carismáticas aves e mamíferos. E isso mal reflete a dimensão do problema; muitas espécies desaparecem antes mesmo de serem descobertas. 

        A razão? A atividade humana. Em busca do desenvolvimento, nós causamos o desaparecimento de grandes partes das florestas originais, drenamos metade dos pantanais do mundo, acabamos com três quartos das unidades populacionais de peixes e emitimos a quantidade suficiente de gases de efeito estufa para manter o nosso planeta aquecendo pelos próximos séculos. Nós pisamos no acelerador e provocamos um ritmo de extinção de espécies mil vezes maior do que o ritmo natural. 

        Com o tema “Many Species. One Planet. One Future” (“Muitas espécies. Um Planeta. Um futuro”), o evento deste ano irá celebrar a incrível diversidade da vida no planeta Terra como parte do Ano Internacional da Biodiversidade, 2010



        Milhares de atividades serão organizadas pelo mundo inteiro, desde limpeza comunitária de praias, shows, festivais de filme, eventos sociais, etc. Informe-se sobre as atividades em sua região no site oficial do evento e participe!

        Brasil x Meio Ambiente

        A partir de 1974, o Brasil iniciou um trabalho de preservação ambiental, através da secretaria especial do meio ambiente, para levar à população informações acerca das responsabilidades de cada um diante da natureza. 

        Mas em face da vida moderna, os prejuízos estão ainda maiores. Uma enorme quantidade de lixos é descartada todos os dias, como sacos, copos e garrafas de plástico, latas de alumínio, vidros em geral, papéis e papelões, causando a destruição da natureza e a morte de várias espécies animais. 

        A política de reaproveitamento do lixo ainda é muito fraca, em várias localidades ainda não há coleta seletiva; o que aumenta a poluição, pois vários tipos de lixos tóxicos, como pilhas e baterias, são descartados de qualquer forma, levando a absorção dos mesmos pelo solo e a contaminação dos lençóis subterrâneos de água. 

        É importante que a população seja conscientizada dos males causados pela poluição do meio ambiente, assim como de políticas que revertam tal situação. 

        E cada um pode cumprir com o seu papel de cidadão, não jogando lixo nas ruas, usando menos produtos descartáveis e evitando sair de carro todos os dias. Se cada um fizer a sua parte o mundo será transformado e as gerações futuras viverão sem riscos. 
        Leia e informe-se! Saiba o que pode fazer para salvar o planeta: 

        Lixões, aterros sanitários e incineradores

         
        A concentração demográfica nas grandes cidades e o grande aumento do consumo de bens geram uma enorme quantidade de resíduos de todo o tipo. Toneladas de matérias-primas, procedentes tanto das residências como das atividades públicas e dos processos industriais, são industrializadas e consumidas gerando rejeitos e resíduos, que são comumente chamados lixo. Seria isto lixo mesmo? Lixo é basicamente todo e qualquer material descartado, proveniente das atividades humanas.
        Como se percebe, o lixo é gerado em todos os lugares. E se a este for dado um destino final inadequado?
        O lixo que é retirado pelos caminhões coletores da porta de nossas casas vai para algum lugar. Muitas vezes esse lugar é impróprio, isto é, o lixo é jogado numa porção de terreno, sem nenhuma preparação para evitar os danos que ele pode causar. Esses locais chamam-se depósitos clandestinos de lixo ou lixões.
        Mas há também lugares onde o lixo recebe algum tipo de tratamento, seja ele incinerado ou alocado em aterros, com normas de controle.
        E afinal, qual o destino para aquele saco de lixo?
         
        Depósitos clandestinos
        São aqueles locais onde um determinado cidadão ou empresa começa a jogar seu lixo. Em poucos dias o monturo vai-se avolumando e muitos começam a jogar seus dejetos lá. Esses depósitos representam uma grave ameaça à saúde pública, devem ser combatidos e denunciados.
        Se você tem conhecimento de algum depósito clandestino de lixo, denuncie-o ao órgão responsável pelo controle ambiental em seu estado ou município.
        Lixões
         
        Os lixões também são depósitos de lixo, sem nenhuma preparação preliminar do solo, com a diferença de que são institucionalizados, isto é, autorizados pelas Prefeituras. No Brasil esse problema é gravíssimo, em 64% dos municípios brasileiros, todo o lixo produzido é despejado indevida e irregularmente em lixões. Esses depósitos não tem nenhum sistema de tratamento de efluentes líquidos – o chorume (líquido de cor negra característico de matéria orgânica em decomposição). Este penetra pela terra levando substancias contaminantes para o solo e para os lençóis freáticos, causando a poluição do solo, da água que bebemos e do ar, pois as queimas espontâneas são constantes. Além de problemas de saúde causados pela poluição e doenças.
        O lixão traz ainda mais um problema: atrai a população mais carente e desempregada, que passa a se alimentar dos restos encontrados no lixo e a sobreviver dos materiais que podem ser vendidos. Esse tipo de degradação humana não pode mais ser permitida e somente a erradicação total dos lixões vai solucionar essa situação.
        Verifique para onde o lixo de seu município está sendo levado. Se for um lixão, não aceite, reclame das autoridades da prefeitura outra solução, pois todos os habitantes da cidade estão tendo sua qualidade de vida e saúde afetadas por essa situação.
         
        Incineradores
        Incineradores são grandes fornos onde o lixo sofre uma queima controlada, com filtros, com a finalidade de evitar que os gases formados na combustão dos materiais atinjam e poluam a atmosfera. Eles tem a grande vantagem de reduzirem o volume do lixo em até 85%, mas mesmo assim existe uma sobra de cinzas e dejetos (os outros 15%), que precisam necessariamente ser levados para um aterro sanitário.
        Os incineradores têm alto custo de implantação, manutenção e operação e existe muita polêmica sobre a segurança dos sistemas de filtragem, pois há evidências de que mesmo pequenas falhas podem liberar gases altamente tóxicos, causadores de câncer. Os incineradores são entretanto a forma mais indicada de tratamento para alguns tipos de lixo, como os resíduos hospitalares e resíduos tóxicos industriais.
         
        Aterros Controlados
         
        Os aterros chamados de controlados, geralmente são antigos lixões que passaram por um processo de remediação da área do aterro, ou seja, isolamento do entorno para minimizar os efeitos do chorume gerado, canalização deste chorume para tratamento adequado, remoção dos gases produzidos em diferentes profundidades do aterro, recobrimento das células expostas na superfície, compactação adequada, e gerenciamento do recebimento de novos resíduos.
        O gerenciamento de todas essas características permite que o aterro passe a ser controlado.
         
        Aterros Sanitários

         

         
        São ainda a melhor solução para o lixo que não pode ser reaproveitado ou reciclado. Trata-se de áreas de terreno preparados para receber o lixo, com tratamento para os gases e líquidos resultantes da decomposição dos materiais, baseado em critérios de engenharia e normas operacionais específicas.
        Estas normas e critérios permitem a confinação segura do lixo, em termos de controle da poluição ambiental e proteção do solo, do lençol freático, das águas superficiais e da atmosfera. Todos os municípios deveriam ter um aterro para colocação do seu lixo. Dependendo do volume de lixo gerado, existem aterros que podem ser implantados sem a necessidade de um grande dispêndio de recursos, sendo acessíveis a qualquer Orçamento Municipal.
        Pressione o prefeito e os vereadores de sua cidade a implantarem um aterro sanitário o mais rápido possível, para armazenamento do lixo. Não aceite desculpas, como falta de recursos: o aterro sanitário é tão necessário à manutenção da saúde em seu município quanto as demais atividades do governo municipal.
         
        A eliminação e possível reaproveitamento do lixo são um desafio ainda a ser vencido pelas sociedades modernas. Qualquer iniciativa neste sentido deverá absorver, praticar e divulgar os conceitos complementares de REDUÇÃO, REUTILIZAÇÃO e RECICLAGEM.
        Coleta Seletiva de Lixo
         
        É um processo que consiste na separação e recolhimento dos resíduos descartados por empresas e pessoas. Desta forma, os materiais que podem ser reciclados são separados do lixo orgânico (restos de carne, frutas, verduras e outros alimentos). Este último tipo de lixo é descartado em aterros sanitários ou usado para a fabricação de adubos orgânicos.
        No sistema de coleta seletiva, os materiais recicláveis são separados em: papéis, plásticos, metais e vidros. Existem indústrias que reutilizam estes materiais para a fabricação de matéria-prima ou até mesmo de outros produtos.
        Pilhas e baterias também são separadas, pois quando descartadas no meio ambiente provocam contaminação do solo. Embora não possam ser reutilizados, estes materiais ganham um destino apropriado para não gerarem a poluição do meio ambiente.
        O lixo hospitalar também merece um tratamento especial, pois costuma estar infectado com grande quantidade de vírus e bactérias. Desta forma, é retirado dos hospitais de forma específica (com procedimentos seguros) e levado para a incineração em locais especiais.
        A coleta seletiva de lixo é de extrema importância para a sociedade. Além de gerar renda para milhões de pessoas e economia para as empresa, também significa uma grande vantagem para o meio ambiente uma vez que diminui a poluição dos solos e rios. Ela também contribui significativamente para a vida útil do aterro sanitário, uma vez que a quantidade de resíduos que será descartado para o aterro é menor. Este tipo de coleta é de extrema importância para o desenvolvimento sustentável do planeta.
        • Saiba como Implantar a Coleta Seletiva em Casa: http://bit.ly/19LOAII
        • OS 4 R’S EM AÇÃO: http://bit.ly/avsrli
        • O Por que Reciclar?: http://bit.ly/bYrw9b

         

        Gostou do nosso conteúdo e quer fazer referência deste artigo em um trabalho?
        Saiba como colocá-lo nas referências:

        BORGES, Leonardo. Lixões, aterros sanitários e incineradores. Autossustentável. Disponível em: https://autossustentavel.com/2010/05/lixoes-aterros-sanitarios-e-incineradores.html.

        Segundo Seminário da Rede Nacional do Bambu – Brasil

        Comunicamos a realização do Segundo Seminário da Rede Brasileira do Bambu – RBB: consolidação e perspectivas, em Rio Branco – Acre. O evento está previsto para os dias 25, 26 e 27 de agosto do corrente ano.

        Entre outros, são objetivos do evento: tornar pública e avaliar as pesquisas do Edital MCT/CNPq/CT-Agro 25/2008; lançar nacionalmente a Redebambu/BR; fortalecer os laços das pesquisas e demais trabalhos técnico-profissionais do bambu com os setores sociais e produtivos; e, sobretudo, dar continuidade à operacionalização da Rede.

        O Seminário é promovido pela Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério de Ciência e Tecnologia – SEPED/MCT com a coordenação do CNPq/MCT. Entretanto, sua execução ficará por conta da Universidade de Brasília – UnB com o apoio da EMBRAPA/AC, da FUNTAC/Governo do Acre e do SEBRAE/AC.

        O Seminário seguirá idêntico formato àquele realizado em 2006, Brasília DF, quando da criação da RBB. Serão editados os Anais com trabalhos científicos, culturais e técnico-profissionais a serem selecionados pelo Comitê Científico. Enviaremos oportunamente as diretrizes e as datas para a submissão de trabalhos.

        O evento contará ainda com três novas seções: amostra de cartazes (“posters”) sobre trabalhos acadêmicos, prático-profissionais e culturais; exposição de tecnologia e produtos de bambu; e apresentação das pesquisas selecionadas naquele Edital.

        Esperamos contar com sua participação e adesão a fim de tornar a Rede um espaço de apoio ao desenvolvimento sustentável do Brasil. O nosso endereço eletrônico (“e-mail”) para contato é [seminariobambu@unb.br].

        Cordialmente,

        Jaime Gonçalves de Almeida
        Comissão Organizadora

        A Fome No Brasil E No Mundo

        Hoje, por causa do medo de uma grande catástrofe, natural ou causada pelo homem, o mundo está preocupado se no futuro haverá o que comer. Com a crise mundial dos alimentos, essa preocupação aumenta porque a previsão é que, em curto prazo, milhões padecerão de fome.

        Mas a fome não é um problema de agora, ela sempre existiu na Terra e sempre existirá, porque, além de outras coisas, há abismos sociais que garantem isso. Enquanto muitos morrem de fome, outros têm além do que precisam para viver bem. Quanto gasta em alimentação uma família típica da Alemanha, dos Estados Unidos, do Equador ou uma família de refugiados do Chade, na África, durante uma semana? Veja as fotos e as informações abaixo:
        Família da Alemanha – 375,39 Euros (500,07 dólares) em uma semana

        Família dos Estados Unidos – 341,98 dolares em uma semana

        Famíla do Equador – 31,55 dólares em uma semana

        Família do Chade – 685 francos (1,23 dólar) em uma semana

        Que contraste! Mas não se precisa viajar tão longe para encontrar tamanha desigualdade. Temos tudo isso aqui no Brasil, que apesar de ser a 14ª maior economia do mundo, tem elevadíssima concentração de renda, ou seja, os ricos ficam cada vez mais ricos e os pobres…

        1/3 de tudo que você compra vai direto para o lixo

        Enquanto estudiosos se engalfinham em discussões intermináveis sobre a questão da fome no Brasil e no mundo, milhões de crianças crescem desnutridas ou subnutridas, com sérias conseqüências para seu desenvolvimento físico, mental e intelectual, à medida que outros milhões — adultos e crianças — morrem de fome. E apesar disso, milhares de toneladas de alimentos são jogadas no lixo.

        A fome e o desperdício de alimentos são dois dos mais relevantes problemas que o Brasil enfrenta, constituindo-se em um dos maiores paradoxos de nosso país, já que produz um excedente de 25,7 % dos alimentos que necessita para alimentar a sua população. Ao passo que simultaneamente temos milhões de excluídos sem acesso aos alimentos em quantidade e/ou qualidade para que se mantenham, primeiramente, vivos e, quando assegurada a sobrevivência, com saúde e capacidade adequada ao desenvolvimento humano.

        Acredita-se que alimentos eliminados indiscriminadamente poderiam ser aproveitados como principal fonte de combate aos efeitos da fome, desnutrição e subnutrição. Ou seja, sem se gastar nem mais um centavo com a produção de alimentos, apenas nos dedicando objetivamente a recuperar este desperdício, estaríamos oferecendo alimentação a 72 milhões de brasileiros que se encontram em insegurança alimentar.

        Ao desperdiçarmos toneladas de alimentos diariamente, contribuímos para a degradação econômica e social do nosso país, prejudicando a saúde de milhões de pessoas, cidadãos que sofrem com a irracionalidade do desperdício.
        Aproximadamente 64% do que se planta no Brasil é perdido ao longo da cadeia produtiva: 
        • 20% na colheita;
        • 8% no transporte e armazenamento;
        • 15% na indústria de processamento;
        • 1% no varejo;
        • 20% no processamento culinário e hábitos alimentares.
        Atualmente, das 10 mil toneladas de produtos que entram diariamente no CEAGESP, 1% (100 toneladas) vai para o lixo, isto significa 100 mil kg/dia, sendo que entre 30% e 50% do lixo é composto de alimento próprio para o consumo. 

        Segundo Embrapa, o Brasil desperdiça 37 quilos de hortaliças por pessoa ao ano, cerca de 35% de todas as hortaliças que produz

        Por dia, 39.000 toneladas de alimentos são jogadas fora. Isto seria suficiente para alimentar 19 milhões de pessoas com as três refeições básicas: café da manhã, almoço e jantar. 

        Segundo as últimas estimativas da FAO, mais de 1 milhão de pessoas são vítimas da fome no mundo. Mesmo assim, ¼ dos gêneros alimentícios é perdido em todas as etapas do sistema de produção dos alimentos. 
        (cerca de 24.000 pessoas morrem diariamente devido à fome, ou a causas relacionadas a ela.)
        As perdas frequentemente ocorrem por causa de: 
        • Eliminação de produtos deformados durante a colheita;
        • Uso de embalagens inadequadas durante o transporte e distribuição – frutas, legumes e verduras são empilhados em caixas retangulares que quase nunca conseguem deixar os alimentos intactos, elas amassam os que estão em baixo, arranham e machucam os alimentos;
        • Seleção somente dos melhores produtos pela indústria, causando descarte dos que não passam no controle de qualidade;
        • Descarte de produtos próximos da data de vencimento pelos varejos;
        • Processamento culinário inadequado na casa do consumidor não priorizando o aproveitamento integral dos alimentos e comprando um volume maior do que o próprio consumo, levando a mais desperdícios. 
        De acordo com o Instituto Akatu, cerca de 20% a 40% dos alimentos que uma família brasileira compra vão para o lixo. 

        No entanto, se uma família deixar de desperdiçar 20% dos alimentos e investir esse valor, terá acumulado ao longo da vida mais de 800 mil reais. Se o apelo de consumo consciente não for suficiente para modificar os nossos hábitos, esperamos, quem sabe, que o apelo financeiro o seja. 


         
        A campanha do Instituto Akatu visa incentivar o consumidor a diminuir o desperdício de alimentos, ao mostrar o quanto a atitude impacta no bolso das pessoas. 
        Dicas de combate ao desperdício de alimentos:
        • Planeje as compras verificando o que já tem em casa. Opte pelo essencial.
        • Siga a lista que preparou no supermercado. Procure fazer as compras após as refeições. E adquira na quantidade de consumo da sua família.
        • Compre verduras, legumes e frutas semanalmente.
        • Não se importe com pequenas imperfeições destes alimentos, pois isto indica um menor uso dos agrotóxicos.
        • Coma primeiro as frutas mais maduras.
        • Prepare salada de frutas, vitaminas, aproveitando os alimentos disponíveis com criatividade.
        • No preparo, procure aproveitar integralmente os alimentos, sempre que possível.
        • Os talos de couve, agrião, beterraba, brócolis e salsa, entre outros, contêm fibras e devem ser aproveitados em refogados, no feijão e na sopa.
        • As folhas da cenoura são ricas em vitamina A e devem ser aproveitadas para fazer bolinhos, sopas ou picadinhos em saladas. O mesmo pode se dizer das folhas duras da salsa.
        • A água do cozimento das batatas acaba concentrando todas as vitaminas. Aproveite-a, juntando leite em pó e manteiga para fazer purê.
        • As cascas da batata, depois de bem lavadas, podem ser fritas em óleo quente e servidas como aperitivo.
        • A casca da laranja fresca pode ser usada em pratos doces à base de leite, como arroz doce e cremes.
        • A parte branca da melancia pode ser usada para fazer doce, que se prepara como o doce de mamão verde.
        • Com as cascas das frutas (ex: goiaba, abacaxi, etc.), pode-se preparar sucos batendo-as no liquidificador. Este suco pode ser aproveitado para substituir ingredientes líquidos no preparo de bolos.
        • Evite consumir folhas com aparência amarelada.
        • Cozinhe as verduras a vapor, assim elas não perderão o valor nutritivo.
        Evite o desperdício de alimentos, contribuindo assim para o atual desafio global da construção da sustentabilidade da vida no planeta.