Nesta semana iremos falar de um assunto muito importante e que tem tudo a ver com sustentabilidade: voluntariado!
E como voluntariado estaria relacionado à sustentabilidade?
Já trouxemos em inúmeros posts a discussão sobre o que, de fato, seria a sustentabilidade (para rever esse conteúdo, basta fazer uma pesquisa rápida em nosso buscador aqui no site) e é importante entendermos que uma das dimensões envolvidas por este conceito é o âmbito social.
Sim, a sustentabilidade considera, assim como o cuidado com o meio ambiente, o aspecto do desenvolvimento social, ou seja, o cuidado com nossos semelhantes. E como trazer isto para nosso dia a dia? É possível fazer algo para ajudar na melhoria das condições de vida daqueles que, de alguma forma, são privados de algumas das benesses de uma sociedade bem estruturada socialmente? É justamente aí que o voluntariado entra em cena.
“Voluntário é o ator social e agente de transformação, que presta serviços não remunerados em benefício da comunidade; doando seu tempo e conhecimentos, realizando um trabalho gerado pela energia de seu impulso solidário, atendendo tanto às necessidades do próximo ou aos imperativos de uma causa, como às suas próprias motivações pessoais, sejam estas de caráter religioso, cultural, filosófico, político, emocional.” Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança [1].
Você deve estar pensando: “Mas que tipo de voluntariado posso me candidatar?”. Existem inúmeras formas de você se tornar um voluntário. Você pode, por exemplo, procurar instituições que abram espaço para o voluntariado como: orfanatos, asilos, hospitais, escolas públicas, abrigos de animais, unidades de conservação, parques públicos…
Muitas vezes nem é preciso ir muito longe do local onde vivemos para encontrar instituições que precisem de agentes transformadores com vontade de fazer a diferença. É claro que existem programas de voluntariado voltados para ajuda internacional e que são tão válidos quantos os que existem em nosso espaço comunitário. Mas não seria ótimo poder contribuir para a melhoria da qualidade e das condições de vida ao nosso redor?
Então fica aqui nossa dica de hoje: se informe se em sua vizinhança não existe alguma instituição que necessite de voluntários que estejam dispostos a exercitar a solidariedade e doar um pouquinho de amor à comunidade.
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ABREU, Nathália. #SejaVoluntário: um ato de amor!. Autossustentável. Disponível em: <https://autossustentavel.com/2018/07/seja-voluntario-um-ato-de-amor.html>.
Práticas de saneamento básico e o cenário brasileiro
Mais de 35 milhões de brasileiros não possuem abastecimento de água tratada. Mais de 100 milhões de brasileiros não têm acesso à coleta de esgoto, 56% dos esgotos no país não são tratados. Estes dados divulgados pelo Instituto Trata Brasilapresentam um quadro alarmante em nosso país ainda que o saneamento básico seja um direito assegurado pela Constituição e definido pela Lei nº. 11.445/2007 como o conjunto dos serviços, infraestrutura e instalações operacionais de abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana, drenagem urbana, manejos de resíduos sólidos e de águas pluviais.
Lixo e assoreamento são as principais causas de poluição dos cursos hídricos no país./ Imagem: Wikimedia.
Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), são necessários 110 litros/dia de água para atender as necessidades básicas de uma pessoa. No Brasil, o consumo médio de uma pessoa por dia é de 154 litros. Ou seja, além de utilizarmos mais do que o necessário não tratamos toda esta água. Tudo isso levanta algumas perguntas: “O que estamos fazendo para mudar esses números? Como transformar esse cenário em uma situação sustentável?”.
Em 2017, a Tigre – empresa catarinense líder na fabricação de tubos e conexões e um dos maiores provedores de soluções para o setor da construção civil no Brasil – entrou para o mercado de tratamento de água e efluentes desenvolvendo projetos customizados e modulares. Além de tornar o negócio do cliente mais sustentável do ponto de vista da possibilidade de reaproveitar a água, a solução também tem por objetivo reduzir o custo de operação. Entenda melhor no vídeo a seguir.
No site da empresa (clique aqui para acessar) você encontra um simulador para o reuso da água onde é possível identificar o percentual de economia mensal quando aplicada a solução.
Em sintonia com o objetivo da oferta desses novos produtos, a Tigre firmou parceria com a Water.org, organização internacional que atua no combate à crise global da água, e o Banco da Família para a construção de banheiros em comunidade carente de Lages (Santa Catarina). A intenção é unir forças para ampliar o acesso à água potável e ser um catalisador em prol do saneamento básico.
Uma iniciativa bacana desenvolvida no intuito de educar as pessoas a respeito do saneamento básico foi o lançamento do game “Trata City”. Nele o jogador percorre um cenário virtual de uma comunidade e deve executar ações que conscientizem as pessoas para o problema, fazer mutirões, construir locais que melhoram a qualidade de vida, consertar os encanamentos e vazamentos, além de recolher o lixo para melhorar a vida das pessoas. A cada medida positiva feita, o jogador ganha pontos nas barras de água, esgoto e lixo, o que consequentemente melhoram as barras da saúde e da qualidade de vida.
Imagem: Google Play
O game é resultado de uma parceria entre o Instituto Trata Brasil e alunos do curso de Design de Games da Universidade Anhembi Morumbi. O aplicativo foi lançado gratuitamente este mês para Android através do Google Play.
Em seu site o Trata Brasil disponibiliza ainda cartilhas de ação global a respeito do saneamento básico, cartilha da Turma da Mônica sobre o uso racional da água e saneamento básico, rankings, estudos, cases de sucesso e as principais estatísticas. Além disso, produziu em parceria com a Sabesp um documentário que aborda a importância da água e do esgotamento sanitário em comunidades vulneráveis que passaram a receber esses serviços. Intitulado “A luta pelo básico – saneamento salvando vidas”, o vídeo mostra relato de moradores e líderes comunitários falando da qualidade de vida antes e depois dos serviços.
Você também conhece boas práticas de saneamento? Então compartilhe com a gente!
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LOPPNOW, Stephani. Práticas de saneamento básico e o cenário brasileiro. Autossustentável. Disponível em: <https://autossustentavel.com/2018/07/praticas-de-saneamento-basico-brasileiro.html>.
Comida de quintal – Sobre o plantar e o cozinhar para uma vida mais orgânica!
Temos o grande sonho daquela casa de campo. Na casa imaginária, criamos espaços para cultivar alimentos orgânicos, para o pomar particular e até já instalamos uma cozinha bem próxima a diversas cantoneiras de temperos. O simples movimento de esticar as mãos e colher coentro, salsa, alecrim manjericão é imprescindível na proposta.
Há um crescimento significativo no interesse por uma vida mais natural, mais conectada a natureza e certamente que a cozinha ganha prioridade no interesse. A mudança de hábitos tem sido gradativa, mas vem acontecendo!
Muitos buscam ter pelo menos um vasinho de tempero na cozinha para ter um sabor mais real e orgânico em suas preparações. Outros, visitam com frequência feiras orgânicas. Alguns, fazem daquele sitio, chácara ou quintal da casa de família no interior ou na cidade, mais que um jardim e optam por cultivar pelo menos uma árvore frutífera.
Horta do Ciclista. Imagem: Creative Commons
Nosso lado mais orgânico que nunca deixou de existir, vem emitindo chamados cada vez mais fortes e nós estamos começando a ouvir e a transformar o meio a partir disso. Ponto positivo! Espaços urbanos estão ganhando hortas comunitárias e a ideia do compartilhar tem dado um novo sabor a convivência.
Já há inclusive, quem esteja vivenciando a volta do escambo (da troca) no quesito alimentação em bairros bem movimentados: Se tenho temperinhos e você tem couve no quintal, negociamos!
Eu faço parte do time dos que sonham com essa casinha no campo e com a cozinha cheia de temperos na cantoneira, então procurei trazer a experiência para o apartamento mesmo!
A casa de interior, de família, em que costumo passar algumas férias, também ganhou essa energia de pomar e horta na medida do possível, ainda que seja numa avenida movimentada. A cozinha de ambos espaços familiares, sem dúvida alguma tornaram-se mais saborosas, saudáveis e diria … criativas.
Por que? Bem, você colhe um tipo de alimento e precisa usá-lo em algo. Tal alimento tem um tempo de vida. Logo, você realmente precisa ir para a cozinha inventar alguma receita.
Foto dos quintais de Valéria Amores – Vagem de feijão fradinho e abacaxi. Imagem: Valéria Amores
O cultivo de alimentos favorece o hábito de cozinhar
A experiência do cultivo de alimentos em casa, me mostrou que realmente somos seres que precisam intensificar esse contato com a natureza, com uma alimentação mais amorosa e natural e que esse hábito do cultivo, favorece o hábito da culinária. Um inspira o outro.
Aqui, num apartamento, a área de serviço tem uma parte reservada ao cultivo de alimentos e temperos. Na verdade, é um grande espaço de experiências surpreendentes. Lembro que numa ocasião plantei gergelim. Ele cresceu muito e me rendeu umas boas 250g. Fiz um pão maravilhoso com eles. Eu nunca tinha visto um pé de gergelim e me encantei em ver uma espécie de vagem que nasce grudada no caule e solta aquelas lindas e saborosas sementinhas. E a flor desse pé de gergelim? Linda.
Foto dos quintais de Valéria Amores – Pé de gergelim e pé de feijão. Imagem: Valéria Amores
Outra coisa que dá bem é feijão fradinho. Plantamos e ele cresceu, cresceu e se enrolou num dos varais, floresceu, deus suas vagens e alguns bons grãos que acrescentei a uma boa receita de hambúrguer vegano. A experiência de ver as fases, o florescimento, estar ali, na colheita e cozinhar com aquilo que se semeou, dá um novo significado ao cozinhar. Uma outra energia.
Batata doce? Também dá. A última que estava crescendo e colocamos na cantoneira, virou mãe de várias e ainda ganhamos uma cortina de “folhas coração” em toda a janela. Quem disse que tiramos? Um belo dia, ao cuidar da terra, sentimos algo e lá estava: a batata doce da cantoneira. Imensa e saborosa. Cozinhei para o café da tarde. Até hoje a matriz está lá, firme e forte. Logo colho mais.
Foto dos quintais de Valéria Amores – Pé de batata doce e uma das batatas colhidas. Imagem: Valéria Amores
Quando compramos alimentos que estão nascendo é o momento de incentivar a vida e também nosso mergulho numa proposta de uma vida mais orgânica que pede o toque de cuidado e a cooperação.
Cenoura, coloco na água até que sua folhagem fique maior. Mesmo não indo muito adiante, uso a folhagem numa salada. Lentilhas? Deixo germinar.
Por aqui já teve tomatinho também e não falta manjericão, alecrim e salsa. Tudo isso a uns dois passos da cozinha. É quase o esticar das mãos da tal sonhada casa de campo, que falei lá no início. A prática da sustentabilidade também depende de ações cotidianas, simples, porém profundas.
Na casa do interior, já temos chuchu, abacaxi, jabuticaba, abacate, urucum, limão, banana, laranja, manga e criamos um pedacinho com capuchinha, uma flor comestível, já que a ideia é ir cada vez mais para as Panc´s – Plantas alimentícias não convencionais. Quando estou por lá, coloco sempre a proposta de todos os dias montar um prato de salada ou alguma preparação com algo retirado do quintal. Todas as etapas até o preparo, são lindas e importantes. Mexer na terra é uma das especiarias da vida, certamente!
Neste movimento todo do plantar como dá, percebo ainda que as crianças aprendem sobre processos de crescimento e ciências, sobre cuidado ambiental e sobre a própria ecologia interior. Levá-las para plantar, depois colher e posteriormente cozinhar, cria nelas um sentimento de presença importante no mundo e menos egoica. Elas se tornam parceiras do meio ambiente. Vejo isso por aqui, com meu pequeno.
A perfeição da natureza nos leva a prática, bastando apenas uma decisão. De um ponto ao outro e lá estaremos nós.
Para uma degustação mais ampla da proposta e para que você comece hoje mesmo seu cantinho de sabor e tenha uma cozinha mais orgânica e sustentável, deixo uma receita vegana simples, uma comida de quintal!
Cestinha de batata doce recheada com chuchu picadinho, temperado com alecrim e manjericão
Ingredientes para 04 cestinhas:
1 batata doce média que você pode colher da cantoneira – Lave, descasque e rale em tiras bem finas. Tempere com sal, cúrcuma, azeite e páprica. Tempero é bem a gosto. Pode colocar pimenta do reino.
Coloque 01 “ovo” de linhaça para dar liga – Como faz? Duas colheres de sopa de farinha de linhaça com um pouco de água morna (o suficiente para cobrir). Misture bem e deixe descansar. Mexa e verifique: fica uma colinha.
Misture na batata doce temperada e ralada.
Unte bem com óleo, formas de empadinha. Forre as forminhas com a massinha de batata doce: fundo mais grossinho e laterais – Uma espessura que não quebre ao desenformar.
Pincele um pouco de azeite e coloque para assar até que perceba estar mais durinhas e douradas. Para retirar: solte com delicadeza as laterais e deixe amornar um pouco.
Recheio: Corte cubinhos de chuchu (pode ser do seu quintal) – Usei 1 médio também. Refogue com azeite, temperos a gosto e alecrim que você colheu da cantoneira. Sal a gosto. Quando o chuchu estiver mais cozido, desligue e acrescente ¾ de xícara de leite de coco ou de leite de aveia. Integre o leite ao chuchu para criar um creminho. Prove e sinta se precisa de mais temperos. Coloque folhinhas de manjericão da cantoneira.
Sirva de entrada ou de petisco mesmo. O recheio pode variar, use a criatividade!
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AMORES, Valéria. Comida de quintal – Sobre o plantar e o cozinhar para uma vida mais orgânica!. Autossustentável. Disponível em: <https://autossustentavel.com/2018/06/comida-de-quintal-sobre-o-plantar-e-o-cozinhar-para-uma-vida-mais-organica.html>.
6 Livros Para se Apaixonar pela Natureza
Nos últimos anos tive o prazer de encontrar livros que responderam algumas das minhas perguntas sobre como a natureza afeta a condição humana. Pessoas e lugares me ofereceram livros que celebram o poder da cura e a unidade espiritual que a natureza pode proporcionar.
Através do pensamento de diversos autores reflito se coexistimos apenas como inquilinos na terra ou há algo mais a oferecer para que possamos honrar nosso planeta? Como crianças, a natureza é uma maravilha. Como adultos, às vezes ignoramos a magia que o mundo ecológico tem diante de nós. Essa pequena lista de grandes leituras o levará de volta à natureza e ao domínio da autoconsciência e da mentalidade de uma vida sustentável para nós e nosso planeta.
Love Letter To The Earth (Carta de Amor à Terra), por Thich Nhat Hanh
Thich Nhat Hanh escreve que a natureza não deve ser pensada como separada de nossas vidas diárias. Em vez disso, ele se esforça para nos ajudar a adquirir uma mentalidade espiritual a respeito da vastidão e complexidade do mundo natural e a reconhecer que nosso pensamento deve considerar a reciprocidade positiva que ocorre toda vez que interagimos com ela. O livro se esforça para fornecer uma compreensão de que os seres humanos e a natureza precisam uns dos outros para sobreviver.
Nature, Love, Medicine: Essays on Healing in Wilderness (Natureza, Amor, Medicina: Ensaios sobre a Cura no Deserto), por Thomas Lowe Fleischner
Vinte e três autores de diferentes estilos de vida, profissões e habilidades artísticas apresentam suas relações com a natureza na compilação de Fleischer, ampliando a visão do leitor para considerar como nossas ações e reações à natureza moldam nossos pensamentos e consequentemente nossas comunidades.
The Hidden Life of Trees (A Vida Secreta das Árvores), por Peter Wohlleben
Imagem; Divulgação
O primeiro de uma trilogia a ser concluída em 2019, The Hidden Life of Trees, foi escrito pelo autor de best-sellers internacionais, Peter Wohlleben. Um lenhador que passou grande parte de sua vida estudando a floresta e como ela vive e respira como sua própria entidade, Wohlleben nos estimula a pensar nas árvores como um grupo familiar e não como agentes livres dentro do espaço do deserto. Para ele, as árvores podem nos ensinar muito sobre como cuidar um dos outros, construindo força em números, compartilhando recursos e, finalmente, nos iluminando com o ciclo de nascimento, vida e morte. Uma bela reflexão sobre a evolução da vida e a transformação entre gerações.
The Dream of the Earth (O Sonho da Terra), por Thomas Berry
Imagem; Divulgação
O experiente pensador, Thomas Berry baseia-se nos escritos de filósofos, físicos, nativos americanos, economistas e outros para ilustrar como o atual sistema resulta na inevitável destruição dos recursos do planeta e dos ecossistemas presente. O objetivo de Berry é nos educar sobre a saúde da Terra e sugerir maneiras de nos recondicionarmos às necessidades de nosso lar terreno. Consciência unida com criatividade e compaixão são elementos-chave de sua visão, que ao longo do livro oferecem insights sobre como podemos mudar nossas perspectivas para melhor.
Love Earth Now: The Power of Doing One Thing Every Day (Ame a Terra Agora: o poder de fazer uma coisa todos os dias), por Cheryl Leutjen
Imagem; Divulgação
Prático e fácil de digerir, o livro de Leutjen sobre como ser um agente de mudança é repleto de dicas e instruções sobre como contribuir na mitigação das mudanças climáticas e a preservação meio ambiente. Ao invés de olhar como um espectador ou, pior ainda, ser um agente de impacto negativo o livro estimula mudanças para diferentes perfis e estilos de vida. Leutjen sabe que as pequenas coisas são o que fazem a diferença. Seu foco em soluções simples, mas eficazes, por meio de ideias e sugestões inovadoras, é voltado para as pessoas ocupadas e orientadas em resultado. O livro encoraja todos nós a ter uma participação e responsabilidade na proteção do nosso planeta Terra.
The Greening of the Self (O Greening do Self), por Joanna Macy
Imagem; Divulgação
O livro de Joanna Macy reflete sobre como os níveis do Self podem evoluir para um lugar que se chama o “Green Self” ultrapassando nossa necessidade de pensar individualmente, como seres separados e desiguais do meio ambiente em que vivemos. Macy defende a possibilidade de incorporar o meio ambiente em nossa identidade, a psicóloga explica como a mentalidade e a maneira como nos enxergamos estabelece a realidade vigente. Uma vez que percebemos que somos parte de um sistema maior, com confiança em todos os que a habitam no espírito de igualdade, mantendo a espiritualidade equilibrada, somos mais capaz de nos desenvolver e nos relacionar de maneira positiva com a comunidade humana e não humana.
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SOUZA, Maria Eduarda. 6 Livros Para se Apaixonar pela Natureza. Autossustentável. Disponível em: <https://autossustentavel.com/2018/06/6-livros-para-se-apaixonar-pela-natureza.html>.
“Nós nos preocupamos com o meio ambiente”
Aqueles que viajam com frequência já conhecem esta frase: “Nós nos preocupamos com o meio ambiente.” Este é o início de um convite para que o hóspede coopere com a economia de água através dos programas de reuso de toalhas de banho. “Se você quiser cooperar, deixe sua toalha pendurada e saberemos que não precisamos trocá-la hoje. Caso queira que sua tolha seja trocada, deixe-a no chão”.
Imagem: Janaína Steffen
Trata-se de uma proposta de parceria na atenção ao meio ambiente. O hotel sabe que uma de suas metas é proporcionar conforto, com lençóis e toalhas limpas e cheirosas. E o estado das roupas de cama e de banho também dizem muito sobre a qualidade do estabelecimento. Mas, cada vez mais, o público tem valorizado iniciativas ambientais e certificações.
Assim, o empreendimento que se comprometeu a permanecer aplicando determinadas práticas ambientais a fim de manter sua certificação, precisa comunicar ao cliente a sua intenção e compartilhar a decisão com a clientela.
Como de fato em casa não se faz a troca de toalhas diariamente, mas sim a cada 3 ou 7 dias, conforme a estação do ano e a umidade do ar, é coerente que se você permanecer em um hotel por mais tempo, possa concordar com a troca de roupas de cama e banho na mesma periodicidade.
Pois, estava eu em viagem. Como passaríamos praticamente um mês no mesmo local e a plaquinha solicitando a cooperação estava pendurada no banheiro, diariamente estendia as toalhas, uma no box e outra nos ganchos do banheiro. De acordo com o nosso combinado, isto significaria que quando eu voltasse mais tarde, o quarto estaria higienizado, mas as toalhas não seriam trocadas.
Diariamente ao voltar eu via toalhas novas (limpas) no banheiro. Quando chegou o final de semana finalmente encontrei a camareira. Comentei com ela que eu preferia que ela mantivesse as toalhas e substituísse somente aos finais de semana. Ela olhou pra mim desapontada: “mas é tão gostoso chegar e encontrar toalhas limpinhas. Eu pensei que a senhora ficaria feliz.” Falei pra ela que fico feliz em poder cooperar e que não via necessidade, que em casa não troco de toalhas todos os dias. Questionei se em casa ela fazia isso. E ela respondeu: “Ah, não. Senão preciso lavar roupa todo dia. Ninguém merece, né?” Rimos e combinei com ela que eu ficaria feliz com a troca semanal, pois assim o patrão dela poderia economizar em lavanderia e aumentar os benefícios para os funcionários: “quem sabe, né?”
Nas semanas seguintes ela seguiu o nosso combinado. E eu fiquei pensando que havíamos esquecido, eu e o hotel, de conversar com ela. Mais importante que a divulgação da obtenção de uma certificação, é a comunicação dentro da empresa.
Imagem: Janaína Steffen
Criar uma cultura de prática ambiental não é uma tarefa de gerentes e marketing. Nem de vídeos institucionais. Os colaboradores precisam estar cientes e engajados, sobretudo entendendo os valores envolvidos e as motivações das decisões da empresa. Da mesma forma que para um hóspede a plaquinha possa ser mera formalidade sem conteúdo relevante, os funcionários também podem estar lendo e não entendo.
Em uma conversa de 5 minutos, falamos sobre meio ambiente, economia e consegui colocar ela numa posição empática com a empresa. Não custa investir esse tempinho, né?
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STEFFEN, Janaína. “Nós nos preocupamos com o meio ambiente”. Autossustentável. Disponível em: <https://autossustentavel.com/2018/06/nos-preocupamos-com-o-meio-ambiente.html>.
Por que ter uma horta na escola?
Se perguntarmos a um grupo de educadores quais projetos de educação para sustentabilidade eles gostariam de desenvolver em suas escolas, sem dúvidas vários estarão ligados a hortas orgânicas. Em escolas de educação infantil esse desejo é ainda mais latente. Nos últimos anos de trabalho com a Reconectta, essa foi uma das temáticas mais buscadas para formações, assessorias e projetos.
Ainda assim, aqueles que sucedem em começar uma horta em seus espaços educadores acabam se frustrando com as inúmeras dificuldades enfrentadas ou encontram-se limitados apenas ao “plantar e colher”.
Uma etapa essencial, para que a capacidade de transformação de uma horta seja aproveitada em sua totalidade, é definir de maneira clara quais são os objetivos de todo esse trabalho.
Imagem: Creative Commons
Para auxiliar nessa decisão tão importante, compartilho aqui algumas das potencialidades, benefícios e possibilidades de um projeto de horta em qualquer espaço educador:
Desenvolvimento de valores humanos
A horta é uma ferramenta pedagógica muito poderosa para trabalhar valores humanos como paciência, responsabilidade, autonomia, cooperação e resiliência.
Mais do que habilidades e competências de plantar, cuidar e combater pragas, as atividades na horta precisam estar fundamentadas nos valores da sustentabilidade. Ao invés de cada aluno plantar e cuidar de uma muda só, que tal a horta ser comunitária? Será que os próprios alunos podem ser os responsáveis pela rega ao invés dos colaboradores da escola?
Aproxima as crianças da natureza
De acordo com alguns estudos publicados recentemente, crianças que convivem com espaços naturais tendem a zelar por sua preservação pois criam um vínculo afetivo e de pertencimento à natureza. Além disso, apresentam melhora em seu desempenho escolar, em seu autocontrole e autodisciplina.
Estimula todos os sentidos
Em especial na primeira infância, o estímulo aos sentidos é de grande importância para o desenvolvimento integral do aluno. Um espaço de horta, mesmo que pequeno, proporciona recursos para exploração de todos eles: tato, olfato, paladar, visão e audição.
Imagem: Creative Commons
Com a maior parte das crianças morando em grandes cidades e passando mais tempo em locais fechados, a quantas sensações diferentes será que elas são expostas diariamente? Uma horta na escola pode ser um grande diferencial positivo em seu dia a dia.
Espaço de aprendizado na prática
A horta é uma verdadeira sala de aula ao ar livre. Da educação infantil ao ensino médio, inúmeros conteúdos e conceitos podem ser descobertos, explorados e aprendidos na prática: a história e consequências da revolução verde, como calcular a área de um canteiro, diferentes formas de reprodução vegetal, formas geométricas e muitos outros.
Inspira para mudanças de cultura e comportamentos
Um projeto continuado de horta pode inspirar mudanças de comportamentos e cultura nos mais diversos atores da escola: alimentação mais saudável, maior aproximação e respeito com a natureza, diminuição do desperdício de alimentos e até um aumento na qualidade de vida das pessoas.
Imagem: Creative Commons
Grande ou pequena, vertical ou em canteiros, uma horta pode ressignificar a prática pedagógica do educador e o processo de aprendizagem do educando. Será que isso por si só não é uma forma excelente de inovar na educação?
Um pequeno jardim, uma horta, um pedaço de terra é um microcosmos de todo um mundo natural… Ele nos ensina valores da emocionalidade com a terra: a vida, a morte, a sobrevivência, os valores da paciência, da perseverança, da criatividade, da adaptação, da transformação, da renovação. – Boniteza de um sonho, Moacir Gadotti.
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RIBEIRO, Livia. Por que ter uma horta na escola?. Autossustentável. Disponível em: <https://autossustentavel.com/2018/06/por-que-ter-uma-horta-na-escola.html>.
Você sabe como ter um estilo de vida sustentável?
Antes de tudo, você sabe o que é estilo de vida? Estilo de vida engloba todas as atividades que desenvolvemos em nosso cotidiano, desde a alimentação até como nos locomovemos. Assim, como e o que você consome, come, usa, como você se diverte, onde mora, tudo isso compõe seu estilo de vida.
E como ter um estilo de vida sustentável? Ao que precisamos nos atentar para chegar a esse objetivo?
Primeiramente precisamos avaliar o nosso padrão de consumo. Você deve estar se perguntando: “Mas será que o que eu consumo fará tanta diferença assim?”. Pensando individualmente pode parecer um tanto excessiva essa preocupação, porém não se engane! A população mundial chegou a 7,6 bilhões de pessoas em 2017, segundo informações da ONU – Organização das Nações Unidas. E a projeção é que alcancemos 9,7 bilhões de pessoas até 2050.
Imagem: Autossustentável
Agora vamos repensar a pergunta: “Será que fará diferença meu estilo de vida?” Vamos considerar que hoje são 7,6 bilhões de pessoas se vestindo, se alimentando, se locomovendo e se abrigando em área urbanas, sendo essas áreas responsáveis por 60% a 80% das emissões de GEE – gases de efeito estufa, 75% de consumo de recursos naturais e 50% da geração de lixo. Se continuarmos a manter esse estilo de vida, com os atuais padrões de consumo, até 2030 precisaremos de 2 planetas Terra para satisfazer nossa demanda por recursos, que se tornam cada vez mais escassos.
E como mudar esse preocupante cenário? As decisões que tomamos agora definirão nosso futuro como a qualidade de vida que nós e nossos filhos e netos terão. Que tal começar repensando nosso estilo de vida? Para ter um estilo de vida sustentável vamos ponderar a forma como consumimos, vamos nos empenhar em consumir produtos e serviços mais limpos, saudáveis e inteligentes.
Imagem: Creative Commons
Repensando a alimentação
Apesar de termos uma produção de alimentos capaz de suprir toda a população, a sua distribuição acontece de forma heterogênea: uma em cada nove pessoas passa fome, enquanto uma a cada cinco pessoas sofre de obesidade.
Imagem: Creative Commons
Anualmente, consumidores dos países ricos desperdiçam cerca de 22 milhões de toneladas de alimentos, quase a mesma quantidade de alimentos produzida na África Subsaariana.
Algumas dicas para uma alimentação mais sustentável:
Pense antes de comprar. Com a mudança de hábitos alimentares que o estilo de vida contemporâneo tem nos imposto, estamos consumindo cada vez mais alimentos que geram alto impacto ambiental, como carnes e processados.
Compre alimentos sazonais (“da época”), orgânicos e de produtores locais.
Reduza o consumo de carne.
Reduza o desperdício de alimentos – Que tal optar por aqueles alimentos um tanto “feinhos” para o consumo imediato? Assim você estará evitando que o mesmo seja jogado fora, afinal 30% dos alimentos produzidos não chegam às mesas e 40% dos que chegam são desperdiçados.
Repensando a mobilidade
Em todo o mundo, 7 entre 8 cidadãos urbanos respiram ar que não atende aos níveis de segurança da OMS – Organização Mundial da Saúde.
Algumas dicas para se locomover de forma mais sustentável:
Dê ou pegue carona, pois o setor de transportes é responsável por 25% das emissões de CO2.
Use transporte público.
Quando for possível, vá de bike ou andando e aprecie a vista.
Repensando a habitação
O setor de construção contribui com mais de 30% das emissões globais de GEE – gases de efeito estufa, além de consumir mais de 40% de toda energia ofertada globalmente.
E o setor de habitação precisa de grande atenção de nossos governantes, uma vez que, o planejamento urbano afeta as distâncias de deslocamento, os índices de criminalidade e o bem-estar geral.
Imagem: Creative Commons
Algumas dicas para se ter um lar mais sustentável:
Escolha aparelhos energeticamente mais eficientes.
Apague as luzes quando não estiver usando.
Conserte a torneira se estiver pingando. Torneiras pingando em países ricos gastam mais água do que a quantidade diária disponível para 1 bilhão de pessoas.
Invista em isolamento térmico.
Imagem: Creative Commons
E você? Tem alguma dica para se ter um estilo de vida sustentável? O que vem fazendo para viver de forma mais harmônica com o planeta? Conta para gente!
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ABREU, Nathália. Você sabe como ter um estilo de vida sustentável?. Autossustentável. Disponível em: <https://autossustentavel.com/2018/06/estilo-de-vida-sustentavel.html>.
Canudinhos de plástico são banidos no Rio de Janeiro
Nova lei obriga que bares e restaurantes usem canudos de material biodegradáveis ou recicláveis
O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, sancionou a lei que estabelece a obrigatoriedade do uso de canudos feitos com material ecologicamente correto nos estabelecimentos comerciais da cidade (como bares, restaurantes e quiosques). Assim, o município do Rio de Janeiro se torna a primeira cidade brasileira a proibir seu uso.
A lei obriga estabelecimentos comerciais a usar canudos de papel biodegradável. Os que forem recicláveis, de forma individual, também serão permitidos. De acordo com a nova lei, quem descumprir a determinação será multado em R$ 3 mil, valor que será dobrado em caso de reincidência.
A lei aprovada nas duas discussões na Câmara de Vereadores do Rio foi sancionada pelo prefeito Marcelo Crivella no início de julho deste ano e publicada no Diário Oficial da cidade.
Canudos de papel. Imagem: Creative Commons
Cabe lembrar que a lei proíbe somente os canudos de plástico, abrindo espaço para os biodegradáveis e os fabricados de materiais sustentáveis.
O grande problema dos canudos plásticos
Lixo plástico mais comum nas praias do Brasil e respondendo por 4% do lixo plástico mundial, os canudos plásticos foram o 7º item mais coletado nos oceanos em todo o mundo em 2017, de acordo com a ONG Ocean Conservancy.
Imagem: Ocean Conservancy
Para se ter uma ideia, somente nos Estados Unidos são usados e descartados diariamente cerca de 500 milhões de canudos. Esse número daria para encher 46.400 ônibus escolares de plástico ou dar duas voltas e meia no planeta por dia só de canudos.
Segundo estatísticas, a vida útil de um canudo é de, em média, quatro minutos – tempo suficiente para você terminar sua bebida. Só que, feitos normalmente de polipropileno ou poliestireno, materiais que não são biodegradáveis, eles demoram até 100 anos para se decompor na natureza. Além disso, podem ser carregados pela chuva para mares e rios, impactando toda a fauna aquática.
O canudo de plástico também é fonte de formação de microplástico, partículas quase invisíveis que são prejudiciais à biodiversidade aquática e marinha e ao ser humano.
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Saiba como colocá-lo nas referências:
SOUZA, L. B. Leonardo. Canudinhos de plástico são banidos no Rio de Janeiro. Autossustentável. Disponível em: <https://autossustentavel.com/2018/06/canudinhos-de-plastico-sao-banidos-no-rio-de-janeiro.html>.
O que você pode fazer para reduzir o consumo de plástico?
Você já parou para refletir na quantidade de plástico que você descarta todos os dias?
Os motivos para não usar (ou reduzir drasticamente o seu consumo) plástico descartável são muitos.
O plástico é proveniente do petróleo, recurso não renovável e que a extração demanda um grande impacto ambiental;
Apenas uma pequena percentagem de todo plástico produzido é reciclado, cerca de 9%;
Animais e aves marinhas ingerem pequenas partículas de plástico junto com quando se alimentam. Alguns engolem peças maiores, como tampas de garrafas, sacolinhas, frascos, cordas, pedaços de redes. Como o plástico não é digerido, os fragmentos se acumulam no estômago até não restar espaço para a comida. morrendo de inanição;
Quando o plástico entra em contato com substâncias quentes, como líquidos quentes, no caso do copo plástico, libera substâncias que são consideradas cancerígenas;
Sabemos o quão é difícil é diminuir o seu uso ou dizer não para algumas facilidades como as sacolas plásticas e um canudinho. Por isso, listamos algumas opções que podem auxiliar essa mudança de hábito no seu dia a dia.
No Brasil, o consumo diáriode copos plásticos é de cerca de 720 milhões de unidades. . Se empilhados, eles dão uma volta e meia na Terra. Esse número é realmente impressionante e, reflete o nosso padrão de consumo, desenfreado e, por vezes por pura comodidade.
Usando 3 copos plásticos por dia de trabalho, ao longo do ano você utilizará em média (considerando feriados e finais de semana) 700 copos plásticos. Dá para reduzir esse consumo, não dá?
No texto anterior demos algumas opções para trocar o seu copo descartável por um reutilizável. Mas pode ser aquela sua caneca preferida, uma squeeze que está encostada no armário ou um copo qualquer, mas que possa sempre estar com você durante todo o dia.
É uma ideia simples mas que pode ter um grande impacto, dependendo de como é a sua rotina fora de casa.
DISPENSE O CANUDO
Imagem: Creative Commons
Conta aí, quantos canudos você já usou nessa semana?
Um canudo descartável que fica cerca de 10 minutos na sua mão, pode ficar até 100 anos para se decompor na natureza – isso se não for ingerido por algum animal. Sabia? Além disso, por serem distribuídos e descartados com facilidade, eles entopem bueiros e poluem a cidade.
Que tal começar agora mesmo a rejeitar os canudos descartáveis? Um utensílio que parece tão inofensivo, pode causar sérios danos à vida animal, aos oceanos e ao meio ambiente.
Mas e se você realmente precisar usar? Separamos algumas alternativas ao canudo descartável de plástico?
Canudo de Bambu;
Canudo de Metal;
Canudo de Vidro;
Canudo de Papel;
Canudos de Gelatina comestível (feito com açúcar, gelatina e amido de milho);
DIMINUA O CONSUMO DE GARRAFAS PLÁSTICAS
Imagem:
Estima-se que 1.000.000 de garrafas plásticas são vendidas por minuto no planeta, ou seja, 20 mil garrafas são compradas a cada segundo, sejam elas de refrigerante, suco ou água mineral.
No entanto, grande parte das garrafas de água são feitas de um certo tipo de plástico derivado do petróleo e chamado de politereftalato de etileno, conhecido também como PET.
De acordo com estudo publicado na revista National Geographic, o maior consumidor mundial de água engarrafada é os EUA, que produz sozinho cerca de 29 bilhões de garrafas de água por ano. Isso envolve aproximadamente 17 milhões de barris de petróleo na produção do PET.
Trata-se de uma quantidade considerável, ainda mais quando levamos em conta que estamos falando de um produto que, na prática, é descartável – muitas vezes o utilizamos somente uma vez. Claro que reciclar o material é essencial e faz a diferença, porém, é preciso lembrar também do investimento em energia e logística necessários para o processo de reciclagem. Mesmo assim, apenas uma parte do produto acaba sendo reprocessado. Uma grande parte deste material termina em depósitos de lixo e, infelizmente, em mares e rios.
São 5 grandes problemas causados pelo descarte incorreto de garrafas PET, que evidenciam a importância de diminuir o seu consumo e de reciclar esse material:
Apesar de práticas e seu multi-uso (servem até como sacos de lixo), elas têm lá os seus defeitos. Estima-se que 1,5 milhão de sacolas plásticas são distribuídas por hora no Brasil. Cada sacola plástica pode levar até 500 anos para se decompor. Agora faça as contas?
Mas existem outras opções no mercado para substituir as sacolas plásticas distribuídas gratuitamente nos supermercados? Claro que existe!
Sacolas oxibiodegradáveis
Não tão sustentáveis, pois são derivadas do petróleo. Porém, têm a vantagem de se degradarem mais rapidamente no solo do que as sacolinhas tradicionais (cerca de dezoito meses). Mas alguns especialistas alertam que o aditivo presente nessas sacolas apenas quebra as moléculas do material plástico em pedaços diminutos – o plástico permanece lá, mas num formato diferente. Olha aí os microplásticos novamente! Além disso, esses pedaços pequenos são compostos por outras substâncias, como resíduos de tintas e pigmentos, que também poluem o meio ambiente.
Sacolas de plástico verde
Material produzido a partir da cana-de-açúcar, matéria-prima renovável. Mas tem como desvantagem o fato de não ser biodegradável, ou seja, não se decompõe no meio ambiente sem prejudicá-lo.
Sacolas de bioplástico
Feitas de amido de milho, biodegradáveis e de baixo custo. O problema é que elas utilizam até 69% a mais de energia em sua produção do que a sacola plástica comum. Mas se a produção ocorrer com a utilização de energia renovável, ela pode ser considerada uma boa opção na substituição às sacolas plásticas convencionais;
Reciclado
Sacolas feitas a partir de material reciclado, que vão de material plástico até caixinhas de leite, são também uma ótima opção por reutilizarem materiais, apesar de não serem biodegradáveis. A vantagem é o fato de não serem descartáveis.
Sacos de papel
Essa alternativa já foi muito utilizada nos anos 50, antes mesmo da popularização das sacolas plásticas. Eles podem ser usados para carregar alimentos e compras pequenas. Além disso, comidas e recipientes pequenos também podem ser embrulhados. Porém, são bem mais frágeis e se decompõem com facilidade;
Ecobags
Confeccionadas de materiais recicláveis, as sacolas reutilizáveis são populares e já são vendidas em supermercados. Elas têm durabilidade estimada de cinco anos e podem ser lavadas.
Carrinhos de lona
Com uma estrutura resistente, eles são capazes de levar as compras com auxílio de rodinhas, o que facilita o transporte.
Sacos feitos de jornal
Essa é uma boa opção pra casa. A dobradura feita de jornal é capaz de formar um saquinho, que pode ser usado para guardar o lixo do banheiro. Quando estiver cheio, pode ser descartado em um saco de lixo reciclado; Temos aqui um passo a passo!
Caixas de papelão
Nesse caso, o consumidor pode levar a sua própria caixa ou conseguir a sua própria peça no supermercado. Algumas empresas estão em processo de desenvolvimento de caixas de papelão dobráveis, as quais podem ser levadas até mesmo no porta-malas do carro.
Sabemos o quanto é difícil dizer não àquele copo descartável ou aquela sacola de plástico para você usar no lixinho do seu banheiro. Mas, mudar os seus hábitos, pode ser uma maneira simples, mas eficaz de diminuir o consumo de plástico.
E você, o que faz para combater a poluição plástica nos oceanos? Deixe nos comentários!
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SOUZA, L. B. Leonardo. O que você pode fazer para reduzir o consumo de plástico?. Autossustentável. Disponível em: <https://autossustentavel.com/2018/06/o-que-voce-pode-fazer-para-reduzir-o-consumo-de-plastico.html>.
Conheça opções para banir o copo descartável da sua vida
No Brasil, estima-se que consumimos, diariamente, cerca de 720 milhões de copos de plástico descartáveis! Isso mesmo, você leu certo, diariamente!
É terrível se pensarmos que apenas uma pequena parcela é reciclada e que os copos podem levar até 450 anos para se decompor. Um exemplo de consumo desenfreado onde não se considera o impacto que uma pequena atitude gera para a nossa saúde e a do nosso planeta.
Mas aí rola aquela dúvida que muita gente tem. É mais sustentável usar um copo descartável que lavar o meu copo? Claro que não! Cada copo descartável desperdiça entre 500ml e 3 litros de água para ser produzido e, para lavar seu copo, você gasta entre 100ml e 400ml apenas.
Usando seu copo 5 vezes por dia, durante 1 ano, você deixa de jogar no lixo cerca de 1.800 copos, que demorariam centenas de anos para se decompor. Além disso, você diminui a sua pegada de carbono, economizando matéria-prima, energia elétrica e o combustível utilizado na logística.
Separamos 2 iniciativas incríveis que somos fãs e que são grandes ferramentas de conscientização ambiental provando que ser sustentável é simples, basta repensarmos alguns hábitos do dia a dia.
Depois de se chocar com cenas do documentário “Trashed: para onde vai nosso lixo” que fala sobre o destino do lixo produzido em todo o mundo, Fernanda Cortez decidiu se desafiar e assim surgiu o movimento Menos 1 Lixo.
O desafio era produzir menos lixo e provar que atitudes individuais somadas podem mudar a realidade que nos cerca e construir um mundo mais sustentável. O primeiro passo do desafio: banir os copos descartáveis do seu dia a dia por um ano. Daí nasceu o copo do Menos 1 Lixo, um copo retrátil e reutilizável que pode ser carregado para qualquer lugar.
O resultado foram 1.618 copos a menos no lixo e mais de mil razões para continuar nessa jornada, além de uma mudança de vida radical.
O copo retrátil é de silicone, livre de BPA, metais pesados e ftalatos e, reciclável. Tem capacidade total de 400ml, e pode receber líquidos quentes e frios, vai no micro-ondas, freezers e lava-louças. O design e a produção são 100% brasileiros e ele é totalmente desmontável, facilitando a sua lavagem.
Inspirada em um modelo europeu e apresentada aos brasileiros em 2011 pelos sócios-fundadores Larissa Kroeff e Joris Fillatre, tendo sido a primeira empresa no Brasil com a proposta de substituir os copos descartáveis por copos reutilizáveis.
A Meu Copo Eco faz parte do Sistema B, comunidade global onde, as organizações têm como compromisso buscar soluções para problemas de bem-estar social e ambiental no mundo, além do crescimento econômico. Já contamos sobre o Sistema B aqui.
Feito de Polipropileno (PP 5), os copos da Meu Copo Eco são livres de BPA, resistentes (ao contrário dos copos descartáveis, de vidro ou acrílico), totalmente recicláveis e ainda conservam a temperatura da bebida por mais tempo. Além de serem totalmente produzidos no Brasil.
Outro diferencial que a Meu Copo Eco disponibiliza é a logística reversa dos copos. Na prática, as pessoas que adquirem os copos são quem comandam a operação e decidem a destinação do copo. Se o produto volta aos organizadores para serem higienizados e reutilizados novamente em outros lugares (reforçando assim, a cultura do uso consciente) ou se levam consigo para continuar reutilizando no seu dia a dia.
DIGA NÃO AOS COPOS DESCARTÁVEIS!
Escolha um utensílio que você possa ter SEMPRE com você. Seja o copo retrátil do Menos 1 Lixo, o copo da Meu Copo Eco, uma caneca, uma squeeze ou um copo qualquer. O importante é dizer não!
Dizer não aos copos descartáveis é o primeiro passo para um movimento de transformação de comportamento e de consciência quanto ao seu papel na preservação da natureza.
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SOUZA, L. B. Leonardo. Conheça opções para banir o copo descartável da sua vida. Autossustentável. Disponível em: <https://autossustentavel.com/2018/06/copo-descartavel-copo-reutilizavel.html>.
Dia do Meio Ambiente – O que essa data representa para você?
Instituído em 1974, como Dia Mundial do Meio Ambiente, o dia 5 de junho tem como principal função sensibilizar pessoas, organizações e países sobre a necessidade de proteção à natureza.
Poderia escrever um texto mostrando como a data foi criada, a importância que esse assunto representa para agenda global e como é importante preservar a natureza. Mas, vamos ser sinceros, se não trouxermos esse assunto para nossas vidas, para nosso cotidiano, de pouco adiantará passar tantas informações.
Então, deixo aqui algumas questões para começarmos essa amigável conversa:
O que o Dia Mundial do Meio Ambiente representa para você? Qual a prioridade dessa temática em sua vida? O que você entende como meio ambiente? E como você enxerga a natureza?
Bem, vamos desconstruir algumas visões que podem atrapalhar, de alguma forma, nosso entendimento e familiaridade com a discussão.
Primeiríssimo tópico: Natureza!
Quando falamos em natureza, o que geralmente nos vem em mente é algum tipo de cenário, paisagem ou território distante de nossa realidade, representado por fauna e flora exuberantes, como, por exemplo, florestas, savanas, animais, ilhas paradisíacas, corais marítimos, unidades de conservação, parques estaduais ou municipais.
Temos a tendência de distanciar a natureza de nossas vidas, imaginando-a como algo remoto, que muitas vezes pode ser intocável ou mesmo que demanda algum tipo de cuidado e proteção urgente. Naturalizamos esse entendimento e, dificilmente, nos consideramos como parte dela, ainda que representemos uma de suas menores partes.
Como os impactos ambientais afetam nossa vida?
Fora o fato de que sem meio ambiente não há condições para vida no planeta, cada um dos impactos ambientes, de alguma forma influenciam em nosso modo de viver.
O desmatamento, mesmo que realizado distante de nossa área de vivência, impacta nossa qualidade de vida. Junto à devastação de biomas, já que, o desmatamento não afeta apenas a flora da área desmatada, mas, também, sua fauna e a forma de interação daquela região. O desmatamento desestabiliza os solos, o regime de chuvas e gera diversos outras consequências que mesmo os que vivem em áreas completamente urbanizadas sentem.
O aquecimento global, provocado principalmente pelo acúmulo GEE – gases de efeito estufa em nossa atmosfera, como por exemplo, o dióxido de carbono (CO2) e o metano (CH4), resultantes de atividades antropogênicas [1] afeta não só a qualidade do ar da região poluidora, mas provoca efeitos como o aumento da temperatura no planeta. Neste ponto, alguns devem estar pensando “O que o aumento de 1ºC ou 2ºC na temperatura pode afetar o planeta?”. Além do aumento do nível dos mares devido ao degelo das calotas polares, a temperatura dos oceanos também está em gradual elevação, fato este que pode afetar na intensidade de eventos climáticos como tempestades, ciclones, furacões e tufões.
A poluição dos mares e oceanos é outro impacto que afeta consideravelmente nossa qualidade de vida além de ameaçar a biodiversidade marinha. E um dos principais vilões da vida marinha é um material que habitualmente consumimos todos os dias, o plástico! Para saber mais sobre como o plástico afeta e ameaça a vida na Terra, clique aqui.
Agora que temos uma pequena noção do quanto é importante a preservação do meio ambiente, vamos falar sobre o tema do Dia Mundial do Meio Ambiente escolhido pela ONU Meio Ambiente para este ano #AcabeComAPoluiçãoPlástica.
Acabe com a Poluição Plástica!
A poluição plástica é considerada uma das principais causas atuais de danos ao meio ambiente e à saúde. Mesmo assim, os números da produção e descarte incorreto deste material não param de crescer. Mais plástico foi produzido na última década do que em todo o século passado. Por ano, são consumidas até 5 trilhões de sacolas plásticas em todo o planeta [2].
Todo esse plástico acaba se destinando aos mares, rios e oceanos, se tornando lixo marinho e ameaçando diretamente a vida marinha. Para se ter noção da gravidade deste problema, caso não mudemos nossos hábitos de consumo e descarte até 2050 haverá mais plástico que peixes nos oceanos.
Buscando difundir a temática da Campanha #MaresLimpos e incentivar uma mudança nos hábitos de consumo de plásticos descartáveis foi lançado pela ONU Meio Ambiente o jogo global #AcabeComAPoluiçãoPlástica.
É muito simples participar! Decida qual mudança você vai adotar em seu dia a dia para acabar com a poluição plástica, tire uma selfie ou grave um vídeo mostrando sua nova escolha, marque três pessoas/organizações/empresas para desafiá-las e use as hashtags #AcabeComAPoluiçãoPlástica e #DiaMundialdoMeioAmbiente em seus posts. Lembre-se de mencionar a @ONUMeioAmbiente no Facebook ou Twitter.
[1] Atividades humanas como, por exemplo, o deslocamento por transportes movidos a combustível fóssil. [2] Informações ONU Brasil.
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ABREU, Nathália. Dia do Meio Ambiente – O que essa data representa para você?. Autossustentável. Disponível em: <https://autossustentavel.com/2018/06/dia-do-meio-ambiente-o-representa-para-voce.html>.
Como a poluição por plástico ameaça a vida na Terra
Um dos responsáveis pela revolução que vem transformando a maneira como vivemos é, inegavelmente, o plástico. Nas suas mais variadas formas, atendendo às mais diferentes necessidades do nosso dia a dia, como utensílios domésticos, brinquedos, peças automotivas, calçados, embalagens, enfim uma infinidade de produtos.
Desde 1950 a humanidade já produziu 8,3 bilhões de toneladas de plástico. Desse montante, cerca de 6,3 bilhões já foram descartadas. E se continuarmos nesse ritmo, pesquisadores apontam que em 2050 haverá mais de 12 bilhões de toneladas de resíduos plásticos.
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Mas os plásticos não trazem apenas benefícios à humanidade. Apesar do seu uso ser tão amplamente difundido, grande parte do lixo que produzimos diariamente é composta deste material. Hoje, um terço do lixo doméstico é composto por embalagens. Cerca de 80% das embalagens são descartadas após USADAS APENAS UMA VEZ!
A maioria dos plásticos não é biodegradável, portanto os resíduos plásticos que estamos gerando nos acompanharão por séculos e acarretando sérios problemas ambientais. Os impactos do plástico na natureza começam bem antes, na extração de matérias-primas e no seu processo de produção, uma vez que os plásticos são obtidos principalmente a partir do petróleo.
Os números do uso de plástico, no entanto, não param de crescer. Em 2016, 5,8 milhões de toneladas de produtos plásticos foram produzidas no Brasil. Dessa quantidade enorme, apenas 9% são reciclados, a sua grande maioria (79%) acaba sem tratamento nos aterros sanitários, lixões e no meio ambiente.
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E a conta desse impacto só aumenta. Segundo estimativa da ONU, o impacto ambiental dos plásticos é de pelo menos US$ 75 bi ao ano.
Mas é o ecossistema marinho que mais sofre com os plásticos. A cada ano, cerca de 8 milhões de toneladas de plástico chegam aos oceanos e, até 2050, estima-se que 99% das aves marinhas terão ingerido plástico. Boa parte desse volume é composta por descartáveis, como copos, sacolas, canudos, garrafas, e micro plásticos (pequenas partículas), incluindo as microesferas usadas em produtos cosméticos.
Com uma extensão maior que a cidade de São Paulo, a mancha flutua entre as costas da Califórnia e do Havaí e é formada por todos os tipos de plásticos. Provenientes dos continentes e dos descartes de navios, esses resíduos são arrastados por correntes marítimas para um ponto de convergência. Imagem:
A estimativa é que existam bilhões de toneladas de plástico flutuando nos oceanos. Apenas a Grande Ilha de Lixo do Pacífico, nome dado a um aglomerado de plásticos no Pacífico Norte, possui um tamanho equivalente ao do território dos Estados Unidos.
Todo esse plástico acaba atrapalhando a navegação, sujando praias e matando animais, que ingerem o material por confundirem com alimento. A poluição das águas, a morte de animais e o prejuízo para o turismo alcançam pelo menos US$ 13 bilhões ao ano.
A responsabilidade sobre as toneladas de lixo jogadas todos os anos nos oceanos do mundo é compartilhada. Trata-se de um problema sistêmico cuja solução poderá vir da ação de empresas e do poder público, mas também de indivíduos e da sociedade civil
A campanha “Mares Limpos” – www.cleanseas.org – da ONU Meio Ambiente tem o objetivo de conter a maré de plásticos que invade os oceanos. Focada na conscientização e mobilização da sociedade civil e dos governantes sobre o grave problema do lixo plástico nos oceanos.
Com informações: ONU Meio Ambiente
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SOUZA, L. B. Leonardo. Como a poluição por plástico ameaça a vida na Terra. Autossustentável. Disponível em: <https://autossustentavel.com/2018/06/poluicao-plastico-mares-limpos.html>.
#VireCarranca – Eu Viro Carranca para defender o Velho Chico
Pelo quinto ano consecutivo, o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), comemora no dia 03 de junho, o Dia Nacional em Defesa do Rio São Francisco.
A campanha “Eu viro carranca pra defender o Velho Chico” foi lançada em 2014 pelo CBHSF. Tendo a carranca como ícone, a ideia é chamar a atenção de todos para os graves problemas enfrentados pelo Rio e sua Bacia, e para a necessária e urgente revitalização, a fim de que o Velho Chico continue alimentando a vida e a esperança dos 18 milhões de brasileiros que dependem direta ou indiretamente de suas águas. Contamos por aqui a situação crítica que o rio de encontra.
Desde a sua primeira edição, o Autossustentável apoia, abraça a causa e vira a carranca para defender o nosso Velho Chico.
Imagem: CBHSF – TantoExpresso: Ohana Padilha
A campanha deste ano tem o mote “Eu Amo o Velho Chico”, trazendo à iniciativa um sentimento de pertencimento a todos que participam, que apoiam e se identificam com o rio São Francisco e sua Bacia Hidrográfica.
O presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, Anivaldo Miranda, fez uma coletiva para anunciar, hoje, dia 03 de junho, o lançamento da campanha desde ano. Anivaldo também aproveitou a oportunidade para apresentar os projetos e ações que o CBHSF vem desenvolvendo em prol da revitalização do Velho Chico, entre os quais, o II SBHSF.
Imagem: CBHSF – TantoExpresso: Ohana Padilha
A Bacia do Rio São Francisco que abrange 505 municípios em seis estados (Minas Gerais, Goiás, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas) e Distrito Federal é o responsável por 70% da agua doce do Nordeste e de boa parte do estado de Minas Gerais.
Anivaldo Miranda citou o Plano de Recursos Hídricos da Bacia que tem como meta investimentos de até 30,8 bilhões de reais até 2026, isto executando-se todas as ações e diretrizes para revitalização de toda a Bacia. Revitalização, entende-se pela recuperação hidroambiental de modo a aumentar a disponibilidade e a qualidade da água.
Para o CBHSF, os investimentos são da ordem de 550 milhões de reais até 2026, através da cobrança uso da agua bruta. O presidente ressaltou, no entanto, que o CBHSF não é o único responsável pelos projetos de revitalização da Bacia.
Imagem: CBHSF – TantoExpresso: Ohana Padilha
O presidente afirmou que a expansão da fronteira agrícola, exerce grande pressão sobre os Aquíferos de Urucuia e de Bambuí. Essa exploração desordenada das águas subterrâneas, vem afetando diretamente os níveis das águas, principalmente na barragem de Sobradinho.
“Os biomas do Cerrado e da Caatinga estão sendo devastados impiedosamente!”
Anivaldo foi categórico ao afirmar que a crise hídrica passada pelas regiões Sudeste, Nordeste e parte do Centro Oeste têm relação direta com o que acontece com o Cerrado, nosso segundo maior bioma, o mais rico em biodiversidade e o berço das águas de diferentes biomas brasileiros.
Por fim, o presidente do CBHSF afirma que é necessária uma mudança da matriz agrícola para que ela seja sustentável. Os grandes perímetros de irrigação devem incorporar tecnologias para o uso racional da água e melhor gestão das águas subterrâneas.
Ações e Mobilização
O Dia Nacional em Defesa do Rio São Francisco propõe que o dia 3 de junho seja de mobilizações simultâneas em toda a extensão da bacia, alertando a todos para a necessidade de revitalização do rio.
Este ano, além da mobilização via redes sociais, as atividades serão realizadas em Januária (MG), região do Alto São Francisco, e em Aracaju (SE), no Baixo São Francisco. Haverá mobilização também nas cidades de Gararu (SE) e Traipu (AL).
Imagem: CBH do Rio São Francisco
Para isso, uma série de atividades culturais e de educação ambiental foram realizadas, como distribuição de mudas, mobilização de crianças e adolescentes acerca do tema Rio São Francisco, através de totens interativos, gincanas escolares, shows musicais, barqueata, danças folclóricas regionais.
II Simpósio da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco
Juntamente com o lançamento da campanha será realizada, em Aracaju, acontece entre os dias 03 e 06 de junho o II Simpósio da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (II SBHSF), promovido pelo Fórum de Pesquisadores de Instituições de Ensino Superior da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco e pelo CBHSF.
Com tema central “Desafios da Ciência para um novo Velho Chico”, o evento objetiva congregar cinco eixos temáticos:
Governança
Qualidade e quantidade da água
Conservação e recuperação ambiental
Dimensão social
Dimensão saúde na expectativa de estabelecer o estado atual do conhecimento sobre esse rio de extrema importância nacional.
O II SBHSF contará com 400 participantes entre inscritos e convidados, pesquisadores e técnicos de órgãos que atuam no contexto espacial da Bacia Hidrográfica, bem como representações sociais de comunidades, associações e cooperativas. E, será realizado no Centro de Vivência da Universidade Federal de Sergipe – UFS, entre os dias 04 e 06 de junho.
A programação do Simpósio inclui com apresentações orais e painéis, palestras, conferências e mesas redondas, visitas técnicas e culturais, exposições, reuniões temáticas e minicursos. Para saber a programação completa, basta acessar o link: www.sbhf.com.br
Nós viramos carranca para defender e você? #VireCarranca
Gratidão Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco pelo convite de vir até Aracajú participar novamente do lançamento da campanha.
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SOUZA, L. B. Leonardo. #VireCarranca – Eu Viro Carranca para defender o Velho Chico. Autossustentável. Disponível em: <https://autossustentavel.com/2018/06/vire-carranca-velho-chico.html>.
10 Dicas do que NÃO fazer com seus resíduos
Muitas vezes as nossas boas intenções acabam indo para o lixo porque não sabemos como descartar nossos resíduos.
Existem diversas fontes e informações sobre reciclagem e destinação correta para reciclagem. Veja bem, existe diferença entre esses dois termos. Normalmente, em nossas casas, nós apenas destinamos nossos resíduos para reciclagem, uma vez que, não transformamos esses resíduos em outro produto ou damos outra utilidade para ele.
Para facilitar sua vida, acho mais fácil que você saiba o que não deve ser feito, pois muitas vezes não sabemos qual o melhor caminho ou o mais correto, contudo, o errado é sempre mais fácil de ser identificado.
Imagem: Twitter
Se você ainda tem dificuldade em separar corretamente seus resíduos orgânicos (restos de comida e lixo de banheiro) dos resíduos sólidos (recicláveis ou lixo seco como também são conhecidos), aí vão dez dicas do que você NÃO deve fazer, nem em casa ou na rua.
NÃO se deve colocar isopor no lixo orgânico, devemos descartá-lo no lixo reciclável. Para saber mais sobre a reciclagem de isopor, clique aqui.
NÃO se deve jogar remédios no vaso sanitário ou no lixo orgânico, devemos descartá-los em postos de coleta que trabalham especificamente com medicamentos. Para saber mais sobre a forma correta de descarte, clique aqui.
NÃO se deve jogar óleo de cozinha usado na pia, devemos armazená-lo e descatá-lo em postos de coleta que trabalham especificamente com óleo de cozinha. Para saber o posto mais próximo da sua casa, clique aqui.
NÃO se deve descartar embalagens de higiene pessoal no lixo do banheiro, geralmente essas embalagens são recicláveis, por isso devemos descartá-las no lixo reciclável.
NÃO se deve deixar as tampas dos enlatados de forma que possam causar algum acidente.
NÃO se deve lavar demasiado as embalagens usando sabão ou detergente.
NÃO se deve jogar celulares ou eletrônicos no lixo orgânico, devemos descartá-los para empresas de reciclagem que trabalhem especificamente com esses materiais.
NÃO se deve colocar objetos ou jogar cigarro dentro das latinhas e garrafas de vidro.
NÃO se deve jogar embalagens com comida no lixo reciclável, devemos limpar as mesmas antes do descarte.
NÃO se deve deixar as embalagens de Tetra Pak e PET com tampa no lixo reciclável, devemos descartar separadamente as as tampas e embalagens no lixo reciclável.
Imagem: Creative Commons
Finalizo com uma frase popular que não sai de moda: se você quer ver uma mudança no mundo, comece por você!
Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental exibe 121 filmes de 31 países em São Paulo
Com entrada franca, o mais importante evento audiovisual sul-americano dedicado a temas socioambientais acontece de 31/05 a 13/06 em diversas salas de SP
A Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental é considerada como o mais importante evento audiovisual sul-americano dedicado a temas socioambientais. No total, são exibidos 121 filmes, representando 31 diferentes países.
A iniciativa celebra a Semana Nacional do Meio Ambiente e o Dia Mundial do Meio Ambiente (que se comemora no dia 5 de junho). O evento tem entrada franca e acontece de 31 de maio a 13 de junho.
O grande homenageado do ano é Chico Mendes (1944–1988), seringueiro, sindicalista, ativista político e ambientalista brasileiro que se tornou expoente na defesa da Amazônia. No marco dos 30 anos de seu assassinato, o festival apresenta alguns filmes internacionalmente premiados e aclamados pela crítica. Está agendado ainda um debate sobre o legado deste ativista pela proteção da floresta com presença de sua filha, Elenira Mendes e da atual vice-presidente do Conselho Nacional dos Seringueiros Edel Nazaré de Moraes Tenório.
Há também uma retrospectiva dedicada a um dos nomes mais importantes da história do cinema alemão e um dos cineastas mais originais de todos os tempos, Werner Herzog está no centro do Panorama Histórico da 7ª edição da Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental. A retrospectiva traz algumas de suas mais impactantes obras, onde o conflito entre a natureza e o homem estão fortemente evidenciados.
Imagem: Divulgação
A programação inclui ainda a Mostra Internacional Contemporânea com produções organizados em seis temas: campo, cidades, consumo, povos e lugares, preservação e trabalho. Um dos destaques é documentário Sob a Pata do Boi, que revela como opera a cadeia da pecuária na Amazônia, principal vetor de desmatamento da maior florestal tropical do mundo. Dentro da Mostra Contemporânea irá rolar diversos debates sobre as seis temáticas do evento. Você pode conferir a programação dos debates aqui.
Imagem: Divulgação
A Mostra inclui também a Competição Latino-Americana com produções representando oito países da região, além de apresentação em realidade virtual que oferece uma experiência com imagens, sons e aromas de uma aldeia amazônica. Os trabalhos concorrem a premiações de R$ 15 mil e R$ 5 mil.
Há também espaço para a competição de produções socioambientais de escolas e cursos audiovisuais, sessões infantis, o Programa Ecofalante Universidades e a Mostra Escola, ambos voltados à exibição e à discussão em espaços educacionais.
Completam a programação uma série de debates, o Seminário de Cinema e Educação, uma parceria do SESC-SP e da Ecofalante, os workshops “A Prática do Cinema Documental”, ministrado pelo renomado cineasta Jorge Bodanzky, e “O Audiovisual na Sala de Aula: A Arte a Favor do Meio Ambiente”, de responsabilidade de Edson Grandisoli, diretor educacional da Reconectta, biólogo, ecólogo e doutorando em Educação para a Sustentabilidade pelo Procam-USP.
O workshop: O Audiovisual na Sala de Aula – a Arte a Favor do Meio Ambiente será ministrado por Edson Grandisoli. Imagem: Divulgação
O evento ocupa 82 salas de cinema e espaços culturais e educacionais de São Paulo, como Reserva Cultural, Centro Cultural Banco do Brasil, Espaço Itaú Augusta e o Circuito Spcine, entre outros. A mostra tem o objetivo incentivar projetos que contribuam para o desenvolvimento sustentável do planeta por meio da educação e da cultura.
O importante papel das indústrias na redução do consumo de energia
De acordo com a Confederação Nacional das Indústrias (CNI), há mais de 573 mil indústrias espalhadas pelo Brasil. A verdade é que nem conseguimos mensurar o quanto isso representa, embora saibamos que seja um número significativo por atingir os seis dígitos! Estas indústrias são responsáveis por 41% do consumo de energia elétrica do país, o que evidencia de forma clara a relevância do setor neste quesito.
Apesar disso, as indústrias ainda não têm a devida expressividade em campanhas que abordam a redução do consumo de energia bem como o tema ainda não faz parte da pauta midiática e/ou formadora de opinião (responsável por conscientizar a sociedade a respeito das melhores práticas).
Imagem: Creative Commons
Iniciativas altamente difundidas, como a troca de lâmpadas convencionais por lâmpadas LED ou boas práticas de uso de eletroeletrônicos nas residências são importantes (óbvio!), mas apresentam resultados muito menores se comparados com a redução do consumo de energia elétrica que a substituição de motores antigos por modelos de alta eficiência proporciona. Atualmente, os motores representam 70% de toda energia consumida pelas indústrias.
Segundo a Associação Brasileira de Manutenção (ABRAMAN), hoje o parque industrial brasileiro tem em média 17 anos. Se considerarmos que a modernização destas plantas permite reduzir até 60% o consumo de energia elétrica, fica difícil entender a importância singela com que o tema tem sido tratado.
A fim de estimular essa ação entrou em vigor em 2009 a portaria nº 553 e recentemente a revisão da Norma 17094-1 que aponta níveis mínimos de rendimento para máquinas e equipamentos, onde se encaixam os motores. Ainda que tal iniciativa tenha respeitável impacto, é fundamental que esse conceito fique claro para a sociedade como um todo e para próprio setor.
A WEG, empresa catarinense multinacional de equipamentos eletroeletrônicos, possui em seu site uma ferramenta que possibilita realizar o cálculo de eficiência energética que simula os ganhos que se tem ao efetuar a troca de um motor antigo em operação, trocar um queimado ou em uma nova instalação. Além disso, a empresa participa de programas do governo que estimulam a troca dos motores.
Além de reduzir o consumo de energia e, consequentemente causar menos impactos ao meio ambiente, a troca de motores por modelos mais eficientes na indústria também está diretamente ligada a outro pilar da sustentabilidade baseado no conceito triple bottom line: o financeiro. Ao reduzir o consumo de energia elétrica a indústria está, automaticamente, reduzindo seus gastos com a conta de luz.
Imagem: Creative Commons
Agora que você já conhece o importante papel das indústrias na redução do consumo de energia elétrica e a principal ação para atingir esse resultado, que tal ajudar a transmitir essa informação? Compartilhe este conteúdo com os seus amigos e colegas e faça parte dessa conscientização.
Severn Suzuki: a menina que calou o mundo na ECO 92 (e ainda precisa ser ouvida)
Entre os dias 03 e 14 de junho de 1992, a cidade do Rio de Janeiro realizou a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (ECO 92) com a presença das principais lideranças globais para debater o tema. Anunciavam-se as gravidades dos problemas ambientais e climáticos, mas com entusiasmo e perspectivas de “ventos de mudanças” através de cooperação mútua entre nações.
Durante o encontro, subiu ao púlpito uma menina de 12 anos chamada Severn Suzuki, que representava uma organização de crianças em defesa do ambiente, para um dos discursos mais impactantes e repercutido até hoje. Em tom de alerta, afirmava:
“Estou aqui para falar em nome das incontáveis espécies de animais que estão morrendo em todo o Planeta, porque já não têm mais aonde ir. Não podemos mais permanecer ignorados. Eu tenho medo de tomar sol, por causa dos buracos na camada de ozônio. Eu tenho medo de respirar este ar, porque não sei que substâncias químicas o estão contaminando. Eu costumava pescar em Vancouver, com meu pai, até que recentemente pescamos um peixe com câncer… e agora temos o conhecimento que animais e plantas estão sendo destruídos e extintos dia após dia…”.[1]
Imagem: Creative Commons
Atônitos, líderes mundiais ouviam a menina de 12 anos denunciar ao mundo que mesmo com pouca idade já podia observar o futuro comprometido por conta das degradações ambientais e, por outro lado, as medidas ainda eram insuficientes ou mesmo nulas para reverter o processo em curso. “Se vocês não podem recuperar nada disso, por favor, parem de destruir!”, dizia Suzuki.
Os anos passaram e a menina Severn Suzuki cresceu e passou a ser uma das combatentes ativistas em prol do ambiente. Em 2012, o Rio de Janeiro realizou a Conferência das Nações Unidas Rio+20 para melhor desenvolver as tratativas internacionais de proteção ao meio ambiente e reversão dos efeitos negativos das mudanças climáticas. Nos atos preparatórios, afirmou Suzuki em entrevista:
“Fui num seminário preparatório para a Rio+20 e o foco era a crise do euro! A economia verde não é uma salvação para o euro. É uma lógica diferente de vida. De forma global, temos que pensar em formas de medir qualidade de vida, para além do Produto Interno Bruto (PIB). E no plano local, temos que olhar as necessidades que nosso modelo de vida impõe. Me preocupam casos como o de Belo Monte, onde, para possibilitar mais consumo de energia, admite-se um impacto imenso no ambiente e na sociedade. Vale a pena?”[2]
Severn Suzuki na Rio Plus Social, 2012. Imagem: Leonardo Borges/Autossustentável
O processo entre a utopia ao realismo vivido por Suzuki retrata bem a situação do combate às mudanças climáticas e da proteção ambiental em escala global. Antes, alertava-se a necessidade de que as futuras gerações pudessem usufruir dos recursos ambientais existentes à época. Hoje, o ímpeto de degradação ambiental, os efeitos nocivos de mudanças do clima e os desastres climáticos tornam a situação ainda mais crítica. A menina que calou o mundo ainda precisa ser ouvida!
[1] Discurso disponibilizado na página da Prefeitura de São Paulo. Para acessar, clique aqui.
[2] Fonte: O Globo. Para acessar a reportagem completa, clique aqui.
Simples e criativa! Aprenda culinária consciente e uma deliciosa receita de hambúrguer vegano
A cozinha é um espaço de transformação!
Quase sempre, a proposta é criar sabores, texturas, aparências e cheiros que nos saciem a fome antes mesmo da degustação.
Sabe aquele chamado pelo despertar dos sentidos? Você percebe a presença de determinado alimento ou preparação e logo imagina que está na hora de se alimentar, se percebe na experiência.
É assim que geralmente funciona: A ideia de saciedade e bem-estar vem primeiramente pelos sentidos do olfato e visão.
Senso de medida, objetivos e essência
Todos gostam de uma mesa com preparações bem organizadas, coloridas e bonitas. A famosa “mesa cheia”, a abundância, a fartura que encanta o olhar e convida a bons momentos em que se une o necessário ao agradável.
O objetivo numa refeição é quase sempre o preenchimento e aquela sensação de se atingir um estado em que se fica satisfeito. Tal ação oferece uma dose de tranquilidade temporária e a impressão de que existe energia e saúde.
Porém, sabemos que pelo lado orgânico e mais original do nosso ser, a saúde e a vitalidade que buscamos, depende também de como é nossa relação com o meio ambiente, do que doamos e do quanto cooperamos.
Bem-estar genuíno, pouco tem de experiência física e muito tem de presença sustentável no mundo, por isso, vale rever o comportamento alimentar.
Simplicidade como ponto de partida
Dentro de uma forma desmedida de “viver” a alimentação, esquecemos o tempero especial da simplicidade.
A simplicidade é o toque da consciência desperta, sustentável e cooperativa ao mundo. Uma culinária simples é uma culinária para todos os gostos e públicos e precisa ser resgatada com urgência.
Com a simplicidade, vem a criatividade
A criatividade favorece o bom uso do que se tem, evita desperdícios e estimula o aprendizado sobre os próprios talentos e habilidades. Além disso, reapresenta os recursos naturais disponíveis aos que estão dispostos a agir como tutores numa dinâmica de cuidado. Assim, deixa-se de lado a ideia de que somos os donos da terra.
Como tutores amorosos, garantimos alimentos mais orgânicos e naturais de forma acessível, e preservamos os ciclos bonitos da vida. Com tal postura, ampliam-se ações de hortas urbanas, hortas caseiras, projetos de uso integral de alimentos, incentivo ao hábito de cozinhar e tantas outras formas de reconexão com o meio e com a vida.
Coisas simples, que acabaram entrando para a lista do exótico, caro e complexo, mas que podem voltar a integrar nossa existência por meio de uma decisão e pela mudança de hábitos.
Agora vamos à receita simples com reaproveitamento
Sabe aquele pouquinho de feijão que sobrou? Vamos reaproveitá-lo e fazer hambúrgueres!
Imagem: Grupo Veganices da Val
Hambúrguer Vegano de Feijão
Processe o feijão no liquidificador com temperos e azeite. Faça um purê.
Leve esse purê a uma bacia e misture uma colher de sopa de farinha de linhaça, uma colher de sopa de aveia (em lâminas ou em flocos finos). Acrescente pimentão picadinho e salsa. A mistura ficará com consistência de uma pastinha.
Não precisa modelar o hambúrguer. Pode deixar essa massinha bem fechada e quando for fritar numa frigideira antiaderente, coloque um fio de óleo de sua preferência e modele as laterais e espessura com a própria espátula. Coloque a massa com a frigideira mais quente para não grudar.
Se já quiser deixar modelado, coloque um pouco de farinha de arroz ou mais aveia para a massa ficar mais firme e modele os formatos e embale bem. Essa receita pode ser congelada.
Imagem: Grupo Veganices da Val
Dica: Você pode usar também outros tipos de feijões como fradinho, azuki, preto, branco, vermelho. Experimente a mesma receita com outros grãos e até mesmo com aquele pouquinho de sopa de ervilha que sobrou. Acrescente pimenta, coentro ou outros itens que gostar. Com essa receita você poderá fazer sanduíche e até petisco se o tamanho for menor. Fica muito bom também com gérmen de trigo.
Inovando na cozinha! Um sistema que produz biogás para cozinhar e ainda gera fertilizante
Uma inovação benéfica para a natureza, para seu bolso e sua autonomia.
As questões da segurança energética e da geração cada vez maior de resíduos são grandes preocupações para o desenvolvimento humano e para a preservação do meio ambiente.
Utilizamos por dia 1,6 milhão de barris de petróleo no ano de 2017 [1], o principal combustível para geração de energia no mundo. Ao passo que descartamos 1,4 bilhão de toneladas de resíduos sólidos urbanos por mês [2]. Não precisamos de grandes estudos para perceber que a conta já não fecha. Seriam necessários 1,7 planetas Terra anualmente para mantermos este ritmo de produção, consumo e descarte atual [3].
Imagem: Creative Commons
Pensando em minimizar um pouco essa situação tão preocupante, a startup israelense HomeBiogas reuniu a possível solução para essas questões, ao menos na hora de cozinhar.
Já pensou em cozinhar sem depender de gás encanado ou dos antigos botijões? Não seria bom dar um destino melhor aos nossos resíduos ao invés de apenas enviá-los aos aterros? E ainda gerar fertilizante líquido para plantas nesse processo?
Imagem: HomeBiogas
Isso tudo já é possível com a inovação da HomeBiogas, um sistema que produz biogás, gás limpo para cozinhar, a partir de restos de alimentos e dejetos orgânicos e ainda gera, como subproduto, fertilizante líquido para plantas.
Alimento é combustível, não resíduos. Imagem: HomeBiogas
O funcionamento desse sistema lembra uma composteira tradicional, com a diferença que além de dejetos orgânicos, como cascas de frutas e legumes, também recebe carnes, laticínios, gorduras, óleos e até areia de gato usada. E com o plus de produzir biogás – as bactérias presentes no biodigestor decompõem os materiais orgânicos, liberando gás limpo para cozinhar. Fácil de montar, o sistema que funciona sem eletricidade, pode ser colocado, por exemplo, no quintal de casa. Diariamente, o sistema produz cerca de 6 kWh (kilowatt-horas) de energia, biogás suficiente para cozinhar por 3 horas.
Imagem: HomeBiogas
A facilidade na montagem e desmontagem dos sistemas dos biodigestores e o fato destes funcionarem sem energia elétrica são características que possibilitam que estes sejam utilizados em regiões remotas, onde a energia elétrica ainda não chegou.
Para conhecer mais sobre o sistema produtor de biogás:
Gerando energia solar e impacto positivo para comunidades – Conheça a Insolar
Projeto de instalação de painéis fotovoltaicos para geração de energia solar na Creche Mundo Infantil, na comunidade do Santa Marta – RJ.
E quem disse que para gerar impactos positivos em determinados lugares é preciso ser exatamente da área em que se deseja atuar? Henrique Drumond e Michel Baitelli, um administrador e um economista, sócios fundadores da startupInsolarestão mostrando que a vocação e o desejo de democratizar o acesso à energia solar vão além da formação acadêmica.
Michel Baitelli e Henrique Drumond, sócio fundadores da startup Insolar. / Imagem: Projeto Draft
Nascida da paixão por energias limpas e do desejo de trazer benefícios para comunidades de baixa renda afetadas pela vulnerabilidade das fontes de energia, a jovem startupInsolar é hoje um negócio social exemplo na geração de impacto socioambiental.
Apesar da empreitada ter sido repleta de desafios, afinal a área de geração de energia solar é bem técnica, Henrique e Michel não desistiram do propósito de criar um negócio social que além da economia nas contas de luz, levaria capacitação técnica para os moradores de comunidades carentes. Foi através do apoio do programa Iniciativa Jovem da Shell, que incentiva o empreendedorismo sustentável, que a Insolar decolou. O modelo de negócio da startup suscitou o interesse da Shell global, e por conta disso a Insolar foi convidada a participar do Programa #makethefuture.
O projeto piloto da startup foi desenhado e implantado na Creche Mundo Infantil, na comunidade do Santa Marta – RJ, através do modelo de cofunding, sendo financiado pelo Consulado da Alemanha, ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica e Sitawi Negócios do Bem. Além da instalação de painéis fotovoltaicos, a creche – administrada por mulheres da própria comunidade – também recebeu lâmpadas de LED mais eficientes que as lâmpadas comuns que eram utilizadas.
A Insolar realiza um trabalho de consultoria que engloba todo o processo, desde a busca por financiadores até o relacionamento com a comunidade local, passando pela assessoria na execução do projeto e o contato burocrático com as empresas distribuidoras de energia elétrica. O intuito é também utilizar a implementação da energia solar em benefício da educação ambiental, introduzindo temas como ecologia, eficiência energética e sustentabilidade em oficinas destinadas à comunidade.
Além dos projetos voltados para a área social a Insolar também realiza planejamento de projetos de energia solar para estabelecimentos privados de todo o país, como por exemplo, empresas e residências. O interessante é que uma parcela dos lucros obtidos com as instalações particulares é direcionada a um fundo destinado à instalação de placas solares em comunidades de baixa renda.