Benefícios dos Alimentos Orgânicos

Imagem: Site dos Orgânicos

A alimentação saudável começa na escolha do que consumir. No nosso primeiro post da Semana Temática de Alimentação Saudável, aprendemos a diferenciar os tipos de alimentos existentes. Hoje vamos dar dicas sobre os melhores alimentos para consumo.

Os alimentos orgânicos são aqueles livres dos tão temíveis agrotóxicos e cultivados sem uso de químicas prejudiciais à natureza e à nossa saúde, como inseticidas, fungicidas e herbicidas. Por isso são melhores para nossa saúde e também para o meio ambiente. A técnica de cultivo desses alimentos envolve manejo de culturas (rotação de culturas, onde uma planta prepara o solo para a safra posterior) e adubação orgânica.

Imagem: Zero Hora

Além da agricultura, os orgânicos também abrangem à pecuária de corte e leiteira, à suinocultura e à avicultura onde drogas veterinárias, hormônios e antibióticos e resíduos químicos em geral não são utilizados. O tratamento dos animais ocorre através medicamentos fitoterápicos e homeopáticos. Eles são vacinados e alimentados com pastos sem agrotóxicos, grãos, sementes, cereais, verduras e legumes orgânicos.

Avicultura Orgânica. Imagem: Zootecnia Ativa
Pecuária Orgânica. Imagem: CI Orgânicos

 

E os benefícios dos alimentos orgânicos não param por aí, eles também possuem um elevado valor nutricional (20 vezes maior do que em alimentos comuns); tem menor teor de água em sua composição, em comparação aos alimentos convencionais; as vitaminas e os nutrientes estão mais concentrados, como é o caso do açúcar, o que deixa os orgânicos mais saborosos. Eles não produzem resíduos e nutrem o solo, já que, utilizam em seu cultivo a adubação verde que enriquece e protege o solo com matéria orgânica através do plantio de leguminosas simultaneamente ao alimento em questão ou de forma alternada.

Imagem: Abras Brasil

E como reconhecer o alimento orgânico?

Os orgânicos certificados possuem um selo padrão para todo o território brasileiro, que é fixado na superfície do produto ou impresso na embalagem. Para que um alimento seja classificado como orgânico, em sua composição deve haver apenas 5% de ingredientes não orgânicos. Se o alimento tiver até 30% de ingredientes não-orgânicos ele é considerado alimento com ingredientes orgânicos.

No Brasil temos cerca de 15 mil propriedades certificadas e em processo de transição para a produção orgânica, e dessas cerca de 75% são compostas por agricultores familiares. Por isso, ao consumir produtos orgânicos estamos fortalecendo a economia local, pois comprando de pequenos agricultores, além de adquirir produtos mais frescos e diversificados, estamos respeitando as tradições culturais da população da região. É a garantia de respeito à integridade cultural dos agricultores familiares e a preservação da saúde ambiental e humana.

Imagem: Organics Net

E para ficar por dentro das feiras orgânicas que acontecem em todo o Brasil, basta acessar o site da Rede de Agricultura Sustentável.

Com informações de Ciclo Vivo, eCycle, Fase, G1, MDS, Portal Orgânico, SEBRAE e WWF.

 

5 Iniciativas para te inspirar a começar sua Horta Urbana

São iniciativas simples, que partem de governos, escolas, empresas e indivíduos em busca de uma alimentação mais saudável e que ocasione menos danos ao meio ambiente. Aproveite os espaços públicos de sua cidade. Quem sabe uma boa iniciativa possa surgir!

Confira essas incríveis iniciativas que estão mudando a cara de alguns bairros do Brasil.

Shopping Eldorado – São Paulo

Uma horta de 3 mil metros quadrados com uma variedade incrível de legumes, verduras e ervas em uma vista da cidade de São Paulo de tirar o fôlego. Este é o cenário do telhado do Shopping Eldorado.

O shopping precisava descobrir como transformar cerca de 1 tonelada diária de lixo orgânico, produzido nas mais de 10 mil refeições da praça de alimentação, em algo sustentável e efetivo. A solução encontrada veio através da compostagem e reciclagem dos resíduos.

Hoje são geradas 14 toneladas de adubo por mês, estimulando o desenvolvimento das plantas, que crescem diretamente no composto orgânico produzido pelo shopping. Os alimentos gerados na horta são consumidos pelos próprios funcionários do shopping.

Projeto Hortas Cariocas– Rio de Janeiro

Hortas Cariocas é um projeto da Secretaria Municipal de Meio Ambiente do Rio de Janeiro. Ele está presente em 30 comunidades e na Rede Municipal de Ensino. Baseado em comunidades e escolas, o Hortas gera empregos diretos entre os moradores e pessoas ligadas as escolas, que em sistema de parceria, cuidam da plantação.

 

Parte do que é produzido é dividido entre as escolas e creches municipais próximas, para o reforço da alimentação. Outra parte fica disponível às famílias em risco social indicadas pelas associações de moradores e o restante é comercializado. O lucro fica com os parceiros, sendo parte dele reinvestido.

Os alunos plantam e colhem o seu próprio alimento, além de aprenderem bastante sobre alimentação saudável.

Horta Comunitária do Cosme Velho – Rio de Janeiro

Ainda no Rio de Janeiro, temos a Horta Comunitária do Cosme Velho. Iniciada em 2012 por um grupo de amigos e moradores do bairro, a iniciativa vem transformando o local que fica ao lado de um dos pontos turísticos mais conhecidos do mundo, o bondinho do Pão de Açúcar.

 

Através de ações comunitárias e de caráter voluntário, a iniciativa utiliza práticas de horticultura urbana para estimular o convívio social saudável em uma área urbana antes abandonada e degradada.  

 

Na horta, aprende-sede tudo um pouco: uso racional da água, respeito à natureza, horticultura agroecológica e produção de adubos orgânicos. E o mais legal, os produtos são distribuídos através de doações à comunidade.

 

Hortelões Urbanos – São Paulo

Já os Hortelões Urbanos nasceram com um simples propósito: “reunir pessoas interessadas em trocar experiências pessoais sobre plantio orgânico doméstico de alimentos e inspirar a formação de hortas comunitárias”.

 

Hoje, com mais de 64 mil membros no Facebook, o grupo criado por jornalistas tem o objetivo de manter conectadas as pessoas que estão colocando a mão na massa.

Manual Gratuito de Hortas Urbanas

O Instituto Pólis lançou um manual gratuito de hortas urbanas. O manual é composto por três partes que envolvem a preparação da horta, o cultivo das hortaliças e, finalmente, o modo de preparar os vegetais a partir de algumas receitas. 

 

A cartilha está disponível para download na página do Instituto Pólis. Para conhecer mais sobre o Projeto Hortas Urbanas, acesse o site.

 

 

Você sabe o que está comendo? Vamos falar de Alimentação Saudável

Imagem: Pinterest/ Adaptada

Você é o que você come. Quantas vezes já ouvimos essa célebre frase? Mas será que ela realmente representa a realidade?

Nas últimas décadas temos presenciado a intensa transformação da sociedade e do seu modo de vida, que tem se tornado cada vez mais agitado. Isso acarretou mudanças nos hábitos alimentares, foram criados muitos tipos de alimentos para facilitar a alimentação e assim acompanhar a correria do dia a dia.

Biscoitos, salgadinhos, alimentos instantâneos, refrigerantes, embutidos, alimentos pré-preparados… Como eles facilitaram nossas vidas! Mas diante de tanta facilidade surge aquela pontinha de desconfiança. E vem a dúvida: qual o preço que pago por tudo isso?

  
Imagem: Pinterest

Consumir esses tipos de alimentos de forma excessiva, tornando-os a base de nossa alimentação pode desencadear uma série de desequilíbrios. De repente aquela calça fica mais justa, caminhar distâncias um pouco mais extensas se torna cansativo e aquele resfriado leva mais tempo que o habitual para curar. Pois é minha gente, nosso corpo sempre nos dá sinais quando algo não anda bem.

Imagem: Gazzet Review

Vamos a alguns fatos sobre a saúde dos brasileiros. De acordo com a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) e com a OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde), o sobrepeso já atinge mais da metade da população brasileira e mais de 20% dos adultos tem obesidade. O sobrepeso e a obesidade também afetam as crianças, atingindo 1/3 das crianças brasileiras, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde).

Imagem: Folha de São Paulo

Esse cenário associado à baixa prática de atividades físicas gera importantes impactos na saúde, como o aumento da incidência de doenças crônicas, tais como doenças cardiovasculares e diabetes.

O papel de uma boa alimentação é prevenir esses tipos de doença e melhorar a qualidade de vida das pessoas, tornando-as mais saudáveis e bem dispostas.

Imagem: Reader’s Digest

Para aqueles que não possuem intolerâncias ou alergias alimentares, uma alimentação saudável se baseia na ingestão de frutas, verduras, legumes, cereais integrais, carnes e água regularmente. Esses alimentos contêm vitaminas, fibras, proteínas e carboidratos, que auxiliam as defesas naturais do corpo.

Vitaminas possuem diversas funções no nosso organismo, por exemplo, a vitamina K é essencial ao processo de coagulação sanguínea, a vitamina E é um importante antioxidante, enquanto que a vitamina D promove o crescimento, além de favorecer a absorção de cálcio e fósforo.

Alimentos ricos em proteínas. Imagem: Coração com Nutrição

Proteínas são responsáveis pela construção de novos tecidos no nosso corpo, favorecem a produção de hormônios, enzimas e anticorpos. Também ajudam a repor os gastos energéticos das células e auxiliam no processo de cicatrização de tecidos comprometidos.

Carboidratos são a principal fonte de energia para o nosso corpo.

Fibras ajudam a regular o funcionamento do intestino, reduzindo o contato de substâncias nocivas com a parede do intestino grosso.

Alimentos ricos em fibras. Imagem: Food & Health

Água ajuda no equilíbrio corporal, elimina inchaços, regula a temperatura corporal, desintoxica e melhora a absorção de nutrientes. Para saber mais sobre os benefícios da água, clique aqui.

Uma alimentação saudável é aquela baseada no menor consumo de produtos industrializados e maior consumo de alimentos in natura, a “comida de verdade”.  A palavra chave é equilíbrio entre os grupos alimentares.

Imagem: Ciclofemini

Confira algumas dicas para ajudar na adoção de uma alimentação mais saudável:

  • Fazer de alimentos in natura ou minimamente processados a base da alimentação.
  • Limitar o consumo de alimentos processados.
  • Evitar o consumo de alimentos processados.
  • Comer com regularidade e atenção, em ambientes apropriados e, sempre que possível, com companhia.
  • Planejar o uso do tempo para dar à alimentação o espaço que ela merece.
  • Dar preferência, quando fora de casa, a locais que servem refeições feitas na hora.
Imagem: FDA

E para não ficar perdido com a classificação dos alimentos, acompanhe o pequeno guia abaixo.

Alimentos in natura
Essencialmente carnes, verduras, legumes e frutas.

Alimentos minimamente processados
Não envolvem adição de substâncias ao alimento original, como limpeza, moagem e pasteurização. Alguns exemplos: arroz, feijão, cogumelos, frutas secas e sucos de frutas sem adição de açúcar ou outras substâncias; castanhas e nozes sem sal ou açúcar.

Alimentos processados
Aqueles fabricados pela indústria com a adição de sal ou açúcar a alimentos para torná-los duráveis e mais palatáveis e atraentes. Alguns exemplos: conservas em salmoura (cenoura, pepino, ervilhas, palmito); compotas de frutas; carnes salgadas e defumadas; sardinha e atum em lata, queijos e pães.

Alimentos ultraprocessados
São formulações industriais com pouco ou nenhum alimento inteiro. Contém aditivos. Ex: salsichas, biscoitos, geleias, sorvetes, chocolates, molhos, misturas para bolo, “barras energéticas”, sopas, macarrão e temperos “instantâneos”, “chips”, refrigerantes, produtos congelados e prontos para aquecimento como massas, pizzas, hambúrgueres e nuggets.

 

Com informações de ABC da Alimentação Saudável, Cozinhando para 2 ou para 1, Jornal do Brasil, ONU Brasil, Portal BrasilPortal da Saúde.

 

 

O PAPA É POP E SUSTENTÁVEL!

O que é preciso para que a sustentabilidade seja adotada, de fato, pela sociedade? É preciso que ela esteja presente em todos os meios. É preciso que sua importância seja discutida e ressaltada por figuras influentes. E é o que vem ocorrendo de forma significante.
Imagem: Paróquia Cristo Rei
Nos anos 80, o hit “O papa é pop” da banda gaúcha Engenheiros do Hawaii tocava quase que diariamente pelas rádios no Brasil. Cantava-se em verso e prosa a capacidade agregadora do Papa João Paulo II que, por seu turno, era acompanhado de perto pelos destaques que a mídia internacional lhe atribuía.
A expressão nunca foi tão atual. O Papa Francisco I em pouco tempo também conseguiu conquistar admiradores dentro e fora da igreja católica. Penso que se a música tivesse sido composta hoje teria um adendo: “O papa é pop e sustentável”.
Autossustentável: Papa Francisco
Imagem: Folha Rondoniense
Em junho de 2015, o Vaticano publicou a Encíclica Laudato Si (Louvado Seja) em que o Papa Francisco propõe modelo de ecologia integral pautado nas obras de São Francisco de Assis que buscavam não separar “a natureza, a justiça para com os pobres, o empenhamento na sociedade e a paz interior”[1].
A preocupação com o meio ambiente, de acordo com o Papa, passa pela conscientização de que devemos proteger “a nossa casa comum”, tendo, ainda, condições de reverter o cenário de crise em que vivemos, mas sem desconsiderar a importância de acender sinal de alerta. E segue:
Autossustentável: Encíclica Laudato Si
Imagem: BBC
“A educação na responsabilidade ambiental pode incentivar vários comportamentos que têm incidência direta e importante no cuidado do meio ambiente, tais como evitar o uso de plástico e papel, reduzir o consumo de água, diferenciar o lixo, cozinhar apenas aquilo que razoavelmente se poderá comer, tratar com desvelo os outros seres vivos, servir-se dos transportes públicos ou partilhar o mesmo veículo com várias pessoas, plantar árvores, apagar as luzes desnecessárias…”[2].
No texto, o Pontífice trata da necessidade de revisão dos estilos de vida das pessoas, de produção e de consumo. Por outro lado, impõe responsabilidade ao Poder Público de estabelecer metas, por exemplo, como a busca por fontes renováveis de energia.
Autossustentável: Papa Francisco
Imagem: Secretaria Nacion
al da Pastoral da Cultura
Os caminhos apontados passam pela formação de uma verdadeira “cidadania ecológica” em que o bem comum deve ser considerado. Antenado com o século XXI, o Papa, que já é pop, agora também é sustentável!

Compras Sustentáveis

Em dezembro do ano passado foi aprovada a ISO 20.400 sobre Compras Sustentáveis. Mas o que isso significa? Qual a importância disso? Afinal, o que é ISO?
Autossustentável: ISO 20400
Imagem: DQS CFS Competence for Sustainability
ISO é a sigla em inglês para Organização Internacional de Normalização que cria normas para facilitar o comércio e promover boas práticas de gestão e o avanço tecnológico, além de disseminar conhecimentos. A aprovação da ISO 20.400 representa um passo fundamental para consolidação da sustentabilidade como tema norteador na estratégia de instituições públicas e privadas.
De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, as compras públicas representam quase ¼ do PIB nacional. Em empresas, o processo de compras pode ultrapassar 80% do seu orçamento total. Fica claro que a etapa de aquisições dessas instituições é um elemento importantíssimo para seu bom funcionamento.
Autossustentável: Compras Públicas Sustentáveis
Imagem: Limpeza Consciente
Assim, levando em consideração o volume das compras dessas instituições, a ISO 20.400 sobre Compras Sustentáveis possui um potencial multiplicador. Isto porque não só a própria organização (ISO) tende a consolidar temáticas em sustentabilidade como pontos-chave para cumprir seus objetivos (ou mitigar potenciais riscos), como seus fornecedores vão na mesma direção, em um movimento multiplicador e de claro ganha-ganha-ganha: a instituição, os fornecedores e a sociedade como um todo.
A ISO 20.400 é, desta forma, uma diretriz que aprendeu com as melhores práticas globais em compras sustentáveis a fim de auxiliar na estruturação de um processo de aquisições de bens e serviços e de gestão dos fornecedores, independente da natureza, tamanho ou finalidade da instituição a utilizá-lo.
Imagem: Gestão Empreendedora
Caso você esteja em uma organização interessada em dar os primeiros passos, não há hora melhor para começar. Se esta organização já iniciou o processo, por que não compará-lo à norma a fim de potencializar ainda mais essas ações? Independentemente do uso a ser feito, a ISO 20.400 é, sem dúvida, mais um importante instrumento para a consolidação da sustentabilidade em nossas vidas.
Clique aqui para ler mais artigos de Fernando Malta

Mudando para um condomínio: a retomada da aldeia global

Viver em uma casa é algo que nossos avós conheciam muito bem. Um espaço que é só seu, onde você tem total controle. Você é quem manda.  Mas, hoje em dia, está cada vez mais difícil encontrar alguém que não tenha apenas uma parede ou um piso separando sua residência da residência do vizinho.
Imagem: Twitter
Quando a pessoa mora em uma casa ou em um apartamento, casa geminada ou condomínio horizontal, os direitos em relação à propriedade do imóvel são mesmos: você é quem manda.
Mas na medida em que você começa a falar em convivência, com os outros que também são proprietários, isso muda completamente. Você passa a ter que respeitar outras vontades além da sua.
Enquanto é apenas um vizinho, basta não mexer na cerca. Quando o terreno, a casa ou partes do prédio são de propriedade de todos passamos a ter a necessidade de resolver tudo em conjunto. Decidir de acordo com a vontade de todos, todos pagam pelas despesas, todos precisam cuidar da morada comum e respeitar o espaço do outro.
Imagem: Mochila Brasil
A maioria já viveu em condomínio e sabe como é diferente de uma casa. Você pode furar a parede que quiser, desde que dentro do horário permitido. Você pode ter piso laminado, desde que você calce seu salto na porta de saída e que os brinquedos dos filhos não façam barulho. Sabe aquela casinha de zelador que ninguém mais usa e você sonha em fazer uma horta? A ideia só vai se concretizar caso todos os proprietários concordarem, senão vai ficar como terreno baldio e abandonado.
Consenso passar a ser necessidade, assim como aprender a abrir mão de algumas coisas que você queria e aceitar que o outro existe, tem direito de dormir e de não passar o dia ouvindo sapateados sobre a sua cabeça.
Um agravante é quando alguém morre na família e deixa um único imóvel que todos os herdeiros serão proprietários em condomínio, ou seja, juntos! Uma casa, vários donos!
Imagem: Advance Assessoria
A mistura dos sentimentos, daquele pensamento de “recebi uma herança!” mais o fator dinheiro é muito mais complicado. A venda nesses casos é a melhor opção porque liberta cada um para seguir o seu caminho.
Quando transpomos esse raciocínio para a nossa casa comum, o nosso planeta, percebemos o quanto estamos encrencados. É como se cada quarto fosse de propriedade de um herdeiro.
Cada herdeiro/país/ comunidade se acha no direito de decidir e fazer do jeito que bem entende no seu quartinho.
Imagem: Stop Exploration Infantil

Imagem: Green Click
As tentativas de reuniões globais têm obtido relativo sucesso, na medida em que muitos já estão se empenhando para que possamos cuidar da casa comum. Alguns, no entanto, não querem assumir essa realidade e continuam sendo os caciques dos seus quartinhos.
Imagem: Pinterest
Cidade de Mariana após rompimento de barragem de rejeitos de mineração. Imagem: Bombeiros MG/ Divulgação
Estamos no momento da história em que precisamos entender que mudamos para um condomínio e aprender a conviver com os coproprietários da nossa casa.
Nossa casa, entendem? Nossa! Minha, sua e de mais sete bilhões de pessoas. Nós decidimos. Nós pagamos. Nós cuidamos.
Imagem: PlayGround
  
Precisamos de um objetivo comum, de um acordo de prioridades, de uma conversa aberta e um coração limpo. E muita, mas muita disposição para CONviver.
Fonte: Bolton Green Party

No dicionário – Conviver: viver em proximidade, dar-se bem, ter uma vida em comum, ser próximo de alguém, viver em condomínio. Viver junto com alguém ou com algo (fato), mesmo que não concorde com o mesmo, mas já que este existe é importante que convivam.

Clique aqui para ler mais artigos de Janaína Helena Steffen

Pra Que Rumo? Amazônia Conectada

Dizem que a primeira vez a gente nunca esquece não é? Meu primeiro artigo no AUTOSSUSTENTÁVEL falava sobre turismo sustentável e ecoturismo. Logo eu, formada em turismo e com pouca atuação nele em si, restou em mim um grande apreço por planejar minhas próprias viagens e conhecer a fundo a cultura e tradição dos locais que visito.
Imagem: Mapa do Mundo
Em 2016 fui agraciada com uma incrível oportunidade de ir pra Amazônia pelo trabalho. Antes de ir à Manaus e embarcar em uma grande aventura de conhecimentos e aprendizados, gastei horas em casa pesquisando passeios que poderiam ser realizados saindo da capital, e que proporcionassem um primeiro contato e interação com a vida na floresta. Lembro que tive dificuldades em encontrar informações unificadas, e passeios que oferecessem vivencias diferentes do que os clássicos mergulhos com botos e visita a aldeias indígenas.
Encontro das águas do Rio Negro com o Rio Solimões. Imagem: Aline Lazzarotto (arquivo pessoal)
Com pouco tempo em Manaus, optei pela programação proposta pela empresa, que tinha dentro do roteiro nada mesmo do que o festival de Parintins e uma viagem de Barco pelas águas misteriosas do Rio Amazonas, com direito ao encontro do Rio Negro e Solimões. Digamos que de fato, os passeios que eu estava procurando seriam a cereja do bolo, diante da programação maravilhosa que já tínhamos!
  
Imagem: Pra que Rumo
Conheci nesta mesma viagem, o Pra que Rumo, start up que desenvolveu uma plataforma para conectar guias locais e turistas que vão pra Amazônia buscando vivências promovidas por moradores da região, através de serviços de gerenciamento, divulgação e comercialização de atividades. A plataforma impulsiona a geração de renda e desenvolvimento local, pois movimenta o setor do ecoturismo na região e gera atividades com remuneração justa, uma vez que os profissionais locais são beneficiados diretamente sem a intermediação de agências de turismo.
Imagem: Pra Que Rumo
Presente em 7 estados da região amazônica, a ferramenta também realiza um mapeamento e atua como o órgão fiscalizador responsável, para certificar os profissionais e prevenir impactos ambientais decorrentes das atividades. Além dos clássicos citados anteriormente, mais de 20 empresas oferecem passeios e expedições em caiaque e em stand up, trekking, camping, cavalgadas, voos panorâmicos, além de instrutores de rapel em cachoeiras e guias turísticos.
  
Imagem: Pra Que Rumo
Fico feliz com essas iniciativas que permitem planejar com mais facilidade uma viagem, que caiba no bolso e que possibilite encontrar atividades no perfil e características esperadas. Conhecida e desejada muito mais por estrangeiros do que os próprios brasileiros, a Amazônia encanta e surpreende, e tem um potencial enorme para profissionalização e desenvolvimento da atividade turística.
Mais informações em: https://www.praquerumo.com.br
   
Clique aqui para ler mais artigos de Aline Lazzarotto

O movimento que ensina e inspira a pedalar com segurança

Você sempre quis pedalar, mas está faltando aquele empurrãozinho pra te motivar? Ou não se sente seguro o suficiente? Senta aqui que vamos te mostrar um movimento incrível!

O Bike Anjo é uma rede de ciclistas experientes que ensinam gratuitamente as pessoas que querem aprender a pedalar nas ruas com segurança.

A rede oferece ajuda para aprender e praticar suas pedaladas, recomendam as melhores rotas e acompanham no trânsito, quando necessário. Além disso, promovem campanhas, oficinas, passeios, bicicletadas e palestras educativas.

Autossustentável: Bike Anjo
Imagem: Bike Anjo

O movimento começou na cidade de São Paulo em novembro de 2010. No começo era um grupo de amigos apaixonados por bike, que sonhava em ensinar pessoas a pedalarem pelas ruas da cidade. O grande estalo veio quando perceberam que muitas pessoas tinham vontade de adotar a bike como meio de transporte, mas não se sentiam seguras.

Esse foi o gancho para a criação desta plataforma que une ciclistas voluntários e experientes aos ciclistas iniciantes. Hoje o Bike Anjo está espalhado por 6 países, mais de 450 cidades brasileiras! São mais de 5.000 “anjos” (voluntários) espalhados pelo Brasil e pelo mundo.

E como faço para participar desse movimento?

Autossustentável: Bike Anjo
Imagem: Bike Anjo

Simples! Basta acessar o site do Bike Anjo e preencher um pequeno formulário. Logo depois, você receberá uma resposta do grupo para agendar o encontro com o seu “anjo”. Ele irá até a sua casa para te ajudar a traçar as rotas mais seguras, dar uma aula básica de manutenção, além de dicas que só alguém que possui muita prática poderia dar.

Autossustentável: Bike Anjo
Imagem: Bike Anjo

 

Autossustentável: Bike Anjo
Imagem: Bike Anjo
Agora a parte bacana do movimento: todos os “anjos” são voluntários e nada é cobrado ao ciclista iniciante, ou seja, a rede cresce porque todos se identificam com causa. O movimento acredita que essa iniciativa não traz somente novos ciclistas para as ruas, mas torna a cidade e o trânsito mais humanos.
Autossustentável: Bike Anjo
Imagem: Bike Anjo Curitiba

Corre lá no site do Bike Anjo – http://bikeanjo.com.br – e se informe um pouco mais sobre eles. Lá você também encontrará várias dicas legais. Quem sabe você se inspira e considera a ideia de deixar o carro na sua garagem.

Autossustentável: Bike Anjo
Imagem: Bike Anjo

Com informações de: Bike Anjo, Imagina na Copa e Instituto Brookfield

 

 

A importância da corresponsabilização e a ameaça da PLS 221/2015


No finalzinho do mês de fevereiro, tive a oportunidade de me reunir com outros 40 representantes da sociedade civil para uma roda de conversa com o atual Secretário do Verde e Meio Ambiente de São Paulo (SVMA), o Sr. Gilberto Natalini (PV). 
Não é difícil imaginar que as notícias vindas da secretaria não foram animadoras, uma vez que já é tradicional que em períodos de crise política e econômica, temas como meio ambiente, cultura e esporte acabam ficando para escanteio, mostrando a fragilidade e incoerência do modelo civilizatório que vivemos e cultivamos.
De qualquer forma, a conversa foi esclarecedora e, mostrou a importância da mobilização e união dos diferentes coletivos que trabalham para garantir o que é patrimônio de todos, operando sempre em uma lógica inversa à “tragédia dos comuns”. 
Um dos pontos que me chamou a atenção nas palavras do Sr. Secretário foi a estratégia de corresponsabilização utilizada pela SVMA. Com o atual orçamento é impossível cuidar de tudo que é urgente e importante. Sendo assim, a SVMA inclui objetivos que são seus em outras secretarias. Ou seja, o tema ambiental passa a ser transversal do ponto de vista político-administrativo e, claro, de responsabilidade de todos.

Se esse artifício dá resultados ou não, saberemos em breve. 
 Imagem: BAC EDUCATION
Nesse caso, é inevitável o paralelo que se estabelece, para mim, com as políticas de Educação Ambiental no Ensino Formal, no qual a temática socioambiental deve (ou deveria) fazer parte do trabalho de diferentes disciplinas e, idealmente, que essas pudessem trabalhar conjuntamente sobre essas temáticas, garantindo a complexidade e a diversidade de olhares.
O PLS 221/2015 vai de encontro a essa vocação unificadora da Educação Ambiental no Brasil e em muitos países da América Latina, tentando transformá-la em uma disciplina específica. Essa não é a primeira nem a última tentativa de disciplinarização.
Imagem: Armandinho
Ao mesmo tempo que deve haver resistência aos retrocessos, deve-se priorizar a criação de estratégias educacionais que facilitem a capilarização da Educação Ambiental no ensino formal, fato que ainda não aconteceu em escala.
Atualmente, existe uma infinidade de ferramentas e canais para isso, que vão desde a formação presencial de educadores até criação de materiais didáticos e cursos EaD que informem, guiem e auxiliem os docentes a atingir resultados práticos e mensuráveis na formação dos chamados de “cidadãos do século XXI”. A prioridade ainda é (e sempre será) a capacitação dos gestores e docentes para que desenvolvam trabalhos competentes e continuados.
Imagem: Ben Hupfer/Corbis
Garantir o verdadeiro lugar da Educação Ambiental na escola depende de demonstrar sua importância na vida das pessoas e das comunidades, ou seja, respeitar contextos e criar transformações, não somente estruturais e comportamentais, mas de valores e propósitos de vida.
Clique aqui para ler mais artigos de Edson Grandisoli

ONG constrói cisternas para os que sofrem com a seca no Nordeste

Todos os anos, milhares de pessoas sofrem com a seca na região Nordeste do país. A situação se agrava ainda mais com a chegada dos meses de verão e com ele o extenso período de escassez de chuvas por toda a região.

A falta de disponibilidade de água força famílias inteiras a caminharem longas distâncias, diversas vezes por semana, para captar água em açudes e lagos. É também nestes locais que a população usa a água para tomar banho e lavar roupas.

Imagem: Águas para Vidas
Imagem: Águas para Vidas
Como consequência do uso desta água imprópria para consumo, há aumento nos casos de doenças e outros problemas de saúde, como diarreia, febre tifoide, hepatite A e cólera.
O projeto Águas para Vidas, da ONG Habitat para a Humanidade Brasil vem aos poucos mudando esta situação. A iniciativa tem como objetivo apoiar famílias em diversos municípios da região do semiárido Pernambucano e proporcionar a estas famílias os meios necessários para captação e armazenamento de água.
Imagem: Águas para Vidas
Isto é feito através de reparos/aumento de seus telhados e construção de cisternas para captação e armazenamento de água de chuva. As famílias beneficiadas também participam de oficinas e capacitações em direitos humanos, gênero e políticas públicas para que a comunidade possa ter voz ativa junto ao Conselho de Desenvolvimento Rural.
Imagem: Águas para Vidas

É ou não um projeto super legal, que merece nosso apoio e divulgação para que mais e mais pessoas possam colaborar?

Para saber mais sobre o projeto e contribuir, acesse: http://habitat.juntos.com.vc/pt/aguaparavida

 

Da captação à distribuição, o caminho que a água faz até nossas casas

De onde vem a água que consumimos? Como essa água é tratada? Qual o caminho que ela faz até chegar às nossas torneiras?

Para responder essas e outras perguntas, vamos conhecer o sistema de abastecimento de água e como ele funciona. Antes de chegar às nossas casas, a água passa pelas etapas de captação, tratamento e distribuição nas Estações de Tratamento de Água, mais conhecidas como ETA.

Cada estação de tratamento possui suas particularidades, mas geralmente seguem as etapas do roteiro a seguir.

Fluxograma de Tratamento de Água. – Imagem: CEDAE

Etapa de Captação

A água bruta (sem tratamento e imprópria ao consumo humano) é captada de mananciais, reservatórios hídricos utilizados para o abastecimento de água. Os mananciais podem ser superficiais (rios, lagos e barragens) ou subterrâneos (poços profundos e lençóis freáticos).

Nessa etapa a água passa por um gradeamento (sistema de grades) que impede a entrada de elementos grosseiros contidos na água, como folhas, galhos e troncos, por exemplo, na ETA. Daí a água segue para a desarenação, onde ocorre a remoção de areia por sedimentação, otimizando o processo de pré-tratamento da água, só então a ela é bombeada para a estação de tratamento.

Vista aérea da ETA do Guandu – RJ, a maior estação de tratamento do mundo. – Foto: Custódio Coimbra/Agência O Globo

Etapa de Tratamento

A etapa de tratamento é composta pelos processos de coagulação, floculação, decantação, filtração, desinfecção e fluoretação.

Ao seguir para o processo de coagulação, a água a ser tratada recebe sulfato de alumínio, cloreto férrico ou outro coagulante, sendo agitada rapidamente a fim das partículas de sujeira ficarem eletricamente desestabilizadas, se juntando com maior facilidade.

A água segue para a floculação, onde é agitada lentamente para que as partículas de sujeira se unam formando flocos.O objetivo dessa união é que os flocos de sujeira se tornem mais pesados.

Processo de floculação em ETA. – Foto: Mundo Educação

Decantação

Na decantação, a água entra nos tanques de sedimentação (decantadores), onde os flocos já formados e com maior peso vão se depositando no fundo, separando-se da água.

Tanques de decantação. – Foto: Guia Ecológico

Filtração

A água clarificada é coletada através de canaletas na superfície da lâmina d’água e distribuída para o sistema de filtração, enquanto o lodo do fundo é conduzido para tanques de depuração. Os filtros formados de cascalho, areia e antracito (carvão mineral), são responsáveis por reter as partículas que restaram da fase de decantação. É válido destacar que a filtração representa uma barreira sanitária no processo de tratamento, pois é com ela que se inicia a remoção de microrganismos patogênicos.

Filtros em uma ETA. – Foto: SAEE Itapira

Desinfecção

Depois de filtrada a água segue para a desinfecção com a adição do cloro para eliminação de bactérias e vírus causadores de doença. O cloro age como desinfetante, destruindo ou inativando os microorganismos patogênicos; e como oxidante de compostos orgânicos e inorgânicos.

Processo de desinfecção em ETA. – Foto: Giuliano Miranda/ DCS|SAAE

Fluoretação

Após a cloração, é feita a correção da faixa do pH da água, tornando-a próxima do pH neutro (7,0). Esse processo é realizado com adição da cal virgem, para evitar a corrosão ou incrustação das tubulações. Em seguida ocorre a pela fluoretação, recebendo flúor que ajuda na prevenção de cáries dentárias.

Etapa de Distribuição

Após a finalização da etapa de tratamento, a água segue para análise laboratorial, onde são atestados os padrões que a identificam como potável. Só então a água potável é liberada para os reservatórios onde é armazenada antes da distribuição. Através das adutoras, e das redes de distribuição, a água potável enfim chega às nossas casas.

Esquema ETA. – Imagem: CEDAE

Para conferir o funcionamento de uma ETA através de uma animação educativa, basta clicar aqui

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Saiba como colocá-lo nas referências:

ABREU, Nathália. Da captação à distribuição, o caminho que a água faz até nossas casas. Autossustentável. Disponível em: <https://autossustentavel.com/2017/03/estacao-tratamento-agua-eta.html>.

Referências e Sugestões de Leitura:

CEDAE. Sistema Guandu. CEDAE (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro). Disponível em: <https://cedae.com.br/sistemaguandu>.

CESAN. Apostila de Tratamento de Água. Cesan (Companhia Espírito-santense de Saneamento). Disponível em: <https://www.cesan.com.br/wp-content/uploads/2020/08/APOSTILA_DE_TRATAMENTO_DE_AGUA-.pdf>.

COMUSA. Tratamento de Água. COMUSA (Serviços de Água e Esgoto de Novo Hamburgo). Disponível em: <https://www.comusa.rs.gov.br/index.php/saneamento/tratamentoagua>.

SABESP. Tratamento de Água. Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). Disponível em: <https://www.sabesp.com.br/o-que-fazemos/fornecimento-agua/tratamento-agua>.

VASCONCELOS, Flávia. Estação de Tratamento de Água (ETA) – Etapas. Esquadrão do Conhecimento. Disponível em: <https://esquadraodoconhecimento.wordpress.com/ciencias-da-natureza/quim/estacao-de-tratamento-de-agua-eta-etapas/>.

Velho Chico: A Última Gota D’Água?

Se antes um rio de vida e fartura, hoje o Velho Chico agoniza e pede socorro.

O Rio São Francisco ou Velho Chico, tem 2.863 km de extensão, percorre cinco estados brasileiros e abrange uma população de 6,2 milhões de pessoas. Um rio com cenários deslumbrantes e que hoje padece, em situação assustadora.

O grande período de estiagem que se estendeu até o final do ano de 2016 nas regiões Sudeste e Centro Oeste, onde estão os principais afluentes do rio, trouxe grandes reflexos e graves consequências para a região Nordeste, afetando diretamente a sobrevivência de milhões de ribeirinhos.

Imagem: Comitê da Bacia do Rio São Francisco

As barragens da usina hidrelétrica de Três Marias e da usina hidrelétrica de Sobradinho se encontravam, no início deste ano, em níveis críticos. A barragem de Sobradinho, por exemplo, chegou a ter menos de 10% da sua capacidade de armazenamento.

Imagem: Rede Globo

A forte estiagem e as sucessivas reduções na vazão, principalmente nos reservatórios de Xingó e Sobradinho vem comprometendo a biodiversidade e a qualidade da água do rio de um dos principais cursos d’água do Brasil e da América do Sul, além de comprometer a produção de alimentos na região.

Os produtores do Vale São Francisco (região de Petrolina, em Pernambuco e Juazeiro, na Bahia) estão bastante preocupados com os efeitos da crise hídrica. A região é hoje a maior produtora de frutas tropicais do país, com uma produção anual de 1,4 milhão de toneladas de frutas e destacando-se também pela grande produção de vinhos.

Imagem: Fala Barreiras

A estiagem é apenas um dos fatores para o agravo destas consequências. Assoreamento, poluição, queimadas e desmatamentos também afetam diretamente as nascentes e córregos que ajudam a formar o São Francisco.

O rio das Velhas, o mais longo afluente do São Francisco, é hoje também o maior poluidor da sua bacia. O rio sofre com o despejo diário de um grande volume de esgoto in natura, além de dejetos de mineradoras da região. Esta poluição intensifica ainda mais a perda de biodiversidade e o desaparecimento de diversas espécies.

Imagem: Comitê da Bacia do Rio São Francisco

Um levantamento realizado pelo Comitê Nacional Bacia do Rio São Francisco apontou um cenário alarmante. Das 360 espécies nativas de peixes, apenas 152 ainda são encontradas no rio São Francisco. Isto acarreta prejuízos para os mais de 50 mil pescadores que dependem do Velho Chico para sua sobrevivência.

Imagem: CREA-SE

O Plano Novo Chico, lançado em agosto de 2016 e elaborado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), previa ações permanentes e integradas de preservação, conservação e recuperação ambiental.

Entretanto, os consideráveis cortes no orçamento destes últimos meses afetaram severamente os investimentos para recuperação do Velho Chico. Das ações, somente as relativas a vistorias e monitoramento serão implantadas neste ano e com uma verba de apenas R$ 900 mil para todo o manancial.

Imagem: ABRAP

Circunstâncias assustadoras para um rio carregado de significado e tão marcante para os que vivem e sobrevivem dele.

Imagem: Comitê da Bacia do Rio São Francisco

Se antes um rio de vida e fartura, hoje ele agoniza e pede socorro. É necessária atenção a este patrimônio brasileiro que pode um dia se acabar se não for revitalizado.

 

 
 

Água potável para todos? Inovações podem ser a solução!

A água é essencial para a vida. No post de ontem, vimos a importância de estar bem hidratos. Mas será que todos realmente temos acesso à água (potável, própria para o consumo)? Vamos observar alguns fatos. 
Imagem: Mídia 21
O planeta é composto de 75% de água. Sendo que apenas 2,5% (aproximadamente 35 milhões de km³) representa água doce. Desse volume de água doce, cerca de 70% está na forma de gelo, aproximadamente 30% sob o solo; e apenas 0,3% disponível em lagos e rios.
Junto a isso anda há a questão da desigual distribuição de água no planeta, e o fato de que também há problemas no acesso à água potável devido à poluição e falta de saneamento básico. Na imagem abaixo podemos observar melhor esses fatos. 
Fonte: Almanaque Abril
De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), 1,7 milhão de crianças com menos de 5 anos morrem porque vivem em locais insalubres, sem acesso à saneamento e água potável. As causas mais comuns de mortes entre essas crianças são diarreia, malária e pneumonia, presentes principalmente em regiões menos desenvolvidas. 
Imagem: Cultura Mix
Mas, felizmente, inovações vem permitindo a transformação dessa realidade tão triste. Através de equipamentos, muitas vezes considerados simples, já é possível tornar a água potável.
Confira, a seguir, algumas dessas inovações:
Canudo que é um filtro portátil
Criado na Suíça, canudo LifeStraw filtra a água enquanto ela é consumida. O canudo é um tubo de plástico azul que possui potente sistema de filtragem que transforma a água contaminada com microorganismos que provocam cólera, febre tifóide e diarréia em água potável. Outras vantagens desse canudo é que ele funciona sem energia e pode filtrar até 700 litros de água, quantidade média consumida por pessoa anualmente.
Imagem: ABC Adventure

Filtro movido a energia solar
O “ecolágua” é um filtro que purifica a água, tornando-a potável, através de energia solar. Criado pelo pesquisador do Inpa, Rolland Vetter, o equipamento que pesa 13 Kg é capaz de filtrar até 400 litros de água por hora. Por ser compacto e por não necessitar de energia para seu funcionamento, o equipamento é indicado principalmente para lugares que não possuem acesso à eletricidade. A utilização do filtro pode representar uma solução, ainda que a curto prazo, para os locais com pouco ou nenhum saneamento básico.
Imagem: G1 Notícias
Imagem: G1 Notícias
Sistema portátil que limpa água e produz energia
O H2prO é um sistema portátil (e barato!) capaz de purificar águas residuais e gerar eletricidade simultaneamente, tudo isso a partir dos raios solares e dióxido de titânio. Criado pela australiana Cynthia Sin Nga Lam, de 17 anos, o sistema é composto de duas partes: a superior que gera energia e a inferior que purifica a água. A eficiência de remoção de poluentes orgânicos da água é de 90% e o processo pode levar até duas horas de duração.  
Imagem: Greater Click

E você? Conhece alguma inovação que pode ajudar a transformar o mundo? Conta para gente aqui nos comentários.
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7 Bons Motivos Para Consumir Água Todos os Dias

Somos essencialmente água! Cerca de 70% do nosso corpo é composto por água. Para se ter uma ideia, 75% do peso dos músculos e 95% do sangue são constituídos por água.
Autossustentável: Água
Imagem: Charity: Water
E o que todos esses números representam? A água é um componente essencial a vida, a nossa e a de todo planeta. Além disso, ela tem funções de extrema importância para o nosso corpo.

A falta de água no organismo pode causar uma série de complicações, como por exemplo: desidratação, fadiga, cansaço, intestino irregular, câimbras, pressão sanguínea irregular, pele seca e problemas nos rins.

Autossustentável: Água
Imagem: Western Resource Advocates
Por isso, para garantir o bom funcionamento do organismo, devemos ingerir pelo menos dois litros e meio de água por dia. Confira seus benefícios e abuse deste líquido insípido, inodoro, incolor e importantíssimo para a saúde!
1- Equilíbrio corporal
A água ajuda na absorção dos nutrientes, que são necessários ao equilíbrio da pele. Ela também é o responsável por estimular o intestino e, consequentemente, eliminar as toxinas impedindo que o seu acúmulo seja refletido na pele.
2- Ajuda a eliminar os inchaços
Quando estamos bem hidratados, o volume de sangue no organismo aumenta. Com isso, as vitaminas e sais minerais chegam rapidamente às células, deixando a pele macia, o cabelo sedoso e as unhas fortes. Beber água ao longo do dia evita que o organismo retenha sódio, responsável pelos inchaços.
Autossustentável: Água
Imagem: Melhor com Saúde
3- Regula a temperatura do corpo
Para manter a temperatura do corpo estável, transpiramos, eliminando principalmente água, entre outras substâncias que causa o resfriamento do corpo.
4- Desintoxica e evita a celulite
A maioria das toxinas do corpo é eliminada através da urina e do suor. Mas se não houver hidratação suficiente, esse processo fica comprometido e as toxinas acumulam-se no organismo. Uma de suas decorrências mais comuns é a formação de celulite. Para evitar o problema, beba dois litros de água por dia, e promova uma verdadeira faxina no seu organismo. Mas atenção: para prevenir os indesejáveis furinhos, siga também uma dieta balanceada e pratique exercícios.
Autossustentável: Água
Imagem: Pinterest
5- Protege de infecções
A água presente no sangue favorece o transporte dos nutrientes, como o ferro, importante para fortalecer as defesas do organismo. 
6- Diminui a fome
As fibras solúveis presentes, por exemplo, nas frutas e na aveia, incham em contato com a água – como se fossem esponjas – e causam a sensação de saciedade.
Autossustentável: Água
Imagem: O Que As Mulheres Querem
7- Melhora a absorção dos nutrientes
A hidratação correta garante o volume ideal de sangue, responsável por levar energia para nossas células. Se a ingestão de água é baixa, as células absorvem menos nutrientes e trabalham mal.

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Energia, Sociedade e Meio Ambiente: Muito Além de Almaraz


Você sabe onde fica Almaraz? A pequena cidade espanhola na fronteira com Portugal vem abalando as relações diplomáticas na Península Ibérica. Isso porque o governo espanhol decidiu construir um armazém de resíduos nucleares para ampliar o tempo de vida útil da central nuclear em funcionamento desde 1981.

Autossustentável: Central Nuclear Almaraz
Fonte: Jornal de Notícias

   

O impasse é um típico conflito ambiental, que, por lógica, não se restringe as delimitações territoriais. Seria possível compreender que a poluição de um país ficaria restrita apenas ao seu território?
Estudos já apontam a possibilidade de grave contaminação de um dos afluentes do rio Tejo, além das decorrentes poluições atmosféricas. O governo português, portanto, pediu um estudo ambiental transfronteiriço que demonstre a mitigação dos impactos, tendo já recuado em alguns pontos e gerado críticas dos ambientalistas.
A postura espanhola está na contramão da história e da sustentabilidade. O bloco europeu estabeleceu como meta estratégica que ao menos 20% da produção energética de seus membros venha de energias renováveis até 2020.
A conjuntura do debate na região ibérica é a necessidade da diversificação da matriz energética para fontes alternativas, sustentáveis e renováveis como solar e eólica em contraponto as de alto risco ambiental como a nuclear.
Autossustentável: Energia Solar
Fonte: Cultura Mix
O caso da central nuclear de Almaraz não é isolado e desastres como Chernobyl e Fukoshima servem de alerta para as autoridades do alcance global, além de representarem, muitas vezes, danos ambientais irreversíveis. Aliás, essa questão está muito além de Almaraz…

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Finanças Sustentáveis: Dicas para um Financiamento Imobiliário Inteligente

A moradia é um direito de todo brasileiro, garantido pela Constituição Federal, mas nem todos possuem condições de adquirir a casa própria.
Como essa situação se aplica à maioria da população, o Estado Brasileiro criou diversos programas sociais e de incentivo ao acesso à casa própria. Em virtude disso e do acesso facilitado ao crédito imobiliário, o número de pessoas beneficiadas com esses programas vem crescendo a cada ano.
Vocês devem estar pensando: “Que ótimo! Problema resolvido.” Mas nem a aprovação de crédito e nem a grande oferta de imóveis, aliados ao crédito facilitado, são suficientes para solucionar os problemas cada vez mais recorrentes.
Os problemas começam na escolha do imóvel, pois grande parcela das famílias seleciona imóveis que não são compatíveis com a renda familiar. Assim, a procura por advogados tem se ampliado proporcionalmente às facilidades oferecidas, pois as famílias assinam o contrato, mas não conseguem pagar as prestações assumidas. Na maioria das vezes, verifica-se inadimplência pois o valor das parcelas do financiamento acaba tornando-se incompatível com a renda familiar.
Claro que queremos adquirir o melhor, mas é fundamental avaliar as condições reais de cumprir o financiamento, assim como as consequências do não pagamento. Nos casos de contrato de financiamento, existem alguns tipos de garantia como a Hipoteca e a Alienação Fiduciária.
Imagem: O Gestor Imobiliário
A Alienação Fiduciária possui uma lei específica, bem severa com os devedores, por isso é recomendado que as parcelas sejam pagas em dia! Caso haja atraso de UMA ou mais parcelas, a Lei da Alienação Fiduciária autoriza que a propriedade do imóvel seja transferida para o banco responsável pelo financiamento, iniciando em sequência o procedimento para leilão do imóvel.
Se o banco for eficiente, seu imóvel estará disponível para leilão em menos de 60 dias. Você receberá uma notificação do Registro de Imóveis informando o valor em atraso e o prazo para pagamento (15 dias, à vista!!!). Caso o pagamento não seja realizado na quantia e prazo estipulados, o leilão será agendado.

Imagem: Inversian
  
Uma ação judicial pode até tentar impedir o leilão, contudo, sem o pagamento do valor em atraso, a venda do imóvel não será suspensa.  Nestes casos, a triste realidade é a perda do imóvel e muitas vezes a perda de valores já pagos no financiamento.
A reflexão que fica é quanto à nossa efetiva, real e matemática possibilidade financeira. É essencial ter um planejamento financeiro e também uma assessoria jurídica no momento da aquisição de um imóvel, pois muitas vezes não entendemos todos os termos legais descritos nos contratos de financiamento.

Imagem: Huffington Post UK
Faça um planejamento sério, responsável e busque o auxílio de profissionais que possam orientá-lo sobre as consequências que atrasos no financiamento podem provocar.
Para saber mais sobre a Lei da Alienação Fiduciária, acesse: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9514.htm

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Meio Ambiente, Disputas Políticas e as Mudanças Climáticas, o que podemos esperar em 2017?

Ao iniciarmos 2017, é inegável que o fato político mais relevante foi a eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos. Sua relevância se dá principalmente pelas consequências desse movimento.
Autossustentável: Polaridade Mundo
Imagem: Autossustentável
O ponto que muitos esquecem, contudo, é que este movimento de ascensão de figuras avessas a “política tradicional” e a descrença nas instituições governamentais não estão restritos somente aos EUA (ou ao Brasil).  É algo verificado em muitos cantos do mundo. O problema (bem, um desses problemas) é o efeito desse movimento à causa ambiental.

Autossustentável: Mudanças Climáticas
Imagem: Banksy!
Em 2015 tivemos dois grandes marcos institucionais internacionais em prol do ambientalismo. Por um lado, a Conferência de Paris aprovou o limite de aumento de 1,5°C na temperatura média do planeta até o fim do século. Por outro, os ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável), eram postos em prática, estabelecendo 17 objetivos, 169 metas e centenas de indicadores para acompanhamento dos limites socioambientais do planeta. O ano de 2015 foi um dos mais frutíferos para o ambientalismo.
Autossustentável: Objetivos do Desenvolvimento Sustentável
Imagem: ONU Brasil
Contudo, os últimos dois anos foram decepcionantes. Os exemplos são inúmeros: o esvaziamento efetivo da Agência de Proteção Ambiental Norte-Americana por Trump, além dos sinais quase certos da saída dos EUA do Acordo de Paris, atitude similar por Theresa May de fechar o departamento de Energia e Mudança do Clima do Reino Unido.
Autossustentável: Impactos das mudanças climáticas na saúde
Impacto das mudanças climáticas na saúde. Imagem: Centers for Disease Control and Prevention
Além disso, a conclusão de que a Antártida também começa a degelar; e, mais uma vez, recordes sucessivos dos meses e anos mais quentes já medidos. E por aqui, conversas do governo (sem autorização do Ministério do Meio Ambiente) sobre soluções legais para redução das áreas de conservação da Amazônia Legal.

Imagem: Mafalda. Autor: Quinho
A consolidação de partidos e candidatos conservadores não seria um problema às políticas voltadas ao meio ambiente se não fosse o uso do seu discurso como parte de uma série de ações “progressistas”. No limite, o que é “ambiental” entra na mesma lógica de “direitos humanos”, “progresso social”, “feminismo” e tantas outras categorias fundamentais, porém abstratas.
Autossustentável: Desastre Mariana
Desastre ambiental em Mariana, distrito de Minas Gerais. ImagemCruzeiro do Vale
  
Não há qualquer problema em partidos que o movimento ambiental seja reconhecido como progressista. Mas a partir do momento em que há sua vinculação ao mesmo, soluções técnicas deixam de ser pensadas e aplicadas a problemas que, governados por direita ou esquerda, são comuns a todos. Este fato acaba se intensificando a partir do momento que as consequências das problemáticas ambientais não são vistas no curtíssimo prazo.
Autossustentável: Armandinho
Imagem: Armandinho

As soluções necessárias às questões ambientais terão que passar pela superação dessa divisão esquerda-direita tão acentuada no mundo. Não pendendo para qualquer um dos lados, mas unindo-os em prol de uma mesma causa: sua existência.
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Iniciativa transforma comunidades carentes, construindo escolas com garrafas PET

Já reparou a quantidade de garrafas PET descartadas de forma incorreta e o impacto que esse descarte provoca? E é geralmente nos locais com menor acesso a informações, como comunidades carentes, que esse impacto costuma ser maior. O acesso restrito à educação, devido à falta de escolas também ocorre de maneira mais intensa nessas regiões.

Observando e procurando solucionar esses dois problemas, que a primeira vista não teriam conexão, uma iniciativa está impactando positivamente a vida de muitas comunidades carentes na América Latina. Através de uma solução inovadora a ONG Hug It Forward está levando educação e conscientização ambiental a essas regiões.

Foto: Hug It Forward

A ONG, que desde 2009 já empoderou comunidades na Guatemala e em El Salvador, já construiu mais de 70 escolas com garrafas PET e resíduos não biodegradáveis. Além da redução do impacto ambiental e da conscientização, essa iniciativa também tem uma melhor viabilidade econômica, já que a construção de cada sala das escolas teve o custo médio de 6.500 dólares à ONG (valor bem menor que uma construção tradicional).

Foto: Hug It Forward

Cerca de 6.500 garrafas PET são reutilizadas para a construção das escolas, de duas salas cada uma. Essas garrafas são preenchidas com os resíduos não biodegradáveis, se transformando em “tijolos ecológicos”, que são utilizados para a construção das paredes dessas escolas. Tanto as garrafas PET como os resíduos são coletados com a ajuda da população local, justamente para envolvê-la no processo, despertando a consciência ambiental e o empoderamento social, através da capacitação recebida da ONG.

Foto: Hug It Forward

É importante ressaltar que as escolas construídas com os “tijolos ecológicos” são tão seguras como escolas feitas com materiais tradicionais, mas com a vantagem de proteger o meio ambiente e desenvolver a população local. Ademais, a estética dessas escolas em nada se difere das escolas construídas com técnicas tradicionais.

Foto: Hug It Forward

E além de todos esses benefícios, essa iniciativa também é aberta a todos que queiram replicá-la. No site da ONG você poderá encontrar um manual, disponibilizado gratuitamente, para a construção de escolas com garrafa PET. Você ainda pode ajudar essa iniciativa através de doações ou de trabalho voluntário.

Imagem: Hug It Forward

Para conhecer mais sobre a Hug It Foward, acesse http://hugitforward.org.

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Saiba como colocá-lo nas referências:

ABREU, Nathália. Iniciativa transforma comunidades carentes, construindo escolas com garrafas PET. Autossustentável. Disponível em: <https://autossustentavel.com/2017/02/iniciativa-escolas-pet.html>.

Negócios Sociais: Promovendo a Inclusão, o Desenvolvimento Social e Econômico

Você sabe o que são negócios de impacto social na base da pirâmide? É um tema recente no Brasil, e por vezes confundido com programas sociais ou responsabilidade social empresarial. Minha opinião? É uma nova economia com imensa oportunidade a ser explorada e desenvolvida no Brasil, onde mais da metade de sua população é formada pelas classes C, D e E.
Autossustentável: Negócios Sociais
Imagem: SEBRAE
Se você não sabe o que é um negócio de impacto social ou nunca ouviu falar, não desanime! Talvez não seja sua área de atuação, ou não teve oportunidade para compreender. Talvez você até tenha um e nem saiba! Ou apenas não conhecia o conceito.
Autossustentável: Negócios Sociais
Imagem: Amazon Web Services
Os negócios de impacto social na base da pirâmide são empresas e/ou empreendedores nascidos por uma necessidade de uma determinada comunidade, e os lucros são reinvestidos no próprio negocio a fim de maximizar seus impactos e que se torne autossustentável. Ou seja, conseguem unir a eficiência dos negócios tradicionais com a consciência da filantropia, como bem definido pelo ícone Muhammad Yunus.
Autossustentável: Muhammad Yunus
O Nobel da Paz Muhammad Yunus. ImagemPinterest
Recentemente conheci uma iniciativa muito interessante de inclusão financeira em Paraisópolis, segunda maior favela de São Paulo. Foi criado um cartão de crédito para moradores utilizarem no comércio local, sem a necessidade de ter uma conta em banco. Além de desenvolver os negócios existentes dentro da comunidade, os usuários do cartão recebem cursos de educação financeira e um percentual do valor utilizado em compras é revertido aos projetos sociais locais.
Autossustentável: Cartão Paraisópolis
Cartão de Crédito Nova Paraisópolis. ImagemMais Fácil
Outra iniciativa incrível é o Embarcar, um aplicativo criado por ribeirinhos na Amazônia, que oferece informações sobre o transporte hidroviário. Para muitas comunidades na região essa é a única opção de transporte, daí a importância desse aplicativo. O acesso à informação de horários e valores ev
ita o deslocamento até os portos em busca de embarcações que realizem o trajeto necessário.
Autossustentável: Aplicativo Embarcar
Idealizadores do aplicativo Embarcar: Taissir Wilkerson Carvalho e Maickson Boim. Imagem:  Karla Lima/G1
Nesse mesmo barco, outra proposta vai de encontro com as necessidades da região. Uma plataforma que amplifica o sinal de celular e internet em embarcações e locais remotos nas regiões da Amazônia, chamada Neger.
Autossustentável: Aplicativo Embarcar
Imagem Neger Telecom
Existem diversos exemplos e modelos de negócios sociais de impacto, com enorme potencial de transformar vidas e atender necessidades específicas como, a dificuldade de acesso aos serviços públicos e privados, o uso de tecnologia, a falta de novas soluções de mobilidade, e a precária situação das casas residenciais. Acontece que muitos desses projetos morrem antes de se tornarem rentáveis de fato.
Autossustentável: Negócios Sociais
Imagem: MGov Cidadania Fácil
  
Outro fator importante é que grande parte dessas startups nunca foi incubada ou acelerada, e nunca tiveram oportunidade de formação sobre negócios com impacto, inovação social e finanças sustentáveis. No Brasil existem excelentes empresas que oferecem recursos (financeiro e intelectual) para esses negócios. Artemisia e Endeavor são exemplos desse movimento.
O grande desafio é entender as reais necessidades das populações da base da pirâmide e criar as oportunidades para este mercado, desenvolvendo novos produtos e serviços que atendem a este propósito ao invés de simplesmente incentivar o consumismo.

Autossustentável: Social Business
Fonte: Julian Stodd

Acredito que essa nova forma de fazer negócio fará nosso país muito mais justo e sustentável. E você, vai embarcar nessa também? Não fique de fora, ajude a construir um país melhor!
Com informações de: Mais Fácil, Neger
Clique aqui para ler mais artigos de Aline Lazzarotto

Economia Circular e Cradle to Cradle: Ferramentas para equilíbrio entre sociedade e meio ambiente

Neste último post da Semana Temática de Ecodesign apresentamos a Economia Circular, uma perspectiva econômica benéfica ao meio ambiente e à sociedade, e sua principal ferramenta o conceito “do berço ao berço” (Cradle to Cradle, em inglês).

Somos a única espécie do planeta que gera lixo. E a cada dia produzimos um volume maior de resíduos inutilizados e potencialmente tóxicos para nós e para o meio ambiente. Isso porque adotamos um modelo produtivo linear, fundamentado no processo de “extrair–produzir-descartar”. Além do grave problema socioambiental de descarte, esse modelo pressiona a extração de recursos naturais oferecendo ameaça iminente de esgotamento desses recursos e eleva gradativamente os custos de extração. 

Em decorrência disso, é impreterível reconsiderar nosso processo produtivo e suas falhas, a fim de reequilibrar nossa relação com o meio. E é justamente essa a proposta da Economia Circular, que através da formulação de novos produtos e da formação de redes e cooperações entre fornecedores, produtores, clientes e governos, busca mais que regenerar a relação sociedade-meio ambiente.

Autossustentável: Economia Linear x Economia Circular
Economia Linear x Economia Circular. Imagem: The Ellen MacArthur Foundation

A nova proposta econômica almeja, igualmente, que o valor dos recursos extraídos e produzidos permaneça em circulação por meio de cadeias produtivas intencionais e integradas, aproveitando seu máximo valor e utilidade. Desta forma, o destino final dos produtos é pensado no design de produtos e sistemas, não sendo mais apenas uma questão de gerenciamento de resíduos.

Autossustentável: Lixo
Imagem: Eventbrite

O objetivo é acabar com o conceito de lixo, considerando cada material dentro de um fluxo cíclico. Para cumprir essa missão surgiu conceito “do berço ao berço” (Cradle to Cradle), onde todos os componentes de um produto são nutrientes para um novo ciclo e os tão preocupantes resíduos passam a circular de forma contínua.

Autossustentável: Cradle to Cradle
Critérios do Cradle to Cradle

De acordo com o conceito Cradle to Cradle, o design industrial deve processar separadamente os nutrientes biológicos dos nutrientes técnicos. Os primeiros seriam os materiais biodegradáveis, que devem voltar de forma segura ao meio ambiente; enquanto que os últimos correspondem aos recursos que não são produzidos de forma contínua pela biosfera, como metais e plásticos. Esses dois tipos de nutrientes devem ser aproveitados de forma contínua nos processos industriais, sem perda de qualidade.

Autossustentável: Ciclos
Imagem: Ideia Circular

Baseando nosso processo produtivo nessa estrutura de inovação de produtos e nos inspirando nessa modelo de cíclico, seria possível impactar positivamente o meio ambiente.

Com informações de: Ideia Circular, EPEA Brasil e Endeavor Brasil.