Favela Orgânica: A paraibana que descobriu a fórmula para diminuir o desperdício de alimentos

 

Mais amor, menos desperdício e mais informação. Essa é a motivação do projeto Favela Orgânica da Regina Tchelly. Um projeto de educação alimentar que nasceu nas favelas cariocas e reaproveita frutas e verduras descartadas.

Em 2001, Regina Tchelly saiu de Serraria, na Paraíba, para ganhar a vida no Rio de Janeiro. Ao chegar, foi morar no Morro da Babilônia, na Zona Sul da cidade, com suas duas filhas.

  

Mesmo trabalhando como empregada doméstica, a vontade de se tornar uma cozinheira diferente sempre a acompanhou. Nas feiras livres da região, Regina sempre observava a grande quantidade de alimentos sendo desperdiçados e via ali uma oportunidade. Começou pegando alimentos que seriam descartados e os levava para casa, onde improvisava receitas usando talos, cascas e sementes. 

Assim nasceu o Favela Orgânica. Um projeto criado em 2011, com apenas R$ 140,00 na comunidade da Babilônia e Chapéu Mangueira, na zona sul do Rio de Janeiro. Atualmente a ex-doméstica ministra aulas e workshops sobre como aproveitar todas as partes de legumes, frutas e verduras transformando tudo isso em receitas deliciosas e, principalmente, a baixo custo. Dá valor à cascas, talos e sementes – que geralmente são descartados – como ingredientes e fontes de nutrientes.

  
 

O projeto já levou suas oficinas e palestras para outros estados do Brasil, como Bahia, Pernambuco, Paraíba, Ceará, Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Maranhão, Rio Grande do Sul e para o Distrito Federal, além do exterior, na França, Itália e Uruguai.

“Comer um prato saboroso com ingredientes que geralmente jogamos fora pode parecer absurdo, mas não só é possível, como também é gostoso e nutritivo.”

 

Os ensinamentos dela vão além do reaproveitamento total de talos e cascas. Tendo como exemplo sua história, ela dá uma verdadeira lição de autoestima, valorização pessoal e força de vontade. Desperta em cada pessoa a responsabilidade pela construção de um mundo melhor, mais justo e saudável. Gera mais comida, acaba com o desperdício, cuida da natureza e valoriza o poder de cada um de nós para fazer a mudança.

Brigadeiro de Casca de Banana

Seu compromisso com a sustentabilidade também conquistou universidades, empresas de alimentação e alguns clientes famosos, como Harrison Ford e o Príncipe William. Mas o que é mais importante, tornou-se popular entre os moradores locais. Quem sabe novas Reginas não possam surgir a partir daí?

 

A Cidade e a Minha Bicicleta: Pedalando por Santos

 

Santos/SP é o espaço físico que habito. Uma pequena ilha de 39,4 km², com o maior porto do país ao lado e muito mais pessoas e carros do que ela consegue comportar. É uma cidade maravilhosa, mas como busca preencher as expectativas de turistas, moradores, empresários e investidores, tornou-se uma colcha de retalhos.

Desde que cheguei a Santos, em 2009, reclamo do trânsito. É bastante complicado atravessar a cidade, estacionar nos principais bairros é quase impossível e as motos e bicicletas são insanas. Este era o pensamento da motorista de carro.

Naquela época também percebi que a cidade de Santos é plana, completamente plana. Perfeita para andar de bicicleta sem muitas dificuldades. E pensava em ter uma bicicleta para diminuir o nível de estresse que passava no dia-a-dia.

Comprei uma bicicleta usada. Quando a faxineira me disse que tinha uma bicicleta parada em casa, me ofereci para comprar a dela. Minha consciência dizia que isto seria mais correto, ecologicamente falando, do que comprar uma nova.

Passei uma semana equipando a bike – coloquei espelho, pezinho e uma cestinha na frente para carregar minhas compras. A bike estava revisada e em perfeitas condições.

Um dos meus compromissos de rotina é andar 5 quarteirões às 11h da manhã de sexta-feira. E foi neste dia que resolvi testar a bike, sair com ela pela primeira vez nas ruas de Santos.

Desde criança não andava de bicicleta, mas isso não gerou problemas. Andei pelo estacionamento do meu condomínio como se andasse de bike diariamente. Moro em uma rua de mão única, mas nem pensei em fazer a rota que faria de carro, fui andando pelo caminho mais curto, no contrafluxo. Sim, porque assim eu conseguiria ver os carros de longe e me defender deles.

Em 5 quarteirões quase atropelei dois pedestres que não olhavam para o lado de onde eu vinha, pois o fluxo de carros vinha do lado oposto. Quando chegava perto de alguém gritava: cuidado! Também quase fui atropelada por uma bicicleta cheia de galões de água mineral que não sabia se ia para a direita ou esquerda para desviar de mim.

Cheguei tremendo. Eu deveria ter comprado um capacete. Imagina se algo tivesse acontecido e eu caísse batendo a cabeça no chão. Nossa! Como a bicicleta nos torna frágeis e expostos! E como o carro dá uma sensação de proteção. É uma realidade, na bicicleta, como nas motos, qualquer acidente pode ser fatal.

Na volta resolvi que andar na contramão era perigoso. Fiz um trajeto parecido com o que faria de carro – 5 quarteirões se transformaram em 14 quarteirões. Descobri que o meu braço encobria a visão do espelho colocado muito para dentro. Também descobri que o banco estava alto demais e que talvez por isso meu braço encobrisse a visão da rua atrás de mim.

Quando cheguei e contei à faxineira, ex-dona da bike, as ocorrências do meu simples passeio, ela me aconselhou: Ande sempre como se estivesse de carro, pelo lado direito da rua e bem próxima ao meio-fio. E não se importe se carros e motos buzinarem, porque você está certa. Sempre que puder vá pela ciclovia e respeite o lado direito. Não use a ciclovia nos horários de pico dos trabalhadores, senão você vai ser carregada até São Vicente (cidade vizinha).

Ciclovia? Apesar de possuir uma imensa ciclovia que contorna a praia – e outra numa linha central da ilha, a Av. Afonso Pena -, aquelas saídas curtas que preciso fazer na cidade, no miolo da ilha, são de difícil acesso para bikes.

A prefeitura está ampliando as ciclovias, existirá uma ciclovia acompanhando cada um dos canais. Há realmente uma nova consciência por trás das atuações do Poder Público que está investindo em ciclovias. Nada mais sensato em uma cidade plana. Mas me pergunto se as ciclovias já não estão pequenas para o contexto da cidade. E também se é seguro uma ciclovia no canteiro central de grandes avenidas de tráfego intenso. Afinal, se houver qualquer problema na ciclovia, o motorista cai no meio da pista dos carros.

Em verdade, o problema central de Santos são os números. Território pequeno, população flutuante de turistas e pessoas a trabalho cada dia mais volumosa; excesso de carros, de motos e de bicicletas; construções incontáveis de prédios com mais de 30 andares em plena beira mar.

Fico pensando que tentar ser uma moradora “sustentável” em uma cidade que beira o “insustentável” é como andar de bike na contramão.

Os problemas da cidade se multiplicam tão rapidamente que talvez as melhoras incipientes já venham defasadas ou inadequadas ao novo perfil.

Mas o que irá acontecer daqui para frente? Vou comprar o capacete e continuar tentando. Realmente acredito que a bike é a melhor escolha: não polui, exercita o corpo, refresca a mente, é mais rápido do que ir a pé.

Meu pai costuma dizer: “toda felicidade implica em uma renúncia”. Descobri que a harmonia, o equilíbrio e a cooperação me fazem feliz. Isto implica em abdicar de algum conforto, mas, sinceramente, a sensação de estar fazendo a coisa certa não tem conforto que pague!

 

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Não é só por um (grande) pedaço de gelo!

Semana passada, um iceberg, estimado em um trilhão de toneladas, se formou ao se soltar de uma plataforma de gelo na Antártica.

 

 

Uma massa de gelo desse tamanho se desprender da Antártica, ainda que seja bastante assustador, é algo natural. O ciclo de gelo e degelo ártico e antártico acaba propiciando ações nesse sentido, então não é raro – na verdade, é bastante comum – a formação de icebergs menores do que esse.

Mas a história aqui não é só pelo iceberg.

Um reconhecido negacionista climático, reiterando sua afronta a conceitos científicos básicos, reforçou em rede social: “Prioridades: Bloco de gelo da Antártida ou o rio de coco e xixi que cruza São Paulo?”. Bem, tirando o fato da falácia óbvia nessa afirmação – da mesma classe do famoso “como você se preocupa com isso quando tem gente morrendo de fome na África?” –, o doutor professor analisa pontualmente o fato, ignorando o contexto. A questão não é esse iceberg, apesar de que seu tamanho tenha atraído atenção midiática; a questão é a tendência.

Falamos aqui de mudança do clima. Falamos sobre a temperatura média global e sua tendência para as próximas dezenas de anos. Se, no momento em que escrevo este texto, estamos experimentando no Brasil um frio atípico, mesmo para o inverno, isto é uma prova tão precisa que “o aquecimento global é uma farsa” como seria afirmar que a fome do mundo acabou porque estou no meio de um supermercado cercado de comida. Não se analisa um evento pontual, uma chuva fora da média, um furacão ou uma onda de calor, mas a soma de todas essas coisas e, principalmente, a tendência de um clima cada vez mais severo e de mudanças abruptas.

O cientista climático sério não analisará os dados de sua pesquisa para afirmar que amanhã estará mais ou menos quente ante a ação humana dos últimos dois séculos. E não o fará por dois motivos principais: primeiro, porque, como dito, a climatologia mede e estipula tendências do clima, não a previsão do tempo de amanhã; e segundo – e se é para você guardar algo deste texto, concentre-se nisso – porque a ciência não funciona com verdades absolutas.

Infográfico: EstadãoFonte: IPCC
As conclusões dos estudos vão sempre falar de tendência e probabilidade. Não de verdades absolutas. Vão falar que há uma chance quase inequívoca de um aumento superior a 2°C na temperatura média global até o final do século decorrente da ação humana. E falarão isso com mais e mais certeza quanto mais dados foram disponíveis; ou mudarão prognósticos baseados em novos dados, novas leituras ou refutações sérias.
Para entender o funcionamento do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas). Infográfico: Folha de São Paulo

O inglês tem uma expressão muito útil para falar da ciência “séria” – sound. Quando algo é metodologicamente correto, desamarrado de ideologias e dogmas pré-concebidos e com afirmações checadas posteriormente por pares, aquilo é sound science. E, nesse momento, é disso que precisamos. Que essa ciência sound se aprofunde cada vez mais, a ponto de superar o “ruído” que vem de céticos que se utilizam de falácias ou meias-verdades para que seu próprio público bata palmas mais ruidosas. Na era do fake news e da pós-verdade, um dos caminhos de superação é justamente uma ciência séria.

 

Fonte: Pinterest

Porque, acreditem – e me perdoem pelo trocadilho – mas o desprendimento do iceberg é somente o topo do iceberg.

 

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Soberania Ecológica

Imagem: Max Seigal

O movimento ambientalista é assunto recente, pois a maneira como nós tratamos nosso planeta nunca foi colocada em questão até Rachel Carson publicar o livro “Silent Spring” em 1962, através de sua pesquisa Carson nos educou sobre pesticidas químicos e seus efeitos.

Imagem: Environment and Society Portal

Até antes disso, o pensamento moderno nunca refletiu sobre os danos ecológicos que até então produzia ou a forma desenfreada na qual exploravam ‘recursos naturais’.

De 1962 até hoje, 55 anos depois, ainda precisamos nos educar sobre a urgência de uma transição para um relacionamento sustentável com a Terra. Natureza não é recurso. Na minha cosmologia, todo o mundo natural tem valor intrínseco (Arne Naess, 2010). Isso quer dizer que o mundo natural deve ser visto como “outro”, independentemente da sua utilidade para os seres humanos. Este pensamento originou do filósofo norueguês Arne Naess.

Imagem: Mundo Nuevo

Naess cunhou o termo Ecologia Profunda em 1973 para determinar uma ética de respeito a vida enfatizando a biosfera como uma todo. A Ecologia Profunda, portanto, se refere não apenas à vida (espécies), mas também a coisas inanimadas – seres como rios, ventos, mares e ecossistemas.

A igualdade biocêntrica é assumida, isto é, na biosfera, todas as coisas – seres têm o mesmo direito de viver e florescer como partes de um todo interligado. Todos os organismos e todas as entidades são iguais em termos de seu valor intrínseco. Portanto, Ecologia Profunda acredita em preservar a natureza e a integridade da biosfera por si só, independentemente dos possíveis benefícios que podem resultar para os seres humanos.

Claro que desde Carson e Naess até os dias de hoje não se passou muito tempo, especialmente se avaliarmos a partir dos milhares de anos que nós estamos aqui. Porém foi o suficiente para que o ‘desenvolvimento’ humano acelerasse a ponto de destruir e degradar absolutamente todas as regiões do planeta. Hoje, não existe uma única região intocada e quase todas as áreas selvagens estão sendo depreciadas diariamente.

Navio quebra-gelo canadense navega pela baía Resolute, em Nunavut, território autônomo do Canadá. Reprodução: El País. Imagem: Reuters

Sei que não é justo (ou realista) esperar que todos tenhamos a mesma visão da natureza. No entanto, nós temos uma quantidade angustiante de informações (através de livros, jornais, revistas, televisão, redes sociais) esta cada vez mais claro como é irrefutável a verdade científica sobre mudanças climáticas.

Imagem: Igui Ecologia
Reprodução: G1. Imagem: AFP

Se você tem acesso a este conteúdo como é que ainda estamos adormecidos? O que falta para uma transição individual? Entendo que os processos coletivos requerem mudanças substanciais e organizadas. Porém, em centros urbanos, é possível fazer escolhas mais conscientes e sustentáveis no cotidiano.

É preciso lembrar que não existe uma única pessoa cuja sobrevivência não está intimamente conectada aos complexos sistemas ecológicos da Terra. Mesmo dependendo profundamente do mundo natural, ainda me surpreendo quando encontro alguém que não tem nenhum senso de sustentabilidade. Como pode? Em épocas de mudanças climáticas, você não está preocupado?  Será que você sabe o que isso significa?

Imagem: Ecovila Kanobia

Alguns renomados cientistas, como James Lovelock (criador da Teoria de Gaia), acreditam que o sistema climático da Terra já ultrapassou o ponto de retorno e agora inexoravelmente está em um espiral em direção a um equilíbrio em que a vida humana não poderá sobreviver. Eu não sou tão pessimista como Lovelock, acredito na resiliência humana e na sua capacidade de transformação. Mas sei que é urgente a necessidade de uma visão comum e coerente para o futuro.

Outro assunto a ser considerado é a relação entre devastação ecológica e o seu reflexo nos âmbitos sociais. A depreciação da natureza afeta a todos, principalmente aos menos privilegiados. Hoje pensar em justiça ambiental e sustentabilidade é também advogar por um movimento de justiça social.

 

A reflexão é um tanto esmagadora, no entanto não podemos fraquejar frente aos desafios contemporâneos. Hoje, cada um de nós precisa tomar responsabilidade e orientar nossas vidas e nossas comunidades em direção a um futuro que é ecologicamente e socialmente sustentável.

No entanto, também precisamos agir coletivamente para mudar a maneira como pensamos e as estruturas sociais que estão dificultando a nossa transição. Transição esta que é necessária se desejamos proteger a integridade da vida na Terra.
Carecemos de novas formas de relacionamento para criarmos sociedades ecologicamente e socialmente sustentáveis. Isto não é algo que podemos alcançar simplesmente repensando outras ideologias centradas no homem. Precisamos nos organizar e viver de uma maneira que contribua para a total saúde planetária, onde exista uma soberania ecológica.
Imagem: Cultura Mix

O desafio é profundo, mas não deve ser dispensado pelo seu grau de complexidade. Não tenho as respostas, mas busco encontrar pessoas que também questionam nosso atual paradigma e juntos criamos pequenos modelos para transição. Como um grão de areia, toda atitude é válida.

 

Referências:

Carson, Rachel. Silent Spring. Boston: Houghton Mifflin, 1962.
Leopold, Aldo. (1948). A Sand County Almanac. New York: Oxford University Press.
Lovelock, J. (2005). Gaia. 1st ed. London: Gaia Books.
Nhất Hạnh (2013). Love letter to the Earth. 1st ed. New York: Parallax Press.
Wilber, K. and Palmer, M. (2004). The simple feeling of being. Boston: Shambhala.


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Usinas Hidrelétricas: Geração de Energia Limpa?

Responsável por 64,7% da geração de energia elétrica no Brasil, a energia hidrelétrica tem um papel fundamental na nossa matriz energética. O grande potencial hídrico brasileiro é um atrativo e tanto para a instalação de usinas por todo o território, entretanto há inúmeras controversas quando se trata de seus impactos socioambientais.

A energia hidrelétrica é uma fonte renovável e suas usinas são estratégicas para a segurança energética. Seus reservatórios oferecem flexibilidade operacional singular, pois podem responder imediatamente às flutuações de oferta e demanda de eletricidade. Esta flexibilidade permite o emprego paralelo de fontes intermitentes de energia renovável, como energia solar e eólica.

   

No entanto, há uma enorme dificuldade/ausência de participação popular no processo de tomada de decisão sobre a instalação ou não de uma usina. Em comum, os projetos hidrelétricos apresentam problemas de intervenção na natureza e principalmente na vida das populações locais ribeirinhas.

  

Antes do funcionamento de uma usina é necessário desviar o curso do rio para formar um grande reservatório. A formação da represa afeta fortemente a biodiversidade local – espécies de peixes desaparecem, animais fogem para refúgios secos, árvores viram madeira podre debaixo da inundação e produzem metano (um gás poluente que contribui para o efeito estufa, impede a reprodução de alguns peixes e permite a proliferação de algas, causando desequilíbrio aquático) e há indisponibilidade de terras férteis. É um estrago e tanto.   

Além disso, as represas interferem de forma irreversível no microclima local, provocando alterações na temperatura, na umidade relativa do ar, na evaporação e afetam o ciclo pluvial.

Fora o impacto social. O alagamento de propriedades, casas, áreas produtivas e até cidades inteiras provocam a saída compulsória da população ribeirinha, desintegrando os costumes e tradições históricas que a população da área atingida possuía.

 Assim, os impactos sociais e ambientais provocados pela construção desses lagos são irreversíveis e, mesmo com a tentativa de amenizá-los, através do reassentamento das famílias e da transferência de parte da fauna, essas alternativas não são suficientes para evitar grandes perdas.

Dependendo de quem e em que perspectiva se analisa os impactos provocados por hidrelétricas, pode-se contabilizá-los como positivos ou negativos. Dessa forma, a energia hidrelétrica é um dos mais importantes paradigmas ou paradoxos da economia ambiental.

 

Biomassa, a 3ª fonte de energia mais usada no Brasil

Terceira fonte de energia mais utilizada no Brasil, a geração de energia com biomassa, vem ganhando cada vez mais espaço na matriz energética brasileira.

Responsável por pouco mais de 9% da eletricidade consumida no país, a energia de biomassa é aquela obtida pela queima de materiais orgânicos. Entre as fontes de biomassa mais usadas estão, o bagaço da cana-de-açúcar (que representa 78%), casca de arroz, cavaco de madeira e capim elefante, por exemplo. Também é possível utilizar os gases resultantes da decomposição ou incineração de lixo em usinas especializadas.

A utilização da energia da biomassa é de fundamental importância no desenvolvimento de novas alternativas energéticas. Sua matéria-prima já é empregada na fabricação de vários biocombustíveis, como o bio-óleo, BTL, biodiesel, biogás, etc.

Imagem: Motorbit

Em comparação com os combustíveis fósseis (derivados de petróleo), esses resíduos geram menos emissões de gases causadores do efeito estufa. A combustão de materiais orgânicos devolve à natureza apenas o carbono que a planta usou para crescer, o que não gera prejuízos ambientais. Assim, o balanço de emissões de CO2 é reduzido, podendo chegar a ser nulo.

Imagem: Caet

A produção de energia a partir da biomassa tem como vantagens: ser renovável, permitir o reaproveitamento de resíduos e por ser menos poluente que outras formas de energia, como aquela obtida de combustíveis fósseis.

Entretanto, o seu uso sem o devido planejamento pode ocasionar a formação de grandes áreas desmatadas pelo corte não controlado de árvores; destruição de habitats; perda dos nutrientes do solo; erosões e emissão excessiva de gases; seu poder colorífico é menor comparado a outros combustíveis (isto é, são menos eficientes energeticamente) e; dificuldades no transporte e no armazenamento de biomassa sólida.

Como entraves para a ampliação da participação na matriz energética estão a falta estímulos e planejamento de longo prazo, capazes de incentivar investimentos no setor sucroenergético e bioeletrecidade; inciativas capazes de fomentar a renovação e modernização das instalações de cogeração, o que geraria potencial adicional para produção e ausência de regras claras para o setor.

 

Tipos de Energia de Biomassa

Imagem: AEFECC
  • A biomassa pode ser classificada segundo sua origem: florestal, onde a principal fonte de energia é a lenha; agrícola, com as produções de soja, arroz, cana-de-açúcar, milho e outros; e resíduos urbanos e industriais, que podem ser sólidos ou líquidos, encontrados nos aterros sanitários;
  • Cada matéria-prima para obtenção de energia de biomassa possui características próprias, variando a quantidade energética e as formas de extração desta energia. Da cana-de-açúcar, por exemplo, é possível extrair o açúcar, o combustível renovável denominado etanol, e ainda dos bagaços da cana já processada é realizada a queima que gera energia elétrica.

 

Biodiesel

Imagem: DTM

Biodiesel é um combustível derivado de fontes renováveis. Ele pode ser obtido de gorduras animais e elaborado a partir de várias espécies vegetais, como soja, mamona, dendê e girassol. Seu processo mais comum de fabricação é por meio da mistura das gorduras com etanol, proveniente da cana-de-açúcar, ou metanol, que pode ser obtido da biomassa de madeiras.

De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o Brasil é um dos maiores produtores de biodiesel do mundo. Cerca de 75% da produção de biodiesel ocorre com óleo de soja, outras 20% com gordura animal e o restante do percentual corresponde a fontes como algodão, canola e dendê.

Imagem: APROBIO

Assim, o biodiesel pode ser uma excelente alternativa na substituição do diesel, devido ao uso de recursos renováveis para produção e por ser de queima limpa, minimizando os danos do efeito estufa.

 

Com informações de: Canal BioEnergiaExamePortal da EnergiaSecretaria de Energia e Mineração de SP.

 

 

 

Fique por dentro da Energia Solar e conheça o segundo maior telhado solar do Brasil

Imagem: Autossustentável

No post de ontem vimos o quanto a energia eólica vem crescendo no Brasil. A boa notícia é que cenário parecido ocorre com outra fonte de energia renovável, a energia solar.

A previsão é de que o crescimento da geração de energia solar fotovoltaica no Brasil em 2017 seja 10 vezes maior em comparação a 2016. A estimativa é que até dezembro a capacidade instalada do país chegue a 1000 MW, fato que colocará o Brasil entre os 30 principais geradores de energia solar no mundo, conforme informações da ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica). Além disso, o país ultrapassou no último mês de maio a marca de 10 mil telhados solares instalados por todo o território.

Imagem: eCycle
Imagem: Fundação João Pinheiro

São inúmeros os benefícios da energia solar, dentre os quais valem ser ressaltados: não há emissão de gases de efeito de estufa (GEE), líquidos ou sólidos poluentes durante a geração de energia elétrica; dispensa uso de quaisquer tipos de combustíveis para o funcionamento; como a produção pode ser feita localmente (geração distribuída), a necessidade de novas linhas de transmissão é reduzida; geração de empregos associados à cadeia produtiva; proximidade dos centros de demanda.

 

Imagem: Greenpeace

A energia solar fotovoltaica exerce um importante papel complementar à principal fonte utilizada para geração elétrica no país, a energia hidráulica, uma vez que, os períodos de estiagem nas regiões onde se localizam as principais hidrelétricas coincidem com os períodos de maior insolação no país. Outro fator significante é que a maior geração de energia elétrica por fontes fotovoltaicas coincide justamente com os picos de maior consumo de energia elétrica nos grandes centros, isto é, durante o período da tarde.

O Brasil possui vantagem estratégica sobre os demais países que utilizam essa fonte de energia, pois sua posição geográfica além de colocá-lo em uma região de grande incidência de radiação solar, também permite que o país receba de forma quase homogênea durante o ano inteiro essa radiação. Confira no mapa abaixo da Radiação Solar Horizontal Global Anual (kWh/m²/dia).

A radiação solar horizontal global anual (kWh/m²/dia),  é o total de radiação solar, em ondas curtas, recebidas por uma superfície horizontal. Imagem: Solar and Wind Energy Resource Assessment (SWERA) apud EPE, 2012

“Segundo a EPE (Empresa de Pesquisa Energética Brasileira), o equivalente a todo o consumo do Sistema Interligado Nacional em 2011, quase tudo que se produz e distribui de energia no país, poderia ser gerado através de uma área de 2.400 km² de painéis fotovoltaicos localizados numa região com irradiação anual média da ordem de 1.400 kWh/m2 /ano, o que equivaleria a menos de 0,03% da área territorial do Brasil.”

Fonte: Relatório Desafios e Oportunidades para a energia solar fotovoltaica no Brasil

 

São muitas as vantagens para a implementação da energia solar no Brasil. Mas então por que tão poucos conhecem esse tipo de fonte? Por que essa energia ainda é tão pouco utilizada no país? O alto custo envolvendo a implantação do sistema é o maior vilão.

Um dos principais entraves é a realidade tributária que acaba criando barreiras, dificultando o desenvolvimento de projetos ligados à energia solar. Os painéis fotovoltaicos fabricados no Brasil, por exemplo, saem até 40% mais caros que os equipamentos importados da China, principalmente devido à alta carga de impostos. Outra barreira para o desenvolvimento da energia solar é a falta de tecnologia produzida em solo brasileiro, que poderia ser um grande salto para o barateamento do uso dessa fonte.

Imagem: Siliom Energia

Mas, conforme dito, as barreiras fiscais, tributárias, financeiras e tecnológicas têm sido, ainda que aos poucos, vencidas. Já podemos observar várias iniciativas ligadas à energia fotovoltaica sendo realizadas em todo o país. Para se ter uma ideia, a Bahia é o estado com maior geração de energia por fonte solar, resultado do incentivo governamental. E, felizmente, também podemos observar o aumento do uso dessa fonte de energia em outros estados brasileiros.

Maior parque solar do Brasil, localizado em Bom Jesus da Lapa. Imagem: Notícias da Lapa

Trazemos aqui uma iniciativa que nos mostra que a energia solar tem tudo para se desenvolver no país.

 

 

Parceria Aquário Marinho do Rio (AquaRio) e Faro Energy

Fomos recebidos, na última quinta (6), por Markus Vlasits, diretor comercial da Faro Energy, e pela equipe de comunicação do AquaRio para uma visita ao telhado solar do aquário.
Equipe do Autossustentável com Markus Vlasits. Imagem: Autossustentável

O maior aquário marinho da América do Sul, o Aquário Marinho do Rio (AquaRio), possui estrutura e números notáveis. São mais de 3000 peixes que precisam de 4 milhões de litros de água tratados e refrigerados por hora, fora a iluminação e o sistema de ar condicionado. Com uma estrutura tão robusta a conta de luz chega a cifra de 300 mil reais por mês.

Imagem: Divulgação AquaRio

Por isso, buscando a preservação ambiental e reduzir as despesas com eletricidade, o AquaRio firmou parceria com a Faro Energy para a implementação de uma planta solar. Graças ao novo sistema será evitada a emissão de mais de 8.000 toneladas de CO2 durante os 20 anos de parceria (por ano serão evitadas 406 toneladas do gás) e o consumo de eletricidade da concessionária de energia será reduzido.

Imagem: Autossustentável
Imagem: Faro Energy
Imagem: Cenergel

A Faro Energy foi a responsável pela instalação dos 2.000painéis fotovoltaicos no telhado do AquaRio em uma área de 6.000 metros quadrados (o que corresponde a um campo de futebol). É o segundo maior telhado solar instalado em áreas urbanas do Brasil e o maior do estado do Rio de Janeiro. Os painéis, que foram instalados em 3 meses, gerarão 77.000 kWh de energia limpa por mês, o que corresponde ao consumo mensal de eletricidade de 500 residências. Esses quase 80.000 kWh representam entre 20 e 30 % de toda energia consumida pelo AquaRio durante 1 mês.

 

Fonte: FaroEnergy-AquaRio

A Faro Energy foi responsável não só pela implementação do projeto no telhado do AquaRio mas também é encarregada pela operação, manutenção e reparo da planta solar. Sendo a manutenção realizada também por um aplicativo, que entre outras funcionalidades, informa a geração de energia e a quantidade de CO2 que deixou de ser emitida.

Imagem: Austossustentável

A localização do AquaRio ao norte e o fato de não haver edifícios ao redor favorecem o aproveitamento total da energia solar. Os painéis fotovoltaicos foram estrategicamente instalados de forma fixa com inclinação para o norte (posição que permite o máximo aproveitamento da luz solar). Os painéis foram projetados para resistir aos eventos meteorológicos comuns no país (ventos, variações térmicas, granizo, variações ultravioletas e etc). Os inversores convertem a energia solar, captada pelos painéis, em energia elétrica. Como o consumo de eletricidade do aquário é bem elevado não foi necessária a instalação de baterias para armazenamento de energia.

Imagem: Autossustentável

Segundo Vlasits a expectativa da empresa expandir seus serviços no Brasil é grande, já que o cenário da energia solar vem melhorando nos últimos anos. Nesse ponto a parceria com o AquaRio corroborou para a promoção de novos projetos. Voltada para a minigeração de clientes corporativos, a Faro Energy trabalha com um grupo de investidores que viabilizam financeiramente os projetos. Um modelo de investimento que vem ganhando espaço no mercado, os ativos de sustentabilidade de longo prazo, justamente pelo baixo risco oferecido.

 

 

Energia Eólica: Vantagens na Produção e o Recorde de Geração no Nordeste

Imagem: ECONOMICA.net

Além de ser barata, limpa e renovável, a energia eólica também não emite gases de efeito estufa (GEE) para a atmosfera.

Os números não deixam dúvida quanto à condição favorável do Brasil, com ventos fortes e contínuos, para a geração de energia eólica. No ano de 2016, por exemplo, a média da relação entre a capacidade instalada nas usinas eólicas no país e a efetiva geração de energia foi de 40,7%, enquanto a média mundial é de apenas 23,8%.

A matriz energética nacional fundamentalmente amparada nas hidrelétricas, vem dando espaço para novas alternativas, como a energia eólica. Respondendo por apenas 6,15% da produção, os 457 parques eólicos espalhados pelo Brasil têm geração de energia igual à capacidade da usina hidrelétrica Belo Monte. Até 2020, mais 287 parques vão operar e gerar mais 7 gigawatts de energia e, assim, garantir 10% do abastecimento de energia do país.

Imagem: CERNE

No Brasil, o Nordeste vem fazendo bonito quando o assunto é energia eólica. A região é responsável pela maior parte produção de energia eólica no país (80% dos parques se localizam no Nordeste), tanto que na última semana bateu recorde de produção de energia. Nesta última terça-feira (4), o Brasil produziu 6.704 megawatts, o suficiente para abastecer 3 milhões de consumidores por um mês inteiro. Esses quase 7.000 megawatts corresponde à 11,42% da produção total de energia no país (todas as fontes).

O grande diferencial do Nordeste, especialmente do litoral, está na força dos ventos que atingem essa área, que são rápidos e constantes, sem mudanças bruscas. Essa combinação favorável faz com que os geradores eólicos sejam mais eficientes ali do que em outros lugares.

Fonte: Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE

Mas o que a energia eólica tem de tão especial? São diversas vantagens, mesmo em comparação com outros tipos de energias renováveis. Além disso, é uma componente importante de qualquer estratégia energética a longo prazo.

Imagem: SardiniaPost

As principais vantagens da energia eólica são: 

  • A energia gerada pelos ventos não se esgota, renovando-se sempre;
  • A utilização desse tipo de energia não produz resíduos poluentes, não emite gases de efeito de estufa (GEE) e nem gases nocivos ao meio ambiente e a sociedade;
  • Como é um tipo de energia alternativa, com baixo custo, há benefícios financeiros para os usuários;
  • A criação de usinas e parques eólicos gera emprego para muitas pessoas que buscam uma oportunidade no mercado;
  • O parque eólico pode facilmente ser implantado em áreas agrícolas e pastagens, sem nenhum empecilho para agricultores e pecuaristas;
  • A implantação dos parques eólicos leva investimento a regiões pouco desenvolvidas economicamente;
  • Com o emprego da energia eólica, não há dependência dos combustíveis fósseis (poluentes e não renováveis);
  • Os aerogeradores não necessitam de outros combustíveis para o seu funcionamento;
  • Os equipamentos requerem pouca manutenção (de 6 em 6 meses);
  • O retorno do investimento em energia eólica é rápido (cerca de 6 meses).

 

Como principais desvantagens, temos: a sua intermitência, ou seja, o vento não é constante, tornando difícil a integração da sua produção ao sistema nacional; impacto visual considerável, principalmente para os moradores do entorno; impacto sonoro, já que, o som do vento bate nas pás produzindo um ruído constante e; o impacto sobre as aves do local, principalmente pelo choque destas nas pás.

Imagem: DLR Portal

A entrada em operação de novos parques eólicos, em 2016, fez com que o Brasil saltasse para a 5ª posição no ranking mundial de expansão da capacidade instalada de geração eólica. Essa expansão reafirma o compromisso assumido pelo Brasil na COP 21 de aumentar a participação de energias ditas limpas (eólica, biomassa e solar) na sua matriz energética até 2030.  

Imagem: Pinterest

Como resultado dessa expansão, o Brasil figura hoje como o 9º país com maior capacidade acumulada de geração eólica no mundo (10.740 MW), superando a Itália, e mantendo o primeiro lugar na América Latina.

Que os bons ventos no Brasil sejam sempre bem aproveitados!

 

Pequeno Guia sobre Energias Renováveis

Quando se fala em energia, o que, comumente, nos vem em mente é a energia que utilizamos em casa, a energia elétrica. E logo associamos às concessionárias de energia ou às hidrelétricas.

E essa associação se deve ao fato da energia hidráulica ser responsável por 67,9% energia elétrica gerada no Brasil, de acordo com o Ministério de Minas e Energia. Fato que coloca o Brasil na entre os países que mais usam energias renováveis em sua matriz energética, a estimativa de participação das renováveis esse ano, segundo o Ministério de Minas e Energia, deve representar 43,8% do total.

 

 

E o que seriam essas fontes de energias renováveis? A energia renovável é aquela que utiliza recursos naturais que (teoricamente) não se esgotariam com o uso como a água (presente em rios, mares e oceanos), luz solar, os ventos, a matéria orgânica e a energia geotérmica.

Assim as principais fontes de energia renovável são: Energia Geotérmica, Energia Biomassa, Energia Hidráulica, Energia Solar e Energia Eólica.

 

Energia Geotérmica

É a energia obtida a partir do calor proveniente do interior do nosso planeta, é cada vez mais comum em locais próximos a vulcões. Dentre as energias renováveis, a energia geotérmica é considerada uma das mais limpas e viáveis economicamente.

Nas usinas geotérmicas o calor interno da Terra é transformado em energia elétrica. O uso da energia geotérmica acontece através de poços de perfuração que alcançam os reservatórios, trazendo para a superfície o vapor da água quente de alta pressão. O processo ocorre através da captura de água quente ou já em forma de vapor no interior da Terra através de tubos especificamente elaborados. O vapor é liberado sob forte pressão movendo as turbinas que giram mecanicamente. As turbinas acionam então o gerador que produz energia elétrica.

 

Energia Biomassa

É considerada biomassa qualquer matéria orgânica que possa ser transformada em energias elétrica, térmica ou mecânica. Ela pode ser composta por: resíduos orgânicos (agrícolas, industriais, urbanos); vegetais lenhosos (madeiras); vegetais não lenhosos (sacarídeos, celulósicos, amiláceos e aquáticos); e biofluidos (óleos vegetais).

 

 

No Brasil, podemos observar o crescimento gradativo do uso biomassa como fonte de energia elétrica, sobretudo nos setores industrial e de serviços, sendo o bagaço e a palha da cana-de-açúcar o recurso mais utilizado para gerar energia. O crescimento dessa fonte foi planejado como estratégia de diversificação da matriz elétrica. Assim, durante o período de estiagem na região Sudeste/Centro-Oeste (onde está concentrada a maior potência instalada em hidrelétricas) a biomassa é utilizada para auxiliar na geração de energia.

Por ser considerada uma fonte renovável de energia a biomassa vem sendo utilizada para gerar eletricidade em termelétricas, em substituição aos combustíveis fósseis. Apesar de emitir menor quantidade de gases poluentes, de acordo com estudo do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (GGEE), a biomassa é uma das maiores fontes mundiais de gases tóxicos, material particulado e gases do efeito estufa.

 

Energia Hidráulica

É o aproveitamento da energia cinética contida no fluxo de massas de água. A energia cinética é transformada em energia mecânica através da rotação das pás das turbinas que compõem o sistema da usina hidrelétrica para ser transformada em energia elétrica pelo gerador do sistema.

 

Energia Solar

A energia solar é a energia eletromagnética do sol que incide na superfície da Terra através de radiação. A irradiação por ano na superfície da Terra é suficiente para atender milhares de vezes o consumo anual de energia do mundo.

 

A radiação solar incide sobre materiais semicondutores e é transformada diretamente em corrente contínua; para transformar a corrente contínua em corrente alternada, são utilizados aparelhos chamados inversores.

 

Energia Eólica

A energia eólica é a energia cinética que existe no vento. A energia cinética do vento é produzida quando o aquecimento das camadas de ar criam uma variação de gradientes de pressão nas massas de ar.

As turbinas eólicas transformam essa energia cinética em energia mecânica através do movimento de rotação de suas turbinas – por meio de um gerador, ela se transforma em energia elétrica.

 

 

Ambientalismo ontem e ambientalismo hoje. O que esperar do futuro?

Imagem: Gazeta do Povo. Adaptação: Autossustentável

Tive o privilégio de participar de um encontro em que conversei com aqueles, que considero “ambientalistas de carteirinha”, brasileiros engajados na causa desde a década de 1970. E pude ouvir um pouco das histórias e estórias que não estão publicadas por aí.

Autossustentável: Conferência de Estocolmo
Primeira Conferência Mundial sobre o Homem e o Meio Ambiente ou Conferência de Estocolmo em 1972Imagem: Colégio Web

A primeira impressão foi: “Que mundo pequeno!”. Muitos estão espalhados em diversas áreas, empresarial, política, artes e acadêmica. Atuaram juntos pela causa ambiental durante as décadas passadas e, certamente, influenciaram muito a forma como muitos de nós pensam e agem.

A segunda impressão inevitável foi: “Onde foi parar toda essa paixão e mobilização nos dias de hoje?”. Particularmente, estou mais fortemente envolvido (acadêmica e profissionalmente) com as questões socioambientais desde o início da década de 1990, quando ainda cursava a faculdade de Biologia.

Autossustentável: Rio 92
Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, também conhecida como Cúpula da Terra, Eco 92 e Rio 92, foi então a maior conferência sobre meio ambiente que a ONU havia realizado até aquele ano. Imagem: O Globo

Vi e vivi a Rio-92, seu clima de união e a quase unanimidade na direção de um desenvolvimento mais sustentável. Ajudei a fomentar programas de Educação Ambiental em algumas escolas públicas e particulares quando comecei minha carreira de professor em 1996. Colaborei na construção de alguns projetos como a Escola da Amazônia, a Reconectta e por aí vai.

Nesse período, não havia necessidade de convencer ninguém de que o tema socioambiental é vital para todos e de que a escola é ponto focal e indissociável na busca por sociedades sustentáveis.

Nesse espírito, viajei muito com meus alunos, visitei muitos lugares de interesse estratégico para conservação e, em especial, entre 2003 e 2011, tive o privilégio, junto com Silvio Marchini, de apresentar a Amazônia para mais de 300 estudantes de Ensino Médio. O maior prazer do professor é poder compartilhar seus valores e influenciar seus alunos de alguma forma. Colho os frutos desse período até hoje.

Autossustentável: Escola da Amazônia
Imagem: Escola da Amazônia
Autossustentável: Escola da Amazônia
Imagem: Escola da Amazônia

Entretanto, notei que alguma coisa foi se perdendo, em especial a partir da segunda metade dos anos 2000. A questão ambiental foi gradativamente perdendo força, espaço na mídia e lugar no consciente das pessoas. A desconexão em curso acontece silenciosa e rapidamente.

Autossustentável: Economia x Meio Ambiente
Imagem: Ecoteca. Adaptação: Autossustentável

Muito da energia desse tema foi sendo canalizada para os encantos da tecnologia e do consumo. Baixamos a cabeça e nos ligamos em outro universo, mais particular e que alimenta ou frustra nosso ego com likes. A paixão pelo que está fora de nós foi sendo rapidamente substituída pela constante necessidade de aprovação e de um mundo que pode ser construído e reconstruído dependendo do dia e do humor.

Claro que esse é apenas um dos fatores que pode ter nos afastado da preocupação com o meio ambiente, mas é um dos que mais me chama a atenção, pois vi essa história tomando forma com meus alunos (e colegas).

Imagem: Ética Ambiental

Como resgatar a atenção para o que nos cerca e está além de nós? Como responsabilizar as pessoas não somente pelo seu destino, mas pelo de todos?

Essas questões parecem cada vez mais difíceis de responder quando estamos imersos em um universo individualista, capaz de fragmentar a realidade e gerar polarizações constantes de opinião e ação. Esse é um exemplo verdadeiro do “dividir para conquistar”, planejado ou não.

O resgate do coletivo é urgente. Se você tem menos de 30 ou 35 anos, pode estar pensando: “Mais um ‘velho ambientalista’ ressentido com o mundo e se lamentando em ver suas paixões cada vez menos refletidas no mundo e nas pessoas. As coisas são como são.”.

Talvez sim, mas também acredito que é preciso inovar e procurar novas formas de ambientalismo. Os apps, celulares, laptops, sites, blogs, redes sociais devem dar nova forma à paixão, e se esse é o caminho para chegar às pessoas, vamos seguir as tendências.

Imagem: Commons BlogPortal Rio + 20Adaptação: Autossustentável

Bom, cada um na sua. Enquanto você vai clicando e curtindo, eu ainda vou preferindo sujar meus pés na lama do manguezal e depois lavá-los no mar, como todo “velho ambientalista”.

 

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As Famílias, os Pets e o Amor perante a Lei

Imagem: Ministério do Desenvolvimento Social

Você sabe o que é entidade familiar multiespécies? Calma que já explicamos! Esse é o termo jurídico para o pertencimento dos animais, como cães e gatos, por exemplo, ao núcleo familiar, tendo repercussões jurídicas até em casos de separação do casal.

Imagem: Pinterest

O fenômeno está cada vez mais presente no dia a dia das pessoas e, por isso, as leis sobre o tema têm se propagado. No Brasil, a Constituição Brasileira de 1988 definiu, caso adotada leitura meramente gramatical, que somente a entidade familiar formada entre homem e mulher é merecedora da proteção especial do Estado.

Contudo, a interpretação da Constituição não pode desconectar esse trecho de uma interpretação sistemática de respeito ao pluralismo, igualdade e dos direitos individuais e coletivos de todos os cidadãos. Assim, o Supremo Tribunal Federal estabeleceu o entendimento de família para casos de união homoafetiva e, hoje, se entende que mães e filhos; pais e filhos; avós e netos e outras formas de arranjos familiares também carecem de respeito e incidência das normas protetivas estatais.

Imagem: Rede Mobilizadores

Atualmente, a evolução do tema se reflete nas discussões sobre a inclusão dos animais nesse conceito de família pela relação de afetividade intrínseca a essas relações. Em pesquisa recente, constatou-se que mais de 60% dos lares brasileiros possuem algum animal de companhia e essa estatística está se ampliando [1].

Definição de amor por uma criança de 4 anos. Imagem: Hypeness

O debate sobre a proteção aos animais pelo direito está na ordem do dia dos principais parlamentos e decisões judiciais pelo mundo. Como exemplo, Portugal acaba de aprovar o Estatuto dos Animais para regulamentar o tema. Nessa lei, a separação consensual de casais deve constar, dentre outros documentos, acordo sobre a convivência, guarda e tratamento futuro dos filhos e dos animais de companhia que conviviam naquele ambiente familiar.

Imagem: Pinterest

Gandhi dizia que a grandeza de uma nação poderia ser vista pela forma como trata os animais e, nesse sentido, o respeito pela natureza e aos seres não humanos deve não só fazer parte do nosso cotidiano, mas também exigidos pela lei e entidades estatais. Seguimos atentos!

 


 

[1] Disponível em: <https://www.anda.jor.br/2014/08/familia-multiespecie>. Acesso em 28 de junho de 2017.

 

 

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Você sabe quem são os agricultores familiares?

Imagem: Pinterest. Adaptação Autossustentável

Dificilmente as pessoas conhecessem de fato uma lei. Na maioria das vezes, preferimos aquele resumo básico que a mídia faz como fonte de informação. Isso devido ao vocabulário técnico das mesmas, o famoso “juridiques”.

Os juristas também são conhecidos por buscar o significado, ou interpretação, mais proveitoso seja em leis ou em contratos.  São pessoas que tem interesse em deixar tudo muito claro, muito estabelecido, muito identificado.

Imagem: UNIESP

A verdade é que para a lei e para o Direito, é muito importante saber quem você é. Se você é o “trabalhador, com carteira assinada”, você tem mais direitos do que se for o “trabalhador, sem carteira assinada”. Saber se você tem carteira assinada é fácil, mas às vezes a lei pode não ser tão clara. Em qualquer situação, você somente pode exigir os seus direitos depois de comprovar quem você é.

Essa situação ocorreu com a Lei que criou a Política Nacional da Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares Rurais – Lei n. 11.326/2006. Ela cria um programa de incentivo e define objetivos e princípios, mas esqueceu de dizer quem poderia ser considerado um trabalhador da agricultura familiar.

Imagem: Cultura Mix

Na última semana, 11 anos depois, foi aprovado um decreto (Decreto n. 9.064/2017) regulamentando essa lei e criando o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar, o CAF. Finalmente sabemos quem pode ser considerado uma Unidade Familiar de Produção Agrária. O decreto na verdade criou uma espécie de dicionário (tecla SAP), pois também explicou quem são o empreendimento, a empresa, a cooperativa e a associação da Agricultura Familiar.

Imagem: INCRA

Hoje podemos dizer que já sabemos quais os requisitos para ser um agricultor familiar:

  • Aquele que possui uma área de terra menor que quatro módulos fiscais (em hectares a medida varia de acordo com a cidade);
  • Aquele que mora nesta área ou próximo dela;
  • Aquele que utiliza metade da força de trabalho da família no processo produtivo e de geração de renda;
  • Quando metade da renda familiar provém da atividade agrícola;
  • Ser a administração do negócio familiar.

 

Neste conceito cabem ainda, além dos agricultores, os silvicultores, aquicultores, extrativistas, povos indígenas e integrantes de comunidades remanescentes de quilombos rurais.


Felizmente, com uma definição clara, agora é possível cadastrar todos os sujeitos (empresas, empreendimentos, estabelecimentos, cooperativas e associações).

Mas e para que servirá mais um cadastro? Para conhecer quem são e do que precisam aqueles que fazem parte da Agricultura Familiar no país. Também será possível identificar quem realmente tem direito aos incentivos, garantindo que as verbas destinadas à Agricultura Familiar cheguem ao seu destino e cumpram a sua função. E essa tarefa não é fácil em um país do tamanho do nosso.

Imagem: Imagens e Ideias

A ideia do cadastro é também aumentar o número de benefícios a estes agricultores, que hoje possuem apenas o vínculo com o PRONAF (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), através do Banco Central do Brasil.

 

Para saber mais sobre Agricultura Familiar, acesse:

 

 

O Clima Pós-Trump

Imagem: One Índia

No início desse mês, Donald Trump cumpriu mais uma promessa de sua campanha e anunciou a saída oficial dos Estados Unidos do Acordo de Paris.

Sob alegação que o acordo não era bom para o seu país, que tirava empregos, que a mudança do clima não é comprovada cientificamente e tantas outras de suas conhecidas pós-verdades. Sem dúvida um baque forte nas pretensões da UNFCCC (Convenção Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas) e de seus países signatários na contenção da insistente elevação da temperatura média global.

Autossustentável: Saída EUA Acordo de Paris
Imagem: Twitter

O Acordo de Paris é, na falta de um termo melhor, agridoce. Foi o melhor que se alcançou, dada a situação e a necessidade de consenso para que pudesse avançar. Se por um lado o acordo conseguiu fazer com que os principais emissores de gases de efeito estufa acordassem que é necessária a redução dos mesmos (fato que não aconteceu, por exemplo, no Protocolo de Quioto); por outro, o acordo se baseia no conceito das Contribuições Nacionalmente Determinadas, metas individuais auto-impostas e divulgadas pelos países que fazem parte do acordo. Em outras palavras, o Acordo de Paris, em sua essência, é a soma dos esforços voluntários individuais de todos os países.

Autossustentável: Acordo de Paris
Imagem: Resíduo Zero

O Brasil, por exemplo, apontou que diminuiria suas emissões potenciais até 2030 em cerca de 40%. E o que acontece caso ele não cumpra essa meta? Nada. Não há sanções, não há nenhum tipo de punição, pois o acordo parte do espírito voluntário dos países.

Ainda assim, é o instrumento que temos. E notem que não coloco o verbo no plural: a saída dos EUA é um baque, mas não o fim do acordo e está longe de ser o fim do esforço sério dos países na diminuição de suas emissões e adaptações de mudanças climáticas vindouras.

Autossustentável: Saída EUA Acordo de Paris
Imagem: Dom Total

Imediatamente após o anúncio de Trump, diversos líderes globais reforçaram seu comprometimento ao que haviam acordado há 2 anos em Paris. Mesmo dentro dos Estados Unidos, diversos estados (que tem autonomia para legislar nesse sentido) minimizaram a saída de seu governo federal e reiteraram seus esforços e compromisso no tema.

A análise sóbria feita algumas semanas depois do anúncio do mandatário norte-americano é que os EUA parecem tão somente terem se isolado do resto do mundo. Unem-se à Síria e à Nicarágua como os únicos países dentro das Nações Unidas que estão fora do acordo. E a justificativa nicaraguense foi que eles não entraram no acordo porque o mesmo não era “sério o suficiente” justamente por partir de premissas voluntárias.

Autossustentável: Acordo de Paris
Imagem: Business Insider

Com Obama, os Estados Unidos eram claramente uma das lideranças no combate à mudança do clima, ante diversas ações multilaterais, bilaterais e unilaterais que o país tomou. Com Trump, isola-se de praticamente todo o resto do mundo. Aqueles que inacreditavelmente ainda negam a ação humana no clima aplaudirão a coragem do presidente norte-americano. Os demais lamentarão mais tempo perdido, porém, não devem desanimar, pois a humanidade certamente resistirá ao lapso de razão de poucos, mesmo que estes ocupem a presidência de potências.

 

Clique aqui para ler mais artigos de Fernando Malta

 

 

O Futuro sem Futuro

Imagem: Tiago Benevides

A violência se banalizou no Brasil. Violência doméstica, moral, violência nas ruas e na política. É tanta notícia ruim que parece que o povo brasileiro já se acostumou, e já não se espanta com o que escuta e vê.

Imagem: Entre Todas as Coisas

Talvez, algumas estatísticas ajudem a trazer a tona um dado super preocupante: nossos jovens estão morrendo. A juventude morre a cada falta de oportunidade, a cada acesso negado na educação e saúde, a cada descaso e tiro trocado nas comunidades país afora.

Recomendo a leitura do Atlas da Violência 2017, estudo realizado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), que mostra que de 2005 a 2015, a taxa de morte entre jovens de 15 a 29 anos teve um aumento de 17,2%, representando 54,1% do total de homicídios. O perfil típico continua sendo o mesmo: homens, jovens, negros e com baixa escolaridade. Por outro lado, enquanto a taxa de homicídios para mulheres não negras reduziu em 7,4%, houve um aumento de 22% na mortalidade de mulheres negras[1]. Para maiores informações, clique aqui.

Imagem: Ipea

Outro indicador apontado no estudo é que a cada 1% na redução de taxa de desemprego de homens, a taxa de homicídio diminui 2,1%. Este é um dado super alarmante quando consideramos o cenário de crise dos últimos 3 anos, com taxa de desemprego crescendo a 66% entre pessoas de 14 anos ou mais [2]. Ou seja, o desempenho econômico, político e social tendem a agravar ainda mais este quadro tão caótico. Para acessar o Atlas da Violência 2017, basta clicar aqui.

Nosso país carece em oportunidades e projetos para crianças e idosos também, mas sinto que os jovens de 15 a 29 anos são menos favorecidos, justamente pela dificuldade em captá-los e dar-lhes algo valioso em troca. Vale ressaltar que esta é minha percepção e muito particular, baseada na minha experiência e vivência.

Imagem: Pinterest

Nossos jovens querem oportunidades dignas para crescimento pessoal e profissional. Estão cada vez mais exigentes e menos preparados. Algumas empresas oferecem programas de jovem aprendiz e apostam nos jovens para construção de carreira dentro da companhia. Outras instituições passaram a olhar para os jovens de baixa renda e dar-lhes oportunidades através dos seus negócios sociais, gerando empoderamento e capacitação profissional.

Imagem: Educa Rio BlogAdaptação: Autossustentável

Busque informações e colabore com quem de fato contribui para as mudanças sociais em nosso país. Doe seu tempo e amor aos jovens mais próximos a você. Isso também faz diferença. Seja a mudança que você quer ver no futuro.

 

 

 [2]  Fonte IBGE, 2017.

 

 

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Dia do Meio Ambiente: mais um ou menos um?

Imagem: IX Simpósio sobre Meio Ambiente

Ambiente é tudo aquilo que está dentro e fora de nós e que, além de simplesmente existir, possui estreita relação de complementaridade e interdependência.

É impossível separar, fragmentar, isolar e ainda assim entender o todo em sua complexidade e harmonia.

Imagem: LinkedIn

É impossível compreender o ambiente como somente a soma das partes, pois delas emerge o improvável, o novo, garantindo adaptação e resiliência.

Imagem: Vyacheslav Mishchenko

 

Imagem: Pinterest
Imagem: National Geographic

O ambiente, os ambientes, é e são, é e não são, ao mesmo tempo.

Nas palavras de Enrique Leff  [1]:

“… la crisis ambiental no es sólo la de una falta de significación de las palabras, la pérdida de referentes y  la  disolución  de  los  sentidos  que  denuncia  el  pensamiento  de  la posmodernidad:  es  la  crisis  del efecto del  conocimiento  sobre  el  mundo”.

Apesar de toda a complexidade das teias das vidas e das não-vidas, a nossa falta de conhecimento (e sentimento) sobre o mundo nos leva a simplificar e externalizar os desafios. Fechamos os olhos para o óbvio em prol de um modelo em crise focado no acúmulo e na separação, na geração de diferenças disfarçadas de diferenciais.

Imagem: Pinterest

Ambiente é prioridade.
(Mas não em épocas de crise).
Ambiente é fundamental.
(Desde que minhas necessidades estejam satisfeitas).
Ambiente é riqueza.
(Que seja a minha).

Mudar paradigmas, acreditar que a exceção pode tornar-se regra, estimular e fomentar que a cooperação e o diálogo são caminhos para a generosidade tem sido o papel escolhido por uma grande quantidade de educadores, ambientais ou não.

 

Imagem: The Vegan Strategist

Tenho orgulho de fazer parte desse seleto grupo, teimoso por natureza e que acredita que juntos vamos mais longe.

Que o dia do (meio) ambiente não seja apenas mais um, mas que seja de tudo e de todos. Torço que um dia você também junte-se a nós.

 

[1] Do prólogo do livro Racionalidad Ambiental: La reapropiación social de la naturaleza (2004).

 

 

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A Importância das Atividades Físicas para a Saúde

Se antigamente cuidar da nossa saúde se resumia a uma dieta balanceada, hoje em dia sabemos que é preciso equilibrar a ingestão de calorias e atividades físicas – o tal balanço energético – para mantermos o nosso organismo saudável e termos uma vida equilibrada.

Excesso de trabalho, vida corrida, doses de estresse e as comodidades diárias são alguns dos ingredientes para as pessoas darem pouca importância à atividade física. Atualmente, o sedentarismo é mais perigoso para a saúde do que a obesidade. Mais gente morre em decorrência de um estilo de vida sedentário do que de diabetes, afirma o médico Victor Matsudo.

Importante por beneficiar amplamente qualquer indivíduo, seja fisicamente e/ou mentalmente, a atividade física é uma das principais medidas para a prevenção de doenças cardíacas. E você só precisa começar, dar o primeiro passo para deixar o sedentarismo de lado.

Segundo as recomendações do ACSM (American College of Sports Medicine), para deixar de ser sedentário e se manter saudável, deve-se realizar pelo menos 30 minutos de atividade física moderada e de forma contínua ou acumulada (3 x 10 minutos ou 2 x 15 minutos) por dia.

Nesses 30 minutos diários, pode tudo. Você pode andar, pedalar, nadar, dançar, subir as escadas ao invés de usar o elevador ou escada rolante e até brincar com o seu cachorro. Mexa-se! O importante é não ficar parado!

 

Entretanto, é sempre bom lembrar que nenhuma atividade física deve ser iniciada antes de uma consulta com um cardiologista para avaliação do estado geral de saúde. A consulta se torna ainda mais importante para indivíduos que apresentam fatores de risco, como: hipertensão, diabetes, colesterol elevado e obesidade.

Vale também lembrar que cada indivíduo deve praticar atividade física respeitando suas limitações e seus problemas de saúde

Mas quais as vantagens da atividade física para a saúde?

Os motivos para buscar este equilibro são inúmeros. Pessoas que realizam atividades físicas continuamente tem melhora da circulação sanguínea, fortalecimento do sistema imune, redução do colesterol e também tem efeitos sobre a glicemia e metabolismo do cálcio.

 

Além disso, a liberação de endorfinas proporciona nítido bem-estar aos praticantes, com melhora da sua qualidade de vida. Garante mais alegria, qualidade de sono, além da melhora da autoestima, pois reduz a gordura corporal e aumenta a massa magra.

Mas os benefícios da atividade física não param por aí! Ao eliminar o sedentarismo, passa-se a ter uma menor chance de desenvolver doenças cardíacas (como o infarto) e Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs), conhecidos como derrames cerebrais.

 

Baseado em dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Ministério da Saúde concluiu que seria possível evitar 260 mil mortes por ano causadas por câncer e doença coronariana crônica se toda a população brasileira fizesse, ao menos, 30 minutos de atividade física moderada por dia, mantendo uma boa alimentação.

Antes de começar o seu #30TodoDia, uma dica para levar para sempre: hidrate-se! A água além de proteger a saúde também garante a disposição e o harmônico funcionamento do corpo tão necessários à prática de exercícios físicos.

E aí? Está esperando o que para se exercitar? Xô sedentarismo!

 

Com informações de: Mais Equilíbrio, Personal Athletic, SOCESP,  Terra e Tua Saúde

 

 

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A Vida Moderna e os Transtornos Alimentares – Parte II

Como vimos na segunda matéria sobre a Semana Temática de Saúde e Bem Estar (clique aqui para conferir), o estresse e a agitação da vida moderna, aliados a um volume cada vez maior de informações e de padrões de vida favorecem o aparecimento de vários transtornos alimentares.

A bulimia nervosa e a anorexia nervosa, infelizmente, são alguns dos transtornos mais observados atualmente na sociedade, atingindo principalmente adolescentes e jovens. E a pressão cada vez maior pela busca de um corpo perfeito também tem intensificado a incidência de um conhecido transtorno alimentar, a compulsão alimentar; assim como o aparecimento de novos transtornos como a ortorexia nervosa e a vigorexia nervosa.  

 

Compulsão Alimentar

A compulsão alimentar ou TCAP (Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica), como é denominado cientificamente, é um transtorno alimentar caracterizado por episódios recorrentes de compulsão, onde o indivíduo ingere grande quantidade de alimentos rapidamente, perdendo o controle sobre sua alimentação. Muitas vezes a compulsão alimentar não permite que o indivíduo interrompa a ingestão de alimentos nem mesmo quando já está plenamente saciado.  Por isso, os episódios de compulsão cessam apenas quando o desconforto aparece. Após o episódio, o indivíduo é tomado por um grande sentimento de culpa e perda de controle, o que ocasiona vergonha e angústia.

A compulsão alimentar é uma doença causada por um distúrbio químico nos mecanismos da saciedade, ou seja, devido a uma falha química o cérebro do indivíduo compulsivo não recebe a mensagem de que já comeu o suficiente para se saciar, fazendo o mesmo continuar a comer até sentir desconforto físico.

Imagem: G1

Normalmente, a compulsão resulta de uma combinação de fatores, como características genéticas, sociais, e psicológicas relacionadas a experiências de vida. Exemplo disso é a pressão social de um padrão de vida que exige indivíduos magros, cenário que para os compulsivos só potencializam a vergonha que sentem devido à sua condição e acaba intensificando o ciclo de culpa e piorando a doença.

Apesar da semelhança com a bulimia, ambas têm como principal sintoma o “descontrole” alimentar, a compulsão alimentar não é seguida por quaisquer formas de medidas compensatórias.

Imagem: G1

Comprometimento funcional do organismo, ansiedade, depressão, risco de suicídio e uma alta frequência de transtornos psíquicos são algumas das consequências desse transtorno alimentar. Além disso, cerca de 75% das pessoas que apresentam essa doença ganham muito peso, devido ao consumo de calorias ser muito maior do que o necessário.

E o pior, comumente as pessoas obesas, ou fora dos padrões considerados normais, ainda são estigmatizados pela sociedade como preguiçosos ou sem força de vontade para controlarem a alimentação. Fica o alerta de como se pode estar piorando a vida de alguém com críticas sobre o peso ou medidas que não se encaixam nos padrões de beleza.

 

Ortorexia Nervosa

A ortorexia nervosa, termo (do grego, ortho: correto; orexis: apetite) criado pelo médico americano Steven Bratman, é um novo distúrbio do comportamento alimentar caracterizado por obsessão por comidas saudáveis. As pessoas que apresentam ortorexia desenvolvem obsessão pela qualidade da alimentação, passando a limitar a variedade de grupos alimentares, excluindo, por exemplo, carnes, laticínios, gorduras, carboidratos sem fazer a substituição adequada. O que pode provocar quadros de carências nutricionais ou distúrbio da conduta alimentar.

A ortorexia ainda não é reconhecida como um transtorno alimentar, porém, tem sido bastante discutida devido às suas características, interações e sintomas que preocupam pela alta incidência observada. Geralmente as informações sobre alimentação saudável são obtidas de fontes genéricas como, meios de comunicação e redes sociais, onde, por vezes, são passadas de forma distorcida e exagerada.

Fixação em alimentação saudável e definição bastante rígida do conceito de saudável são alguns exemplos de comportamento ligados à ortorexia. Além disso, pode-se observar o isolamento social provocado pela necessidade de seguir um padrão alimentar tão rígido que apenas em casa poderá ser alcançado.

 

Vigorexia

A vigorexia ou transtorno dismórfico muscular é um distúrbio de ansiedade pouco conhecido, onde o indivíduo tem uma visão distorcida de seu corpo, os vigoréxicos se veem fracos e franzinos, apesar de fortes e muito musculosos. Devido a essa distorção a vigorexia leva seus portadores à prática exagerada de exercícios físicos, em busca do corpo perfeito de acordo com os padrões de beleza impostos pela sociedade.

Especialistas acreditam que sua origem pode estar relacionada à condição genética ou a um desequilíbrio químico no cérebro. Cansaço, inapetência, insônia, ritmo cardíaco alterado mesmo em repouso, dores musculares, tremores, queda no desempenho sexual, irritabilidade, depressão e ansiedade, e desinteresse por atividades que não estejam ligadas ao treinamento intensivo para adquirir massa muscular são alguns dos sintomas desse distúrbio.

Além disso, a vigorexia também causa mudanças de hábito como por exemplo treinamento intensivo para adquirir massa muscular, alterações na dieta (constituída basicamente por proteínas), consumo de suplementos alimentares (muitas vezes sem orientação médica) e uso de esteroides e anabolizantes.

Vale ressaltar que todo comportamento que fuja do equilíbrio seja comportamental, alimentar e emocional necessita de tratamento especializado! É importante a busca por especialistas tanto na área psicológica quanto nutricional e endócrina. A investigação química e psíquica dos fatores causadores dos transtornos alimentares é essencial para o tratamento. Busque ajuda!

 

Com informações de ABRAN, BBC, Drauzio Varella, Estadão, G1, GNT e GTDA.

 

Distúrbios do Sono: Confira 9 problemas que a falta de sono provoca à saúde

Imagem: HealthGoesUp

Excesso de trabalho, estresse, insônia, acúmulo de tarefas e distúrbios do sono são alguns dos vilões que ameaçam a qualidade de sono e a saúde física e mental de mais de 45 % da população mundial.

Dormir bem é um dos três pilares fundamentais para ter uma boa saúde, ao lado de uma dieta equilibrada e exercícios regulares. Para se ter uma boa noite de sono são necessários 3 elementos fundamentais: Duração – Suficiente para ficarmos descansados e alertas durante o dia (entre 7 e 9 horas por dia); Continuidade – Dormir sem interrupções para que o sono seja efetivo e; Profundidade- O sono deveria ser suficientemente profundo para que seja restaurativo.

O sono é dividido em quatro as fases, e cada uma delas é responsável por uma atividade diferente.

  • Fase 1: Abrange 10% da noite. Nesta fase, ocorre a transição entre a vigília e o sono. Quando escurece, ocorre a liberação da melatonina no organismo, que induz a sonolência;
  • Fase 2: Abrange 45% da noite. Na fase 2, diminuem os ritmos cardíaco e respiratório, os músculos relaxam e a temperatura corporal baixa. É a fase do sonho leve;
  • Fase 3: Abrange 25% da noite. O corpo funciona mais lentamente e o metabolismo cai. O coração passa a bater em ritmo mais lento e a respiração também fica mais leve;
  • Fase REM: Abrange 20% da noite. Esta é a fase do sono profundo. É nesta fase em que ocorrem os sonhos, a pessoa tem descargas de adrenalina e há picos de batimentos cardíacos e pressão arterial.

 

Dificuldades em qualquer uma das fases do sono pode acarretar prejuízos a curto e longo prazo. As primeiras manifestações dos distúrbios do sono se dão através de alterações de humor e de memória e de capacidades mentais (cognitivas), como aprendizado, raciocínio e pensamento. Com efeitos cumulativos, pessoas que sofrem com os distúrbios durante à noite acabam se tornando grandes candidatos a desenvolver doenças como hipertensão, diabetes e depressão.

Imagem: Revista Saúde

Nem sempre associada a uma doença, a falta de sono pode ser um alerta para um problema mais sério e pode afetar sua saúde de diversas formas, tais como:

Impede a conservação da memória – O sono é uma etapa crucial para o cérebro transformar a memória de curto prazo relevante em memória de longo prazo. Guardar o primordial, descartar o supérfluo e fixar as lições que aprendemos ao longo do dia.

Afeta o emagrecimento – Durante o sono nosso organismo produz a leptina, hormônio que controla a sensação de saciedade ao longo do dia. Além disso, quem tem o sono restrito produz mais quantidade do hormônio grelina, que provoca fome e reduz o gasto energético.

Enfraquece a imunidade – É durante o sono que acontece a produção de anticorpos. Dormir pouco reduz a função imune e o número de leucócitos, células responsáveis por combater corpos estranhos em nosso organismo.

Imagem: Dr. Bem Estar

Altera o funcionamento do metabolismo – É no sono que são produzidos os hormônios de crescimento e o cortisol. Mudanças no ciclo do sono podem atrapalhar a síntese de ambos.

Leva ao envelhecimento precoce – Durante o sono são produzidos a melatonina e o hormônio do crescimento, que exercem funções reparadoras e calmantes para a pele. O estresse provocado pela falta de sono também favorece o aparecimento de rugas.

Interfere na produção de insulina – Pessoas com diabetes que tem um sono insuficiente desenvolvem uma maior resistência insulínica, tornando o controle da doença mais difícil. Além disso, a falta de sono favorece o aparecimento de diabetes tipo 2 em quem não tem a doença.

Desregula a pressão arterial – Ter dificuldades para dormir é equivalente a um estado de estresse, o que aumenta a atividade da adrenalina no corpo e a pressão sanguínea durante a noite. Com o tempo essa alteração na pressão se torna permanente, gerando a hipertensão.

Afeta o desempenho físico – É no sono que o organismo produz o hormônio do crescimento que tem como funções ajudar a manter o tônus muscular, evitar o acúmulo de gorduras, melhorar o desempenho físico e combater a osteoporose.

Imagem: Pinterest

Prejudica o humor – O sono deficiente prejudica a comunicação entre os neurônios que são os responsáveis por produzir os neurônios relacionados ao nosso bem-estar, como a serotonina. Não dormir bem a noite pode favorecer quadros de depressão.

Viu só quantos problemas são causados por distúrbios do sono? Por isso, se estiver com dificuldades crônicas relacionadas ao sono, não deixe de procurar assistência médica. Existem tratamentos para distúrbios de sono e médicos especializados neles para ajudar os pacientes. Busque ajuda!

 

Com informações: BBC Brasil, Minha Vida e Unimed

 

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A Vida Moderna e os Transtornos Alimentares – Parte I

Imagem: Youtube

Sabemos a importância que uma alimentação saudável e balanceada possui para a manutenção de nossa saúde. Já falamos sobre a importância da alimentação em alguns momentos como: Você sabe o que está comendo?; e Reeducação Alimentar e Atividade Física.

Somos diariamente impactados por um volume cada vez maior de informações, inclusive informações ligadas à saúde e ao bem-estar, como hábitos saudáveis, alimentos benéficos e alimentos prejudiciais à saúde. Assim como também somos bombardeados, desde pequenos, por padrões de vida e estilo que muitas vezes não condizem com a nossa realidade.

Imagem: Respira pela Vida

Esses fatores combinados à agitação de nossa vida cotidiana acabam contribuindo para o surgimento de muitas dúvidas e preocupações acerca da forma como estamos nos alimentando e vivendo. São tantas informações que é difícil ignorar. As redes sociais que o digam!

E é aí que devemos ter atenção e tomar todo cuidado para não embarcar em promessas fáceis para ter um corpo tal qual aquela capa de revista. Sabe aquelas dietas milagrosas que prometem a perda de x quilos em apenas uma semana? Sabe aquela figura pública que cortou uma grande gama de grupos alimentares e perdeu grande quantidade de peso? Não caia na armadilha de achar que seguindo as mesmas dietas você conseguirá o mesmo resultado.

Imagem: Youtube

Bem, talvez até consiga, porém, como cada organismo tem necessidades específicas, você até poderá se livrar de alguns quilos, mas dificilmente não afetará sua saúde para tal. E é nesse cenário que temos observado o aumento de casos de transtornos alimentares, como a bulimia nervosa e anorexia nervosa.

 

Bulimia Nervosa

A bulimia nervosa, comumente chamada de bulimia, é um transtorno alimentar caracterizado por períodos recorrentes e incontroláveis de ingestão de grandes quantidades de alimentos seguidos por comportamentos e métodos compensatórios, em um esforço para evitar o ganho de peso (práticas que envolvem indução de vômitos, uso de laxativos e diuréticos, jejum prolongado e prática exaustiva de atividade física).

A bulimia pode ser causada por uma crise de baixa autoestima, ligada à insatisfação e/ou distorção da imagem corporal, sendo muitas vezes potencializada pela pressão de familiares e amigos. O transtorno ainda pode apresentar como “gatilhos” a depressão, as dificuldades nos relacionamentos interpessoais, os aborrecimentos e as dietas restritivas e/ou prolongadas.

 

Anorexia Nervosa

A anorexia nervosa, ou anorexia, é uma doença que se caracteriza pela perda voluntária de peso, sendo motivada por um desejo patológico de emagrecer aliado a um medo intenso de engordar. Ela pode causar graves problemas psiquiátricos ligados à distorção da autoimagem do indivíduo, que mesmo estando extremamente magro se enxerga como obeso.

Imagem: El Territorio

Predisposição genética, conceito atual de moda que determina a magreza absoluta como padrão de beleza e elegância, pressão da família e do grupo social e alterações neuroquímicas cerebrais (especialmente na concentração de serotonina e noradrenalina) são fatores que favorecem o aparecimento da anorexia.

Alterações comportamentais tais como: mudanças bruscas de humor; desculpas para não comer em casa; preocupação exagerada com o conteúdo calórico dos alimentos e por dietas perda de peso; sono excessivo; frio excessivo; queda de cabelo; isolamento familiar e social; vômitos; atividade física exagerada; redução brusca da alimentação; e utilização de medicamentos anorexigênos (redutores do apetite) e laxantes devem alertar os familiares para a presença da doença.

Imagem: Insight Psicoterapias

Esses dois transtornos alimentares tendem a aparecer na adolescência, contudo já vem se observando a incidência em indivíduos cada vez mais jovens, influenciados pelos padrões observados nas mídias em geral.

Imagem: Instituto de Psicologia USP

Por isso é de extrema importância que pais, familiares e amigos estejam atentos para o comportamento de crianças, adolescentes e jovens. Anorexia e bulimia não são modinha de adolescentes e muito menos uma fase passageira, são doenças que se não tratadas adequadamente podem levar a morte. Busque ajuda especializada!

Com informações de Drauzio Varella, Drauzio Varella, GNT, GTDA e GTDA.

 

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Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social

Imagem: Autossustentável

Nosso primeiro texto dessa semana temática sobre Saúde e Bem-Estar vai tratar sobre a boa saúde. Uma boa saúde vai muito além da ausência de doenças e enfermidades. É um estado de completo bem-estar físico, mental e social. Isso inclui fatores como alimentação, exercícios e até mesmo o acesso da população ao sistema de saúde.

A partir desta definição, dada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), é impossível pensar em melhoria de saúde sem uma visão mais ampla do tema. Diversos outros fatores podem colocar em risco a saúde mental dos indivíduos; entre eles, rápidas mudanças sociais, condições de trabalho estressantes, discriminação de gênero, exclusão social, estilo de vida não saudável, violência e violação dos direitos humanos.

Imagem: Unifafibe

Alguns outros grupos consideram que esse bem-estar seja também espiritual e ecológico. Assim, a saúde pode ser definida como bem-estar biopsicossocial-espiritual-ecológico, ou seja: bem-estar físico, psicológico (mental e emocional), social, espiritual (sentido para a vida) e ecológico (ambiental).

Assim, alguns hábitos bem simples são determinantes para uma vida saudável e equilibrada e podem ajudar a manter o seu bem-estar físico e emocional.

  •  Alimente-se bem. Procure alimentar-se de três em três horas. Prefira sempre alimentos naturais e integral, evitando alimentos muito calóricos à noite. Opte por sucos naturais em vez de refrigerantes e sucos industrializados;
  • Se hidrate. Para garantir o bom funcionamento do organismo, devemos ingerir pelo menos dois litros e meio de água por dia. Conheça outros benefícios da água!;
Imagem: Getty Images
  • Estabeleça contato com a natureza. Vá à praia, tome um banho de cachoeira, reserve um tempo para passear em áreas verdes. A harmonia com a natureza é fundamental para o seu equilíbrio emocional;
  • Movimente-se. Inclua alguma atividade física na sua rotina. Escolher alguma atividade com a qual você se identifique. Os exercícios melhoram o condicionamento físico e proporcionam uma sensação de bem-estar e disposição;
  •  Movimente-se. Inclua alguma atividade física na sua rotina. Escolher alguma atividade com a qual você se identifique. Os exercícios melhoram o condicionamento físico e proporcionam uma sensação de bem-estar e disposição;
  • Evite a automedicação;
Imagem: Oito do Dia
 
  • Durma bem. Uma boa noite de sono, além de recarregar as energias, é fundamental para o bom funcionamento do corpo e da mente;
  • Evite o fumo e o álcool em excesso.

Um novo olhar sobre a saúde é responsabilidade dos governantes, dos gestores em saúde e também de cada indivíduo. Há problemas decorrentes da ausência de políticas adequadas, da falta de recursos ou de má gestão, mas há situações problemáticas porque, infelizmente, nem todos têm o hábito de cuidar bem da própria saúde.

Cuide da sua saúde!

 

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