Cidades Sustentáveis

A escolha do “decrescimento” nos tempos atuais para tempos futuros

Já parou para pensar que quando queremos evoluir, em diversas áreas das nossas vidas, nós podemos escolher diferentes meios e perspectivas para alcançar essa evolução?

E é baseando-se nesse raciocínio que o conceito econômico do decrescimento se apoia. Não é no sentido contrário do crescimento, mas sim no sentido de deixar de pensar no crescimento infinito, sem escalas, pois, assim como afirmou o economista e filósofo Serge Latouche, “O crescimento infinito é incompatível com um mundo finito”.

Ou seja, essa ansiedade pelo progresso que nos deparamos no dia-a-dia está em querer ultrapassar os limites da abundância e não aprender a viver com o que nos é suficiente.

A ideia do decrescimento não é alterar instantaneamente a nossa sociedade e o estilo de vida atual e adotar o estilo “vamos viver somente com aquilo que a natureza nos dá”, é transformar a nossa concepção de suficiência, de nos satisfazer com a quantidade necessária sem a abundância que estamos acostumados a cultivar, ou melhor, a comprar. É crescer para manter o equilíbrio, entre nós, seres humanos, e os recursos naturais associados a uma economia igualitária.

Imagem: Granada en Transición

Transformar uma cidade, um estado ou país baseando-se no princípio do decrescimento pode ser uma utopia, mas dentro das nossas casas, na comunidade em que vivemos, não! E como podemos adotar o decrescimento em nossas vidas? Entendendo que crescer é diferente de lucrar, é encontrando alternativas que nos façam evoluir como humanos e pensando nas futuras gerações.

O propósito do decrescimento não é deixar de lado fatores como dinheiro e bens materiais, mas sim, diferentes maneiras de utilização dos recursos que uma sociedade usufrui, o que nos possibilita um convívio mais satisfatório para toda a comunidade, prezando a qualidade de vida e o bem-estar social, cuja sociedade atual não associa com o desenvolvimento econômico de uma determinada região.

Atualmente, está evidente que o estilo de vida que estamos levando está acelerando o processo degradativo do meio natural, levantando a questão: até quando suportaremos levar uma vida cada vez mais apressada, sem apreciar nossos dias deixando de lado valores e ideais que não se baseiam somente no lado financeiro.

Imagem: Creative Commons

Aproveitando essa alteração forçada das nossas rotinas, poderíamos iniciar um novo planejamento das nossas vidas, criar novos hábitos a fim de melhorar a conviver no ambiente em que vivemos, valorizando e nos satisfazendo com o que já conquistamos e entendendo que o “ter” algo é diferente de “ser” alguma coisa, pois assim encontraremos nosso equilíbrio e saberemos transmitir isso para nossas próximas gerações.

 

 

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