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Consumo consciente de informações. Pequeno guia para identificar fake news

Pode não estar muito claro para muitas pessoas, mas o consumo está ligado a uma gama de ações que executamos diariamente, muitas vezes sem nos darmos conta disso.

Assim ocorre quando lemos uma matéria em um portal de notícias, quando ouvimos programas jornalísticos no rádio, quando assistimos ao noticiário, quando nos inteiramos sobre um determinado assunto por meio de podcasts, quando lemos um artigo científico em uma revista respeitada e até mesmo quando conferimos as últimas notícias no Facebook ou quando recebemos notícias via Whatsapp.  

São tantas as formas de consumir informações atualmente, que se torna difícil não cair na armadilha das notícias inverídicas, comumente conhecidas como as temíveis fake news. Em muitos casos, nem temos o intuito de buscar informações, mesmo assim, somos “bombardeados” todo o tempo por dezenas de informações que chegam até nós por meio de nossa vida online.

Bombardeio de informações
Imagem: Creative Commons

Mas então seria o caso de desconectar da rede? De ficar offline? Sair das mídias sociais? A solução é o isolamento? Não sejamos tão descomedidos, cuidado e sensatez podem e devem ser utilizados como ferramentas para o consumo consciente e inteligente de informações. Listamos abaixo algumas dicas de como não ser vítima de fake news.

 1. Nem tudo que está na internet é verdade!

Vamos superar o tão reverberado mito de que tudo que está na internet é verdade. A internet é uma das melhores invenções de nossa sociedade contemporânea, no entanto, cada dia mais vem sendo utilizada de maneira deturpada. O importante é analisar se aquela informação lida ou recebida em alguma rede social é realmente verídica. Leia atentamente a notícia. A forma como é redigida muitas vezes já indica que a fonte não é confiável. Títulos sensacionalistas, erros de ortografia, abreviações, exposição de dados sem apontar a fonte de onde foram retirados são alguns indícios que podem indicar fake news, conforme aponta matéria da Super Interessante.

Inteligência
Imagem: Creative Commons

2. Verifique a fonte e a data da notícia

Atente para o site onde está hospedada a notícia, assim como o autor e a URL da notícia, muitas vezes há manipulação da apresentação da notícia, o que aparece visualmente não corresponde ao site ou a URL da notícia. Autores desconhecidos e sites duvidosos costumam ser usados para disseminar fake news que recebemos via mídias sociais. Além também do revivor de notícias antigas, um exemplo recorrente são as tempestades solares que afetaram aparelhos eletrônicos que comumente são recebidas via Whatsapp, muitas dessas notícias datam de anos passados.

3. Confira se a notícia está em presente em outros sites

Com o mundo e a sociedade incrivelmente conectados, as informações se propagam em velocidade cada vez maior, e o furo de reportagem em questão de segundos está presente em dezenas de site, em minutos está em centenas. Então, duvide se aquela notícia, que aparentemente vai mudar o rumo da humanidade, está presente apenas no site visitado.

Questione
Imagem: Creative Commons

 4. Cuidado com as bolhas das redes sociais

Não seja ingênuo de consumir apenas as informações que chegam até você pelas redes sociais, graças aos algoritmos nos é mostrado conteúdo parecido com aquilo que pesquisamos e as postagens e notícias daqueles com que temos maior interação. Fato este que aumenta a probabilidade de estarmos expostos a fake news. E isso não acontece apenas com o Facebook, se você costuma usar o Youtube, por exemplo, aparecerá para você uma seleção de vídeos relacionados ao conteúdo que você costuma assistir. Dessa forma, só aparecerão outros conteúdos se você pesquisar, caso contrário você continuará consumindo as mesmas coisas. Assim acontece também com as notícias, chegarão até você notícias enviesadas com o perfil de informação que clica, acessa e compartilha. E qual o problema disso? Visões compartimentadas de mundo, distorção da realidade. Atentem que para conhecer uma história, precisamos saber de pelo menos duas perspectivas sobre o mesmo fato. Até mesmo para criticar determinado assunto, devemos ter o mínimo de conhecimento. Ou você vai criticar dado fato porque todos os seus amigos estão criticando?

 

5. Só compartilhe notícias depois de checar as fontes

Muitos ainda não compreendem o perigo que representa compartilhar informações sem verificar a veracidade da notícia. Esse tópico ocorre em grande parte por meio de “correntes” de Whatsapp. Quantas vezes, por impulso, você encaminhou um link, compartilhou um vídeo ou deu RT em um conteúdo sem ao menos ler ou tomar conhecimento sobre o que aquele assunto realmente representava? Um alerta! Não pense você que estando na internet, isso lhe exime de quaisquer consequências por atos impensados. Você é sim responsável por seus atos e por aquilo que compartilha e ajuda a propagar. Alguns devem estar pensando: “Mas que mal há em compartilhar sem verificar?” Vou deixar dois exemplos de como as fake news são perigosas.

Boatos espalhados pelo WhatsApp, Twitter e Facebook, por exemplo, tem influenciado na queda do alcance das campanhas de vacinação no Brasil desde 2016, segundo o Ministério da Saúde.

Fonte: Portal Saúde – Governo do Brasil. Publicado em 20/09/2018. Para acessar a notícia na íntegra, clique aqui.

A dona de casa Fabiane Maria de Jesus, de 33 anos, morreu dois dias após ter sido espancada por dezenas de moradores de Guarujá, no litoral de São Paulo. Segundo a família, ela foi agredida a partir de um boato gerado por uma página em uma rede social que afirmava que a dona de casa sequestrava crianças para utilizá-las em rituais de magia negra.

Fonte: Portal de Notícias G1. Publicado em 05/05/2014. Para acessar a notícia na íntegra, clique aqui.

Fake News
Imagem: Creative Commons

6. Denuncie!

Quando se deparar com fake news, denuncie! No Facebook, por exemplo, é possível classificar tais conteúdos como “falso” – no canto direito da publicação clique nos três pontinhos e denuncie o conteúdo. Também existem agências especializadas em combater as fake news, que disponibilizam formulários de denúncia, conforme noticiou a Super Interessante.

Estejam alertas e questionem sempre!

 

Com informações de: Blog da Saúde – Ministério da Saúde, EstadãoG1O GloboPortal Saúde – Governo do BrasilPresidência da República – Planalto, Super Interessante.

 

 

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