Cultura

Recomeço, nova chance e resiliência.

Entramos em dezembro e os pensamentos de Natal e Ano Novo estão a milhão! Fazer a faxina na casa, limpar armários, programar as festas, ir às confraternizações, providenciar presentes… e pensar nas promessas de final de ano.

A cada ano temos um recomeço, uma nova chance de fazer diferente, uma oportunidade de sonhar e criar novas realidades. Da mesma forma que as crianças acreditam que o Papai Noel pode trazer qualquer presente que elas sonharem, nós, adultos, também nos permitimos fazer planos e criar imagens mentais de situações que esperamos tornar realidade no próximo ano. Emagrecer, parar de fumar ou beber, viajar, comprar carro novo, fazer um novo curso, deixar de ser tão impaciente e teimosa.

Como canta a música: “Que todos os nossos sonhos, sejam verdade. O futuro já começou.” O nome disso é esperança. Uma vontade que vem do coração de que tudo se realize. Um desejo. Uma corrente de energia que nos faz acreditar nas possibilidades.

E todos precisamos destes ciclos e do encerramento deles. Que seria de nós sem a pausa do final do ano? Daquele momento para respirar fundo, encher o coração de amor e conforto na companhia dos nossos familiares e repensar nossas escolhas? Quando a jornada é longa precisamos de pausas e recomeços.

Imagem: Autossustentável

A própria natureza em seu ritmo incessante nasce e renasce, morre e se retroalimenta formando ciclos de renovação da energia vital. Mas o ser humano tem um diferencial: os sentimentos. Acompanhamos o movimento natural na medida em que nos mantemos resilientes aos movimentos da vida.

Contudo, a tarefa tem ficado mais difícil a cada ano. O número de pessoas que têm sucumbido aos solavancos e chacoalhões têm aumentado muito. Talvez estejamos mais cansados. Talvez o movimento tenha se tornado mais forte e intenso. Fato é que hoje o número de pessoas que experimenta dificuldade em manter o ritmo, mesmo com as pausas para recarga, têm aumentado. Fato é que nossa forma de encarar a vida e o seu movimento mudou. Esperamos mais da vida e das pessoas. Queremos mais, desejamos uma infinidade.

E como poderíamos ter tudo na vida? E como se sentir aceito e acolhido 100% do tempo? E como acertar sempre? É possível isso? E ainda que fosse possível, por quanto tempo você conseguiria sustentar tudo isso?

Mais do que esperar a vida mansa e perfeita, sonhar com acúmulo de bens e buscar o merecido reconhecimento, este é o tempo de acolher. Acolher tudo o que poderia ter sido e não foi; tudo que eu gostaria, mas que não é viável ou eu não consigo mais sustentar (pagar o preço material e emocional); tudo o que deu errado ou que eu fiz errado. É tempo de ser resiliente a ponto de juntar as folhas secas e transformá-los em combustível para a nova jornada. Aprender a ser sustentável de dentro pra fora.

Imagem: Creative Commons

E aqui, sustentabilidade passa a ter muitos sentidos: aquilo que você consegue sustentar, aquilo que você reciclou e transformou em energia nova, aquilo que vale a pena manter e você vai reutilizar, aquilo que você quer realizar e que se dispõe a pagar (material e emocionalmente – responsabilizar-se), aquilo que você recusou por saber que não tem condições de sustentar.

E como este é o último texto do ano, desejo que em 2019 possamos assimilar os 7 R`s da sustentabilidade dentro de cada um de nós!

Que estejamos dispostos e disponíveis para os movimentos da vida! Que tenhamos coragem de repensar, respeitar, responsabilizar-se, recusar, reduzir, reciclar e reaproveitar!

 

 

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