Meio AmbienteSemana Temática

Projeto colombiano aposta na educação de crianças e jovens para a proteção da água

O projeto Educação participativa para a proteção da água na Colômbia prevê a participação de crianças e adolescentes em todas as suas etapas, da pesquisa em campo à formulação de projetos e políticas públicas.

Com o objetivo de incentivar ações em favor do ecossistema local, a Instituição de Ensino Rural El Hatillo, localizada em Barbosa (Antioquia), iniciou em 2009 um movimento para conscientizar os alunos sobre a importância do meio ambiente.

Em 2017, esse objetivo recebeu um novo impulso. Com o apoio da organização sem fins lucrativos Sieni, a Instituição mantém um projeto-piloto onde as crianças e os adolescentes têm papel central na conservação e proteção do riacho San Antonio, uma microbacia vizinha que está em risco de contaminação e o plantio de fauna não nativa.

Imagem: SieNi

O projeto Educação participativa para a proteção da água na Colômbia conta atualmente com 30 “equipes de água”, como são chamados os grupos de pesquisa.

Cada uma dessas “equipes de água” é composta por: um mentor científico, um professor e um grupo de cerca de 15 a 20 crianças e adolescentes. Os professores lideram as equipes e participam de oficinas para orientar os estudantes no diagnóstico. Os alunos realizam os estudos e o diagnóstico do estado da água e, assim, tomam conhecimento dos principais problemas em suas comunidades. Por fim, o mentor científico que valida a qualidade do diagnóstico realizado pela sua equipe.

Imagem: SieNi

Envolvidos no projeto, os estudantes se sensibilizam em relação à sua responsabilidade com o meio ambiente, aprendem a pesquisar, questionar e entender como cuidar da água em suas comunidades.

FASES DO PROJETO

O projeto piloto terá três anos de duração e serão divididos em três fases. Na primeira fase, recém completada, as equipes de água criaram uma base de dados que oferecerá um diagnóstico da situação do estado da água em suas comunidades, com dados georreferenciados.

Imagem: SieNi

Na segunda fase, que se inicia agora em 2019, as equipes vão formular projetos de pesquisa-ação com base nos diagnósticos feitos pelos estudantes e, montados os observatórios de água, que serão acompanhados por cientistas do mundo inteiro e coordenado por universidades. A intenção é que os projetos formulados, a médio e longo prazo, se convertam em temas de políticas públicas para a região.

Já a terceira fase, prevista para 2020, tem o objetivo de ajudar na consolidação e na autonomia dos observatórios de água. A ideia é que depois desta fase piloto, que tem três anos de duração, a iniciativa se estenda a outras regiões da Colômbia e também a outros países.

Saiba mais sobre o projetohttp://sieni.co/

Com informações: OEIRevista SemanaSieNi

 

 

 

Tags:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *