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Inovação e Tecnologia – Empresas Brasileiras e Geração de Energia a partir de Resíduos Sólidos Urbanos

Recentemente o Ministério do Meio Ambiente lançou o Programa Lixão Zero, uma iniciativa que visa atender à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) com o objetivo de eliminar os lixões existentes no Brasil e apoiar os municípios em soluções mais adequadas de destinação final dos resíduos sólidos, como os aterros sanitários. Atualmente, mais de 3 mil municípios no país precisam se ajustar à PNRS.

Imagem: Wikimedia

De olho nisso, algumas empresas brasileiras têm buscado disponibilizar ao mercado e utilização em seus próprios parques fabris soluções que utilizam resíduos sólidos urbanos na geração de energia. É o caso da Votorantim, que fabrica cimento com a utilização de combustível derivado de resíduos (CDR). Ela utiliza resíduos que não têm condições de serem reciclados, juntamente com pneus triturados e restos de madeira de reflorestamento, para gerar combustível, trazendo benefícios importantes para a indústria e para o meio ambiente, uma vez que permite o reaproveitamento energético e reduz a quantidade de resíduos destinados a aterros sanitários.

Imagem: Votorantim

Outro exemplo disso é a cidade de Entre Rios do Oeste, no Paraná, que gera biometano com resíduos da criação de porcos. Depois dos dejetos serem colocados em um biodigestor, o gás gerado corre por uma rede de gasodutos e é queimado em uma minicentral termelétrica, movimentando um gerador e levando energia para a rede da cidade.

A primeira usina do Brasil de produção de biogás a partir do tratamento dos dejetos de suínos na cidade de Entre Rios do Oeste – Paraná. / Imagem: Portal da Cidade Santa Helena

Ainda, a WEG acaba de lançar uma solução para a geração de energia elétrica a partir da gaseificação de resíduos sólidos urbanos (RSU). Na tecnologia oferecida pela companhia, o RSU é processado em várias etapas, transformado em gás combustível em um processo de gaseificação, totalmente livre de gases tóxicos. A solução apresenta vantagens como a possibilidade do uso de todo o lixo, sem necessidade de separação, a redução do custo logístico de destinação dos resíduos, podendo-se construir plantas em locais estratégicos e a produção de gás totalmente livre de furanos e dioxinas, o que dispensa a necessidade de sistemas complexos de tratamento dos gases.

Imagem: Creative Commons

Em países como Estados Unidos, China, Japão e na União Europeia já são utilizadas soluções semelhantes há mais de 3 décadas, mas especificamente no Brasil ainda há muito o que evoluir.

Você também conhece uma empresa ou entidade que gera energia elétrica por meio de resíduos sólidos? Então conta para gente!

 

 

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