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Navio movido a hidrogênio – O futuro de embarcações livres de emissão de carbono

O setor de transporte marítimo está no centro de discussões a respeito das emissões de CO2 (dióxido de carbono). De acordo com projeções da União Européia, se não houver substituição dos combustíveis convencionalmente usados nas embarcações, até 2050 o setor de transporte marítimo será responsável por 1/5 do total das emissões de CO2. As emissões funcionam como potentes catalisadoras das mudanças climáticas que estão se agravando com o passar do tempo.

O tema também está na mira da Organização Marítima Internacional (OMI) [1], agência da ONU voltada para o setor marítimo, onde os membros assinaram em abril de 2018 um acordo para reduzir as emissões de CO2 do transporte marítimo em pelo menos 50% em comparação às emissões de 2008.

Atenta a isso, a União Européia vem incentivando e financiando empresas e instituições, através da iniciativa Flagships, a fim de construir embarcações de emissão zero de carbono operadas para fins comerciais. Essa finalidade está sendo visada, através de tecnologia que utiliza de células de combustível a hidrogênio, pela empresa ABB que trabalha na construção de uma embarcação que tem data prevista de entrega para 2021. A empresa, juntamente com outras parcerias, está trabalhando no desenvolvimento de uma instalação que permita que as operações desses futuros navios seja feita por uma célula de combustível a hidrogênio de 400kW.

Os testes estão sendo realizados para comprovarem que as células de combustível a hidrogênio são uma solução de propulsão prática e viável economicamente para a produção em larga escala para embarcações de porte médio, que transportam mais de 100 passageiros ou volumes de carga equivalentes para regiões de interior ou litorâneas.

Após a instalação do sistema de célula de combustível a hidrogênio, haverá testes diários de operação da embarcação, principalmente observando os procedimentos de reabastecimento necessários para cumprir o cronograma de operação. Esses testes são de extrema relevância, pois fornecerão insights sobre o desenvolvimento e a otimização da infraestrutura de reabastecimento necessária para as células a combustível de hidrogênio nas operações marítimas.

A tecnologia e inovação das células de combustível a hidrogênio é considerada uma das soluções de energia sustentável mais promissoras para reduzir as emissões marítimas em todo o mundo, porque transformam a energia química do hidrogênio em eletricidade por meio de uma reação eletroquímica. Em outras palavras, o hidrogênio é diretamente convertido em eletricidade, calor e água limpa.

 

[1] A OMI foi criada em 1948, como um organismo especializado na estrutura da  Organização das  Nações Unidas (ONU) com os seguintes propósitos: promover mecanismos de cooperação; segurança marítima e a prevenção da poluição; remoção dos óbices ao tráfego marítimo. A OMI tem sede em Londres, Inglaterra, conta com 169 Estados Membros e três Membros Associados. Sua Convenção foi ratificada pelo Brasil em 17 de março de 1957. Fonte: Marinha do Brasil.

Fontes: ABB, BBC, Exame, G1, Uol/ Bloomberg

 

 

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