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Energia Solar no Brasil: Entre Entraves e Avanços

O Brasil possui imenso campo para a captação de energia proveniente de luz solar. Dentre as qualidades, verifica-se ser fonte de energia sustentável, não produzir ruídos e poluição sonora, facilidade de instalação e pouca manutenção, além de longa vida útil.

Nessa área, a Alemanha é um grande exemplo a ser seguido. Mediante grande aporte de subsídios concedidos pelo governo, leis sobre o tema e mecanismos regulatórios o país conseguiu alcançar importantes avanços. Dentre as legislações, destaca-se a Lei de Energias Térmicas Renováveis (EEWärmeG) de 2009, que tornou obrigatória a utilização de fontes fotovoltaicas em novas edificações.

Imagem: Creative Commons

No Brasil, a situação ainda caminha a passos mais amenos. De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR):

 “o Brasil conta com 1,7 mil megawatts de capacidade instalada para produção de energia com sistema solar fotovoltaico. Isso representa apenas cerca de 1% da matriz energética nacional, mas o crescimento é rápido: só no ano passado, foram cerca de 900 megawatts adicionados, o que coloca o país como o décimo que mais adicionou capacidade produtiva em todo o mundo no período, de acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA)” [1].

Um das vantagens da energia solar é a possibilidade de geração distribuída, que em território brasileiro é regulamentada pela Resolução Aneel nº. 482/2012, que atualmente está em processo de revisão.

Usina de Energia Solar no Piauí. / Imagem: Piauí Hoje

Segundo Ronaldo Koloszuk e Rodrigo Sauaia, “apesar de a geração distribuída estar, finalmente, crescendo no País, o fato é que permanecemos muito atrasados em relação ao mundo. No Brasil a geração distribuída trouxe liberdade a menos de 75 mil consumidores de um universo de mais de 84 milhões de consumidores cativos atendidos pelas distribuidoras. Ou seja, não representa nem uma gota sequer em um oceano de brasileiros cada vez mais pressionados por altas tarifas” [2].

Bons exemplos, porém, podem ser citados. Em projeto pioneiro, os morros da Babilônia e do Chapéu-Mangueira no Rio de Janeiro. Os painéis construídos são frutos de ação da associação sem fins lucrativos RevoluSolar [3], em parceria com a Associação de Moradores da Babilônia [4].

Fundadores do RevoluSolar. Imagem: RioOnWatch

Diante disso, é necessário avanços nos debates sobre as regulamentações e maior empenho dos governantes para reduzir o abismo entre o potencial energético e o cenário efetivamente verificado atualmente.

[1] Fonte: Época
[2] Fonte: Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) 
[3] Fonte: Combate Racismo Ambiental 
[4] Fonte: Novos Paradigmas

 

 

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