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Como descartar corretamente resíduos eletroeletrônicos?

Todos nós geramos resíduos ao longo da vida, é algo inerente à nossa sociedade baseada em consumo e rotina cada vez mais alucinantes. E isso acaba nos afastando de um modo de vida mais natural e saudável, seja fisicamente ou mentalmente. Além de comprometer cada vez mais a nossa casa, já que, exploramos recursos naturais, consumimos produtos e descartamos os resíduos em velocidade e quantidade maiores que o planeta é capaz de suportar.

Os resíduos que produzimos, assim como nosso modo de vida, têm ficado mais complexos com o passar dos anos, o que pode ser encarado com pessimismo ou otimismo, tudo dependerá do quão responsáveis e conscientes formos para lidar com essa situação.

Vamos aos fatos:

O Brasil está atualmente entre os sete maiores produtores de resíduos eletrônicos do mundo, sendo o país que mais gera esses resíduos na América Latina, conforme dados do relatório “The Global E-waste Monitor 2017” desenvolvido pela ONU.  China, Estados Unidos, Japão, Índia, Alemanha, Reino Unido e Brasil são, nessa respectiva ordem, os maiores produtores de resíduos eletrônicos.

Imagem: Autossustentável

Apesar da denominação mais comum ser a de lixo eletrônico ou e-lixo, precisamos entender que lixo é apenas aquilo não podemos reaproveitar, reutilizar ou reciclar. Por isso, as cerca de 1,5 milhão de toneladas de resíduos eletrônicos produzidas no Brasil no ano de 2016 devem ser corretamente denominadas de resíduos de equipamentos eletroeletrônicos (REEE), aproveitando todo o potencial de reutilização e reciclagem que esses resíduos possuem.

O que seriam os REEE?  

Basicamente tudo que utilizamos em nosso estilo de vida atual, como por exemplo: Tvs, geladeiras, aparelhos de ar-condicionado, ventiladores, chuveiros, microondas, máquina de lavar, secadoras, aparelhos de som, vídeo games, celulares, carregadores, controles, computadores, laptops, mouses, teclados, HDs, CPUs, impressoras, modem, monitores, fones de ouvido, lâmpadas, secador de cabelo, dentre vários outros eletroeletrônicos que podem ser encontrados em nossas casas. Também não podemos esquecer que a indústria também é geradora de REEE e que, assim como nós, precisa dar a destinação correta a esses equipamentos devido aos riscos de contaminação e poluição que os mesmos possuem para a natureza e para a nossa saúde.

Como descartar corretamente?

Primeiramente devemos separar os resíduos de equipamentos eletroeletrônicos (REEE) do restante dos resíduos que geramos. Por conterem materiais tóxicos em sua composição, os eletroeletrônicos não devem ser descartados no lixo comum.

Várias empresas e marcas, principalmente às ligadas à tecnologia, possuem programas e projetos voltados para a reciclagem e para a logística reversa de seus produtos. No entanto, a destinação correta dos REEE ocorre em sua grande parte por ação do consumir consciente. Talvez se existissem mais incentivos ao público consumidor, esse descarte seria feito de forma mais eficaz e eficiente.

Então, a dica para descarte correto é verificar se a marca da qual você adquiriu seu eletroeletrônico possui nos canais de comunicação com o cliente – SAC, site, aplicativos – programas voltados para a logística reversa e/ou reciclagem. Algumas marcas que já estão nessa empreitada são: Acer, Apple, Dell, LG, Motorola, Positivo, dentre outras. Há também as empresas recicladoras que trabalham com a coleta de itens eletroeletrônicos como: Ecobraz, Coopermiti e e-Lixo RJ. E não podemos esquecer do Portal E-Cycle que disponibiliza diversos postos de reciclagem para vários tipos de resíduos, inclusive os REEE – para acessar a ferramenta, clique aqui.

Imagem: Portal do Lixo Eletrônico

Mesmo com tantas dicas, ainda é difícil encontrar postos de coleta de resíduos de equipamentos eletroeletrônicos fora da área das grandes capitais, o que é reflexo da PNRS ainda incipiente e do desinteresse de grandes marcas e empresas em atender consumidores de regiões periféricas do país. Mas não vamos desanimar, pois temos, enquanto consumidores e cidadãos, o poder de mudar essa situação: informação, conscientização e exigência de melhores serviços.

 

Fontes:
1. The Global E-waste Monitor 2017 – clique aqui para acessar.
2. Portal E-Cycle: Tire suas dúvidas sobre a reciclagem de lixo eletrônico. Para acessar a matéria clique aqui.
3. Ciência Hoje: O valor do ‘lixo’ eletrônico. Para acessar a matéria clique aqui.
4. Tech Tudo: Brasil é o líder de produção de lixo eletrônico na América Latina. Para acessar a matéria clique aqui.
5. Olhar Digital: Reciclagem de eletrônicos é cada vez mais necessária. Para acessar a matéria clique aqui.
6. SEBRAE: Lixo Eletrônico: soluções inovadoras para o descarte. Para acessar a matéria clique aqui.

 

 

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