Consumo

Autossustentável, eu?

A cada final de ano reavaliamos nossa trajetória. Como no GPS do carro, recalculamos rotas e tentamos encontrar os melhores caminhos e decisões para que no próximo ano possamos chegar mais próximos do nosso sonho, meta ou objetivo.

Durante muitos anos estive repensando vários aspectos e buscando a minha autossustentabilidade em todos os sentidos (financeira, pessoal, afetiva, psicológica…). Pois é, sempre que pensamos em sustentabilidade tendemos a pensar sobre nós e a natureza; sobre preservação do ambiente no qual vivemos; ou sobre a defesa de espécies em risco de extinção. Mas, vai muito além.

Imagem: Creative Commons

A autossustentabilidade que estou buscando é mais completa e mais profunda. Quando falo em financeiro, por mais que eu me torne autônoma ou empresária, ainda assim dependo dos clientes; então não serei autossustentável a este ponto. Mas posso sim fazer esforços para criar um lastro financeiro que me ampare por alguns meses ou até anos, caso eu precise. E isso precisa entrar no meu planejamento anual, caso contrário nunca terei liberdade financeira para “chutar o balde” ou passar um período me dedicando aos estudos, caso eu queira.

Mais do que isso, a liberdade financeira vem de mãos dadas com a segurança. Observo diariamente pessoas chegarem ao escritório cheias de receios quanto à Previdência Social ou aos Institutos de Previdência. Esta insegurança tem uma origem bem definida: uma vida inteira de sonhos com a aposentadoria foi confiada a um único local e sobre o qual eles não possuem mais controle.

Aqueles que buscam informações financeiras e econômicas sabem que nunca devemos colocar todas as fichas em um único tipo de investimento. Então, em relação a todos os nossos sonhos e expectativas com o futuro, em quem estamos confiando? Em um órgão estatal? Em um banco? Em uma financeira? Quantos de nós poderia dizer que possui controle real sobre o que acontece com o seu dinheiro mensalmente?

Imagem: Creative Commons

Quando pensamos em sustentabilidade/ sustentar, estamos sustentando a quem ou o que com nossos (tão preciosos e, na maioria das vezes, escassos) recursos financeiros?

Esse deve ser o raciocínio inicial antes de começar um plano de previdência privada, por exemplo. Afinal, neste tipo de aplicação estamos juntando dinheiro para o futuro, mas pagando taxas administrativas que às vezes contraindicariam o investimento. Em quem você confiaria para ficar com as suas economias por 20 ou 30 anos?

E não é apenas isso, todos os dias você escolhe investir em um comerciante específico, em produtos, em produtores, em marcas. Que retorno elas trazem a você? Vale mesmo a pena pagar o triplo por um produto que tem uma marca específica? E, em contraponto, você acredita mesmo que um produto vendido a um preço irrisório está trazendo benefício para todos os envolvidos (desde trabalhadores, produtores, fornecedores, comerciantes e consumidores)?

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Enfim, estamos em um momento de reavaliação dos nossos conceitos de futuro, de confiança, de sustentabilidade, de investimento, de previdência e solidariedade. Nossas decisões a partir de agora, e mais do que nunca, serão de nossa inteira responsabilidade. Chegou a hora de assumir as rédeas da nossa realidade financeira atual e futura. Vamos nos preparar para uma autossustentabilidade?

Que venha 2020! Meus votos são de que possamos neste novo ano respirar fundo e aceitar o desafio de sustentar a nossa realidade e no nosso futuro! Que possamos ter saúde, dinheiro e alegria! Que possamos fazer as pazes com as nossas escolhas!

 

 

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