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Pesquisadores transformam garrafas PET em membros protéticos

Pode-se economizar milhões e ajudar a combater a poluição ao mesmo tempo.

 

A pesquisa liderada pelo professor Karthikeyan Kandan, do departamento de Engenharia Mecânica da Universidade De Montfort Leicester, no Reino Unido, fabricou com sucesso o primeiro soquete protético de membro feito de garrafas PET recicladas.

A ideia é supersimples e envolve a economia circular do plástico, ressignificando os resíduos plásticos! Uma ótima solução para um problema global. São cerca de 1 milhão de garrafas PET são vendidas a cada minuto. Mas apenas 7% são recicladas, com o restante vazando para aterros ou nos oceanos.

Mas como é feito?

Tritura-se as garrafas PET. Este material granulado é aquecido, gerando fios de plástico que são injetados em moldes de membros protéticos. O material formado é bem sólido, porém bastante leve.

As próteses de plástico reciclado foram testadas por dois pacientes na Índia, um dos quais com a perna amputada acima do joelho e a outra abaixo. Ambos ficaram impressionados com a leveza e a respirabilidade do material, além da facilidade de andar da prótese.

Imagem: De Montfort University Leicester

O objetivo da pesquisa é resolver a lacuna entre próteses de alto desempenho que custam milhares de libras e próteses acessíveis que não têm conforto, qualidade e durabilidade – especialmente para amputados em países em desenvolvimento.

Usando esse método, o custo de produção de um soquete protético cai vertinosamente. Enquanto um soquete protético convencional custa alguns milhares de libras, um soquete feito de PET reciclado custa apenas 10 libras (cerca de 55 reais).

Estima-se que mais de 100 milhões de pessoas em todo o mundo tiveram um membro amputado. No Brasil, são mais de 470 mil pessoas e as principais causas de amputação de membros inferiores são diabetes e acidentes de trânsito, de acordo com a Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR).

A pesquisa também contou com a participação e o apoio da maior organização do mundo para a reabilitação de pessoas com deficiência, o Bhagwan Mahaveer Viklang Sahavata Samiti (BMVSS) em Jaipur, Índia, além de especialistas em próteses do mundo inteiro.

Atualmente, o professor Kandan está realizando testes em larga escala com pessoas de diferentes países para adaptar o material de forma a atender individualmente os pacientes.

Com informações: De Montfort University

 

 

 

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Um comentário

  1. […] artigo foi publicado originariamente no site- Auto Sustentável , e foi reproduzido  adaptado por equipe do blog […]

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