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Equatoriana usa restos de bananeira para purificar água

A jovem engenheira biotecnóloga Maricela Granda é natural da província de Sucumbios, na parte norte da Amazônia equatoriana. A região é conhecida pela sua produção de petróleo e pelo cultivo de bananas.

Em suas pesquisas, ela descobriu que a água da região onde vive vinha estava sendo poluída por hidrocarbonetos, com severos impactos prejudiciais na obtenção de água potável para a população.

Para quem não sabe, os hidrocarbonetos vêm de fontes como o petróleo e o gás natural. Eles são largamente utilizados na indústria química e essenciais na produção de derivados do petróleo, como: combustíveis, polímeros, parafina, corantes e tantos outros produtos úteis ao homem.

A água em região da Amazônia equatoriana foi poluída por hidrocarbonetos. Foto: Maricela Granda

Foi durante uma colheita na terra de seus pais, que Granda observou a estrutura detalhada do pseudocaule — a parte da bananeira que parece um tronco — que era descartada na natureza e não era utilizado de nenhuma forma pelos produtores de bananeiras.

Surgiu então a ideia de fazer um biofiltro. Sua pesquisa, junto a empresas e instituições locais, trabalha atualmente em um projeto piloto com o pseudocaule sendo utilizado como material absorvente para hidrocarbonetos na água. Após esta primeira etapa, há uma filtragem adicional como cascalho e areia para complementar o processo.

O objetivo da pesquisa é que o biofiltro possa ser instalado nas residências de forma a levar água limpa para as áreas afetadas pela poluição.

Os resultados obtidos são comparados com padrões técnicos nacionais sujeitos aos padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS), a fim de garantir que o a água atenda todos os parâmetros exigidos para garantia da qualidade da água.

A pesquisadora também está em contato direto com grupos e organizações que monitoram a poluição hídrica da região. A coleta dessas informações e o compilamento dos dados são essenciais para descobrir como a poluição afeta os ecossistemas locais e dá embasamento para se trabalhar diretamente com os tomadores de decisão da comunidade.

 

Com informações: ONU Meio Ambiente

 

 

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