Cidades SustentáveisMeio Ambiente

Mudanças Climáticas e o novo Coronavírus

Em 2020, o mundo foi confrontado com a pandemia do novo Coronavírus (COVID-19), onde em distintos locais pelo mundo pessoas foram obrigadas ao isolamento social e a quarentena para evitar propagação e contaminação.

Em conjunto com o novo Coronavírus, fomos confrontados com tais medidas de isolamento onde, consequentemente, ocorreram o fechamento do comércio, o fim de eventos esportivos (inclusive os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020) e a incidência do trabalho “home office”, ou seja, a paralisação mundial em distintos aspectos. Tais medidas resultaram em uma série de problemas econômicos e sociais no Brasil e no mundo. Incertezas e inseguranças são a marca desse tempo.

Mas afinal, o quê isso tem a ver com as mudanças climáticas? E com a proteção ambiental?

Imagem: Creative Commons

A curto prazo, a redução de pessoas na rua, da quantidade de veículos e da intensa produção industrial poderia ser visto como benéfico à redução da emissão de Gases de Efeito Estufa (GEEs), mas a longo prazo pode ter pouco efeito para que as metas climáticas do Acordo de Paris sejam efetivamente cumpridas.

A pandemia nos mostrou, porém, animais retornando para o habitat natural, canais de Veneza despoluídos sem a presença dos turistas nas românticas gôndolas, avenidas vazias de veículos e aviões parados no hangar dos aeroportos. Outra experiência interessante foi a descoberta virtual em plataformas de ensino, de conferência, de reuniões ou mesmo um bate papo descontraído com amigos. Tais encontros virtuais reduzem os deslocamentos e, por consequência, emissões de gases poluentes. E o cenário pós pandemia? Haverá corrida aos shoppings ou lojas comerciais? Não sabemos.

Imagem: Creative Commons

O que sabemos, porém, é que a saída “verde” deveria ser inevitável. É preciso se atentar que as mudanças climáticas possuem efeitos nefastos que ao longo do tempo são iguais ou mais sérios que a própria pandemia da COVID-19. A diferença é que seus efeitos são mais lentos, graduais e um pouco mais imperceptíveis pelos cidadãos no dia a dia, mesmo que cada vez mais eventos climáticos e catástrofes têm ocorrido, além dos devidos alertas dos cientistas.

A saída “verde” já tem sido planejada pela União Europeia, que através de um European Green Deal pretende realizar uma recuperação mais sustentável em superação de uma velha economia, a qual se demonstrou fragilizada nesses tempos do novo Coronavírus. Essa ideia está alinhada com pesquisa da IPSOS Moris que indica que sete em cada dez brasileiros concordam que as mudanças climáticas são tão sérias quanto a crise gerada pela COVID-19.

Imagem: Creative Commons

Portanto, cumpre ressaltar que grandes crises geram grandes oportunidades. E, mais uma vez, indica-se meios para que a sustentabilidade possa ser um dos pilares de enfrentamento dos principais problemas do século XXI. Que os governantes nos ouçam…

 

 

Tags:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *