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Como as Escolas podem ajudar no combate às Mudanças Climáticas?

Vivemos crises globais sem precedentes. Enquanto desigualdades são escancaradas e milhares de pessoas sofrem suas consequências diretas, muitos ainda negam sua existência e urgência. Diferentemente da pandemia causada pela Covid-19, a crise climática não será solucionada com uma vacina que está em teste. Ambas têm origens similares – desequilíbrios ambientais, exploração ilimitada dos recursos, aumento exponencial da população e um sistema exploratório completamente desigual e opressor – mas as corridas por soluções ainda estão em ritmos e prioridades bem discrepantes.

As escolas sempre tiveram papel fundamental desde o início do movimento ambientalista na década de 1970, sendo palco de diferentes discussões e grande aliada na formação de pessoas protagonistas, críticas e que coletivamente buscam soluções locais para desafios globais. No combate à crise climática não poderia ser diferente, vemos nascer uma mobilização muito potente e inspiradora em instituições pelo mundo todo.

Imagem: Pixabay.

Grande parte do movimento pelo clima foi e segue liderado por crianças e jovens que mais do que convidar, convocam e provocam seus professores a fazerem parte, a aprenderem, a reinterpretarem o mundo e todas suas possibilidades junto com eles.

Partindo ou não de uma demanda dos próprios alunos, é urgente que as escolas assumam sua corresponsabilidade e vão para além de uma abordagem apenas disciplinar expositiva, trabalhando e as dimensões comunitárias e territoriais, com ações práticas, transformadoras e contextualizadas.

Imagem: Unplash.

É necessário o desenvolvimento do que são chamadas de “competências climáticas” ligadas à ciência, adaptação e mitigação em relação a questões como justiça climática, vulnerabilidade e risco ambiental, compreensão dos ciclos da natureza e do método científico.

São diversas as possibilidades de inserir o enfrentamento à crise climática nas escolas, como, por exemplo, a criação de um comitê ou uma formação pedagógica para os educadores sobre o assunto. Porém, mais do que apenas iniciar, um dos grandes desafios das escolas é manter sua comunidade engajada em propostas significativas, sistêmicas e realmente transformadoras.

Um dos caminhos é fazer parte do Movimento Escolas pelo Clima, organizado pela Reconectta em parceria com o The Climate Reality Project, que surgiu com o objetivo de conectar e inspirar instituições comprometidas com educação e ação climática. A ideia é que as escolas se comprometam a inserir a temática no ano de 2021, que possam dialogar e se apoiarem ao longo do caminho em comunidade, assim como serem reconhecidas por seu empenho.

Fonte: Alexandre Beck.

Mais que uma rede de apoio e inspiração, o movimento manifesta-se como um caminho possível. Imersos em contextos que parecem muitas vezes dar largos passos para trás, os educadores precisam acreditar que um futuro melhor é possível e que existem muitas pessoas comprometidas a fazer isso acontecer. Como responde o personagem “Armandinho” em uma de suas famosas tirinhas, “não estou sozinho, só estamos espalhados…, mas já começamos a nos reunir.”

Conheça e faça parte do Movimento Escolas Pelo Clima: www.reconectta.com/escolaspeloclima

 

 

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